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domingo, fevereiro 12, 2006

A filosofia e o sistema

Fabio Ortolan me escreveu o seguinte:

"Quais as coisas que você discorda sobre a "filosofia" GNU/Linux e que limitações você enxerga no GNU/Linux??

Pode parecer estranho, mas seria interresante você postar algo a respeito."

Achei o tema interessante e decidi dedicar algum tempo pensando sobre isso.

A filosofia GNU/Linux poderia ser chamada na verdade de filosofia do Software Livre. Já que o GNU/Linux serve como exemplo de software livre, assim como muitos outros softwares e projetos. Sobre a filosofia do SL eu tenho uma expressão que vai demonstrar muito bem o que penso: ela não é perfeita porque nada é perfeito. Se algo no mundo da informática pudesse ser perfeito seria a filosofia do SL.

Informática é ciência, assim como matemática. Ciência deve ser livre, deve ser para o bem de todos e para o progresso do homem. Ciência paga é segregacional, exclui aqueles que não podem arcar com seus custos e cria barreiras para a distribuição de informação, conhecimento, aprendizado e progresso.

É possível ganhar dinheiro com ciência, é possível ganhar dinheiro com ciência livre, portanto não há mal algum em queremos que a informática seja mais parecida com outras ciências no sentido de distribuir igualitariamente seus frutos. Cito um exemplo controverso. Em Cuba não há direitos autorais para literatura. Se você é escritor o governo cubano pode, deliberadamente e sem comunicar a você, pegar sua obra, traduzir para a língua local e publicá-la e distribuí-la para seus cidadãos. O resultado é que Cuba possui um dos menores índices de analfabetismo do mundo, menor inclusive que o índice dos EUA.

Mas se o governo cubano pega meu livro e distribui sem me pagar um centavo, como eu ganho dinheiro? Simples! Aproveite que o governo e o povo cubanos interessaram-se por sua obra e ofereça uma palestra, curso, ou mesmo aulas sobre o assunto. Se você não ganhar dinheiro, pode ao menos passar algum tempo em uma bela ilha caribenha conhecendo outra cultura. Você trocou então uma vantagem monetária por uma cultural. E todos saíram ganhando de alguma forma.

Falando em respeito por leis de direito autoral, para aqueles que acreditaram que o exemplo foi controverso demais, grandes nomes da ciência e grandes empresas conseguiram muito respeito técnico, acadêmico, e até boa vantagem monetária fornecendo seus estudos e pesquisa de maneira livre. Insisto que se Albert Einstein, Maxwell, Newton e outros tivessem registrado suas teorias, patenteado-as se possível na época e decidido montar empresas para comercializar seus conhecimentos viveríamos em um mundo muito pior.

A informática ignorou por anos a oportunidade de contribuir para a sociedade humana como ciência. A filosofia do Software Livre busca corrigir esse comportamento errático que os homens de negócios perpetuaram por tantos anos, pregando apenas que o conhecimento deve ser repassado a todos sem distinção e sem limitações. O que um sabe, todos sabem; do que um aprende todos se beneficiam.

São conceitos tão antigos como a própria conciência humana. Abra a bíblia nos capítulos certos e você lerá coisas como "repartir o pão". Conceitos como "de cada um conforme sua capacidade para todos conforme sua necessidade" ou "igualdade, liberdade e fraternidade" são sonhos que muitos de nós tentamos por séculos tornar realidade. Nenhuma área da ciência humana pode negar a si própria a oportunidade de contribuir dessa forma para a espécie humana.

Gostei de Stallman e sua filosofia quando li uma entrevista onde ele falava algo como propagar os ensinamentos que recebemos de nossos pais quando crianças. Éramos ensinados que deveríamos compartilhar livros e brinquedos com nossos amigos, e quando crescemos descobrimos que é errado compartilhar software. Por quê? Porque alguém quer impedir-me de compartilhar algo bom com meus amigos, apenas para obter lucro. Tenho um nome pra isso, e é um nome feio.

Assim não vejo falhas na filosofia do SL, apenas boas intenções e uma vontade grande de tornar o campo tecnológico tão fraterno quanto o físico. Talvez haja problemas com suas implementações, as GPLs da vida ou as restrições sobre DRM que estão gerando tanta polêmica. Mas do ponto de vista filosófico, o SL é algo que pode nos ajudar a construir um mundo melhor.

