<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468</id><updated>2011-12-15T00:44:40.410-02:00</updated><category term='Vista'/><category term='HP'/><category term='iOS'/><category term='iPad'/><category term='Windows'/><category term='Apple'/><category term='BSD'/><category term='webOS'/><category term='Mozilla'/><category term='Linux'/><category term='tablet'/><title type='text'>Livre Acesso por Falcon_Dark</title><subtitle type='html'>"A conduta ética de um homem deveria basear-se somente na misericórdia, na educação e nos laços e necessidades sociais; não sendo necessária nenhuma base religiosa. O homem certamente estará em uma situação terrível se tiver de ser censurado pelo medo do castigo e pela esperança de recompensa de após morte." Albert Einstein. Todo o conteúdo de autoria de Falcon_Dark é disponibilzado sob a CC-GPL</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://falcon-dark.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>129</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-4883611853141366604</id><published>2011-08-26T23:34:00.000-03:00</published><updated>2011-08-26T23:34:48.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linux'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BSD'/><title type='text'>Vinte anos de Linux</title><content type='html'>No último dia 25 de Agosto o Linux completou 20 aninhos. Existe um &lt;a href="http://arstechnica.com/open-source/news/2011/08/march-of-the-penguin-ars-looks-back-at-20-years-of-linux.ars"&gt;artigo no Ars Technica&lt;/a&gt; muito bem escrito e interessante sobre a história, a motivação e o resultado dessa trajetória que eu recomendo a você. Se você não conseguir ler em inglês ou estiver com preguiça o vídeo abaixo conta a história de forma lúdica e bem-humorada e tem legendas se você ativar o botão CC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/3sKkUSRhAAU/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3sKkUSRhAAU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/3sKkUSRhAAU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu quero falar de outra coisa.&amp;nbsp;Quando o Linux nasceu, em 1991, o Windows estava em sua versão 3.0 e era (pasmem) muito pior do que é hoje (sim, é possível). E ainda que desde então o Linux não tenha incomodado muito o Windows em termos de dominância de mercado é inegável que o Linux ajudou a moldar o sistema que o Windows é hoje. Para comprovar isso basta revisar a evolução da preocupação com segurança dos engenheiros da Microsoft. O Windows 7 possui uma preocupação com a segurança e com a separação dos usuários que existe, provavelmente, para concorrer com o Linux no mercado corporativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instalação do Windows também passou a ser mais modular e flexível para proporcionar aos administradores de redes instalar o sistema em lotes de máquinas com menos esforço. São pequenas coisas que talvez não estivessem no Windows se outro sistema não as oferecesse. Não estou acusando a MS de plágio, cópia nem nada disso. São inovações que tem deixado o Windows melhor para quem precisa, ou gosta, dele. São os efeitos positivos da concorrência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Linux também ajudou a dar outras formas para outras paisagens. Ele carrega uma parcela de culpa por perdermos duas das mais inovadoras empresas da história da TI: Sun e Silicon Graphics. Ambas não souberam competir com máquinas baratas baseadas em Intel x86 rodando um clone livre (e gratuíto) de UNIX. Não faliram por culpa do Linux, mas perderam grande parte de sua receita por não conseguir inovar a tempo. Essa perda de receita pode ter sido o começo do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mercado de Unix também foi bastante afetado pelo surgimento e posterior evolução do Linux e nomes tradicionais do segmento como HP e IBM também sentiram o peso de brigar contra um sistema tão inovador no conceito e na disponibilidade. A IBM se rendeu e mesmo tendo mantido o AIX em linha aprendeu a integrar o Linux em boa parte de sua gama de ofertas. A HP foi mais resistente e não se destacou muito mais do que já tinha conseguido fazer desde o final da década de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pessoalmente eu considero o Linux um dos grandes responsáveis pelo boom da TI nos anos 2000. Junto com o Apache httpd e com o MySQL o Linux deu à milhares de jovens empreendedores e suas startups ferramentas que, se licenciadas de vendedores tradicionais, custariam dezenas de milhares de dólares. Muitos dos melhores negócios da era da internet jamais teriam acontecido se seus idealizadores tivessem que pagar por licenças de Windows, IIS e Oracle. O Linux foi o primeiro sistema operacional de servidores que você poderia usar para começar seu negócio sem ter que empenhar a casa para licenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aspecto é fantástico porque coloca o Linux em uma galeria de ferramentas de valor amplamente disponíveis onde só estávamos acostumados a ver coisas imateriais. Você acharia absurdo ter de pagar uma licença para poder usar matemática financeira para escrever um Business Plan. Em nosso conceito a matemática é uma ferramenta que deve ser disponibilizada de graça a todos que precisam. Mas um software não. O engraçado é que para desenvolver a matemática milhares de gênios também trabalharam muito tempo para parece absurdo remunerar algum deles (ou seus acionistas) por sua valorosa contribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/mfcAq260olQ/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mfcAq260olQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/mfcAq260olQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de TI, com seu egoísmo e egocentrismo, tornava absurda a idéia de dar de graça algo tão poderoso como um sistema operacional Unix. E calma, eu sei que o BSD já existia desde 1977, mas ele tinha parte importante do código fechado de forma proprietária e é apenas a partir de 1991 que ele passa por iniciativas de abertura. Até hoje o Linux é mais popular que os sabores de BSD quando pensamos em software livre e pode-se dizer (em minha opinião) que boa parte da evolução do BSD também foi moldada pelo Linux. A partir da popularização do Linux nos meios acadêmicos e no mercado Unix é que fica barato iniciar uma empresa de tecnologia, pois o investimento em licenças de software fica muito baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma licença de AutoCad pode custar US$2.500 um sistema operacional de servidores custaria uns US$10.000. Se assim fosse quantos dos serviços que você usa hoje na web seriam viáveis. Lembre que só é possível dar espaço de graça a um blog como este aqui porque a pilha de software que roda para manter isso funcionando tem custo insignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo o mundo Mac sofreu influencias do Linux. Ao apresentar a primeira versão do Mac OS X Server em 2000 Steve Jobs fez questão de ressaltar a semelhança do kernel Darwin com o Linux em termos de características. Steve ressaltou também que era Open Source, pois naquele momento parecia que para um novo sistema dar certo ele teria que ser aberto como o Linux era. E ainda que nesse ponto a Apple tenha voltado atrás e fechado tudo é inegável que o Linux moldou parte dos conceitos que serviram como guias para o Mac OS X. A comparação com o Linux está perto dos 3 minutos do video abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/Ko4V3G4NqII/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ko4V3G4NqII&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Ko4V3G4NqII&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda há um mundo que foi alterado pelo Linux mais do que o PC. O mundo dos dispositivos móveis. Hoje um sistema baseado em Linux é o lider de vendas (ao menos &amp;nbsp;nos EUA onde dados são publicados, mas acho que os dados dos EUA se repetem no resto do mundo neste mercado específico) no segmento dos smartphones. Em 1991 ninguém adivinharia que o sistema criado para operar servidores e workstations de programadores iria achar seu grande sucesso em pequenos computadores operados por baterias com minúsculas CPUs de baixo poder de processamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dispositivos aplicados também encontraram no Linux uma grande força e coisas como TVs, roteadores, modems, etc, usam Linux e são muito melhores por isso. Você pode não saber mas seu roteador provavelmente usa Linux e se não usasse ele possivelmente seria mais caro de ser produzido e você teria pago um valor maior nele. E como o Linux passou a ter papel importante na internet, seja operando um modem, seja tocando um cluster de 80mil máquinas para o Google, faz parte da vida de bilhões de pessoas todos os dias, mesmo que elas não saibam ou percebam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estes foram apenas os primeiros 20 anos. Parabéns Linux.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-4883611853141366604?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=4883611853141366604&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4883611853141366604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4883611853141366604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2011/08/vinte-anos-de-linux.html' title='Vinte anos de Linux'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-4356730084194633765</id><published>2011-08-26T02:03:00.000-03:00</published><updated>2011-08-26T02:03:16.220-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='webOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mozilla'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='iPad'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tablet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='iOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apple'/><title type='text'>Quem faria bom proveito do webOS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Prólogo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O mundo da indústria de TI parece cada vez mais maluco. O PC está virando uma espécie de commodity, aquele tipo de coisa que você compra sem pensar pois sabe que precisa de qualquer jeito, como gasolina. E ainda assim apresenta vendas estagnadas. Qualquer estacionamento de esquina tem um PC funcionando. Bancos, lojas de departamentos, supermercados, aonde quer que existam filas de consumidores há dezenas de PCs. Todos conectados em rede fazendo suas tarefas de formiguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa todo mundo tem (ao menos) um. Pelo menos todo mundo que está acima da linha da pobreza. E no primeiro a maioria das casas tem mais de um. E fica fácil de entender porque as vendas não evoluem. Diferente da gasolina não se compra PC toda semana. E como os Sony Vaio ficaram muito parecidos com os Acer (por dentro e por fora) o consumidor começou a achar que PC é igual Miojo, não importa o sabor que está escrito na embalagem todos tem o mesmo gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do PC miojo commodity o mercado (ao menos nos EUA) passou a procurar diferenciais. E ainda que fosse impossível encontrar algum PC diferente por dentro a Apple estava oferecendo PCs diferentes por fora. E bem diferentes. Não conheço alguém que ache os Macs feios e todo mundo que já pensou em gastar mais do que R$4mil em um notebook certamente estava encarando um MacBook em alguma vitrine da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a explosão de mercado dos Macs aconteceu. Sim, explosão. Nos EUA eles já são responsáveis por mais de 10% da base instalada de computadores e no mercado de notebooks com preço superior a US$999 Macs respondem por 60% das escolhas dos consumidores. Na verdade quando se fala de computadores caros praticamente só se vende Macs. Os PCs se tornaram a escolha de quem tem um orçamento apertado ou precisa de uma máquina com propósitos absolutamente genéricos. Esse movimento é tão forte que tornou a Apple o quinto maior fabricante mundial de PCs. Seria pouco não fosse o fato de que a margem por máquina vendida da Apple é seis vezes a obtida pela HP. Ou seja, a HP precisa vender 6 máquinas para conseguir o mesmo lucro que a Apple por cada PC entregue. Mas a HP não tem 60% do mercado. Isso significa que no mundo dos PCs miojo commodity quem mais ganha dinheiro é quem não transformou seu PC em miojo nem em commodity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que isso é importante? Porque gerou momento e confiança para a Apple partir para o movimento da Era Pós-PC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Deixando o PC para trás&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Apple capturou a atenção do mercado de tal forma que sentiu confiança para criar um tablet. Ela já tinha tentado ter um PDA antes, o Newton, quando o PDA parecia ser o bicho que destronaria o PC. A Palm não deixou que as ambições da Apple se tornassem realidade. Mas a maioria das pessoas olhava para o Palm e perguntavam: pra quê preciso disso? Para nada. E ele não destronou o PC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tablet não era novidade, a MS já havia demonstrado dezenas de vezes um notebook sem teclado rodando Windows XP. Mas as pessoas não queriam Windows nem em seus computadores, quem diria tê-lo em ainda mais dispositivos? Não me critique, essa é a verdadeira razão pela qual o Windows não vingou em nada que não seja um PC. As pessoas não querem aquilo em seus telefones, carros, GPS, etc. E se 90% da população do planeta fosse rica era o Mac OS quem teria 90% do mercado de sistemas operacionais. O share do SO da Apple condiz com o share da população que tem grana sobrando para comprar um computador. Ou seja, se as pessoas tivessem dinheiro para escolher não usariam Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo depois de o mercado ter recusado o conceito de tablet algumas vezes a Apple sentiu-se confortável para tentar. Os sucessos de iPod e iPhone somados à grande tração dos Macs no mercado parece ter gerado na Apple a certeza de que sua versão para um conceito perdedor seria um sucesso. E foi mesmo. O iPad é uma unanimidade e a Apple vende todas as unidades que consegue fabricar. Para o varejo isso é uma festa, quando mais iPads se compra, mais se vende. É como vender água no deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Apple sorri e diz que inaugurou a Era Pós-PC, onde as pessoas só precisam de um PC quando vão fazer algo muito complexo do ponto de vista técnico, como desenvolver uma aplicação para o iPad. E os fabricantes de PC, o que dizem dessa coisa de Era Pós-PC? Eles concordam!!! Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O que não tem remédio, remediado está&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os fabricantes de PC concordam que a Apple inaugurou a Era Pós-PC porque assim parece que a Apple está batendo nas empresas de equipamentos de telefonia móvel. Porque ele é um dispositivo de acesso à internet móvel. Se os fabricantes de PC quisessem que o iPad fosse classificado como um computador eles estariam em apuros porque a Apple então se tornaria a maior fabricante mundial de computadores pessoais, ou PCs. Nada mal pra quem estava falida em 1996 não? É melhor admitir que seu produto está uma geração defasado do que assumir que você não consegue competir em seu próprio campo com uma empresa que não leva o mercado corporativo a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somarmos as vendas de Macs e iPads a Apple é a empresa que mais vende computadores no mundo. Mas a indústria do PC fez questão de dizer, ei isso não é um PC. É um legítimo representante da Era Pós-PC, portanto não é problema nosso. Quem foi tentar concorrer com o iPad? As fabricantes de celulares, obviamente. Mas elas nunca tinham feito computadores ou sistemas operacionais como poderiam fazer algo além do PC sem nunca ter feito um PC? Bom, elas não fizeram. Até agora nenhum produto foi capaz de superar o iPad. Tentaram e falharam as então gigantes do mercado de telefones RIM (BlackBerry), Motorola, Samsung e HP. HP????? O que a HP está fazendo nesta lista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Comprei um par de asas, acho que posso voar!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A HP adquiriu a Palm para entrar no mercado de smartphones, tablets e sistemas operacionais móveis. Por alguma razão a direção da HP achou que gastar 1,2bi de dólares para entrar em um mercado ainda mais competitivo e com ainda menores margens que o de PCs era uma grande idéia. A HP acreditou que o webOS, um brilhante SO desenvolvido sobre o Linux pela Palm para smartphones, em suas mãos poderia ser um forte concorrente no marcado dominado pelo iPad. Alguns modelos de smartphones foram lançados, sem alarde e sem sucesso, mas eram projetos da Palm e não houve motivo para preocupação. O HP TouchPad, esse sim, desenvolvido e comercializado pela propria HP é que mostraria o potencial da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HP seguiu a mesma receita da Samsung, Motorola e RIM. Um hardware muito potente nos specs e muito fraco na prática. Em parte pela falta de cuidado no projeto, em parte pela falta de polimento no SO. Acontece que esses dois aspectos são onde a Apple brilha. Some a isso a escassez de aplicativos no momento do lançamento e você tem tablets que ninguém quer. Mas tem mais. Venda esses tablets pelo mesmo preço que o iPad. Aliás, não venda, porque eles não serão levados para casa por ninguém. Apenas um mês no mercado foi o bastante para que a HP percebesse o óbvio. Que não basta um rostinho bonito para concorrer com o iPad. É necessário um ou dois anos de projeto cuidadoso, elevado ao extremo em cada detalhe, para produzir um dispositivo ímpar. E depois vendê-lo tão barato a ponto de sangrar o caixa da empresa. Ninguém (nem a IBM) fez isso contra o Windows. Ninguém (nem a Microsoft) fará contra o iPad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter um produto que venda mais que o iPad é algo tão difícil de executar (e tão perigoso) que nenhum CEO em sã consciência vai tentar convencer sua empresa a fazer. Seria preciso um CEO tão demente quanto o Steve Jobs com uma empresa tão fanática por seu lider quanto a Apple para criar um produto que concorresse com o iPad. Não vai acontecer. É&amp;nbsp;uma&amp;nbsp;verdade&amp;nbsp;que&amp;nbsp;a HP percebeu, que a RIM vai perceber em breve, que o Google vai perceber com a Motorola (mas não vai admitir nunca) e como a Samsung vai fingir não ter percebido. O iPad é o Windows da Era Pós-PC e, como tal, terá 90% do seu mercado até que o mercado decida que quer outro conceito. A diferença é que não vai durar tanto tempo. O reinado do iPad será mais breve mas tão absolutista quanto o do Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Aos vencidos, as batatas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber a eminência do xeque-mate a HP fez o óbvio. Enfiou a mão no tabuleiro e acabou com o jogo. Com um mês de mercado o TouchPad foi descontinuado. A HP aproveitou para aposentar também o webOS descontinuando o desenvolvimento de qualquer dispositivo móvel que pudesse usá-lo. E de brinde ainda falou que vai transformar sua divisão de PCs em uma empresa separada e tentar vendê-la a &lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: line-through;"&gt;algum idiota&lt;/span&gt; outra empresa interessada em produzir &lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: line-through;"&gt;porcarias baratas&lt;/span&gt; PCs para para empresas e consumidores. No melhor estilo "se não pode vencê-lo pegue a bola e vá embora" a HP deixa de concorrer com a Apple focando em serviços a empresas, segmento onde a maçã não atua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HP ressaltou que considera a hipótese de licenciar o webOS para terceiros, assim as empresas que se sentirem incomodadas com a compra da Motorola Mobility pelo Google podem usar o webOS como alternativa ao Android e ao Windows Phone 7, 8, 9...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma pena, porque eu acho que o webOS é a única alternativa viável ao iOS se o Google continuar mantendo o Android 3 fechado. O webOS não vai conseguir sair da casca em mais essa aventura. Porque seus concorrentes tem uma coisa que o pobre webOS não tem: um pai (ou mãe) disposto a gastar dinheiro para ver o filhote feliz. Google e Microsoft são enfiar as mãos nos bolsos e ajudar as empresas a subsidiar os custos de smartphones e tablets com Android e WP, para concorrer com o iOS. A HP, ao contrário, vai tentar cobrar para que incluam seu webOS na jogada. Não vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;À alguém isto pode ser útil&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas (e sempre tem um "mas") uma empresa pode usar o webOS para suas alimentar suas ambições. E pode até querer pagar por isso. Essa empresa tem como mascote um lagarto vermelho e é conhecida por uma raposa flamejante e há pouco tempo atrás anunciou que planeja desenvolver uma API que funcione via web e que gostaria até mesmo de ter seu próprio sistema operacional para smartphones. Acertou quem aí gritou Mozilla!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aposto que neste momento tem alguém na Mozilla considerando licenciar o webOS para torná-lo o sistema operacional móvel da empresa. Isso faria sentido pois além do webOS estar quase pronto para o mercado ele pode ser adaptado para ser uma API que funciona sobre outros sistemas operacionais e permitiria à Mozilla criar um ambiente universal para rodar suas Apps com uma interface consistente e uniforme em vários tablets, smartphones e até nos PCs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Mozilla já anunciou a intenção de ter ambas peças, um sistema e uma API, ela poderia chegar a um acordo com a HP para usar o webOS. Poderiam dividir a receita com a venda de Apps e publicidade na plataforma. A HP poderia rentabilizar o capital já gasto com a aquisição do webOS e a Mozilla acharia uma alternativa à única fonte de receita que tem que é a pesquisa em seu navegador para PCs. Seria bom pra todo mundo e o webOS sairia vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-4356730084194633765?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=4356730084194633765&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4356730084194633765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4356730084194633765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2011/08/quem-faria-bom-proveito-do-webos.html' title='Quem faria bom proveito do webOS'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-1559114190567604460</id><published>2010-11-29T22:44:00.002-02:00</published><updated>2010-11-29T23:01:20.843-02:00</updated><title type='text'>Porque devemos tirar a Web das mãos da ICANN</title><content type='html'>Há muito tempo eu escrevi um &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/12/pra-que-mudar-internet.html"&gt;artigo aqui falando sobre as razões pelas quais deveríamos retirar o controle da web das mãos da ICANN&lt;/a&gt;. A repercussão foi boa na época mas o debate, que então também estava presente em outros sites, mostrava que muitas pessoas eram contra a atitude de mexer no que funcionava. Hoje eu escrevo particularmente para aquelas pessoas que defendiam manter o controle da web centralizado na ICANN. Vocês estavam errados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana a &lt;a href="http://www.osnews.com/story/24074/US_Government_Censors_70_Websites"&gt;ICANN, a pedido do governo dos EUA, censurou cerca de 70 endereços sob a alegação de que eles incentivam a pirataria&lt;/a&gt;. Não vejo problema nisso, desde que as proibições deles restringissem apenas os direitos de cidadãos dos EUA. Mas se você ligou os fios percebeu que uma restrição nos TLDs da ICANN afetam a internet como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, por conta de alguma lei dos EUA o resto do mundo, e isso inclui você e eu, não pode acessar determinado conteúdo. Isso é censura. E censura, seja chinesa seja estado-unidense, me enoja. Se você não vê problema nisso não serve para morar no mesmo país que eu. Faça seu passaporte e vá morar lá. E não se esqueça que no aeroporto haverá um scanner corporal que vai vistoriar sua genitália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou 5 anos, e eu odeio quando o tempo me prova certo, mas tenho mais um motivo para afirmar que o controle da internet deve ir para um conselho formado por, no mínimo, membros indicados pelo G20. Apenas para que a alucinação coletiva de uma sociedade, patrocinada pelos burocratas da mídia, deixe de ser enfiada goela abaixo (ou rabo acima no caso chinês) de gente como eu, que não tem nada a ver com os idiotas religiosos de direita puritanos dos EUA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-1559114190567604460?