O GNU/Linux, enquanto sistema operacional para computadores, possui limitações, como qualquer outro produto humano. E acho que grande parte delas é causada pela forma como o GNU/Linux tem sido desenvolvido. Inicialmente o GNU nasceu para substituir o UNIX. Ele proporcionaria a oportunidade das pessoas rodarem em seus equipamentos pessoais o mesmo sistema que trabalhava em seus laboratórios, ninguém preocupava-se com o Windows naqueles tempos. Nisso o GNU/Linux foi soberbo. Hoje você encontra poucos sistemas Unix proprietários rodando por aí em comparação ao número de máquinas operadas pelo GNU/Linux. Solaris, AIX, HPUX, todos eles tiveram que mudar seu sistema de licenciamento ou aceitar uma posição menor nas estratégias de mercado de seus próprios desenvolvedores, por força da capacidade e baixo custo do GNU/Linux.

Nos últimos tempos os desenvolvedores dos vários sabores de GNU/Linux decidiram que era hora de desbancar o Microsoft Windows onde ele era forte: desktops domésticos e aplicações e desktops de pequenas e médias empresas. E o desenvolvimento do GNU/Linux e seus correlatos (como interfaces gráficas, programas, drivers, aplicações) passou então a seguir os passos do próprio Windows.

Gnome e KDE apresentam interfaces com funcionamento e look & feel semelhantes ao Windows. Os programas como navegadores de web (Firefox), office (OpenOffice) desenvolvimento (Eclipse, etc.) ainda que apresentem funcionalidades que seus competidores não possuam inspiram-se nas interfaces concorrentes para tratar o usuário. Tenho a impressão que isso dê-se pela idéia de que se o Firefox parecer bastante com o Internet Explorer o usuário migrará com mais facilidade, idem para o OpenOffice que em sua versão 2 abandonou sua identidade visual anterior para buscar uma identificação maior com o Microsoft Office.

Mesmo que isso proporcione uma maior facilidade de migração, traz consigo um problema. Ao seguir os passos de alguém, você está sempre atrás. Enquanto a Apple é conhecida por inovar nas interfaces de seus produtos e usa isso como seu grande diferencial as interfaces de GNU/Linux parecem sempre ser uma adaptação do desenho da última interface adotada no Windows. Fica a impressão que junto com os acertos repetiremos também todos os erros dos outros sistemas. Ser uma alternativa ao que já está implementado significa antes de tudo ser diferente do que já está implementado. As pessoas tendem a não enxergar diferenças entre coisas que são muito similares. E acabam por concluir que é igual.

E assim vai ser com tudo que os desenvolvedores Linux esperarem sair em outro sistema antes para ter certeza que dará certo. Seja com EFI, seja com novos sistemas de arquivos, com uma nova abordagem para a organização e uso do desktop, seja com um novo método de instalar programas. Se você quiser ser reconhecido por algo diferente e inovador, você deve fazer algo diferente e inovador.

O maior ponto fraco do GNU/Linux enquanto alternativa ao Windows hoje é esse: estar mais preocupado em implementar coisas que o Windows implementa do que implementar coisas novas que a Microsoft nem tenha avaliado ainda. Há muito o que fazer nessa área. Coisas como Personal Clustering ou Desktops Remotos, são coisas que em um futuro podem ser desejáveis para muitos usuários e que o GNU/Linux não poderia esperar o Windows trazer para também decidir implementar. A inovação deve estar sempre em prineiro lugar para que o Linux possa apresentar-se com um diferencial forte ao ser considerado alternativa ao Windows. E aí me dá uma saudade da Conectiva... ;-)

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Comments:
Sempre tive o mesmo pensamento, principalmente no que diz respeito a estar procurando ser igual "pra facilitar". Hoje temos a "mente da microsof" implantada em nosso conceito de como deve ser o desktop e por isso "precisamos" de coisas iaguais pra que funcionem! Isso é exatamente o que temos que mudar! Novamente, parabéns pelo artigo.
 
Tem um reply a esse post no meu blog :-)
Dá uma olhada no Pandemonium amanhã
 
Po cara, curti o post... principalmente a parte de "partilhar o pão". Essa coisa de WinLike eu acho que deveria ter acabado a tempos. O problema é o medo na hora de migrar, se for muuuito diferente, pode não haver a aceitação do usuário final.. mais pra tudo a gente da um jeito... hehe
to passando o Link do seu post pro meu blog também... =p

faloww
 
Cara, mais uma vez tu arrebentou em teu POST, queria saber de onde tu tira tantas palavras legais para expor as idéias.. heheh. Mas enfim, o texto é todo muito bacana, mas não entendi o final.. "Da saudade da conectiva".. Porquê???

Em brincadeirinha escrevi isso: http://meulinux.blogspot.com/2006/02/cachorra-de-madame-x-vira-lata.html , dá uma lida lá... ficou bacana.. claro.. não sei escrever como tu, mas estou aprendendo muito lendo seus artigos e os milhares de artigos da internet.. abração
 
Opa... hehehehe eu já tinha lido o teu texto comparando com os cachorros. A idéia é legal, só ficou uma impressão de que o Linux é meio vira-lata... mas deu pra entender o que vc quis passar.

Deu saudade da Conectiva pq essa empresa era conhecida como uma das mais inovadoras e inventivas produtoras de Linux no mundo. Em seus tempos áureos a distro Conectiva Linux era considerada a mais atualizada com novas tendências e a que mais provavelmente traria inovação para o Linux. Coisas como o Smart, por exemplo, que faz vc não se preocupar mais se aquele pacote que vc quer é .deb, .rpm ou .tgz nasceram dentro da Conectiva. Essas coisas... Deu saudade dela pela inovação que eles sempre propunham a cada versão nova que saia... coisa que a Mandriva por exemplo não faz. A Mandriva só coloca algo na distro quando todo mundo já testou bastante... manter os pacotes na última versão estável não é a praia deles, o que não é ruim, porque vc tem uma distro estável, mas o legal é ter novidades, e novidades era o forte da Conectiva.

Valeu cara, até mais
 
Em relação ao dar e partilhar tenho que discordar:
Eu posso desenvolver software livre (SL) porque acho que assim deve ser, porque é meu dever fazê-lo, ou posso fazê-lo porque quero algo em troca.

Posso também simplesmente usar SL porque é gratuito e dizer que o faço porque ele é livre. O móbil da minha acção apenas eu o conheço.
E aqui a formula do software livre perde-se, já que se todos agirem desta forma ele morre, porque todos pedem e ninguém contribui.

O motivo pelo qual as pessoas não usam/acreditam em software livre está relacionado com questões sociais.
Na nossa cultura de massas usamos o que está na moda, e o que está na moda é feito em massa, por grandes empresas que têm muito dinheiro, que nos colocam o produto nos olhos e que nos mostram que nos teriamos necessidade daquele produto, mesmo que pudessemos viver a vida inteira sem ele. Caso do MSOffice.
Continuar este raciocinio daria mestrado numa Universidade...

Fica o bom artigo que escreveste. Continua.
 
Falcon, mais um excelente artigo. Parabéns. Sugiro a inclusão de uma lista de presentes a esta pagina. Acharia muito justo.

Eu não me sinto bem em usufruir de tão bons artigos e não contribuir de algum modo. Mesmo que você os disponibilize gratuitamente... (o que acho muito bom) boa parte do seu tempo é empregado na elaboração desses textos. Sendo assim, uma lista de presentes, a exemplo de outros bons sites, não me parece algo absurdo. Serviria inclusive, como um pequeno incentivo ao bom trabalho aqui realizado.

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"Ao seguir os passos de alguém, você está sempre atrás."

Certa vez Rolim Amaro, presidente da TAM, disse: "Quem não tem inteligência para criar tem de ter coragem para copiar."

E eu acho nossos desenvolvedores (do software livre) suficientemente inteligentes, criativos e ousados para criar um desktop verdadeiramente inovador. Não é uma regra (claro), mas no geral, sempre foram "loucos" o bastante para buscar o novo. Temos, por exemplo, o GIMP. Desconsiderando o mérito de ser intuitivo ou não, pois esta é uma questão subjetiva, vejo como um dos softwares mais inovadores do SL. Se eles estivessem remando a favor da maré seria mais uma cópia do Adobe Photoshop. Posso citar também os esforços recentes da equipe do KDE. A versão 4 é merecedora de olhares atentos, não apenas pelo aspecto visual (está muito bonito), mas sobretudo por conceitos inovadores de usabilidade que possivelmente trará. Acredito que vai modificar positivamente a experiência do usuário e veremos mais originalidade que em seu predecessor.

O texto está muito bom, só não concordei muito bem com essa parte, ou quem sabe eu a tenha interpretado erradamente:

"Nos últimos tempos os desenvolvedores dos vários sabores de GNU/Linux decidiram que era hora de desbancar o Microsoft Windows onde ele era forte"

Não vejo que houve uma tentativa de destruir a malévola Microsoft (foi isso que você quis dizer?), mas a criação de novas possibilidades. Alguns gostaram muito (eu gostei), já outros por diversos motivos não gostaram ou sequer têm conhecimento de que elas existam.