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=1559114190567604460&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1559114190567604460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1559114190567604460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/11/porque-devemos-tirar-web-das-maos-da.html' title='Porque devemos tirar a Web das mãos da ICANN'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-32365234856477833</id><published>2010-11-15T22:18:00.002-02:00</published><updated>2010-11-15T22:22:14.757-02:00</updated><title type='text'>Novo blog sobre Todo o Resto</title><content type='html'>Amigos, inicio hoje um novo projeto pessoal. É o blog &lt;a href="http://todo-o-resto.blogspot.com/"&gt;Todo o Resto&lt;/a&gt; onde falarei sobre o que não é software livre. O primeiro artigo chama-se &lt;a href="http://todo-o-resto.blogspot.com/2010/11/o-mito-do-apagao-de-talentos.html"&gt;O Mito do Apagão de Talentos&lt;/a&gt; e convido todos aqueles que apreciam o tom editorial do Livre Acesso à visitar o novo blog, adicioná-lo à sua leitura semanal, linkarem, usarem o conteúdo (referenciando a fonte, por favor) e falarem aos amigos na rua, no twitter e em outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço.&lt;br /&gt;Fábio Luiz (Falcon_Dark)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-32365234856477833?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=32365234856477833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/32365234856477833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/32365234856477833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/11/novo-blog-sobre-todo-o-resto.html' title='Novo blog sobre Todo o Resto'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-8240359361796366779</id><published>2010-11-10T00:54:00.002-02:00</published><updated>2010-11-10T01:28:53.970-02:00</updated><title type='text'>Um novo servidor gráfico é o caminho</title><content type='html'>Eu não gostaria de ficar muito auto-referente aqui, mas ultimamente tem sido um pouco difícil de evitar. Há apenas 10 dias eu &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2010/11/o-novo-destino-do-ubuntu.html"&gt;fiz alguns elogios à decisão da Canonical&lt;/a&gt; de adotar uma nova interface, desenvolvida por ela própria, para o Ubuntu. Isso é um grande acerto por vários motivos que deixo que você explore no texto de referência e no resto deste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Canonical voltou a me surpreender (positivamente) com um novo anúncio de Mark Shuttleworth de que o Ubuntu vai, a longo prazo, &lt;a href="http://br-linux.org/2010/ubuntu-comeca-a-migrar-do-x-window-para-o-wayland/"&gt;abandonar o X Window System pelo Wayland&lt;/a&gt;. O X Server possui muitas características que outros servidores gráficos mais populares não possuem, é verdade, mas sua idade e falta de suporte à tecnologias mais modernas significa uma coisa: performance pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O kernel Linux tem evoluído muito nos últimos anos para incluir funcionalidades importantes para o uso de desktops modernos de 64bits. Assim como o kernel os gerenciadores e ambientes gráficos precisaram de muito trabalho para receber efeitos 3D e assim acompanhar a evolução dos sistemas concorrentes. Entretanto o X Server, que faz a ponte entre esses dois mundos, permanece o mesmo há anos. E ainda que tenha recebido adaptações para funcionar com drivers de vídeo mais modernos é evidente que sua idade significa um obstáculo à sua missão de brigar contra Windows e Mac OS X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formos falar em dispositivos móveis então... não é possível nem pensar em levar o X Server para algo que funcione como dispositívo móvel (smartphones e tablets). Ainda que o sistema gráfico do Android seja bastante lento na performance de vídeo pura o Xorg conta com uma miríade de funções que trariam um smartphone abaixo. Fica óbvio que, ao pensarmos no futuro dos desktops, precisamos de um servidor gráfico mais moderno, enxuto, simples de manter e com mais performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Ubuntu está focado no desktop e não quer dar desculpas do tipo "o market share não importa" precisa pensar em substituir o X Server se quiser brigar com a próxima geração de sistemas operacionais para desktop. Segundo as visões de Apple e Microsoft o desktop vai convergir para o móvel. Segundo Jobs a maioria das pessoas vai ler e-mails e trocar mensagens em smartphones e tablets e apenas poucos usuários precisarão de notebooks ou máquinas desktop completas. Para qualquer distro Linux que tenha ambição de ser grande olhar para essa possibilidade é essencial. Daí a necessidade de substituir o X Server e a pesada interface cheia de texto do Gnome-SHELL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ouvir falar cada vez mais do Ubuntu e cada vez menos das outras distros, ao menos no desktop dos usuários. Nos servidores, que não precisam de interfaces ou servidores gráficos, as outras distros terão boas chances pois mantém o foco em inovar no que importa: serviços, performance e confiabilidade. Mas apenas isso não vai conquistar as pessoas que usam computadores no dia a dia. E já que Mac Os e Windows ficam a cada versão mais estáveis algo mais que isso é necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário ter uma interface inovadora, com personalidade, e também bonita. E seria ótimo se ela também fosse rápida, leve, estável e fácil de configurar. A Canonical está sendo corajosa em suas decisões e está, em minha opinião, no caminho certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-8240359361796366779?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=8240359361796366779&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/8240359361796366779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/8240359361796366779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/11/um-novo-servidor-grafico-e-o-caminho.html' title='Um novo servidor gráfico é o caminho'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-206796193192704924</id><published>2010-11-02T19:06:00.002-02:00</published><updated>2010-11-02T19:16:01.628-02:00</updated><title type='text'>Compatibilidade do IE9 surpreende</title><content type='html'>O &lt;a href="http://test.w3.org/html/tests/reporting/report.htm"&gt;W3C fez testes de compatibilidade HTML5&lt;/a&gt; com as versões de teste mais recentes dos maiores navegadores e &lt;a href="http://www.osnews.com/story/23984/W3C_IE9_Most_Compliant_with_HTML5"&gt;surpreendeu a todos com o resultado&lt;/a&gt;. Os navegadores testados foram:&lt;br /&gt;Internet Explorer Platform Preview 6&lt;br /&gt;Google Chrome 7.0.517.41 beta&lt;br /&gt;Firefox 4 Beta 6&lt;br /&gt;Opera 11.00 alpha (build 1029)&lt;br /&gt;Safari Version 5.0.2 (6533.18.5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após vários testes de vários itens que compõe o padrão HTML5 o W3C identificou que, dentre as versões testadas, o navegador mais compatível é o IE9. A informação pegou muita gente de surpresa e alguns usuários protestaram contra os testes, a metodologia ou até a performance. Eles talvez não protestassem se o resultado fosse favorável ao Chrome ou ao Firefox. Mas o fato de que o IE9 será um navegador bastante aderente aos padrões da web &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2010/06/como-microsoft-vai-construir-o.html"&gt;já era previsto até por mim&lt;/a&gt;. Quem se espantou com essa não está acompanhando de perto o mercado de navegadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mostra que, quando quer, a MS pode produzir software com bastante qualidade. O que me faz concluir que o trabalho medíocre apresentado nas versões anteriores do IE e do Windows foi proposital, seja por não ter concorrentes, seja por achar que o mercado não exigiria (e de fato não o fez) software com mais qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma, um IE9 compatível, bem escrito e superior aos concorrentes é ótimo para o mercado e eleva o nível contra o qual os outros navegadores terão que se comparar. Acorda Mozilla!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-206796193192704924?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=206796193192704924&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/206796193192704924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/206796193192704924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/11/compatibilidade-do-ie9-surpreende.html' title='Compatibilidade do IE9 surpreende'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-1551443225101086717</id><published>2010-11-01T21:27:00.003-02:00</published><updated>2010-11-01T21:41:39.082-02:00</updated><title type='text'>O novo destino do Ubuntu</title><content type='html'>Há bastante tempo defendo que a comunidade que desenvolve e suporta o GNU/Linux tem errado no tocante à sua estratégia para fazer o sistema crescer no desktop. Sempre que se critica a participação do Linux no desktop (por ser pequena para o que se esperaria) surgem vários usuários defendendo que a participação de mercado não é importante. Eles esquecem que, mesmo para empresas que usam o Linux como solução para servidores, a participação do Linux no mercado de sistemas desktop é importante sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RedHat, IBM, Novell e outras empresas que têm suportado o Linux em ambientes corporativos e em servidores poderiam se beneficiar muito de um Linux mais “competente” no mercado do Windows, e sabem disso. Seja pelo fato de que poderiam vender soluções mais completas aos seus clientes, seja porque gastariam menos tempo se preocupando que suas soluções suportem o Windows. A Canonical, que faz o já famoso Ubuntu, conseguiu desfrutar mais diretamente de uma participação maior de mercado do Linux no desktop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2010/10/em-servidores-e-celulares-apenas.html"&gt;Comentei anteriormente&lt;/a&gt; sobre como o Mac OS atingiu o que o Linux almeja há muito tempo e as razões pelas quais eu penso que isso tenha ocorrido. O Mac OS começa a incomodar o Windows e já atrai atenção de empresas que só faziam software para o sistema da Microsoft, enquanto o Linux... nada. Além do mérito do Mac OS que tem sido o grande destino dos usuários que abandonam o Windows, suplantando as expectativas da comunidade de software livre, &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2010/05/falta-de-tracao-do-linux-no-desktop.html"&gt;o Linux possui muitas deficiências em sua estratégia&lt;/a&gt;. E elas estão visíveis aos usuários que desistem do Windows e buscam outro sistema. Os que podem pagar o preço mudam para Mac, os que não podem preferem o conformismo à enfrentar as deficiências do sistema do pinguim. Note que elas não são técnicas em geral, mas sim práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para corrigir os problemas práticos e de usabilidade muitas soluções são possíveis e eu propus uma das mais radicais: &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2009/02/o-hardware-definitivo.html"&gt;ter um hardware próprio para Linux e concentrar os esforços apenas nesse hardware certificado&lt;/a&gt;. Esses links estão aqui pois servem de apoio à essas idéias. Se você é um leitor frequente do Livre Acesso já deve conhecer esses artigos, mas se chegou agora eles podem defender minhas idéias e por isso não trilharei esse caminho novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, cada vez que falo essas coisas, alguns usuários comentam os artigos e ressaltam como eu estou errado. Mas aparentemente muita gente grande no mundo do software livre concorda, ao menos em parte, comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada a Canonical anunciou que o Gnome não será a GUI padrão na próxima versão do Ubuntu e que adotará sua própria visão de como uma interface deve ser, a Unity. O &lt;a href="http://br-linux.org/2010/ubuntu-11-04-trocara-gnome-por-unity-ate-nos-desktops/"&gt;Ubuntu 11.04 vai ser instalado com a Unity&lt;/a&gt;, interface criada para netbooks mas que será adaptada ao uso desktop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que isso significa que Mark Shuttleworth concorda comigo? Porque a visão da Canonical, assim como a minha, sobre o que a interface de um sistema deve ser discorda da visão do Gnome. O Gnome nasceu inspirado na interface do antigo Mac OS (antes de existir um Dock e o Spotlight) e não mudou muito nos últimos anos. O KDE nasceu baseado na interface do Windows e, apesar de ter evoluído bastante, mantém a mesma premissa básica da interface que o inspirou: uma barra onde os botões das aplicações abertas aparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Canonical inspirar-se no Mac ou no Windows não é o bastante. Não quando você quer ser relevante. Critico bastante a Canonical por sua pouca contribuição ao Gnome nos últimos anos. Em sendo o Linux mais presente no desktop ele deveria dar o exemplo, afinal muitos usuários vão conhecer o software livre pelos olhos de um Ubuntu. Se não compreenderem, a partir de seu próprio sistema, o que é contribuir para software livre vão perder o lado filosófico do que está sendo feito (e é o lado mais importante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A incapacidade de contribuir (por diversos motivos) com o Gnome fez a Canonical trilhar seu próprio caminho. E quando a Canonical descobriu que teria que fazer sua GUI sem participar do Gnome decidiu redesenhá-la. O resultado é a adoção da GUI Unity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Unity é a visão da Canonical sobre como uma interface de netbook deveria ser. Netbooks têm telas pequenas e pouco espaço. Suas interfaces precisam ser econômicas e simples. A Canonical pensou a Unity para atingir esses objetivos e concorrer com o Windows XP no mercado de netbooks. E agora vai trocar o Gnome por uma versão da Unity adaptada à telas maiores. Vou deixar para falar sobre o porque o Ubuntu com Unity não destronou o Windows XP nos netbooks nos comentários deste artigo pois sei que é um argumento óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo isso como algo totalmente positivo para o Linux. A distribuição mais bem-sucedida no mundo desktop vai inovar e criar algo diferente. É uma chance genuína de surpreender os usuários do mundo todo com algo inovador, exatamente o que todo mundo espera de alguém que se diz alternativa ao que está estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei como a Unity vai ser quando o Ubuntu 11.04 chegar. Mas acho que a Canonical está de parabéns pela atitude. Que sirva de inspiração para KDE, Gnome e outras distribuições. Meu palpite é que a participação de mercado do Ubuntu deve crescer com esse movimento, mostrado que algo totalmente diferente é o que os usuários estão procurando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-1551443225101086717?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=1551443225101086717&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1551443225101086717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1551443225101086717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/11/o-novo-destino-do-ubuntu.html' title='O novo destino do Ubuntu'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-3129812118153659877</id><published>2010-10-20T01:13:00.002-02:00</published><updated>2010-10-20T01:23:03.368-02:00</updated><title type='text'>Em servidores e celulares apenas</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Linux foi criado para ser usado em computadores desktop, em máquinas x86 mais precisamente. Linus queria um UNIX que rodasse no PC que tinha em casa para que ele pudesse trabalhar fora da faculdade. Linus sabia que não conseguiria criar o sistema sozinho e pediu ajuda, criando aquele que seria o software livre mais famoso da história, ao menos entre o público de TI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas algo ocorreu entre 1991 e 2010 que impediu que o Linux cumprisse a missão para a qual foi criado, que seria a de se disseminar pelo desktop como uma alternativa aos sistemas proprietários e pagos. O Linux cravou os pés com muita força no mercado de servidores varrendo do mapa os sistemas UNIX e seus likes, mas não impediu o avanço dos servidores Windows. E não fez muito mais que isso, ficando praticamente estagnado na última década no mercado desktop, enquanto assistiu a consolidação do Windows e a ressurreição do Mac OS X, hoje o melhor sistema UNIX para o usuário doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sem sobrenome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não estou sendo completamente justo. O Google tomou para si uma versão do Linux e deu à luz o seu Android Linux. Ops, digo Android. O Google percebeu, como a Canonical e a turma do Fedora e do Debian, que usar o sobrenome Linux é o primeiro passo para que as coisas dêem errado. Essa é a primeira razão pela qual os sistemas que o Google tem feito para integrar seus gadgets à nuvem são baseados em Linux mas não contam isso para todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chamar o Android de Android Linux era fundamental para que o público aceitasse o sistema que agora equipa milhares de novos smartphones todos os dias. Tenho a impressão de que o nome Linux está, para o usuário “leigo”, carregado de tanto karma quanto o próprio Windows. E não é um karma muito bom. Os netbooks da Asus, os PCs de baixo custo da HP, Dell, etc que são equipados com distribuições Linux de qualidade duvidosa e que são instantaneamente substituídos por cópias piratas do XP fixaram a imagem de um sistema complicado de mexer e que simplesmente não funciona. O dano agora está feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rejeição natural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Basta citar a palavra Linux em um círculo de pessoas que usam computadores e você tem 3 reações bem definidas: os nerds sorriem e elogiam, os leigos não sabem do que se trata e fazem cara de paisagem e os médios fazem careta e dizem que é difícil de mexer. Temos que aceitar que o Linux não vai conquistar mais usuários do que já tem pois ele já é usado por todos aqueles que poderiam usá-lo. O Windows tornou-se bom o bastante para que aqueles que não usam o computador profissionalmente possam tolerá-lo (ele funciona por 10 horas a fio sem travar e não dá tela azul quando conectamos o scanner ou uma máquina digital, é o que basta!). Dentre aqueles que usam o PC profissionalmente existem aqueles que podem usar Linux e aqueles que não podem, por não haver aplicativos, por não ser possível por políticas da empresa, etc. Minha esposa não usaria Linux se eu não a obrigasse portanto ela nunca trocaria o Windows pelo Linux não importa o quão melhor o sistema do pinguim fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso o Linux não vai crescer mais. É isso aí, aceite se quiser. O Mac OS X, ao contrário, está experimentando seus dias de glória. Já chegou a 10% do mercado nos EUA e cresce muito no Brasil devendo ter uma participação significativa em breve. Softwares tradicionais de Windows, como o Autodesk AutoCad e jogos, como vários títulos da Valve, estão ganhando versões para Mac comprovando a ascensão do sistema da maçã. E esses softwares continuam ignorando o Linux. O Mac OS X cresce tanto por duas razões fundamentais: é um sistema bom o bastante (ele funciona por 10 horas a fio sem travar e não dá tela azul quando conectamos o scanner ou uma máquina digital, é o que basta!) para o usuário médio e é bem diferente do Windows. Diferente o bastante para ser visto como alternativa legítima e não apenas “mais do mesmo”. Já &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2010/05/falta-de-tracao-do-linux-no-desktop.html"&gt;falei bastante sobre isso e não mudei minha opinião desde então&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quem é igual perde para quem é diferente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Basicamente o Linux se esforça muito para mimetizar o Windows em vários aspectos e isso faz com que o usuário que quer sair do SO da Microsoft não veja no Linux uma alternativa, mas algo mais parecido com um clone. A primeira impressão do usuário leigo é que trata-se de uma cópia, como aqueles iPods da Pony que encontramos nos camelôs. Você sabe como eles se sentem em relação à isso: não deve ser bom como o original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao Mac vemos que ele têm se popularizado por ser uma alternativa diferente do Windows. Some isso ao fato de os Macs serem PCs idênticos a todos os outros por dentro e poderem, com o advento do BootCamp, rodar Windows nativamente e você tem um concorrente de peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usuários recém-chegados ao Mac adoram o fato de ele não ter um System Tray onde todos os programas tentam enfiar um ícone, mesmo que ele o tenha. Aqui o trunfo do Mac é esconder isso de forma tão competente que a maioria dos usuários sequer sabe que está lá. Eles também apreciam muito o fato como o Dock muda o relacionamento do usuário com o sistema. Pessoalmente acho que, depois de usar o Dock por 6 meses, qualquer usuário de Windows jamais conseguiria ver a barra de tarefas novamente. A consistência visual do Mac também é uma grande evolução e todos os usuários de Windows elogiam muito os ícones e menus do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do Linux é fácil de notar quando se pensa seriamente sobre tudo isso. Abra qualquer distribuição de Linux com o ambiente que você desejar. Ele será parecido com o Windows ou com o Mac. Os widgets do Ubuntu 10.04 são inspirados nos do Mac, mas uma rápida configuração podem deixá-los no estilo Windows. São exemplos bobos, mas todo o resto de um Linux é assim, copia o Windows ou o Mac. Uma distribuição Linux só adquire personalidade depois de bastante configurada por seu usuário. Você pode achar isso maravilhoso e é por isso mesmo que você usa Linux. Os outros 99% dos usuários domésticos do mundo acham isso terrível pois para eles é complexo demais dar personalidade à um sistema que nasceu imitando outro sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vantagem móvel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É irônico ver um sistema criado para desktops há quase 20 anos conseguir seu único triunfo mercadológico operando celulares. Na pele do Android o Linux consegue ser, pela primeira vez em sua história, lider de vendas. E em breve será lider em participação de mercado. Por favor, não contem ao Android que no mercado onde ele está sagrando-se vencedor a Microsoft está sem calças, ou que seu principal concorrente não tinha multi-tarefa até poucos meses atrás. Deixem ele aproveitar sua liderança, ele merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava usando meu Samsung Galaxy e pensando comigo como o Linux funciona bem em smartphones. E observando todos os Linux que tenho ao meu redor (um Mandriva, um Debian, um Ubuntu e um Fedora só em casa) notei como ele é deficiente em diversos aspectos de usabilidade em um computador convencional. Não admira que o Chrome OS esteja demorando tanto a ficar pronto. A turma do Google deve estar mesmo suando a camisa para criar uma experiência de uso parecida com a do iPad sobre uma plataforma que se importa tão pouco com o usuário como o Linux no desktop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Galaxy tem pouca memória RAM se comparado com meu notebook mas o Linux parece preferir rodar no celular. As animações são mais naturais e consistentes. Os menus transparentes renderizam mais rápido. Os