Lembro-me de uma história que me ocorreu, na qual, prestando suporte a um cliente que estava com o PC infestado por vírus, ofereci-lhe a "pílula vermelha" e ele me respondeu espantado: "Vai funcionar sem o Windows? Como pode isso?”... Entendem o que quero dizer? Gosto muito do Linux e prezo ainda mais a filosofia que o sustenta. Mas devo admitir que vivemos num mundo no qual o Word é sinônimo de processador de texto e o Windows está para os sistemas operacionais tal como Bombril está para as esponjas de aço. Por outro lado, vejo o caminho que foi percorrido desde o dia que me aventurei com o Slackware 7 até então. Muita coisa aconteceu, e o tempo foi generoso com nossa comunidade. Não por mero acaso, mas por méritos de pessoas que sabem o quanto pensar e fazer diferente vale a pena. Pessoas que reconhecem este fenômeno como algo maior que um conjunto de softwares, mas algo em prol da liberdade e difusão irrestrita de conhecimentos.

Mais uma vez, meus parabéns. E obrigado também a Fabio Ortolan por ter provocado este texto admirável.

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- A essência da força está na liberdade
 
Opa. Obrigado pelos elogios, fico muito feliz de poder fazer um bom trabalho. Desde que comecei a manter este blog eu comprometi-me a fazer um trabalho que eu mesmo reconhecesse como bom. Hehe. É bem difícil ser seu próprio crítico, às vezes você acha que fez algo bom, e muita gente acha ruim, às vezes acontece o oposto. Mas meu compromisso, comigo mesmo, é de dar sempre o melhor de mim. Assim eu jamais esperei qualquer retribuição por isso. Na verdade sempre pensei que mesmo que houvesse apenas mais uma pessoa lendo (além de mim mesmo) eu ainda assim faria o possível para que o trabalho ficasse bom. Por isso eu não tenho uma lista de presentes aqui, ou um botão do paypal para receber doações. Porque eu não faço isso tanto por vocês quanto eu o faço por mim mesmo ;-) Sou aquele tipo de cara que não consegue ficar quieto quando tem algo a dizer. Escrever sobre software livre é bom pra mim, eu adoro isso, e minha felicidade surge do fato de outras pessoas gostarem de ler coisas que eu adoro escrever. Isso é ótimo e me deixa muito feliz.

Nunca pensei sobre isso, presentes... hehehehe mas sabe o que eu acho sobre presentes? Que você não deveria escolher um presente para si próprio... por isso nem tenho uma lista de presentes para tornar pública. Escrevendo aqui eu faço minha parte pelo SL... lendo vocês fazem a sua parte. Meu e-mail está a disposição para estender a conversa ou para quem quiser meu endereço para me mandar uma lembrança, como um cartão postal, de natal, um mouse pad, qualquer coisa que alguém queira me dar em retribuição pelo nosso contato aqui no meu blog ;-)

Sobre o texto, o que eu quis dizer com "Nos últimos tempos os desenvolvedores dos vários sabores de GNU/Linux decidiram que era hora de desbancar o Microsoft Windows onde ele era forte" basicamente é que os desenvolvedores de SL decidiram atacar o desktop doméstico e de pequenos escritórios, ramo que não seria o ambiente natural do UNIX. Não que a MS seja do mal ou algo assim (o fato de Gates e Ballmer serem do mal não significa que sua empresa é hehehehehe) apenas as empresas que fazem GNU/Linux decidiram que o seu sistema poderia concorrer com o Windows no mercado doméstico (ou SOHO - Small Office Home Office). No texto eu critico o fato de para concorrer com o Windows no mercado doméstico as empresas do Linux estarem tornando o Linux muito parecido com o Windows.

As pessoas não usam um editor de imagens, usam PhotoShop, elas não usam processadores de textos, usam Word, e por aí vai. Mas porque as pessoas escolheram PhotoShop em princípio? Porque ele possuía características que outros programas não dispunham, suponho. Se isso for verdade qual é então a melhor forma de provocar alguém para deixar o PhotoShop e usar outro programa? Seria oferecer um programa igual ao photoshop ou outro que tenha tudo que aquele tem e mais inovações ainda? Responder essa pergunta é um caminho para o sucesso comercial do software livre.

Grande abraço
 
Compreendo o teu ponto de vista sobre lista de presentes, bem como, tuas motivações. Não há compromisso maior do que aquele que você faz consigo mesmo e em prol da tua felicidade.