aplicativos abrem com uma prontidão admirável. Sinceramente, 15 minutos bastam para perceber que o Android está vencendo o iOS com muita folga. E bastam também para perceber que o Android é um sistema que atende melhor o seu propósito do que as distribuições desktop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil estimar que o futuro do Linux no mundo móvel é mais promissor que no desktop. Adivinhar as razões para isso é o grande exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peças em seus lugares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Comentei com um grande amigo, desenvolvedor Java profissional, que no momento em que me encontro coloco o Mac OS X no meu desktop como sistema de preferência, o Linux no servidor e no telefone e o Windows na lata do lixo. Risos à parte o fato de o Linux ter lugar no servidor e no celular precisa ser olhado com atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um sistema consegue operar servidores e celulares mas não vai bem em desktops? Do ponto de vista da experiência do usuário as distribuições Linux tem feito um trabalho apenas regular. Os efeitos 3D levaram anos para chegar ao desktop e com uma performance tão apagada que nem o Windows Vista conseguiu ajudar o Linux. Ainda não temos uma estrutura de configurações de sistema que todos os programas possam usar, o que faz com que cada programa coloque suas configurações em um lugar diferente e de um jeito diferente. Não há um kit de desenvolvimento de drivers de dispositivo e isso abre espaço para que cada fabricante de cada tipo de dispositivo possa fazer o que quiser ou tenha que fazer muitas coisas sozinho, o que é ainda pior. Para configurar um sistema completo, seu visual e interface, aplicações e configurações de dispositivos você precisa ser muito entendido e paciente. Para a maioria dos usuários desktop isso dá mais trabalho do que os problemas dos outros sistemas e isso vira um problema para o Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda, sair de casa e comprar um PC Windows ou um Mac é fácil. Você escolhe o que o computador precisa ter e ponto. Se você for usar seu notebook com Linux vai precisar pesquisar antes para saber o que vai funcionar bem e o que vai dar problema. É praticamente impossível achar um notebook onde tudo funcione como deveria, é quase certo que alguma coisa ficará de fora, alguma coisa pequena provavelmente, pequena e irritante. Se o notebook for um modelo topo de linha, provavelmente isso será ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As distribuições falharam em viabilizar um sistema de certificação de compatibilidade de hardware eficiente e isso atrapalhou ainda mais o avanço do Linux no desktop. Em contrapartida o Android é entregue pelo Google com uma lista de requisitos que o hardware precisa ter. Há uma especificação para que o fabricante possa dizer que seu celular é compatível com uma dada versão do sistema móvel. Ao sair de casa para comprar um smartphone com Android você só precisa saber qual modelo quer, ele vai funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jogos, dólares e contratos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Google conseguiu montar um modelo de distribuição de aplicativos para o Android que permitiu a rentabilização do desenvolvimento de aplicativos. O Android Market abriu um canal para que empresas e desenvolvedores autônomos disponibilizem seus programas, e combrem por eles. Com isso vários aplicativos úties, inúteis e, principalmente, jogos apareceram. O modelo é o mesmo da App Store da Apple. Por que nenhuma distribuição Linux pensou nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Android Market é menos restritivo que o App Store e isso permitiu que alguns softwares maliciosos aparecessem. Mas eles não serão problema, visto que não o foram para o Windows indicando que o usuário típico não vê nisso um impedimento para adotar a plataforma. A velocidade com a qual aplicativos para Android aparecem contrasta com o mundo Linux ondem aplicativos levam anos para sair da fase Beta enquanto amadurecem calmamente suas funcionalidades, todas criadas para substituir suas análogas do mundo Windows. Lembre-se de quantas vezes você leu em fóruns na web &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“alguém conhece um aplicativo que seja como o xpto do Windows?”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Herança bendita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Google conseguiu fazer o Android herdar vários aspectos positivos do Linux sem trazer junto seus aspectos negativos. A performance do sistema é boa e melhora a cada versão, as aplicações são instaladas na forma de pacotes, algo muito simples para o mundo móvel mas que já existia no Linux. Ele funciona muito bem em ambientes com pouca memória. Conecta-se à rede de forma muito consistente, fundamental para um telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Linux, por sua vez, tem a mania de apresentar ao usuário dezenas de menus de configuração com dezenas de itens para configurar. Quem já abriu as configurações do Compiz sabe do que eu estou falando. Acho que nem mesmo os programadores daquilo conseguem saber para que serve tantas configurações. Programadores possuem o hábito de achar que os usuários entenderão seus programas (e suas configurações) tão bem quanto eles próprios e isso está claro ao longo de várias partes do Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Google tem a seu favor ser a primeira empresa que faz uma distribuição Linux tendo o ponto de vista do usuário como prioritário. É um pouco injusto com as outras distribuições colocar as coisas desta forma mas olhando para como o Android se comporta me parece que nas próximas versões todas as distros deveriam pensar em como seriam se o usuário não tivesse um teclado no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Futuro sem futuro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parece claro que o futuro da computação é móvel. Steve Jobs já chegou a afirmar que no futuro apenas aqueles que precisarem trabalhar ou escrever usarão um computador. Todos os outros usarão dispositivos móveis. Se isso for mesmo verdade então o futuro do Linux se parece muito mais com o Android do que com o Ubuntu. E isso é uma coisa boa, porque o Android está indo melhor do que o Ubuntu em seus mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as distribuições focadas no desktop poderiam fazer é observar o iOS, Android e ChromeOS em busca de lições sobre o que funciona para o usuário e aprenderem com a prática. Talvez com isso, aplicando alguns dos conceitos da computação móvel e deixando de ter o Windows como exemplo, o Linux consiga modificar suas perspectivas de curto prazo no mercado desktop. Do contrário, além de migrar para o mundo móvel onde o Linux pode manter certa vantagem com o Android, o usuário pode acabar escolhendo o Mac OS ou o Windows para trabalhar e escrever e relegue o Linux aos seus celulares e servidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-3129812118153659877?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=3129812118153659877&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/3129812118153659877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/3129812118153659877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/10/em-servidores-e-celulares-apenas.html' title='Em servidores e celulares apenas'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-76247995096090755</id><published>2010-09-03T15:56:00.004-03:00</published><updated>2010-09-03T17:57:20.219-03:00</updated><title type='text'>Porque estou abandonando o Google Chrome</title><content type='html'>O &lt;a href="http://www.google.com.br/chrome"&gt;Google Chrome&lt;/a&gt; foi uma excelente idéia. Foi uma brisa fresca no mercado de navegadores que insiste em ignorar o Opera. Dividiu o navegador em processos, um para cada aba aberta, ótimo para sistemas com vários processadores (reais ou virtuais). Copiou muitas coisas dos outros, verdade. Mas principalmente foi a primeira vez que um navegador foi abordado pela ótica da performance. Sem o Google Chrome ainda estaríamos executando JavaScript umas 6 vezes mais devagar do que hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz todo sentido para o Google ter um navegador próprio, com a ambição de tornar o Sistema Operacional obsoleto e levar o usuário para a "nuvem". Não dá para confirar em terceiros para administrar a parte mais importante da infra-estrutura de sua visão de futuro: o navegador. E o Google tomou isso nas mãos e, críticas a parte, o fez com brilhantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma máquina com 8GB de RAM, onde tudo roda bem, o Chrome é muito mais rápido que os concorrentes. É visível e não preciso de benchmarks para perceber. Em meus sistemas Linux e Mac ele tomou o lugar do Firefox assim que ficou disponível. A cada nova versão ele era baixado, atualizado e usado com muita satisfação. Até ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu decidir voltar a usar o Firefox como navegador padrão. A razão é muito simples, de fato tão simples que pode até parecer infantil. O Google Chrome 6, lançado em 02 de Setembro de 2010, alterou a forma de mostrar o endereço de navegação e ocultou o prefixo "http://" desrespeitando um padrão da Web. Eu sempre critiquei muito o Internet Explorer por desrespeitar os padrões e querer empurrar sua forma de fazer as coisas sobre os usuários e ontem o Google Chrome fez o mesmo. Minha reação é simples, usar outro produto, que seja compatível com os padrões estabelecidos para a Web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TIFLGTolcII/AAAAAAAAAB4/ugxEXIZtQ2Q/s1600/chrome6.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 80px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TIFLGTolcII/AAAAAAAAAB4/ugxEXIZtQ2Q/s400/chrome6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512769990599995522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Google Chrome 6 exibindo uma URL sem o cabeçalho http://&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Antes que você possa achar que estou fazendo tempestade em copo d'água vários fatores, todos eles ligados à essa singela modificação, podem ser apontados para mostrar que fazer isso é uma péssima idéia. Como toda péssima idéia ela merece reprovação e minha forma de demonstar isso ao Google é não usar seu produto. Além, é claro, de escrever esse artigo buscando fazer você concordar que não devemos usar produtos que desrespeitem padões estabelecidos de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TIFNPswM30I/AAAAAAAAACA/xu5FOk7vaxM/s1600/firefox3.6.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 80px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TIFNPswM30I/AAAAAAAAACA/xu5FOk7vaxM/s400/firefox3.6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512772350984904514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mozilla Firefox 3.6 exibindo a mesma URL mas atendendo aos padrões W3C&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1- Desrespeito ao padrão W3C&lt;br /&gt;O World Wide Web Consortium é uma entidade encarregada de definir padrões para a Internet. Padrões são importantes para que eu possa, com meu navegador, acessar um site que você tenha feito e hospedado em um provedor de serviços sem que tenhamos que discutir que modelos de dados e comunicação usar. A internet só existe porque exsitem padrões abertos e implementáveis de todas as tecnologias usadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O W3C definiu o padrão HTTP1.1 e especificou que todas as solicitações web devem ser feitas com o prefixo http://. Ainda que a ocultação do prefixo na apresentação do usuário não constitua uma desobediência ao padrão ela fere o estabelecido na &lt;a href="http://www.apps.ietf.org/rfc/rfc3986.html"&gt;RFC 3986&lt;/a&gt; que afirma que, para sintaxe, o prefixo (chamado URI) não deve ser ocultado. Imagine se a Cisco decidisse que seus roteadores não vão mais transmitir requisições com o http:// como prefixo? Ainda que o prefixo estejá lá no Google Chrome sua simples omissão causa transtornos que veremos adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deve ficar claro é: existe um padrão que deve ser seguido. Se o Google discorda do padrão deveria submeter seus argumentos para uma avaliação e aguardar que o padrão mudasse. Em lugar disso decidiu criar uma forma nova de exibir endereços web que são regidos por uma norma. Isso é ruim para todos que usam a internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Falta de bom senso.&lt;br /&gt;Quando o primeiro build do Chrome com a nova "funcionalidade" foi disponibilizado vários beta-testers perceberam que faltava o http:// à frente do endereço. Imediatamente dezenas de bug reports foram feitos relatando o erro. Na lista de desenvolvimento do Chrome os desenvolvedores começaram a &lt;a href="http://code.google.com/p/chromium/issues/detail?id=41467"&gt;tentar convencer os testadores que o problema era na verdade uma funcionalidade&lt;/a&gt;. Nenhum testador elogiou a mudança, ao contrário ela foi alvo de muitas críticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal argumento dos desenvolvedores é que o http:// não é necessário para navegar na internet e que era apenas mais texto para atrapalhar o usuário leigo. Ora, se o usuário leigo se importa com ter de digitar http:// poderíamos também retirar o www. e o .com da sintaxe dos endereços web do navegador. A sigla www parece atrapalhar tanto quanto http, não entendo porque uma deve sair e a outra pode ficar. Além disso, testadores tendem a ser menos leigos do que o usuário comum. Até por isso estão baixando software beta e colocando nas suas máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando seus usuários menos leigos criticam uma alteração que deveria deixar o produto mais simples, cuidado. Faça software para idiotas e apenas os idiotas o usarão é uma grande máxima no desenho de interfaces. E mesmo com toda a argumentação técnica dos testadores os desenvolvedores seguiram em frente e colocaram a funcionalidade na versão final, sem uma opção para desligá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Usuários treinados para omitir&lt;br /&gt;Novos e leigos usuários vão acostumar-se com o fato de que não é necessário digitar http:// para usar o Chrome e quando usarem outro navegador acharão que este tem um problema pois seus endereços web podem não funcionar. Além disso, desconhecendo o padrão correto eles não conseguirão criar links em blogs ou sites sociais se estes não estiverem prontos para colocar o http:// em endereços digitados fora do padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Google vai forçar a web a se adaptar à sua nova idéia, como a Microsoft fez tantas vezes nos dias do IE6. Já vimos esse filme, é ruim, não precisamos dele de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Desenho ruim pode fazer Sites seguros parecerem "assustadores"&lt;br /&gt;Não acostumado com o http:// o usuário pode ficar apavorado quando, ao entrar em um site seguro, topar com o https://. Não sabendo que existe um prefixo que é natural para a internet ele vai, no mínimo, estranhar aquelas letras esquisítas "que nunca tinham aparecido antes". Em lugar de educar o usuário o Google Chrome opta por esconder e não ajuda a resolver o problema de segurança na web. Ao contrário, usuários conhecerão menos ainda como a internet funciona. Sob nenhum aspecto o desconhecimento, ou a ignorância, pode ser positivo. É o contrário do que tentamos fazer com o software livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, omitir o prefixo para um tipo de site e apresentá-lo para outro tipo é uma inconsistência de interface difícil de explicar. Pode gerar confusão na cabeça dos usuários, mais ainda, não resolve problema algum e apenas adiciona complexidade (pois algum tratamento deve ser feito quando se copia-e-cola a URL para fora do navegador). Ruim sob vários aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Problemas de copia-e-cola e edição da URL&lt;br /&gt;Vários testadores e usuários apresentam reclamações sobre erros e problemas ao tentar copiar, colar e editar URLs com a omnibar do Chrome omitindo o protocolo http. Entre as reclamações que apareceram muitas são coisas corriqueiras que simplesmente param de funcionar ou funcionam de forma diferente, causando transtorno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Inconsistência ao usar FTP: Se você está em um site http://ftp.site.com/home e adiciona manualmente /nome ao final da URL ela vira ftp://ftp.site.com/home/nome/ e se o site não tiver uma versão ftp com o mesmo dimínio a conexão quebra. Isso funciona em todos os outros navegadores que posso usar em Linux e transforma a funcionalidade do Chrome em bug;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Digitação desnecessária: Acontece o tempo todo comigo, um site é SSL e eu digito um endereço convencional http, principalmente quando quero acessar meu roteador sem fio. Com a funcionalidade do Chrome não se pode mais digitar apenas o "s" que difere o site seguro do normal. É preciso digitar toda a string https:// pois o prefixo normal não está sendo exibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Colar uma URL em um editor de texto pode levar a erros: Estudantes que usam a web como fonte de pesquisa normalmente copiam-e-colam os endereços nos editores de texto para referenciar suas fontes. Um estudante que desconhece o protocolo http pode copiar a URL do Chrome e ao colar no editor achar que a string http:// é um erro. Deletar esse texto seria a atitude normal e o endereço ficaria inválido para ser lançado por um clique a partir do editor, à menos que ele esteja preparado para o modo Google de ver os endereços da web. Quebra de funcionalidade sem resolver nenhum problema, resultado de design ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Incompatibilidade começando em casa: Várias ferramentas do próprio Google não aceitaram bem a ausência de http:// nas URLs provenientes do padrão Chrome. Ao usar URLs sem o prefixo no finado Wave, no Talk e mesmo na &lt;a href="http://code.google.com/p/chromium/issues/detail?id=41467#c16"&gt;ferramenta de bugs do próprio Google Chrome&lt;/a&gt; elas não são reconhecidas e validadas como URLs. Isso é ruim pois usuários que não saibam que http:// existe e que é necessário para que a web funcione vão espalhar esse erro por todos os lados. Várias vezes você vai econtrar usuários do Chrome digitando endereços assim: www.google.com.br e não entendendo porque eles não foram transformados em links para sites na web visto que eram assim que apareciam na omnibox do Chrome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a nova forma que o Chrome usa para exibir as URLs desobedece aos padrões da Web, não resolve problema algum mas causa vários outros. Defective by design. E tornou-se a única razão para que hoje eu esteja movendo meus favoritos devolta para o Firefox.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-76247995096090755?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=76247995096090755&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/76247995096090755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/76247995096090755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/09/porque-estou-abandonando-o-google.html' title='Porque estou abandonando o Google Chrome'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TIFLGTolcII/AAAAAAAAAB4/ugxEXIZtQ2Q/s72-c/chrome6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-4605915870380774166</id><published>2010-08-18T23:08:00.002-03:00</published><updated>2010-08-18T23:12:48.836-03:00</updated><title type='text'>Lady Java</title><content type='html'>O novo vídeo de promoção da JavaZone 2010 não é tão engraçado quanto o &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2010/06/java-4-ever.html"&gt;Java 4-ever&lt;/a&gt;, mas quebra um galho. Com vocês Lady Java cantando JavaZone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Mt7zsortIXs?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;hd=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Mt7zsortIXs?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-4605915870380774166?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=4605915870380774166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4605915870380774166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4605915870380774166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/08/lady-java.html' title='Lady Java'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-6649705669245947833</id><published>2010-08-07T16:38:00.002-03:00</published><updated>2010-08-07T16:44:09.194-03:00</updated><title type='text'>Porque a Apple ignora o software livre</title><content type='html'>Já é um clássico. O rapaz magro, de jeans, camiseta e tênis aparece e anuncia “Olá, eu sou o Mac” e do outro lado a versão cheinha do Bill Gates rebate “E eu sou o PC”. O resto do comercial sempre é sarcástico ou bem humorado e ressalta as qualidades do produto Apple frente ao produto Dell. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dell? Como assim Dell? Bem, a Dell faz PCs, não faz? Mas poderia ser frente ao produto Sony, ou HP, ou Acer, ou Asus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a maior parte das propagandas fala de virus, firewalls, interface, compatibilidade, travamentos, coisas que não são, na maior parte das vezes, inerentes ao  hardware. Todo mundo sabe que o grande alvo é o Microsoft Windows. Todo mundo sabe porque o grande boom, nos EUA, de crescimento dos Mac no mercado tem nome: Windows Vista. O usuário comum percebeu os problemas do Vista e olhou para o outro lado da cerca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje Macs respondem por &lt;a href="http://www.cultofmac.com/apple-earns-8-pc-market-share-on-34-yoy-growth-gartner/38202"&gt;8% do mercado de computadores pessoais dos EUA&lt;/a&gt; segundo o Gartner Group considerando as vendas de equipamentos novos no primeiro trimestre de 2010. Para se ter uma idéia a Toshiba possui 8,6% do mesmo mercado e a fatia da Apple é maior que a da Sony e que a da Asus, apenas para ilustrar. Além disso, segundo dados do NPD de Junho de 2009 no &lt;a href="http://www.betanews.com/joewilcox/article/Apple-has-91-of-market-for-1000-PCs-says-NPD/1248313624"&gt;mercado de computadores pessoas acima de US$1.000,00 de preço unitário a participação da Apple era de graves 91%&lt;/a&gt; também nos EUA. Ou seja, na terra do Tio Sam a Apple é uma unanimidade maior que o Windows quando trata-se de máquinas premium. Nada mal para quem usa um sistema totalmente proprietário e incompatível com o padrão do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu citei isso apenas para deixar claro o quão benéfico para a Apple foi o tropeço da Microsoft com o Vista. Mas de fato o alvo da propaganda Get a Mac da Apple não é puramente o PC nem somente do Windows. O alvo é a combinação de ambos. O que se poderia chamar de Experiência de Uso do Produto PC. A Apple não poderia atacar diretamente a arquitetura x86 pois ela própria é cliente da Intel e os Macs são nada mais do que PCs vestidos de gala. Então a Apple precisou montar um pacote, parecido com sua própria oferta de casamento perfeito de hardware e software, para comparar com seu produto em suas peças publicitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PC da propaganda da Apple não é um PC com Linux, isso é certo, pois muitas vezes ele próprio cita o sistema da Microsoft e alguns de seus tradicionais problemas crônicos. O PC da propaganda da Apple é um legítimo Wintel (máquina que combina Windows com processador padrão Intel), mas porque ignorar completamente o fato de que PC podem usar outro sistema operacional? Mais, porque ignorar completamente o software livre ainda que a Apple esteja usando projetos de Open Source para construir seu eco-sistema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ataque sempre o mais fraco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se você quer ganhar mercado usando marketing não é muito inteligente atacar o competidor mais forte. Gaste sua verba de marketing mirando no adversário mais fraco e você poderá ganhar mais pontos e mais rápido. No caso dos sistemas operacionais paradoxalmente o maior é o mais fraco. Com uma base de usuários gigantesca o Windows tem todos os dias seus defeitos expostos ao escárnio público. As falhas do Windows são muito mais conhecidas e exploradas publicamente que as falhas do Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso onde você acha que existem mais usuários insatisfeitos? Os usuários de Linux normalmente são pessoas que usam o sistema por opção própria e por isso estão mais cientes dos problemas que vão encontrar. Usuários de Windows, por sua vez, vão desfilar uma série de motivos, jogos, compatibilidade com software ou hardware existente, veio junto com a máquina e eu não sei tirar antes de chegar no “eu uso e quero usar Windows porque gosto”. Então se existe um público que é potencialmente insatisfeito de 90% dos usuários de PCs coloque o Windows na maldita propaganda, oras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Modelos divergentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seria uma simplificação horrível dizer que o foco da Apple é o Windows apenas por questões de market share. Até porque a Apple não ignora a existência de Linux somente, ela ignora a existência de tudo que é FOSS (Free and Open Source Software) desde o Gimp, o Firefox, o OpenOffice, o Linux e quase todo o resto. Apenas o Apache e umas poucas coisas muito profissionais a Apple mantém no seu MacOS Server, nada para o usuário de PCs domésticos. Ela poderia ter uma versão maravilhosa do OpenOffice for Mac e ajudar muito a comunidade mas prefere manter seu iWorks como pacote de escritório da sua plataforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ocorre em grande parte porque o Software Livre e o Software Apple (chamando assim para não generalizar como Proprietário) possuem modelos filosóficos tão divergentes que um choque entre eles coloca em risco o próprio eco-sistema da marca da Maçã. Software Apple é feito para controlar a experiência de uso do consumidor de uma forma muito específica. Admitir software livre significa que você não controla mais cada vírgula da documentação, cada sombra de ícone da interface, cada cor de fonte que o computador mostra durante o boot. Isso vai de encontro com o “jeito Steve Jobs de fazer” que deseja determinar como cada coisa vai aparecer e funcionar mesmo depois de estar na mão do usuário por dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Apple criar o bootcamp e dar suporte ao Windows foi simples porque ela sabe como o Windows é e como parece já que a Microsoft adota um modelo semelhante de controle inerente ao Software Proprietário. Mas ao negar suporte oficial ao Linux a Apple está dizendo nas entre-linhas que não quer ver qualquer splashscreen nas telas dos seus computadores por aí afora. Se você acha exagero pense sobre o significado de proibir pornografia na App Store dos iPhones e iPads. A Apple não quer dispositivos com seu logotipo mostrando cenas de sexo nos cafés mundo afora. É um modelo de controle supremo que precisa negar a aderência a qualquer software que possa ser livremente modificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O meu jeito é o correto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse controle íntimo da experiência de uso e até do que o usuário pode ou não fazer com o dispositivo foi edificado como um dos pilares da Experiência de Uso Apple. Não existe um logotipo para o MacOS (como existe para o Windows), nem um logotipo para os MacBooks (como existe para os Sony Vaio), nem para os iPhones (como existe para o Google Nexus One) todos os produtos, sistemas, softwares da Apple sempre se identificam com o logotipo da maçã usado para a própria empresa Apple. Essa uniformidade visual e linguística representa o anseio de criar uma experiência controlada em cada aspecto, impossível de manter se qualquer coisa pudesse ser alterada pelo usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos usuários de sistemas Linux gostam de customizar seus desktops e compartilhar screenshots na internet. Eles se divertem tanto com isso como os motoqueiros que customizam suas motos para mostrá-las aos outros nos encontros motociclísticos aos quais aparecem. Imagino o que aquelas imagens de caixas de diálogo com botões de OK e Cancelar ora na esquerda, depois na direita, primeiro um e outro, depois invertidos fazem com Steve Jobs. Devem dar grandes náuseas a ele. Mas até então você não viu grande sentido ou problema nisso tudo que estou colocando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte do sucesso da Apple no mercado de consumo é fruto de conseguir vender ao consumidor a crença de que ela está certa ao tentar controlar tudo em cada aspecto. Você deve aceitar que plugar seu iPod em outro iTunes apaga todas as suas músicas, deve achar que isso é o certo a fazer e não se importar com isso, para ser feliz com o iPod. O que aconteceria se esse usuário um dia, ao experimentar o Linux e o Amarok, descobrisse que não é preciso apagar todo o conteúdo do iPod para conectá-lo a outro computador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Apple não pode admitir a possibilidade de estar errada no modelo do controle supremo porque se os usuários experimentarem pequenas liberdades podem não voltar para comprar um novo produto amanhã. Para a Apple é tão importante fazer de conta que software livre não existe quanto é importante para uma ditadura fazer de conta que imprensa livre não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mentalidade oitentista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Oitentista refere-se à década de 1980. Quando a Apple surgiu Steve Jobs era bicho grilo e pregava o uso de LSD e do amor livre. Talvez sua demissão da Apple tenha o transformado num senhor amargo tão compulsivo por controle quanto um titeteiro. Talvez nem seja ele. O fato é que por baixo da fina camada de acrílico e alumínio que cobre a Apple inovadora existe uma empresa retrógrada e tão presa ao passado quanto a própria Microsoft. Impedir o usuário de rodar o programa que ele deseja? O que é isso, estamos na Coréia do Norte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MacOS pegou tudo que sabe do NextStep, o que era bom e o que era ruim. Alguém aí programa em Objective-C? Alguém se lembra o que é um microkernel? São coisas da década de 1980 que foram abandonadas pelo resto do mundo no meio dos anos 1990 por alguns bons motivos. Os fãs da Apple estavam comemorando a chegada da multi-tarefa ao iPhone alguns dias atrás. &lt;a href="http://geekandpoke.typepad.com/geekandpoke/2010/04/finally-apple-has-discovered-tsr.html"&gt;Será que eles sabem em que ano estamos vivendo?&lt;/a&gt; Esse exemplo deixa muito claro o que estou querendo passar aqui. Comparar a multi-tarefa do Android com a do iPhone é ridículo... para a Apple. Mas obviamente a Apple não pode mais fazer de conta que o Android não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras “monotarefas” dos produtos e do modelo Apple existem e elas ficariam bem claras à luz de um sistema muito melhor que o Windows, como o Linux. Por isso a Apple pretende não contar ao mundo que o Linux existe, fingindo que ele não está lá! É algo totalmente diferente do que a Microsoft tem feito, e muito mais inteligente. Por quanto tempo dará certo é outro assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-6649705669245947833?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=6649705669245947833&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/6649705669245947833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/6649705669245947833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/08/porque-apple-ignora-o-software-livre.html' title='Porque a Apple ignora o software livre'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-3317610485789115755</id><published>2010-07-02T08:10:00.002-03:00</published><updated>2010-07-02T08:31:03.290-03:00</updated><title type='text'>Mandriva Spring 2010 adiado para 8 de Julho</title><content type='html'>Correu nesta manhã pela lista de e-mails dos contribuintes do projeto que o lançamento do Mandriva 2010 Spring foi adiado. Estava previsto inicialmente para este fim de semana, dia 03/07/2010 e foi reagendado para dia 08/07/2010, próxima quinta-feira. O atraso ocorreu por conta de "organização interna e alguns problemas de hardware" conforme relatado por Anne Nicolas, diretora de Engenharia da empresa franco-brasileira que se reestrutura para sair de dificuldades financeiras após um &lt;a href="http://br-linux.org/2010/mandriva-teria-sido-salva-por-investidores-nao-identificados-publicamente/"&gt;grande aporte de investidores&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhes sobre os problemas não foram divulgados. O mercado aguarda a versão 2010 Spring do Mandriva que atualiza o sistema operacional para versões mais recentes de partes fundamentais como o kernel, Gnome, KDE, gcc, xorg e outros e também implementa parte das demandas dos usuários colocadas no &lt;a href="http://ideas.mandriva.com/en/idees/"&gt;Mandriva Ideas&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova data já foi atualizada no &lt;a href="http://wiki.mandriva.com/en/2010.1_Development#Initial_wishlists"&gt;Wiki do projeto Mandriva 2010.1 Development&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-3317610485789115755?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=3317610485789115755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/3317610485789115755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/3317610485789115755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/07/mandriva-spring-2010-adiado-para-8-de.html' title='Mandriva Spring 2010 adiado para 8 de Julho'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-7876487262121302151</id><published>2010-06-30T21:56:00.004-03:00</published><updated>2010-06-30T23:50:45.438-03:00</updated><title type='text'>Como a Microsoft vai construir o navegador que melhor atende aos padrões da Web 3.0</title><content type='html'>É como se fosse uma moderna adaptação da famosa novela &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Strange_Case_of_Dr_Jekyll_and_Mr_Hyde"&gt;Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde&lt;/a&gt; do escocês Robert Louis Stevenson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela começa em Agosto de 1995 quando a Microsoft lança a primeira versão do seu &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet_Explorer"&gt;Internet Explorer&lt;/a&gt; baseado em um licenciamento do Mosaic. Até aquele momento a empresa de Bill Gates não acreditava na web e sonhava com sua própria versão da America On-Line. A Microsoft achava que o melhor era uma rede sua, definida por seus padrões e que rodasse suas aplicações como uma extensão do bem-sucedido Windows para computadores IBM PC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso o resto do mundo, menos a AOL, estava entusiasmado demais com a internet, mais especificamente com a Web, para ligar para o que a Microsoft achava. Todos que desbravavam aqueles dias de conexão discada e páginas de texto com imagens simples usavam o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Netscape_Navigator"&gt;Netscape Navigator&lt;/a&gt;. A Netscape nascera em 1994 e havia se popularizado rapidamente por fornecer um navegador de internet fácil de instalar e usar, disponível em várias plataformas e com boas capacidades multi-mídia (para a época). Além disso a Netscape fazia servidores que poderiam ser instalados em provedores de internet participando de um momento importante da formação da estrutura operacional da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente se lembra mas naqueles dias, entre 1994 e 1995, os navegadores eram pagos, como quase todos os outros softwares. Os provedores de internet não arriscavam muito seus pescoços com Linux (que começou a ser desenvolvido em 1991) e usavam outros sistemas, alguns UNIX, outros UNIX-like e até mesmo com versões do Windows NT. Ao comprar licenças dos servidores da Netscape eles recebiam licenças do Netscape Navigator que repassavam como cortesia aos seus assinantes. Eu mesmo recebi alguns disquetes do Netscape Navigator 2.x do meu provedor na época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Microsoft finalmente acordou para a Web descobriu que uma empresa do tamanho de um dos seus almoxarifados tinha 98% do mercado de navegadores. Dentro de sua própria plataforma operacional. O Windows tinha 90% do mercado de sistemas operacionais para PCs e todo mundo usava o Netscape Navigator. A Microsoft tomou uma decisão agressiva que o mundo do software livre conhece muito bem, decidiu dar de graça o que seu grande concorrente vendia. Inaugurando assim a era do Free Software (free como em free beer ;-).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que já havia software gratuito e livre desde muito antes, claro. Mas você há de convir que existe grande diferença entre a FSF disponibilizar o HURD e a Microsoft dar o Internet Explorer sem custo. A Microsoft inaugurou a era do software grátis para as massas, e não apenas para os geeks e hackers. Em novembro de 1995 a Microsoft iniciou a primeira Guerra dos Navegadores ao distribuir, livre de custos, o Microsoft Internet Explorer 2.0. A fatia de mercado do Netscape Navigator passou a diminuir lentamente enquanto a empresa agarrava-se aos servidores para gerar receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1998 o IE 4 já estava há quase uma ano no mercado e a participação dos dois navegadores já era igual. Ficou claro para a Netscape que a sua versão 4 não iria virar o jogo. Naquela altura do campeonato ela já era gratuita também, mas como o IE seria incluso na próxima versão do Windows como parte inseparável do sistema a Netscape não teria chance. A empresa liberou o código fonte do seu navegador para a fundação Mozilla, que se propôs a tocar o desenvolvimento de um navegador livre e de código aberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Windows 98 SE trouxe a versão 5.0 do Internet Explorer integrada, em 1999, o Navigator já detinha menos de 20% do mercado. O fato do Windows 98 sair da caixa com o concorrente instalado e carregado já durante a inicialização foi o golpe de misericórdia na Netscape. A empresa já havia sido vendida para a AOL poucos meses antes e viria a ter cerca de apenas 1% do mercado de navegadores antes de ser fechada e virar apenas uma marca de marketing daquele provedor de internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Microsoft atingiria 95% do mercado em 2002 com a versão 6 do seu navegador, integrada ao Windows XP. E fez questão de usar essa base para tornar seu antigo sonho de ter uma rede ao seu próprio modo para os usuários de Windows. Passou a dissoar dos padrões estabelecidos para a Web pelo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/W3c"&gt;W3C&lt;/a&gt; e a implementar em seu navegador suas próprias versões dos padrões. Durante algum tempo os desenvolvedores escreviam sites e aplicações on-line para esses sub-padrões da Microsoft o que tornava a maioria dos sites incompatíveis com os outros navegadores do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2003 e 2004 o mundo dos navegadores "alternativos" estava em ebulição. Os competentes programadores do projeto KDE lançavam novas versões do Konqeror/KHTML, a Apple renovava seu Safari/WebKit e a Mozilla continuava a melhorar o Firefox que chegava à versão 1.0. Como o WebKit era derivado do KHTML ele foi bem aceito pelo mundo do software livre e a até o amadurecimento do Linux e o crescimento do Mac passaram a pressionar os desenvolvedores da web. A pressão era por atender aos padrões definidos pelas entidades reguladoras mas quase sempre sites feitos estritamente de acordo com eles não rodavam bem no Internet Explorer. A quase onipresença deste navegador e sua dissidência ao que era determinado para a homogeneidade da Web propuseram a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sophie's_Choice_(novel)"&gt;Escolha de Sofia&lt;/a&gt; para os desenvolvedores Web. A vontade da Microsoft de impor seus padrões ao mercado, em lugar de atender especificações abertas, era tanta que ela &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Java_applet#Compatibility_related_lawsuits"&gt;tentou criar sua própria versão do Java&lt;/a&gt;, deturpando o objetivo principal da linguagem de fornecer uma plataforma para aplicações portáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fortalecimento da posição do Google e uma pressão crescente de outras empresas e do mercado passou a ser importante pois a participação do IE inicia, a partir do fim de 2004, um declínio que se mantém até os dias de hoje. Mozilla Firefox, Apple Safari, Opera, Google Chrome têm novas versões lançadas em ciclos muito mais curtos e o Internet Explorer só chega à versão 7 em 2006. Todo esse tempo deu ao mercado a visibilidade de que o IE 6 é um navegador inseguro, lento e repleto de falhas. Como os concorrentes crescem e atendem aos padrões da chamada Web 2.0 a Microsoft inicia um esforço para melhorar o seu navegador em vários aspectos. A popularização dos testes de compatibilidade e aderência a padrões como o &lt;a href="http://acid3.acidtests.org/"&gt;ACID3&lt;/a&gt; torna nítido para o mercado o quanto os navegadores da Microsoft estão longe do ideal para uma Web homogênea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão 8 do IE chega em 2009 e atende melhor aos padrões da web como todos os concorrentes e causa um problema. Diversos sites feitos para o IE 6 (que detinha mais de 90% do mercado na sua época) inclusive muitos da própria Microsoft não atendem aos padrões da Web também. E não rodam bem quando acessados pelo IE 8 o que exige que a Microsoft inclua um &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Internet_Explorer_8#Compatibility_mode"&gt;"Modo de Compatibilidade"&lt;/a&gt; no qual o navegador deixa os padrões de lado e adota o modo IE 6 de ser. Além do fato de todos ficarmos felizes de a Microsoft receber uma dose do seu próprio veneno isso apresentou outro efeito positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressionada pelo crescimento dos concorrentes, tanto dos navegadores para Windows quanto dos outros sistemas operacionais, a Microsoft iniciou o desenvolvimento da versão 9 do Internet Explorer e, assim como todos os outros desenvolvedores de navegadores, está focada em prepará-lo para a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Web_3.0#Web_3.0"&gt;Web 3.0&lt;/a&gt;. Novas tecnologias como as implantadas no HTML5 e a evolução dos padrões Web como o CSS estão sendo vistas como uma nova evolução na nossa forma de interagir com a internet e usar computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma nova Guerra dos Navegadores vai começar, mas com algumas diferenças. Opera, WebKit e Mozilla estão adotando suas próprias versões de padrões que ainda não estão finalizados e nem bem definidos. A confusão em torno da propriedade border-radius é um exemplo. Os desenvolvedores deverão, se nada mudar em breve, criar sites com propriedades específicas para cada plataforma como por exemplo, -moz-border-radius para Mozilla e -webkit-border-radius para navegadores baseados em WebKit. E enquanto isso no terceiro preview da plataforma do IE 9 a Microsoft está apresentando um navegador muito aderente aos padrões da Web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade a empresa de Redmond colocou que sua grande prioridade para a versão 9 do seu navegado é atender aos padrões mantendo uma performance superior aos concorrentes. Para isso planeja implementar funcionalidades que nenhum concorrente possui, como por exemplo a decodificação de vídeo e de gráficos 3D (através da tag canvas do HTML5) diretamente no processador da placa de vídeo. Se a Microsoft conseguir cumprir tudo que está propondo ela terá o navegador mais rápido do mercado e provavelmente o que melhor atende aos novos padrões da Web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Mr. Hyde que desrespeita padrões à Dr. Jekyll que quer fazer tudo como manda o figurino a Microsoft pode aparecer com o melhor navegador do mercado dando novos motivos para que sua base de usuários não busque alento na concorrência. O que aconteceu? Por que o vilão de ontem é o mocinho de hoje? E o que estão pensando o pessoal do WebKit, Mozilla e Opera sobre tudo isso. Será que um sentimento de "logo agora que chegávamos perto" está passando pela mente daqueles que foram as alternativas aderentes aos padrões até agora? São perguntas sem resposta até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao menos para isso essa Guerra dos Navegadores terá servido. Sairemos dela com padrões firmes, homogêneos e respeitados como sempre deveria ter sido. Não importa qual navegador ou sistema você use tudo lhe parecerá como desenhado pelo desenvolvedor. O ovo de páscoa é ver que mesmo um gigante costumeiramente anti-ético como a Microsoft ainda pode ser dobrado pelo mercado. E se o IE 9 for realmente tão bom quando a MS faz parecer os concorrentes terão muitos motivos para melhorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-7876487262121302151?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=7876487262121302151&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/7876487262121302151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/7876487262121302151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/06/como-microsoft-vai-construir-o.html' title='Como a Microsoft vai construir o navegador que melhor atende aos padrões da Web 3.0'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-4677356948266328736</id><published>2010-06-30T10:25:00.001-03:00</published><updated>2010-06-30T10:26:22.184-03:00</updated><title type='text'>Java 4-ever</title><content type='html'>Recebi de um amigo e achei muito engraçado, por isso compartilho com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JpB6NLs09ZE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xd0d0d0&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JpB6NLs09ZE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xd0d0d0&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-4677356948266328736?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=4677356948266328736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4677356948266328736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4677356948266328736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/06/java-4-ever.html' title='Java 4-ever'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-434488439187726689</id><published>2010-06-28T10:56:00.003-03:00</published><updated>2010-06-28T11:18:08.693-03:00</updated><title type='text'>Descubra os softwares da Microsoft para Linux</title><content type='html'>Sei que o título pareceu estranho, mas o que virá a seguir é mais estranho ainda. Não sei o que leva uma empresa do tamanho da Microsoft a fazer esse tipo de coisa, mas o fato é que hoje eu encontrei uma propaganda da Microsoft no Google adSense muito curiosa. Claro que a Microsoft vai fazer propagandas no Google ainda que ambas sejam inimigas mortais mesmo na área dos sistemas de busca. Não tenho informações sobre o marketshare do Bing no Brasil mas deve ser muito menor que o do Google, então a decisão da Microsoft de anunciar no adSense só reforça o que eu já sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri meu Google Chrome e digitei o tradicional br-linux.org na barra universal, mas cometi um deslize e troquei o .org por .oeg. Eis que o Google procurou pelo conteúdo e retornou pra mim a tradicional "did you mean: br-linux.org". Cliquei nesse link e a tela a seguir reproduz o que foi carregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TCir8VxRePI/AAAAAAAAABo/HHTvU2bSdYw/s1600/Microsoft_Linux%3F%3F%3F.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 142px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TCir8VxRePI/AAAAAAAAABo/HHTvU2bSdYw/s400/Microsoft_Linux%3F%3F%3F.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487825199075260658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma propaganda no Google, da Microsoft, com a chamada "Descubra Softwares Microsoft que Operam Também no Sistema Linux", confesse, seria clicada por você também. Ao abrir o link fui levado para uma página da Microsoft, em português, que fala sobre produtos da linha servidor daquela empresa. Sem surpresa não há uma única citação ao Linux na página. Se eu estivesse mesmo procurando por soluções para Linux esse link da MS serviria apenas para me fazer perder tempo. Também não surpreende que algo que a Microsoft faz não me ajuda em nada e só me faz perder tempo, razão pela qual uso sistemas e programas de outras empresas desde 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link serviu, no entanto, para fazer a Microsoft pagar para o Google o preço do meu clique. Algo justo pelo tempo que eu perdi ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-434488439187726689?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=434488439187726689&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/434488439187726689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/434488439187726689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/06/descubra-os-softwares-da-microsoft-para.html' title='Descubra os softwares da Microsoft para Linux'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/TCir8VxRePI/AAAAAAAAABo/HHTvU2bSdYw/s72-c/Microsoft_Linux%3F%3F%3F.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-5160680174393090789</id><published>2010-05-17T23:41:00.001-03:00</published><updated>2010-05-17T23:43:40.858-03:00</updated><title type='text'>A falta de tração do Linux no desktop</title><content type='html'>Quando surgiu em 1991 o Linux tinha como objetivo ser um UNIX para x86 que pudesse ser usado em casa. O Linus, e muitos outros estudantes da época, usavam esses sistemas na faculdade e quando chegavam em casa só tinham o DOS/Windows (ou OS/2 e outros poucos sistemas proprietários) para usar. Isso parece ser muito irritante para mim e eu aderiria facilmente a um projeto que me desse chance de usar um sistema de milhares de dólares em casa e de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente o projeto de Linus ganhou força e em pouco tempo eles tinha um kernel tão compatível com o UNIX que poderia operar o sistema GNU com perfeição. Como o GNU não possuia um kernel, mas já tinha várias partes prontas e muito boas o casamento deu certo. O GNU/Linux nascera e viria a se tornar um dos sistemas operacionais mais importantes do mundo nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa breve história explica como o Linux chegou até aqui, tendo uma boa parcela do mercado corporativo. Mas não explica porque ele ainda é insignificante no mercado doméstico, a despeito de todos os esforços de várias empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1- Esforço que faz sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para as empresas o GNU/Linux foi providencial. Para o UNIX também. Acredito que o UNIX estaria quase morto hoje se o Linux não tivesse aparecido e ganho a força que conseguiu no mercado corporativo. É verdade que muitas empresas ainda pagam milhares de dólares por licenças de sistemas UNIX proprietários de missão crítica. Mas eles seriam gatos pingados perto das dezenas de milhares de máquinas virtuais de Linux usadas pelo Google e por várias outras empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de o Linux ser gratuito e livre (código aberto + licença liberalista) proporcionou avanços tecnológicos e de mercado que deram ao sistema estatus de majestade dentro dos CPDs de grande parte das empresas. Mais que isso, a liberdade criada pelo Linux deu um empuxo a toda economia. Poucas startups decolaram pagando licenças de UNIX, Windows, Office, Photoshop, Internet Information Services. A maioria das empresas inovadoras surgidas na era da internet o fez sobre sistemas livres e gratuitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso todo um ecossistema FOSS (Free and Open Source Software) surgiu na esteira do que o pessoal da FSF e OSI fez, movimento do qual o GNU/Linux é o maior ícone, em minha opinião. Quantos de vocês teriam um sistema UNIX com um banco de dados relacional, um web server, algumas IDEs para linguagens de alto nível além de outros 300 ou 400 softwares se tivessem que pagar por tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para profissionais faz muito sentido que o GNU/Linux (e todo o resto) exista. Faz muito sentido, para todos os clientes corporativos da RedHat, que o RH Enterprise Linux esteja ali, como produto, desbancando dezenas de outros sistemas UNIX e também o Windows, pois certamente ele traz muitas vantagens. Este é o ponto chave. Para o cliente de um RHEL haver dezenas de opções não atrapalhou em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2- Esforço sem (muito) sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu acabei de escrever um novo driver hipotético para sua placa de vídeo. Ele não traz grandes benefícios para você agora, visto que não performa melhor do que o seu driver atual, tão pouco implementa alguma funcionalidade nova. Mas ele é escrito em uma linguagem orientada a objetos e é cumpridor solene de todos os design patterns que pude encontrar. Você gostaria de fazer o download agora deste driver hipotético e colocar em produção no seu sistema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você respondeu “não”, parabéns. Você é, grosso modo, um usuário de Windows que disse não ao Linux. Porque alguém que está feliz com seu sistema (ignorando o quão ruim ele possa ser para uma série de coisas) o trocaria por outro apenas porque este novo tem uma série de atributos que fazem pouco, ou nenhum sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um usuário comum, médio, de Windows, o GNU/Linux não agrega vantagens tão grandes hoje em dia. Espere um momento, não agrega?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3- O mundo evolui rápido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1991 quando o esforço em torno do Linux começou o Windows era muito pior do que é hoje. Grande prova disso é que o Linux era, na década de 90, apenas mais um candidato a concorrente do sistema da Microsoft. Contra Be/OS, OS/2, Mac OS, GNU/Linux, BSD e outros sistemas UNIX o Windows da década de 1990 é um pangaré que envergonha o dono. E mesmo assim o Windows prevaleceu sobre todos esses concorrentes no mercado desktop. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o Windows é um sistema muito competente. O 7 continua sendo um bloatware da mais alta estirpe (seus requisitos de sistema são os mesmos do Vista e bloatware sem bugs não é software bom por definição) mas o Windows mais usado do mercado, o XP, é um cão difícil de matar. Conheço várias pessoas que compraram máquinas nos últimos anos e trocaram seus Vista e 7s por versões XP assim que tiraram os computadores da caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Competindo contra os Windows de hoje (ou de 2001 como é o caso do XP) o Linux encontrou um sistema que não trava tanto quando o 3.11 que possui uma grande gama de softwares disponíveis, que roda jogos melhor que qualquer outro SO e que está amplamente disponível a preços baixos ou de graça. Encare a realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um usuário médio pode conseguir um CD de XP ou 7 com um amigo gastando poucos trocados e instalar no seu computador. Por que ele iria querer instalar o Linux, que sequer roda jogos, só porque é mais seguro e leve do que o Windows? Responda esta pergunta e você poderá se candidatar a diretor de marketing da RedHat. Certamente você irá conseguir aumentar muito a participação de mercado do Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4- Porque o Linux não decola no mercado desktop&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não tem nenhuma relação com a quantidade de distribuições existentes. Esse argumento é absurdo. Não o fosse as montadoras de automóveis ofereceriam apenas um carro de cada marca pois o excesso de modelos dificultaria a escolha e empurraria os compradores para as motos. Viu como o argumento é absurdo. Mais um exemplo, Unilever e Procter &amp; Gamble, apenas pra ficar nas duas maiores, oferecem, no mínimo, duas marcas de sabão em pó e duas marcas de detergente de louças cada uma. Isto não dificulta a escolha do consumidor, ao contrário. Isso faz com que a marca atinja um público potencial maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria Microsoft, tem mais de duas versões de Windows e isso não impele os clientes do sistema para outras plataformas, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Linux não decola no mercado desktop por questões essenciais e simples, como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existe um marketing de longo prazo da marca Linux: pense em quantas propagandas Get a Mac a Apple precisou fazer para conseguir 8% do mercado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sistema GNU/Linux apresenta vantagens sobre o Windows que significam pouco para a maioria dos usuários médios: dizer que ele não precisa de anti-vírus significa pouco para um mercado que formata e reinstala o sistema com uma frequência maior do que a que troca de carro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O software livre pode ser um grande inimigo do software livre: Muitos programas que eram diferenciais do GNU/Linux no passado têm hoje versões Windows. Alguns deles, como o Apache, ajudaram a difundir o uso do sistema livre no passado e eram um grande argumento para migração mas hoje possuem versões muito boas e competentes para Windows;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O contrário não é verdade, grandes softwares de Windows não possuem versão Linux: o próprio MS Office é um grande e óbvio exemplo, além da grande parte dos softwares da Adobe e de outro sem número de desenvolvedores de porte que ainda ignoram o Linux. Não entrarei no tópico do jogos, que ainda é um mundo a parte, mais pela falta de vontade das grandes produtoras do que pela falta de potencial técnico da plataforma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As grandes empresas que fazem bons sistemas Linux querem se livrar desse nome: ou você viu algum Linux perto de Android, Ubuntu, Chromium OS, etc? Se as pessoas soubessem que seu celular opera com Linux talvez estivessem dispostos a testar o sistema no PC;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existe uma única marca conhecida mundialmente de hardware que aposte no Linux para desktop. Assim que disponibilizou uma versão do Windows para Netbooks a MS varreu o Linux daquele mercado de tal forma que é mais fácil achar modelos com Windows em um mercado que começou graças ao Linux. A falta de fidelidade dos fabricantes de hardware se dá pela ausência de um player forte. Isto poderia mudar com o Google se ele usasse a marca Linux;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Apple conseguiu ganhar tração no mercado desktop graças a um pacote muito bem montado de hardware e software (sendo este último um sistema e programas para uso pessoal) que a Microsoft consegue simular (usando hardware de toda uma indústria que produz computadores para rodar seu sistema). O Linux nunca teve tudo isso ao mesmo tempo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A falta de padronagem entre as distros não é um grande problema. No Mac é comum termos pacotes de instalação de um software com várias versões, uma para cada versão do próprio sistema operacional. Muitos aplicativos de uma versão específica de Windows apresentam problemas para rodar em outra versão do mesmo sistema. Isso é normal. O que falta é uma única e boa ferramenta que suporte a plataforma e não uma distro e que crie, em uma única iteração, pacotes que funcionem em todas elas criando uma impressão de padronagem. Não encontrar um pacote que funcione para sua distro no site do Skype é frustrante e cria a aparência de que as coisas são mais difíceis do que realmente são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que essa lista continue indefinidamente, mas percebo esses fatores como aqueles que mais atrapalham a evolução do Linux no desktop. As coisas não são mais como antes. A evolução da Microsoft, melhorando aspectos sensíveis de seu sistema, e da Apple, tornando-se uma alternativa real e competente (em parte pelo hardware atrativo) e a falta de suporte verdadeiro do resto da indústria são fatores que importantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-5160680174393090789?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://br-linux.org/2010/excesso-de-distribuicoes-o-paradoxo-da-escolha/' title='A falta de tração do Linux no desktop'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=5160680174393090789&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/5160680174393090789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/5160680174393090789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/05/falta-de-tracao-do-linux-no-desktop.html' title='A falta de tração do Linux no desktop'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-634655707104444436</id><published>2010-04-29T22:02:00.002-03:00</published><updated>2010-04-29T22:12:14.629-03:00</updated><title type='text'>Steve Jobs é um hipócrita</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.apple.com/hotnews/thoughts-on-flash/"&gt;Jobs escreveu uma carta aberta&lt;/a&gt; descrevendo as razões pelas quais a Apple baniu o Adobe Flash do i3P (iPhone/iPod/iPad)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele critica a Adobe por ter levado quase 10 anos para portar o Flash para Cocoa (64bit), mas o Finder do MacOS era Carbon (32bit) até Ago/2009 quando saiu o Snow Leopard. Além disso o iTunes e o Final Cut Pro ainda são Carbon também. Pelo argumento de Jobs o iTunes deveria ser banido do mundo do iPhone. Mas é o próprio iTunes que gerencia o i3P. Quero dizer, se a própria Apple tem muito software para Carbon, porque usar isso contra a Adobe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jobs fala de H264 e como ele pode livrar a web do video proprietário com Flash. O problema é que a licença do H264 é tão restritiva quanto a do Flash (enquanto codec de video). O board que administra o padrão H264 já afirmou que não hesitará em processar usos indevidos do formato (leia-se pirataria usando o formato). O detalhe é que a Apple faz parte desse board... junto com a Microsoft. Coisas que me fazer afirmar que a Apple fica cada vez mais parecida com a Microsoft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que fala tanto de web com padrões abertos poderia dizer aos seus desenvolvedores que as pessoas podem querer acessar os arquivos dentro de seus i3Ps usando outra coisa além do iTunes. É mais fácil ignorar uma possível necessidade do usuário e obrigá-lo a usar o iTunes mesmo se ele estiver usando Windows. Ou Linux, que nem possui uma versão do iTunes. A Apple ignora o fato de que seus clientes dos i3Ps possam querer usar Linux. Onde está a preocupação com padrões abertos agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o iTunes para Windows é lento, não integrado ao sistema, 32bits (sendo que o próprio Win tem versões de 64bit desde 2005) que mais parece um projeto de fundo de quintal do que um software de uma empresa que diz se orgulhar tanto de fazer arte em forma de tecnologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O traço mais comum que conecta gênios e idiotas é que eles sempre têm certeza de estarem certos. Steve Jobs está quase indo de um grupo para o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-634655707104444436?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.osnews.com/story/23224/Jobs_on_Flash_Hypocrisy_So_Thick_You_Could_Cut_it_with_a_Knife' title='Steve Jobs é um hipócrita'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=634655707104444436&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/634655707104444436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/634655707104444436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2010/04/steve-jobs-e-um-hipocrita.html' title='Steve Jobs é um hipócrita'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-9128377013845425584</id><published>2009-04-19T22:34:00.002-03:00</published><updated>2009-04-19T22:43:45.982-03:00</updated><title type='text'>Não ao Windows 7</title><content type='html'>Vou copiar aqui três trechos de um &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/03/ie-7.html"&gt;artigo meu, deste blog, de 21 de Março de 2005&lt;/a&gt;. Na ocasião eu falava a respeito do Windows e de uma resenha do MS IE7 e de como a MS e sua imprensa gostam de antecipar coisas que ainda não existem. Repare:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“E os usuários continuam esperando ansiosamente, com uma grande ajuda da imprensa, pelo próximo Windows que ainda não existe, mas já tem tantos recursos que deixa qualquer outro sistema no chinelo”&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Quando a MS fala de um produto que ela não tem é como um blefe de poker, ela tenta fazer você pensar algo que ela quer que você pense e que pode não ser verdade, isso chama-se engodo”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A MS aplica, novamente, o mesmo golpe, estagnando o mercado pela paralisação da evolução fazendo a manutenção de um monopólio baseado em mentiras, processos judiciais, quebras de padrões estabelecidos no mercado, promessas vazias e pouco empenho técnico. Ao ver as maravilhas que a MS promete para o próximo navegador o usuário sente-se desestimulado a procurar outra solução, já que a próxima e magnífica versão sairá em breve”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse artigo que já tem quatro anos de idade descreve bem &lt;a href="http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&amp;articleId=9119378"&gt;o que a imprensa tem feito sobre o Windows 7&lt;/a&gt;. Afinal, o Windows 7 trará &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/07/porque-no-sou-cliente-da-microsoft.html"&gt;alguma daquelas coisas prometidas para o Vista e que ficaram de fora&lt;/a&gt;, como o sistema de arquivos relacional? A própria &lt;a href="http://www.microsoft.com/windows/windows-7/"&gt;MS possui um site onde você pode &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“aprender mais sobre o Windows 7, a próxima versão do Windows para PC”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. E o que é isso? Aprenda mais sobre &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;um produto que ainda não vendemos&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo corporativo, onde os consumidores possuem um comportamento mais sensível aos custos um levantamento da Dimensional Research indica que &lt;a href="http://info.abril.com.br/professional/windows/empresas-dizem-nao-ao-windows.shtml"&gt;84% das empresas consultadas não pretendem fazer migração do sistema operacional de seus PCs em 2010&lt;/a&gt; mesmo com o lançamento do Windows 7. As coisas parecem sérias e feias para a Microsoft, pois esses clientes sequer cogitaram adquirir cópias do Vista e nada indica que possam mudar de idéia com relação a já muito antecipada próxima versão do Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fiasco do Vista é um dos fortes motivos apontados pelos pesquisados para a manutenção (no sentido de manter) das cópias do XP em seus PCs de negócios. Em outra resposta 83% dos pesquisados indicaram que, se migrassem para outro Windows, o fariam diretamente para o 7, tornando assim o Vista provavelmente a versão do Windows com pior aceitação pelos usuários corporativos da história do produto. Ao menos desde sua ampla aceitação pelo mercado a partir da versão 3. Suponho que nem o Windows ME angariou tantos não-adeptos assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de empresas que consideram migrações para outras plataformas (notadamente MacOS e Linux) atinge 50% dos pesquisados, número que era 40% em uma pesquisa semelhante de Julho de 2008. Mas impressiona o fato de que 74% das 1100 empresas pesquisadas preferem manter o XP a migrar para outro Windows, incluso o Windows 7 entre as alternativas. As empresas preferem um SO de 2001 do que a nova alternativa proposta pela Microsoft. Isso é que é confiança no fornecedor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise financeira e a falta de ferramentas adequadas para migração são outros fatores citados como geradores de indisposição para as migrações na maior parte das empresas. Não seria adequado gastar milhares (ou milhões) de dólares com atualizações de hardware e licenças enquanto vários empregados estão sendo demitidos ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas certamente os rumos de desenvolvimento da plataforma estão gerando sua parcela de desconforto naquele público que considera a utilidade a principal qualidade de um sistema operacional quando decide efetuar uma atualização. Talvez esse conjunto de fatores seja um impulso para a adoção de GNU/Linux tanto quanto as pisadas de bola no desenvolvimento do Internet Explorer estão sendo para o Firefox e outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-9128377013845425584?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=9128377013845425584&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/9128377013845425584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/9128377013845425584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2009/04/nao-ao-windows-7.html' title='Não ao Windows 7'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-963842873614991127</id><published>2009-04-15T02:07:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T02:12:41.496-03:00</updated><title type='text'>Os 10 piores Sistemas Operacionais da história</title><content type='html'>A Computerworld publicou recentemente uma série de bons artigos sobre sistemas operacionais de ontem e hoje. Citou &lt;a href="http://blogs.computerworld.com/five_great_obsolete_operating_systems"&gt;alguns bons sistemas que ficaram para trás&lt;/a&gt; e ilustrou o saudosismo de alguns fãs com um apanhado de &lt;a href="http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&amp;articleId=9130758"&gt;comentários sobre seus sistemas operacionais prediletos&lt;/a&gt;. Destacou alguns &lt;a href="http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&amp;taxonomyName=Operating+Systems&amp;articleId=9129459&amp;taxonomyId=89&amp;pageNumber=1"&gt;sistemas que foram e deixaram saudades&lt;/a&gt;. E publicou a lista mais interessante de todas, em minha opinião: &lt;a href="http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&amp;taxonomyName=Operating+Systems&amp;articleId=9131178&amp;taxonomyId=89&amp;pageNumber=1"&gt;sistemas operacionais que se foram e que não deixaram saudade alguma&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Escassez à brasileira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tenho um grande pesar por não haver literatura tão rica e interessante em língua portuguesa disponível na internet. Com exceção de algumas alternativas sobre Linux, a maioria dos sites sobre TI do Brasil são muito publicitários ou muito piadistas, pouco técnicos. Seus colunistas abrem a manhã pelo Slashdot, Osnews, Computerworld, TechCrunch e até mesmo Cnet, mas quando vão escrever parecem sentir que não existe espaço para o tipo de texto que eles mesmos procuram em inglês. Acabam mais por criar uma espécie de VideoShow da TI do que fonte confiável de informação tecnicamente apurada. Usam dezenas de linhas para descrever gadgets superficialmente, muitas vezes que sequer possuem importação oficial para o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que existe um medo de ser técnico que acaba levando todo mundo a ser Baboo demais. Procure por um artigo original mais técnico e recente sobre sistemas operacionais nos portais de TI mais conhecidos do Brasil e você sentirá esse sentimento de escassez ao qual me refiro. Procure um artigo original em português que explore de forma técnica as razões pelas quais o Vista é mais lento que o XP e provavelmente você acabará tendo que praticar seu inglês em algum texto de site estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O pior vem de Redmond&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As listas da Computerworld com as quais abro essa postagem são interessantes porque quem as escreve entende do que fala e fundamenta com propriedade. E isso torna a &lt;a href="http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&amp;taxonomyName=Operating+Systems&amp;articleId=9131178&amp;taxonomyId=89&amp;pageNumber=1"&gt;lista dos 10 piores sistemas operacionais&lt;/a&gt; particularmente hilária. O autor do artigo argumenta com naturalidade e citação de diversas fontes para montar a lista dos dez piores sistemas operacionais da história da informática (até agora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em minha opinião o que a lista dos 10 piores da Computerworld tem de mais interessante é a participação (muito) ativa da nossa conhecida Microsoft. A turma de Dick Vigarista não deu folga e emplacou 4 dos 10 piores SOs da história. Ou seja, a Microsoft é sozinha responsável por 40% dos piores sistemas operacionais que a industria já produziu. Vista, Windows ME, Windows 1 e DOS 4 são as criações de Redmond citadas e comparadas a pérolas como JavaOS e o GNU/Hurd, sendo que este sequer existe de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se notar que o Windows, sistema operacional para computadores pessoais de maior presença no mundo, possui 3 versões listadas entre as piores. Não creio que alguém que as tenha usado vai protestar contra sua inclusão na infame lista, já que elas são mesmo muito ruins. Estou listando quantas versões principais o Windows já teve:&lt;br /&gt;1- Windows 1&lt;br /&gt;2- Windows 2&lt;br /&gt;3- Windows 3&lt;br /&gt;4- Windows 95&lt;br /&gt;5- Windows 98&lt;br /&gt;6- Windows Millenium Edition&lt;br /&gt;7- Windows XP&lt;br /&gt;8- Windows Vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça o Windows 7, que seria a nona versão, pois ela ainda não foi lançada. Eu incluiria a versão 3 como um dos piores sistemas que já usei, mas vou focar a lista da Computerworld. Ela coloca 3 versões do Windows na berlinda. De oito versões do sistema, três podem ser apontadas como os piores sistemas da história. Vou resumir o espírito do que quero dizer. Em se tratando de sistemas operacionais para computadores, 38% do que a Microsoft faz é lixo. Considerando a opinião da Computerworld.