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Sobre isso:
"Nos últimos tempos os desenvolvedores dos vários sabores de GNU/Linux decidiram que era hora de desbancar o Microsoft Windows onde ele era forte"
... acho que agora entendo melhor.

A respeito da tua crítica:
"No texto eu critico o fato de para concorrer com o Windows no mercado doméstico as empresas do Linux estarem tornando o Linux muito parecido com o Windows."

Como disse antes, concordo com você neste ponto. Fiz apenas uma pequena ressalva sobre o "perfil" dos desenvolvedores do SL (opinião pessoal). Mas em muitos casos, eu não consigo definir o que acontece ao certo... Eles são competentes, criativos e loucos o bastante para fazer algo realmente inovador, mas porque não o fazem?

Louco por louco, impossível não citar o gênio do Steve Jobs. Para algumas empresas o slogan é apenas uma frase, para a Apple é um pilar de sustentação (Think Different). Infelizmente nunca tive a oportunidade de testar o MAC OS, mas por curiosidade andei lendo sobre umas coisas que realmente justificam a frase acima. Mas o SO Apple é apenas um exemplo, já que, cada produto da empresa (ou grande parte) tem como traço principal a palavra inovação.

PS.: Ok ok... o núcleo é baseado no FreeBSD.

A questão é: Mesmo tendo desenvolvedores competentes, criativos e loucos, porque algumas vezes não vemos resultados inovadores em nossos softwares?

O assunto é muito complexo, e qualquer conclusão que se tire agora deixando de contemplar muitas outras importantes variáveis, certamente levaria a equívocos. Realmente envolve muita coisa. Tenho curiosidade de entender isso melhor e ficaria muito feliz em continuar esse assunto com quem tenha interesse.

yodaroger [_ARROBA_] gmail [_PONTO_] com

Obrigado,

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- A essência da força está na liberdade
 
A essëncia da forca esta na liberdade....
Besteira!!! Diga isso a Ritler... ele tinha a forca e matou um monte de gente... agora se for macho mesmo diga a uma de suas vitimas...

Acho que o que você esta querendo dizer seria que o que eh certo e correto eh o que eh ETICO...

Viver e ter as coisa eticamente corretas eh a verdadeira forca que leva ao bem...

Veja Jesus...

Tecnologia eh algo neutro. Serve bem para o bem como para o mal... seja etico, o sl eh etico...
 
Meu caro colega, meus parabéns pelo o ótimo artigo!

Continue escrevendo artigos assim, você poderia publicá-lo no VOL, seria uma boa fonte de debate.

Abraços!

Leo (thephoenix)
 
Fala ae Fábio, Tranqilinho?

Conhecidências, acordei hoje pensando nessas questões e tu escreveu coisas tão belas a respeito do que estava eu aqui pensando.

Pensava comigo que eu me tornei uma pessoa totalmente diferente depois que conheci a Filosofia do Software Livre e passei a usa-la no meu dia-a-dia.

Com certeza, se algo tem que ser perfeito nesse mundo tecnológico é a Filosofia do Software Livre.

Com certeza é criado muita pouca novidade para nós usuários, nada muito diferente de tudo o que conhecemos, a maior novidade atualmente tem sido o XGL.

Eu não sou design profissional, apensa aplico um pouco disso em alguns websites, então não consigo fechar os olhos e pensar em uma grande inovação em termos de design para o GNU/Linux, porém, como o Hélio apresentou lá no Desktop Livre as grandes mudanças do KDE vem do seu código e não de alguma funcionalidade visual, apesar de te-las.

Sempre que entro em discussões deste tipo lembro-me do GNOME, ele é o gerenciador de tarefas que mais se afasta do Explorer e parte do seu sucesso, e insucesso, é devido a este fato.

Não devemos ter medo de inovar e creio que, como esta caminhada rumo aos usuários Desktops tenha começado recentemente, os desenvolvedores não pensaram em inovação apenas em funcionalidades, agora creio ser o momento de criarmos novas funcionalidades aliadas a inovações, verdadeiras, para o nosso desktop.

Acho que é isso, vou parar aqui senão vai virar mais um post no meu blog...


FALOW !
 
Fala Falcon_Dark, beleza?

Fiz uma observação sobre o seu post no meu blog. http://vmedina.multiply.com/links/item/3

Aproveito para fazer outra aqui: MUITO BOM! :)

[]s!
 
sergiotucano,

Talvez você não consiga pensar em uma inovação no design do GNU/Linux. Talvez você ainda não tenha visto os Mockups do Jackub Steiner.
 
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