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o fabricante do seu automóvel fizesse tanta besteira assim você não consideraria comprar seu carro de outra empresa? O que está errado quando falamos de computadores então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Usuários preguiçosos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sei que já bati muito nessa tecla, por isso serei sucinto. Como pode haver tanta porcaria na linhagem do produto mais usado de um mercado? Todos os profissionais que trabalham com produtos físicos, isto é, produtos estocáveis e entregáveis e não-serviços, trabalham com uma premissa transmitida por suas graduações. A de que o valor do produto está associado à percepção de qualidade e utilidade do consumidor. Como explicar que um produto que possui a percepção de qualidade tão degradada quando o Windows para uma fatia tão grande do mercado seja o líder de vendas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos capazes, enquanto indústria, de produzir nada melhor do que isso? Ou será que a inércia do mercado consumidor, que eu chamaria de preguiça em um dia menos amistoso, ficou tão grande a ponto de perdoar um fornecedor relapso como a Microsoft, que em cinco anos de trabalho não conseguiu entregar nada melhor que o Vista aos seus clientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta postagem definitivamente levantou mais questões do que respondeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-963842873614991127?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=963842873614991127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/963842873614991127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/963842873614991127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2009/04/os-10-piores-sistemas-operacionais-da.html' title='Os 10 piores Sistemas Operacionais da história'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-8153465511673014942</id><published>2009-02-14T12:39:00.003-02:00</published><updated>2009-02-14T12:59:26.066-02:00</updated><title type='text'>O hardware definitivo</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O purismo e a utilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estou pegando emprestado o termo usado pelo Adan, quando comentou &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2009/02/no-que-estamos-errando.html"&gt;minha última postagem&lt;/a&gt;, e fazendo uma tradução livre. O hardware definitivo seria um notebook (desktops estão fora de moda não acha?) no qual uma distro Linux qualquer rodasse de forma perfeita. Digo uma distro Linux qualquer porque, não importa qual fosse, no dia seguinte todas as outras distros do mundo poderiam estar rodando tão bem quanto. Essa é uma das belezas do software livre. E deve ser uma distro qualquer mesmo, porque se eu tiver que escolher uma distro específica que eu tenha que usar, ora, seria muito parecido, em essência, com ter que ficar no Windows. Liberdade é, acima de tudo, o poder de escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me a isso como algo muito raro, se realmente existir, porque eu não me lembro de ter visto um notebook assim. Todos os notebooks em que tive o prazer de rodar Linux sempre deixavam algo de fora, como o (win)modem, ou o teclado auxiliar, ou o controle remoto, ou a hibernação, ou... Afinar um Linux em um notebook moderno e sua pletora de funcionalidades é trabalho não só para um bom e experiente usuário, mas também para alguém com algumas inclinações para programação. Nem que seja a “programação de botequim” dos arquivos de configuração dos muitos softwares de um sistema GNU/Linux completo (para agradar aos mais puristas, coisa que um dia já fui). Além disso, toma tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo que eu tinha quando programava para viver (não PCs diga-se) e/ou estava na faculdade. E que não tenho mais, pois agora trabalho com outras coisas que pagam a conta no fim do dia. Tornei-me um entusiasta de Linux (no sentido mais hobbista que essa palavra pode ter). E com isso, passei a ter ressalvas com relação a gastar dois dias programando as teclinhas azuis do teclado auxiliar do meu notebook. Foi mais ou menos aí que me tornei menos purista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo achando que computador é pra &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/confuso-sobre-o-linux.html"&gt;quem entende&lt;/a&gt;. Quem não entende deveria aprender a entender, afinal de contas provavelmente hoje o emprego quase sempre depende de computadores e de sua destreza relativa ao usá-los. E quem não quer entender pode parar de reclamar e voltar a usar máquina de escrever. Sempre defendi que os computadores, como máquinas complexas e capazes de executar as mais distintas e igualmente complexas tarefas, devem e são mais difíceis de usar do que uma cafeteira e uma televisão. Portanto dizer que eles serão fáceis e usar é agir de má fé. É isso que Microsoft e Apple tem feito desde que lançaram a interface gráfica. É essa a razão principal pelo meu desdém pelo que essas empresas às vezes fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, quem quiser fingir que um computador é uma peça fácil de usar pode ficar à vontade e manter seu Windows. Em lugar de gastar dois dias configurando teclinhas azuis vai ficar dois dias fazendo backup e reinstalando sistema. Se for pra escolher eu prefiro a “programação de botequim” porque ao menos é melhor do que dar banho em porco formatando e reinstalando Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hardware + Software = ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas tem uma coisa que eu posso dar-me o luxo de invejar no mundo extra-Linux (que compreende tudo aquilo que não é Linux). A descartabilidade. Em vez de ficar tentando fazer toneladas de placas de rede ISA funcionar os outros sistemas operacionais seguem adiante. A retro-compatibilidade do Windows é uma piada de mau gosto há tempos. Steve Jobs deu uma entrevista e disse:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando eu voltei em 1997, estava procurando espaço e achei um arquivo com Macs velhos e outras coisas. Eu disse: ‘Tirem isso daqui!’ e mandei toda aquela merda para Stanford. Nesse negócio, se você olhar para trás, será esmagado. Você tem de olhar para frente.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos nos gabar o quanto quisermos de que nosso sistema roda em computadores 486 que podemos usar como firewalls de pequeno porte. Hoje eu acho que seria mais vantajoso poder rodar o Linux em um HP Touchsmart sem os inúmeros problemas e conseqüentes soluções que existem relatados por aí, como &lt;a href="http://www.touchsmartcommunity.com/forum/thread/76/Will-it-run-Linux/"&gt;por exemplo aqui&lt;/a&gt;. Mas no lugar do HP Touchsmart você pode colocar qualquer notebook topo de linha de qualquer marca. Provavelmente um &lt;a href="http://www.sonystyle.com.br/br/site/catalog/ProductDisplay.jsp?stockType=A&amp;parentCatId=cat4240013&amp;category=informatica&amp;tabNum=1&amp;id=VGNAW180AU"&gt;Sony Vaio de R$ 12mil&lt;/a&gt; vai necessitar de alguns dias de configuração cuidadosa antes de entregar tudo que pode sob a batuta de um Ubuntu ou Fedora. Ainda que se possa transformar aquele AMD K6 já amarelado pelo tempo no firewall de maior consumo de energia do hemisfério em pouco mais de 20 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos coisas legais e únicas com Linux. E sofremos para fazer coisas comuns. Porque ainda que seja pouco útil, é relativamente fácil dar suporte para hardware antigo. A base instalada de placas de rede NE2000 é enorme, portanto o Linus Torvalds vai dizer que se justifica dar suporte a isso de forma consistente. Ele está certo. Mas enquanto empregamos energia para suportar coisas que ouros sistemas e plataformas abandonaram, estamos perdendo a oportunidade de olhar para algo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O hardware certo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Apple possui uma dupla muito bem acertada. Seu MacOSX só existe porque tem um computador onde ele roda de forma perfeita (flawless). Entretanto isso causou uma dependência forte de controle do hardware, e de como o software se comporta nele, que faz coisas bobas como a &lt;a href="http://macmagazine.com.br/blog/2009/02/08/psystar-vence-uma-das-batalhas-judiciais-contra-a-apple/"&gt;Psystar&lt;/a&gt; criarem um medo pavoroso na maçã. A Apple então é levada a &lt;a href="http://macmagazine.com.br/blog/2009/02/04/ilife-09-comeca-a-apresentar-recursos-incompativeis-com-macs-powerpc-e-baseados-em-chips-single-core-da-intel/"&gt;cometer insanidades&lt;/a&gt; que são piores que as da Microsoft quando o assunto é ética com o cliente. Ainda assim é preciso se reconhecer que a Apple possui a mais acertada dupla de hardware e software do mercado, e seus usuários parecem bem felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Microsoft preferiu uma abordagem diferente: vamos dar suporte a tudo desde que não precisemos dar suporte a nada. Assim os fabricantes correm para comprar adesivos “Desenhado para MS Windows &lt;span style="font-style:italic;"&gt;[if (year&gt;2009) { cout &lt;&lt; “7” &lt;&lt; endl;} else { cout &lt;&lt; “Vista” &lt;&lt; endl;}]&lt;/span&gt;” Como se o hardware devesse ser desenhado para o software e não o contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que lá atrás, quando o Windows não era muita coisa e competia com outras interfaces gráficas, a Microsoft se empenhou muito para criar ela mesma muitos drivers, e ainda faz isso. A maioria dos dispositivos básicos de um notebook típico usa drivers para Windows feitos pela própria Microsoft. Entretanto quando o trabalho é sujo de verdade, ela deixa o problema para o pai da criança. Placas de som, vídeo, etc possuem drivers prórpios, também eles projetados e ajustados para Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Três Reis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso nos coloca três modelos distintos pelos quais os maiores sistemas operacionais da atualidade (em número de almas capturadas) se relacionam com seus hardwares base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;1-Modelo Mac:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu cuido de tudo, o que não é muito, pois vou usar pouco hardware;&lt;br /&gt;Os Macs são bem parecidos por dentro e com poucos drivers a Apple dá conta do recado e customiza ao seu prazer o computador, fazendo o software rodar muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;2-Modelo Windows:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu cuido do que não aparece, pois é pouco, e você cuida do que é mais visível, pois é muito;&lt;br /&gt;Existem bem menos modelos de controladores USB sendo usados em computadores novos do que de placas de vídeo. Então a MS fica com o trabalho de base, onde a estabilidade do sistema é mais crítica, e deixa que nVídia e ATI se matem para ajustar seus drivers ao máximo para o Windows, onde os jogos de computador vão rodar. Isso é flexível pois também existem muitos drivers de fabricantes para as bases dos PCs, como os controladores USB, por exemplo. Entretanto a MS precisa desse trabalho para que o sistema rode em um computador novo, antes das otimizações e Service Packs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;3-Modelo Linux:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu cuido de tudo e você não precisa se preocupar, vou tentar dar suporte a tudo que o Windows dá e rodar como o MacOSX roda nos Macs;&lt;br /&gt;Temos os programadores de Linux tentando fazer tudo sozinhos, pois mesmo quando a empresa que fabrica o hardware está ajudando (como a ATI que publicou APIs de seus chipsets de vídeo) ela está mais preocupada com os movimentos do concorrente no mundo Windows do que com o Linux de verdade. E o resultado quase sempre é um suporte incompleto, lento, com muitos bugs e que não contempla todas as funcionalidades do hardware.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando seriamente sobre isso, não é muito difícil de adivinhar quem está na desvantagem, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sem dinheiro, sem suporte, sem ajuda. O que fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em mares de barracudas os peixes menores tendem a nadar juntos, agrupando-se em cardumes. Eles movimentam-se todos juntos ao mesmo tempo. E ainda que isso não diminua as chances da barracuda conseguir algo para comer, fica muito óbvio que cada peixe individual tem chances dramaticamente menores de ser capturado por uma barracuda que ataque o cardume. Ou seja, para enfrentar um predador poderoso, a natureza usa a união dos mais fracos. Muitos outros seres usam desta mesma tática contra outros predadores, inclusive fora do mar. Assista o NatGeo que você verá que isso realmente ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me pouco inteligente usar uma demanda limitada de programadores de software livre para tentar “dar suporte à maior quantidade de hardware possível”. Existem muitos programadores, em várias empresas, com orçamentos generosos, escrevendo drivers para Windows operar hardwares de diversos tipos, alguns ainda por serem lançados. Quando mais penso sobre isso mais fica claro que não conseguiremos dar conta de acompanhar o trabalho desses caras. Deveríamos estar procurando outro modelo em lugar de manter suporte a placas ISA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo bazar pode funcionar muito bem para o sistema operacional em si, mas talvez não seja tão adequado ao ciclo de vida de uma placa de vídeo. Até que o driver fique pronto e sem graves erros na aceleração 3D talvez aquele processador de vídeo não esteja mais sendo fabricado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estou querendo dizer é que talvez, em lugar de tentarmos dar suporte a 500 placas de vídeo diferentes, talvez tenhamos que escolher 50 e diminuir o tempo em que esses drivers ficam em versão beta. Em vez de tentar fazer todas as 40 distros que achamos simpáticas rodar em 400 modelos diferentes de notebooks poderíamos fazer todas as 40 rodarem bem em 40 modelos de notebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E quanto à liberdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso parece restritivo? E se eu disser que acho que deveríamos escolher uma marca de notebooks apenas e tentar dar suporte para todos os modelos dessa marca? Antes de ficar tentado a responder que isso afeta as liberdades que envolvem o software livre responda: ter que escolher uma certa distro para meu modelo de notebook em específico, porque ela é uma das poucas que funciona, não é fazer a mesma coisa, só que com o software. Não estou sendo “obrigado” a fazer algo do mesmo jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Preferido pelo Tux&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se adotássemos uma marca, a que melhor dê suporte ao Linux hoje, como a “marca preferida do Linux”, déssemos a esse fabricante um adesivo “Preferido pelo Tux” e começássemos todos a comprar apenas os modelos desta marca. Desde que as 10 maiores distros fizessem ele funcionar perfeitamente, claro. Não conseguiríamos gerar um efeito manada no mercado que provocaria mudanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos fabricantes passaram a dar alguma importância para o Linux com a onda dos Netbooks. Mas seus notebooks ainda eram incompatíveis com Linux em muitos casos. E mesmo essa relativa aderência ao Linux nos Netbooks tem prazo de validade. Vamos perder nos Netbooks para alguém que &lt;a href="http://www.forumpcs.com.br/noticia.php?b=250367"&gt;já estava morto segundo seus próprios pais&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até a série de máquinas de baixo custo (desktops e notebooks) que saem de fábrica com Linux é uma falácia. Cansei de ver máquinas que vinham com [Nome estranho]Linux nas quais metade do hardware sequer funcionava. As pessoas compravam esses computadores com os CDs piratas de Windows já nas mãos. Além disso os notebooks que “já vem com Linux” normalmente são as piores máquinas da linha de qualquer fabricante, e o Linux é uma saída fácil para baixar o custo e tentar ganhar o usuário que nunca teve computador. Uma ótima forma de criar rejeição a algo novo. Houve quem comemorasse o que, na verdade, apenas depreciava ainda mais o Linux frente ao usuário leigo. Então começamos a perder para um tal Windows Starter, que é o sistema operacional mais estranho de que já ouvi falar. Nele você não pode rodar programas. Na verdade pode apenas rodar 3 programas ao mesmo tempo, o que é muito estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem discutir a utilidade de um SO onde não se pode rodar programas, lembro de algo que parecia ser a esperança de futuro para o Linux. O OLPC XO ou Laptop de US$100 que rodaria Linux e ensinaria as crianças desde cedo a usar outra coisa diferente de Windows. A idéia era de que, livres dos grilhões desde cedo, os usuários escolheriam o que achassem melhor. Mas o OLPC foi afundando devagar e nunca colocou sua promessa em prática. Eu &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2007/11/negroponte-difcil-de-entender.html"&gt;falei muito sobre isso&lt;/a&gt; quando ainda havia esperança de que o projeto entregasse mesmo o prometido e teve gente &lt;a href="http://br-linux.org/linux/node/3293"&gt;me xingando&lt;/a&gt;, criticando duramente e não entendendo o que eu já havia percebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se você não muda, nada muda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas o que todas essas histórias têm em comum é nosso destino. Em todas elas sempre perdemos. Sempre fui enfático em dizer que o Linux não deveria tentar ser o Windows ou abrir &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/02/filosofia-e-o-sistema.html"&gt;guerra contra o Windows&lt;/a&gt;. São coisas diferentes. Mas é duro olhar para nossa história recente e ver que não estamos conseguindo ir além de onde já fomos e que mesmo assim não estamos fazendo nada diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mandriva, minha distribuição predileta, está mal e mandando seus grandes programadores embora. Com muito azar, talvez em poucos anos ela desapareça, como distro e depois como empresa. E o que isso irá ensinar sobre a vida para nós? O dinheiro de Mark Shuttleworth não vai durar pra sempre, e quando acabar será que o Ubuntu conseguirá viver por conta própria? A IBM não vai ajudar a desenvolver o kernel para sempre. Em algum momento vamos ter que virar a mesa e tornar o Linux algo que performe melhor em termos de vendas no mercado, nem que seja para que a HP torne seus notebooks menos avessos ao Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa estratégia nos trouxe até aqui, e isso foi ótimo. Mas me parece que para ir além no desktop precisamos fazer algo mais. E, novamente, não que eu queira que velhinhas idosas aprendam a montar dispositivos removíveis. Eu gostaria de ver notebooks onde o Linux funcionasse perfeitamente serem comuns. Ao comprar um PC você não pergunta se ele roda Windows, ou consulta uma lista de compatibilidade de hardware. Bem, você até consulta se estiver comprando hardware velho quando a Microsoft lançou um sistema novo. Eu gostaria de não depender da distribuição X ou Y para vê-lo funcionar. Talvez assim poderíamos atrair alguma atenção séria de fabricantes que hoje nos tratam como hippies alternativos ou simplesmente como bobos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-8153465511673014942?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=8153465511673014942&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/8153465511673014942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/8153465511673014942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2009/02/o-hardware-definitivo.html' title='O hardware definitivo'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-3952082207997037826</id><published>2009-02-08T01:45:00.002-02:00</published><updated>2009-02-08T01:58:48.807-02:00</updated><title type='text'>No que estamos errando</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Despensa vazia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez desde que troquei de notebook (isso foi em Dez 2007) eu decidi baixar uma nova imagem de Linux e queimar uma mídia. Precisava revisitar minha distro favorita, Mandriva, e ver como as coisas haviam ficado com o KDE 4 (que eu só havia visto em screenshots na internet). A HP não deixou. Meu HP Pavilion dv6650 não roda Linux nem com reza brava. E em algum lugar da minha mente as palavras “padrão PC” ressoavam vagamente. Tentei algumas tiradas clássicas como desligar o suporte a APIC e o SMP (meu notebook usa um Turion X2) mas o Mandriva One travava durante a inicialização. Depois eu descobriria que problemas com IRQ dos dispositivos USB eram a causa dos travamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi então baixar um live CD do Fedora 10, com KDE 4 pois nunca fui muito fã do Gnome. Nada feito. Após buscar muitas dicas na internet e usar diversos parâmetros de boot para desligar o suporte ao APIC ele deu boot, mas não iniciava o X. A mensagem “(EE) no device found” retornada pelo X.org indicava que o driver da nVidia não estava subindo corretamente. De fato o driver quebra com o problema de suporte ao APIC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava, ao meu lado, um HP nx6535 também com Turion X2 mas com chipset (e vídeo) da ATI. Decidi testar o Fedora 10 live nesse notebook e testemunhei, pasmo, o início do sistema e interface gráfica com uma única modificação nos parâmetros de boot:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;pci=routeirq pci=assign-busses noapic nosmp nolapic&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Exato, no HP nx6535 com chipset ATI o Fedora 10 KDE rodou perfeitamente e iniciou a interface gráfica com o KDE 4 e tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu, com dois notebooks da mesma marca. Um low-end para escritórios e um mid para uso pessoal, com o mesmo modelo de processador, mesma quantidade de memória, mesma placa wi-fi, chipsets diferentes. E o note com chipset ATI rodou o Linux sem problemas, aquele com chipset nVidia não. Lembrei que meu note antigo que rodava Linux com algumas modificações semelhantes nos parâmetros de boot e também tinha chipset ATI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente disso, eu estava novamente jogado à &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/search?q=fim+da+novela"&gt;mesma situação de três anos antes&lt;/a&gt;. Configurar o hardware de vídeo de um notebook da HP onde desejo usar Linux. Será que em 3 anos nada mudou? Fiquei fora por pouco mais de um ano (do mundo do software livre) e quando volto o que encontro? A despensa vazia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O IDG Past&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Justamente quando estou revendo esses velhos problemas bem diante de meu nariz aparece um &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2009/02/01/linux-no-desktop-entenda-por-que-esse-casamento-nao-vingou/"&gt;artigo no IDG Now&lt;/a&gt; repetindo velhos bordões. Até ficou parecendo IDG &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Past&lt;/span&gt;, pois assim como meu problema de vídeo, ou de APIC, ou ambos, certas coisas naquele artigo deveriam estar renegadas ao passado. Mas não estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dedicar tempo ao artigo do IDG Past pois &lt;a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/02/04/linux-e-desktop-e-mesmo-um-casamento-em-crise/"&gt;o Ricardo Bánffy já fez isso&lt;/a&gt; com uma destreza particular (e constante) dele. Com o artigo do Ricardo nada mais precisa ser dito sobre o que foi levantado no IDG. Vou à diante com a seguinte conclusão sobre o caso: é lamentável que um site sobre tecnologia que queira informar seu leitor publique com tanta naturalidade opiniões tão equivocadas sobre assunto tão importante. O mínimo que se poderia esperar seria argumentos mais sólidos ou uma postura mais crítica dos editores com relação ao que foi citado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Enfim, os erros que cometemos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com a experiência de quem usou OS/2 Warp e assistiu a IBM tentar ser responsável pelo desenvolvimento de todos os drivers e programas para a plataforma eu entendo que estamos chacoalhando a árvore errada no Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IBM desenvolveu uma API para criar drivers de impressoras, de vídeo, de rede, etc no OS/2 de tal forma que bastavam algumas especificações dos drivers de Windows 3.x para que eles funcionassem sobre a API do OS/2. A idéia era tornar o mais fácil possível para as empresas adaptares os drivers escritos para o sistema da Microsoft. Depois o conceito foi expandido para os programas de 32bit do Windows 95. Àquela época o OS/2 rodava programas Win16 pois possuía a API do próprio Windows dentro de si. O conceito gerou uma API chamada Open32 que, nos mesmos moldes do POSIX, pretendia ser uma ferramenta a partir da qual uma simples recompilação de um programa Win32 geraria código executável nativamente em OS/2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IBM estava sendo visionária, pois o Win32 ainda não era um padrão de mercado e o Windows95 estava chegando às lojas. O que se pretendia era que Adobe, AutoDesk e outras softwarehouses de programas Windows gastassem 10% a mais de tempo para recompilar binários para OS/2 usando a API Open32 que a Big Blue disponibilizava de graça. Saiu pela culatra porque com isso a IBM só fez fortificar o padrão do Windows. Em pouco tempo os desenvolvedores começaram a pensar que podiam apenas compilar para Windows, pois como sempre fizera antes a IBM em breve daria um jeito de fazer código Win32 rodar no OS/2 assim como o Win16 já rodava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos cometendo o mesmo erro no Linux. Vou explorar melhor esse aspecto logo, mas existe um outro ponto que eu gostaria de levantar. Chacoalhamos a árvore errada ao tentar fazer o Linux rodar em todo PC em que Windows roda. Isso tira o foco de coisas importantes. E vou detalhar isso em seguida também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se você fizer o trabalho de alguém esse alguém vai fazer outra coisa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Temos centenas de bons programadores voluntários que nesse exato momento estão criando drivers de dispositivo para submeter ao kernel Linux. O primeiro impulso é de agradecer a esses colaboradores por seu empenho e dedicação. Sem comentar sua nobreza em submeter o driver da minha placa de rede para que eu possa usar Linux. Isso é ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o efeito colateral disso é que grandes fabricantes de hardware virtualmente onipresente não são a mínima para o Linux porque entendem que outros farão seu trabalho de graça. A Broadcom é o primeiro nome que me vem a cabeça. Temos o driver de wi-fi da Broadcom que é desenvolvido por programadores sem o suporte oficial do fabricante. Além disso temos o ndiswrapper que usa o driver original de Windows para operar o hardware sob Linux. Essa segunda solução funciona particularmente tão bem que a Broadcom vai evitar ao máximo pagar um funcionário próprio para escrever um driver de verdade para Linux. E enquanto isso funcionar muitos notebooks usarão hardware Broadcom oficialmente não suportado no Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Um pássaro na mão é melhor do que dois pássaros voando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Responda rápido, você prefere um sistema que suporte 10mil dispositivos de forma meia-boca ou um que suporte 2mil de forma plena? Os dados de crescimento do MacOS X e &lt;a href="http://br-linux.org/2009/desktop-mac-os-x-cresce-windows-7-cresce-e-linux-diminui/"&gt;redução na utilização de Linux&lt;/a&gt; podem até estar errados como &lt;a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/02/04/linux-e-desktop-e-mesmo-um-casamento-em-crise/"&gt;sugeriu o Ricardo Bánffy&lt;/a&gt; ou distorcidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto me parece mais fácil vender um sistema em um hardware onde ele funciona absolutamente bem, mesmo que o hardware em si seja uma droga (Intel, desculpe, mas essas placas de vídeo dos Macs são muito safadas). Ao menos mais fácil do que vender um sistema que, após instalado anule a funcionalidade daquelas teclas bonitinhas que seu notebook de R$3Mil tem além do teclado. Se tivéssemos 40 distribuições diferentes de Linux e cada uma tivesse um propósito bem definido eu concordaria com o Linus de que a &lt;a href="http://br-linux.org/2009/a-favor-da-pluralidade-de-distribuicoes/"&gt;Pluralidade&lt;/a&gt; é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;100% positiva&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vejo vantagem prática em ter 5 distribuições de renome internacional e nenhuma delas conseguir lidar com o APIC quebrado dos notebooks da HP. Parece que estamos todos trabalhando sempre sobre os mesmos problemas (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;e chacoalhando juntos as árvores erradas&lt;/span&gt;) que ficam se repetindo quando essa redundância encontra o disposto no item anterior. Três anos se passaram e o driver de vídeo ainda é um problema porque temos vários grupos de trabalho e dezenas de programadores independentes tentando fazer aceleração 3D funcionar em 400 modelos de placas de 4 fabricantes de chipsets.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que restringir isso a 20 modelos de placas de um único fabricante seria restritivo e até contra os preceitos do software livre. Mas não teríamos mais chances de colocar o Linux no desktop se tivéssemos 100% de certeza que o Linux vai funcionar em uma certa gama (pequena!) de hardware do que &lt;a href="http://br-linux.org/linux/divulgar-compatibilidade"&gt;fazendo isto aqui&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi falar de colegas que, quando decidem comprar um novo notebook, vão à loja com um Live CD de sua distro Linux e testam nos modelos para antever os problemas e optar de forma mais acertada. Não é irônico que os usuários mais exigentes sejam aqueles (únicos!) que não podem se dar ao luxo de efetuar uma compra on-line? Um usuário de Windows e mesmo um usuário de Mac pode entrar na sua loja on-line predileta e comprar um notebook sem sair de casa. Um usuário de Linux não, porque ele vai querer testar o sistema antes pra ter certeza de que ele irá rodar(!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hardware funcional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se tivéssemos uma lista de hardware que é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;100% funcional&lt;/span&gt; e ignorássemos o resto (chega que ficar apelando à fabricante X para que libere a especificação, vamos abandonar esse hardware) não conseguiríamos progredir de forma mais positiva? &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Talvez não&lt;/span&gt;. Mas entendo que é isso que tem dado ao MacOSX visibilidade. Existe uma gama muito restrita de hardware sobre o qual esse sistema roda. Mas ele roda absolutamente bem sobre esse hardware. Isso é pouco freqüente com o Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não temos uma distribuição de grande porte focada em notebooks? Da mesma forma que temos algumas focadas em servidores? Em vez disso temos dezenas de sites falando sobre &lt;a href="http://www.linux-laptop.net/"&gt;quais modelos de notebooks&lt;/a&gt; &lt;a href="http://tuxmobil.org/mylaptops.html"&gt;rodaram melhor ou pior esta ou aquela distribuição de Linux&lt;/a&gt;. Isso te parece um bom trabalho? Também não parece bom aos olhos do usuário médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O usuário de MacOSX sabe qual computador comprar para rodar seu sistema predileto e isso é uma vantagem para um sistema que deseja ser mais usado no futuro. O usuário de Windows sabe qual computador comprar (virtualmente qualquer PC). O usuário de Linux precisa de uma lista de compatibilidade, conferir modelos, e se o fabricante tiver mudado o chipset a lista de compatibilidade vira fumaça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que o casamento do Linux com o desktop não vingou. Temos um excelente sistema operacional e hardware incompatível cujos fabricantes não se importam. Estamos tentando fazer o trabalho dos fabricantes e esquecemos de fazer o que nos cabia como usuários (exigir nossos direitos e boicotar fabricantes que não atendem nossas expectativas). E no IDG Past também estão chacoalhando a árvore errada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-3952082207997037826?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=3952082207997037826&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/3952082207997037826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/3952082207997037826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2009/02/no-que-estamos-errando.html' title='No que estamos errando'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-673501591708815477</id><published>2009-02-08T01:43:00.001-02:00</published><updated>2009-02-08T01:45:21.089-02:00</updated><title type='text'>Mais de um ano de férias</title><content type='html'>É assim que você poderia chamar esse período pelo qual fiquei “afastado” do meu projeto pessoal mais interessante: o Livre Acesso. Vou usar meus primeiros parágrafos para falar disso. O Livre Acesso me deu muito prazer e tenho uma boa dose de culpa por deixá-lo de lado tanto tempo. Gosto de pensar que este blog foi relevante por algum tempo. Algumas postagens chegaram a sites de expressão como o &lt;a href="http://www.noticiaslinux.com.br/"&gt;Notícias Linux&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://br-linux.org"&gt;BR-Linux&lt;/a&gt;. E até fui convidado para participar como colaborador permanente do &lt;a href="http://meiobit.com/"&gt;Meiobit&lt;/a&gt;. Naquela fase eu tive mais leitores do que nunca e comecei a deixar de lado o meu blog Livre Acesso. Então muitas mudanças na vida pessoal e no trabalho necessitaram da minha energia e não consegui dar a esses projetos o tempo que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do Meiobit, não por opção própria que fique claro. E deixei de escrever sobre software livre. E deixei de fazer isso porque o software livre foi perdendo espaço em minha vida profissional, a tal ponto que o único Linux ao meu redor era um servidor de arquivos e mídia que acabou perdendo sua placa mãe. Esse servidor não foi reposto, e um HD externo assumiu seu lugar. Meu antigo notebook, um &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/linux-x-ati.html"&gt;HP Compaq nx6115&lt;/a&gt;, foi substituído por uma máquina mais parruda e com sérios problemas de APIC onde o Linux só roda com sérias restrições. Não senti muitos problemas nisso, pois a máquina serve para trabalhar... em ambiente Windows. Meu empregador usa apenas Windows XP, de cima abaixo (exceto por alguns servidores UNIX que estão fora do meu escopo), e Microsoft Office, incluindo o terrível Outlook que alguém no marketing da Microsoft insiste em chamar de software de e-mails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que minha rotina de trabalho não dá margem a flexibilizações e mesmo meu notebook pessoal roda Windows (dessa vez o Vista) pois não raro levo trabalho para casa após e expediente. Rodar o Access 2007 no Wine não é algo prazeroso e com o tempo que tenho acabei ficando acomodado demais para lutar contra isso da forma que eu gostaria. Entretanto não posso negar que tem sido uma experiência enriquecedora trabalhar por dois anos apenas com sistemas Microsoft: tenho hoje mais argumentos do que nunca para explicar porque não suporto o que Redmond faz e chama de software. Tudo é não-intercompatível, excessivamente cheio de bugs tolos, lento, tendente a travamentos, e mentalmente paralisante no universo da Microsoft. Vi de tudo, desde Access anunciando falta de memória em x86 com 3GB de RAM por não saber tratar adequadamente tipos de variáveis até Outlook congelando com a queda da conexão TCP/IP enquanto baixa arquivos do Exchange e corrompendo o arquivo .PST por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estou falando sobre tudo isso para explicar essa ausência. Como eu poderia falar sobre software livre sem usar software livre no dia a dia? Esses fatores juntos colocaram o projeto do Livre Acesso de lado e mesmo agora, com um novo artigo, eu não sei dizer se “retornei” de verdade. Mas minha rotina agora me dá espaço para colocar um Linux em meu notebook novamente, principalmente porque meu empregador me disponibilizou um portátil para andar comigo, e agora meu note pessoal pode voltar a usar o que eu quero e não o que tenho que usar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-673501591708815477?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=673501591708815477&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/673501591708815477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/673501591708815477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2009/02/mais-de-um-ano-de-ferias.html' title='Mais de um ano de férias'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-1798349541251901535</id><published>2007-11-05T19:54:00.000-02:00</published><updated>2007-11-05T20:46:10.539-02:00</updated><title type='text'>Negroponte é difícil de entender</title><content type='html'>É a água que faz um barco flutuar ou afundar. Tem uma situação bacana em um dos filmes do Batman, acho que é no primeiro deles. O Coringa acusa o homem-morcego de tê-lo criado, e Batman explica que fora Coringa quem criara o cavaleiro das sombras primeiro, anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação de criação mútua é tão interessante nos quadrinhos quanto na vida real. Na melhor mostra de que cada ação tem uma reação igual mas em sentido contrário o mundo da informática se move tal qual nosso universo. A OLPC falou em fazer um computador portátil de baixo custo, Intel e Asus já correram para ter algo parecido. E entregaram primeiro, diga-se de passagem. A Apple decidiu entrar no mercado de telefonia com seu iPhone, e temos agora o Google participando de um projeto de plataforma aberta para celulares. Só para citar exemplos mais recentes e da moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de todos os exemplos de lutas, brigas, guerras e concorrências da história da informática é o OLPC, o notebook de US$100 o que eu menos consigo entender. Depois de fazer o maior alvoroço sobre "nada" que eu já presenciei nos meus poucos anos de vida. Há quanto tempo Negroponte passeia pelo mundo conversando com chefes de estado, empresários, a fala sobre seu pequeno aparelho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo a idéia era ter o primeiro notebook educacional da história, com um conceito revolucionário, de baixíssimo custo, com um sistema livre e aberto que pudesse estimular crianças do mundo todo a despertarem seu lado criativo, a aprenderem com mais facilidade. Hoje ele será apenas mais um computador portátil de baixo custo pois Intel e Asus já colocaram suas soluções na praça. E o custo nem será tão baixo assim. Agora o próprio Negroponte afirmou que o Windows é fundamental para o projeto dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber o que não entendo? Uma unidade de R$188 ou R$200, que com um câmbio de R$1,75/dolar daria algo perto de R$350,00. Claro que, no Brasil, cada notebook de R$350,00 chegaria à custar para meu bolso de contribuinte algo perto de R$500,00 pois cada órgão público que colocar as patas nesses computadores vai superfaturar alguma coisa para um padrinho deputado ou senador da república. Em um país onde políticos sobem no palanque com o meu e o seu dinheiro é difícil acreditar que esses bichos chegarão às escolas pelos preços de tabela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, notebooks de verdade, com telas de 14 polegadas e processadores de 1,6GHz e HDs de 40GB já custam hoje algo em torno de R$1.300,00. Se o governo os isentasse de impostos poderia provavelmente colocar cada Dell Vostro ou HP Compaq em uma escola por R$900,00 a R$1.000,00 e estes seriam computadores completos. Acho que a longo prazo talvez fosse um investimento maior, verdade, mas com maiores recompensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o argumento da OLPC também envolvia alguma coisa sobre uma interface diferenciada, código aberto, possibilidade de estimular as crianças a desenvolver suas próprias habilidades, e isso não tem preço. Claro que torna o OLPC uma alternativa ímpar. Nem tanto. O laptop de baixo custo da Intel custa pouco a mais que o da OLPC, ainda que seu hardware seja igualmente limitado. E roda Linux. E Linux é aberto para que qualquer um, mesmo uma criança, fique à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Negroponte precisava de "bolsos mais fundos". Não me espantaria se o Windows fosse realmente a chave para o sucesso do OLPC, financeiramente falando. Pensando como um diretor da Microsoft eu só posso imaginar quando valeria impedir que milhões de crianças ao redor do mundo todo crescessem usando um produto que é o meu pior concorrente. Isso também valeria para cigarros, não apenas para sistemas operacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como diretor da Microsoft, para mim talvez fosse sensato dizer à OLPC que parte do custo de produção de cada máquina seria bancado por mim, desde que aquela unidade cujo preço eu ajudei a controlar saísse com meu SO. Talvez isso explique porque alguém acha que sub-notebooks com metade do preço e da potência de máquinas normais rodando um sistema operacional muito parecido com o que existe à cada esquina em CDs de R$10 vá mudar a vida de alguma criança. Ao menos da forma que um outro tipo de solução mudaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-1798349541251901535?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://br-linux.org/linux/negroponte-o-windows-e-chave-para-a-filosofia-do-olpc' title='Negroponte é difícil de entender'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=1798349541251901535&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1798349541251901535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1798349541251901535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2007/11/negroponte-difcil-de-entender.html' title='Negroponte é difícil de entender'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-6661304569543288474</id><published>2007-10-27T12:31:00.000-02:00</published><updated>2007-10-27T13:12:45.002-02:00</updated><title type='text'>"Não gosto de sentir medo"</title><content type='html'>Foi o que Stephanie Lenz, uma moradora da Pensilvania, EUA, disse ao explicar porque decidiu iniciar um processo judicial contra o Universal Music Publishing Group e a Universal Music Corporation. E esse processo demonstra muito bem o caos que a paranóia sobre o direito de propriedade intelectual da indústria de mídia global criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forçados pelo lobby da indústria de áudio-visual os políticos dos EUA criaram uma severa legislação sobre os direitos de propriedade intelectual. Tudo bem. O problema é que a indústria agora usa essa legislação para sair cometendo qualquer tipo de desmando. O caso de Stephanie é um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela gravou seu filho de 1 ano e meio dançando na cozinha de sua casa uma música do Prince chamada "Let´s Go Crazy" em um vídeo de 29 segundos. Como toda mãe vaidosa ela desejava mostrar esse vídeo para amigos e parentes da família. Ora, em pleno século 21 e na era da internet que lugar melhor que o Youtube para publicar um vídeo que se deseja mostrar à outros? Assim ela o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois ela recebeu uma mensagem do Youtube dizendo que seu vídeo havia sido retirado à pedido da Universal por infringir direitos autorais. O vídeo reproduzia a música de Prince e para fazê-lo Stephanie deveria ter licenciado uma cópia para reprodução pública da música, de acordo com a visão da gravadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em lugar de ficar calada, Stephanie acionou um advogado e agora &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=N1KfJHFWlhQ"&gt;o vídeo está no ar no Youtube&lt;/a&gt; e ela move uma ação  conta a gravadora pela tentativa de censurar sua  liberdade de expressão. Troco merecido pela Universal. E eu sinceramente espero pelo dia em que tantas pessoas movam ações contra gravadoras e que os valores sejam tão altos que essas empresas tenham que fechar suas portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artistas merecem que seus direitos sejam respeitados, e as gravadoras não fazem isso hoje. Do abusivo preço que um CD custa apenas alguns centavos chegam aos bolsos de seus criadores. A grande parte do dinheiro alimenta os lucros enormes das grandes empresas que não produzem absolutamente nada e tentam justificar o cenário posando como realizadoras do negócio. Esquecem que são os usuários, que agora elas processam, a única razão pela qual elas têm um negócio. E só porque não foram visionárias o bastante para entender que seu consumidor e seu mercado mudaram buscam apoiar-se em ameaças legais para coagir as pessoas. Lembrem-se do garoto recentemente preso em Los Angeles por usar uma máquina digital dentro de um cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude de Stephanie é edificante porque seu vídeo de 30 segundos não buscava distribuir gratuitamente material com direitos autorais. Buscava mostrar sua criança fazendo algo engraçadinho, e só. Mas isso não importou muito para a gravadora. Agora, eu torço para que esta tenha que pagar à sra. Lenz uma boa quantia, e que esse seja o prejuízo inicial apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a ação que move contra a gravadora a sra. Lenz disse: "&lt;i&gt;Pensei que mesmo que não tenha feito nada de errado talvez eles queiram me processar, pegar minha casa, vir atrás de mim. E não gosto de sentir medo... Não gosto do sentimento de que eu poderia me meter em encrenca por causa de algo tão simples quanto postar um vídeo caseiro para meus amigos e familiares assistirem&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou daqueles que precisa de trilha sonora para a vida. Tenho um mp3 player de 2GB e ando com um celular Sony Ericsson de outro 1GB. Quando não estou ouvindo um, estou com o outro. Fatalmente qualquer filmagem minha terá uma música de fundo e eu gostaria que essa insanidade acerca de direitos autorais parasse antes que eu também seja processado. Ou será que teremos que excluir a música e, quando formos filmar nossas vidas, teremos que o fazer em mute?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-6661304569543288474?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://yro.slashdot.org/article.pl?sid=07/10/27/0351228' title='&quot;Não gosto de sentir medo&quot;'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=6661304569543288474&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/6661304569543288474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/6661304569543288474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2007/10/no-gosto-de-sentir-medo.html' title='&quot;Não gosto de sentir medo&quot;'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-4003649393970673899</id><published>2007-10-01T01:28:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T01:30:52.202-03:00</updated><title type='text'>Dos formatos de arquivos</title><content type='html'>Não creio que as pessoas tenham entendido a real necessidade de usarem formatos abertos de arquivos para armazenarem suas informações. Na verdade não creio que a maioria das pessoas tenham sequer parado para pensar no assunto. No passado, quando a engenhoca mais complicada que se podia encontrar em um escritório era uma máquina de escrever era muito fácil ler documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você abria uma gaveta, pegava uma pasta com várias folhas dentro. E apresentassem elas o que fosse, planilhas, textos, gráficos, você poderia lê-los. Dia desses precisei adaptar uma de nossas apresentações de MS Power Point (sim, do Microsoft Office) para apresentar à um cliente. Costumeiramente incluímos um logotipo no material e eu não pude encontrar um web site do cliente na internet. Solicitei ao contato na equipe de vendas que providenciasse um arquivo com o logotipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 minutos recebi o arquivo. Infelizmente não recebi o que esperava. Em lugar de uma imagem .gif ou .jpg que eu pudesse anexar à apresentação o e-mail continha um arquivo de extensão .cdr. Arquivos de Corel Draw são muito usados para criar logotipia e testes de impressão profissional, pois são vetoriais. Entretanto, sem poder abrir o arquivo, o que eu faria com ele? Tinha, na verdade, uma informação inútil nas mãos. Para resolver o problema entrei em contato com nossa área de marketing, que possivelmente terial o Corel Draw instalado em algum(ns) PC(s). Cerca de uma hora depois a apresentação ficou pronta, com o arquivo .gif que um colega me retornou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história ilustra um exemplo de como não importar-se com o formato das informações pode trazer problemas no ambiente computacional. Diferente da época onde ser alfabetizado era tudo que se fazia necessário para entender um documento, hoje sem o formato certo de nada adianta manter a informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro exemplo muito válido é a &lt;a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/02/20/meu-proximo-celular/"&gt;epopéia de Ricardo Bánffy&lt;/a&gt;, colunista do Webinsider. Ao ter seu celular inutilizado ele deparou-se com uma complicada recuperação do backup. Que por muito pouco não tornou-se tão inútil quanto o celular morto por conta do formato proprietário no qual o software do fabricante armazenava os dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias uma empresa em algum lugar depara-se com a impossibilidade de mudar de fornecedor de software por estar presa a formatos de arquivos proprietários. Preocupados com a questão, associações de normas do mundo todo buscam maneiras de uniformizar formatos de armazenamento de informações nos computadores e decidiram, não por acaso, começar pelos pacotes de aplicativos de escritório. E estão optando por formatos abertos, bem documentados, que possam ser implementados por várias empresas em programas que concorram entre si no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme iniciei o texto, não creio que muitos usuários de computador pensem sobre isso. Pode ser frustrante perder seu HD ou os dados contidos nele, por qualquer motivo, e ao recuperar o backup em um PC de um colega descobrir que ele não tem o Photoshop, o Corel Draw ou o Microsoft Office. E que os formatos de arquivos desses programas não são lidos perfeitamente por outros programas porque não são liberados por seus desenvolvedores.&lt;br /&gt;E antes de sacar aquele CD de camelô de R$10 e argumentar que não é necessário pagar milhares de reais por uma licença de Photoshop pense por um instante. Talvez seu colega seja como eu e não precise do Photoshop em seu computador, ainda mais se for uma cópia pirata. Ou mais, talvez você seja como nós e também não precise, e apenas não saiba disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos os artistas gráficos de plantão, sim seus Macs com Photoshops ainda são muito mais úteis à uma agência de publicidade do que um Linux com Gimp. Para todos os outros provavelmente um Gimp, ainda que sobre Windows, pode resolver 99,9% das necessidades diárias de edição de imagens. É muito mais uma questão de entendimento do que de utilidade. Devo, inclusive, confessar que rio em silêncio quando alguém é contaminado por vírus buscando cracks e senhas para programas piratas, como o Nero, o Photoshop, o Corel Draw e outros softwares profissionais que são absolutamente dispensáveis no dia a dia de 8 em cada 10 usuários desse planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixando de lado pessoas que precisam do AutoCAD para realizar o croqui dos móveis de seus quartos e do Photoshop para tirar os olhos vermelhos das fotos de seus cachorros, voltemos aos arquivos. Deverá haver um momento na história da informática em que não fará diferença sobre qual programa de edição de textos você esteja usando. Você poderá abrir o arquivo sobre o qual eu trabalho agora, editá-lo e remetê-lo de volta à mim sem que eu consiga adivinhar qual processador você estava rodando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com alguma sorte isso irá acontecer com muitos outros formatos de arquivos. Teremos formatos abertos para desenhos vetoriais, para arquivos de impressão gráfica profissional, para vídeo de alta resolução e várias outras aplicações. E então você não precisará me agüentar satirizando sua escolha em relação à editores de imagens. Talvez porque, tomara, eu possa abrir seus arquivos com o meu editor, já que seu formato será livre ou ao menos aberto. E eu não precisarei vender um rim, ou me tornar pirata, apenas para editar fotografias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-4003649393970673899?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=4003649393970673899&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4003649393970673899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4003649393970673899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2007/10/dos-formatos-de-arquivos.html' title='Dos formatos de arquivos'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-1790081769297165852</id><published>2007-09-25T23:52:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T00:58:46.235-03:00</updated><title type='text'>Ser diferente é a vantagem</title><content type='html'>Algumas coisas são realmente estranhas. Temos um sistema operacional livre, na verdade temos vários, mas um deles tem seu nome divulgado em jornais e notícias ao redor do mundo todo a cada dia. Mesmo aquele caderno de informática mequetrefe do jornal mais vendido capaz de proezas tais quais classificar a memória RAM como “capacidade de armazenamento” já falou de Linux. Alguns até de GNU/Linux. Outros já foram tão longe que já descobriram a existência dos BSDs e disseram aos quatro ventos que existe algo de graça na praça. Tão longe que até já mencionaram que existe algo livre e até tentaram explicar porque essas coisas são livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vizinha, que sequer sabe o que é um compilador usa o Firefox, sobre o Windows é verdade, mas o faz por achar que é mais seguro que usar Explorer. Sua colega de apartamento atestou a escolha ao ver o notebook da positivo ser bombardeado por vírus e trojans ao navegar usando o Internet Explorer 7, que deveria ser mais seguro que o 6. Se foi o ovo ou a galinha o primeiro a aparecer, não sei. Tão pouco se o usuário de Firefox está acima da média e por isso navega de forma mais segura ou está mais seguro pelo navegador que escolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim quantos, dentre todos os usuários que ligam seus computadores todos os dias, sabem dessas coisas? Um amigo meu, usuário de Windows XP, passou por um problema engraçado. Com uma máquina da HP e placa de captura de TV ele viu o Windows sucumbir durante o cada boot graças ao driver da web cam que ele adquiriu para usar com o Skype. Quando fala-se das vantagens do Windows sobre o Linux sempre cita-se a abundância de drivers como uma vantagem. Afinal aquela placa ou dispositivo USB funciona ou não com o Linux? A pesquisa de compatibilidade de hardware do BR-Linux tenta ajudar. Mas será que aquele dispositivo também funciona com o Windows? Para meu amigo a restauração do sistema foi a salvação e a escolha definitiva entre ter um ou outro dispositivo instalado. A solução foi a mesma que seria para o Linux: escolher outra marca/modelo e tentar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que é muito comentada, essa até por Steve Balmer em certo momento, é sobre a integração fantástica das soluções da Microsoft. Grande vantagem sobre o software livre, uma colcha de retalhos, a integração faz com que o software da Microsoft funcione melhor. Tome por exemplo o pacote MS Office, que em sua versão 2003 eu conheço bem. A função “Localizar” pode ser acessada pela tecla F4 no Outlook, por CTRL+L no Excel, Word, Powerpoint, por CTRL+F no Internet Explorer 6 e por Win+F no próprio Windows. Bem, 4 formas diferentes de acessar a mesma função em softwares da mesma empresa é um belo exemplo de integração. Melhor que isso, a função condicional IF, tão conhecida de programadores e afins no mundo todo, é SE no Excel e Seimed no Access, ambos na versão 2003. Outro grande exemplo de integração, funções semelhantes com nomes diferentes. Exemplos não faltam para mostrar que o software da Microsoft sofre das mesmas esquizofrenias que softwares livres de desenvolvedores distintos. Talvez porque a Microsoft tenha, ao longo dos anos, comprado softwares e empresas para aumentar seu portfolio de produtos e suas equipes de desenvolvimento estivessem ocupadas demais com menus transparentes para sincronizar os atalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o estranho mesmo é que, ao longo do tempo, software livre e software não-livre estão se aproximando. Não existe mais o abismo antes testemunhado. As novas versões de KDE e Gnome apresentam efeitos gráficos avançados, tridimensionais, e estão mais pesadas pelo excesso de artifícios visuais. Da mesma forma que a interface Aero do Vista, KDE e Gnome têm avançado de forma tímida na usabilidade. Sejamos francos, KDE e Gnome buscam seguir os passos de outras interfaces na esperança de agradar o usuário médio. Não é certo e nem errado fazer isso. Mas eu já comentei várias vezes no passado que talvez a grande façanha do software livre seja ser diferente. E que qualquer busca pela semelhança possa ser um passo na direção errada. A Microsoft não esconde que luta para aproximar o Windows do UNIX em diversos aspectos. Em contraparte o Linux busca afastar-se do UNIX em muitos pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Firefox sempre buscou copiar alguém, na maior parte das vezes o alvo foi o Opera. De fato ele é original em poucas coisas. Na versão 3 o Firefox irá enviar ao Google cada URL que você digite em sua caixa de busca sob o pretexto de verificar se é um site de phishing. Mal posso imaginar que tipo de vantagem dá ao Google a visão sobre todas as URLs visitadas e pelo tempo que permanecem nelas um certo grupo de usuários (que é cada vez maior). Se serve de consolo essa opção é desligada em seu padrão. Não serve muito a mim pois eu esperava ver esse tipo de coisa no Internet Explorer, que já envia à Microsoft cada URL incorreta que você digita ao buscar por ela como palavras chave na Windows Live Search. Mas da Mozilla Foundation? Bem, as coisas mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IBM recompilou o OpenOffice que tem todos os seus destinos traçados pela Sun, não pela comunidade, com o nome da Lotus e tem seu próprio pacote de escritório. Rivalizando com o OpenOffice não acredito que este novo pacote, chamado Symphony, traga grandes avanços para a comunidade de usuários. Ao menos não tão grandes quanto para a IBM, que planeja ressucitar o nome da Lotus na produtividade do escritório. Qual o mérito, ou vantagem prática para nós, existe na escolha entre OpenOffice e Symphony se ambos usam a mesma base de código? Será a IBM uma déspota melhor e dará ao pacote livre que eu usarei destinos melhores que a Sun?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não admira o kernel Linux ter cada vez menos desenvolvedores ativos. Conta com apenas 854 colaboradores na versão 2.6.23 dos quais 350 contribuíram com apenas um changeset. Alguns reclamam da dificuldade em mudar os rumos das coisas e de contribuir de verdade. Estranho que hoje, quando algumas empresas investem pesado no desenvolvimento do kernel, o número de desenvolvedores esteja diminuindo em vez de aumentar. Os programadores mais renomados tem seus salários pagos por grandes empresas e em lugar de uma fila enorme deles buscando essas oportunidades o número de colaboradores têm caído a cada release.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que as empresas estão nessa por dinheiro e vão agir sempre da forma que mais acrescenda dólares aos seus balanços trimestrais. Mas talvez estejamos vendo os negócios matarem as galinhas que nos entregam ovos. Os grandes softwares livres podem estar aproximando-se dos concorrentes mantidos pela Microsoft apenas nos aspectos negativos. Versões distintas de um mesmo software que não apresentam grandes diferenças. Uso indevido de informações pessoais. Grande preocupação com características de importância discutível. Burocracia e inflexibilidade na estrutura de desenvolvimento que afasta a criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas coisas são engraçadas. Talvez o caos fosse o caminho mais lógico para mantermos as coisas em ordem para que continuem progredindo de verdade. A Apple é uma grande lição para isso, do que não se deve fazer. Para a Apple “pensar diferente” é fazer igual, o mesmo hardware, a mesma luta por direitos autorais, patentes e controle sobre o produto que o cliente compra e leva para casa. Precisamos escapar disso e lembrar de nossas origens. Aqui, ser diferente é uma vantagem e não um demérito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-1790081769297165852?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=1790081769297165852&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1790081769297165852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/1790081769297165852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2007/09/ser-diferente-vantagem.html' title='Ser diferente é a vantagem'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-4597900919764440176</id><published>2007-01-09T02:43:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T02:48:24.769-02:00</updated><title type='text'>Sobre liberdade e justiça</title><content type='html'>Faz algum tempo que não escrevo, ando ocupado pela mudança de emprego e cidade, dormindo pouco e correndo muito. Mas essa semana aconteceu algo incomum, que merece nossa atenção. Algo que me deixou até um pouco desconcertado, e como você poderá notar, excessivamente cáustico. Essa semana aconteceu, pelas mãos de um juiz, um membro do poder judiciário em alguma instância (você vai entender porque eu me fixei nisso daqui a pouco) censura no Brasil. Censura crua, daquelas nauseantes, que me remeteu imediatamente ao documentário da BBC "Muito Além do Cidadão Kane". A náusea gerou esse post, portanto tenha cuidado ao continuar a partir deste ponto. Eu sei, náusea é um péssimo motivo para escrever algo, o resultado pode se parecer com um... bem, você sabe. Pense que eu quero fazer justiça com minhas próprias mãos, pense o que quiser, estou bravo demais para ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou pela BraZil Telecom, de quem já fui cliente e agradeço por não ser mais, que sob o pretexto de cumprir uma ordem judicial, tirou de seus clientes o direito de acessarem o Youtube. O fez na calada da noite, sem alarde, e respondendo aos seus honrados clientes, via suporte técnico, que não havia feito nada. Respeito total pelo consumidor, digno de uma empresa merecedora de falência. Perderia clientes, se houvessem outras operadoras de telefonia fixa em sua área de atuação. Mas inexistem ou são pequenas demais para serem notadas por obra e graça de um processo de privatização nebuloso, idealizado de uma esquadra de tucanos chefiadas pelo FHC, defensora de choques de gestão tão ineficazes quanto suspeitos. Os clientes da BraZil Telecom estão tendo seus direitos constitucionais desrespeitados, com o apoio da lei e não possuem sequer alternativa no mercado, ao menos em vários bairros da cidade de Curitiba. Liberdade de expressão é direito constitucional do cidadão e se uma ferramenta dessa liberdade é censurada eu me sinto lesado. Aonde está V quando precisamos dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a Telefônica (estatal da Espanha mas que atua no BraZil, onde estatal não pode concessionar telefonia) e a Embratel (Empresa BraZileira de Telecomunicações, mas que é de propriedade de um consórcio mexicano) anunciaram que vão fazer o mesmo, e dane-se o consumidor que paga a conta todo mês. O usuário vai acessar apenas o que nós queremos que ele acesse, disse o juiz. Amém, dizem as empresas. Não há ninguém aí acordado para contestar essa porcaria toda? E se o cabeça-de-bagre vestido de preto determina que os carros devem ter apenas uma roda? O que fariam Ford, GM, Fiat, Volks e outras? Produziriam carros de uma roda ou iriam para a batalha jurídica afim de impedir a interferência do estado em seu negócio? Que tipo de compromisso as empresas estrangeiras tem com o governo para nunca questionarem suas decisões? Existe alguma relação com o sistema de reserva de áreas de atuação absurdamente delineado durante o processo de privatizações tupiniquim? Processo esse tão particular que desmontou monopólios públicos para criar privados, que se saliente. E antes que você me atire pedras não sou contra a privatização, só gostaria que ela tivesse sido feita em outro cômodo da casa que não o banheiro. Se aqui já está essa sujeira imagine o estado do porão. Novamente, apenas V poderia nos defender, Chapolim estaria do lado da Embratel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias da conspiração à parte, já estou de saco cheio de ouvir falar nessa história. Aquela modelo aparecida, que um leitor do Meiobit classificou como Paris Hilton Cucaracha, se tivesse um pingo de vergonha na cara não teria feito o que fez, poderia argumentar minha avó. Cada um faz o que quer da vida, mas sexo em local público, na presença de menores, dá cadeia, ao menos para os pobres. Porque não faz um filme adulto de uma vez? Mas é mais fácil, para manter-se em voga, na mídia como dizem, transar em público do que aprender a fazer alguma coisa que valha. Casar com jogador de futebol, engravidar, abortar e separar, tudo isso antes que alguém consiga pronunciar Paranapiacaba já não era o bastante. Tinha também que atrapalhar a vida de milhões de internautas brasileiros. Depois me perguntam porque eu prefiro a Ana Hickmann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que eu descarreguei minha raiva, vou explicar minhas inserções do primeiro parágrafo. O estado brasileiro (e não o governo, para quem faltou às aulas de moral e cívica) é constituído por 3 poderes soberanos e independentes. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Por mais que a revista Veja queira fazer parecer o contrário, o Executivo e o Legislativo são poderes correlatos, mas duas instituições democráticas completamente distintas. Elegemos, a cada dois anos, membros desses dois poderes que, como você sabe, são responsáveis por executar e criar as leis. Os membros do poder Judiciário não são eleitos pelo povo. Eles são concursados, eleitos por pares ou por membros do executivo ou indicados. E aí começa um problema, pois isso torna o judiciário não-representativo. Eu não tenho um representante no poder judiciário, nem você, ou seja, ninguém ali está incumbido de defender nossos interesses. Eu poderia explicar isso de 1000 formas distintas, mas esse caso Cicarelli vs Youtube+internautas diz tudo. Ela não quer que ninguém a veja transando, se bem que no dia da praia isso não importou muito, e por isso eu não posso acessar um site da internet. Mas eu quero acessar esse site, pago pela banda para acessar esse site, o que tenho eu a ver com o fato dela ter transando com o namorado em uma paira do outro lado do Atlântico? Fico me perguntando “aonde estão os meus interesses nessa coisa toda?”. Em resumo, o poder menos representativo da república brasileira é talvez o que mais contribua para a balbúrdia do estado. São os maiores salários da federação, só para lembrar, e esse poder ainda atrapalha os outros dois. Caso você não lembre o Judiciário, 3 mesês após elevar seus tetos salariais para mais de R$24 mil, impediu o Legislativo de fazer o mesmo. Grande sacanagem com nossos nobres e esforçados deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como meu blog é sério, e chama-se Livre Acesso (à informação incluso) decidi criar uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lista de resoluções de ano-novo&lt;/span&gt; (atrasada) para que possamos tentar mudar isso e deixar esse pais um pouco mais organizado. Irei agora propor alguns itens que acho, tornarão nosso país um pouco melhor e espero que você ajude-me a torná-los verdade até 2008. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1- Fim da Censura no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem uns 40 anos que a gente pede isso. Tá difícil, mas acho que um dia a gente consegue. Vamos começar pelo Youtube, exigindo o desbloqueio imediato. Vamos encher as caixas de mensagens dos juízes do STF pedindo providências até que seus secretários (responsáveis pela leitura dos e-mails enquanto os juízes desfrutam de seus belíssimos carros importados) fiquem exaustos de tanta choradeira. Quem sabe assim, por pena, eles decidam liberar o Youtube novamente para termos o que fazer com nossas conexões de banda larga providas pelas generosas empresas estrangeiras, excelentes cumpridoras das ordens judiciais quando estas prejudicam os clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2- Eleições para o Judiciário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os argentinos têm toda razão do mundo quando nos chamam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;macaquitos&lt;/span&gt;, admita. Copiamos todas as baboseiras que os gringos nos enfiam pela goela, Rebeldes, Big Brothers, e outras coisas que começam com B. O que é bom fingimos não ver. Há décadas os membros do judiciário em diverosos estados dos EUA são escolhidos por voto, desde promotores-chefe até juízes de suprema corte (estes últimos por voto do presidente da república e do congresso, indireto portanto, mas o que você queria, poder emanando do povo?). O resultado é que eles não são vitalícios (exceto os juízes da suprema corte), não têm aposentadoria integral e podem perder o cargo se não fizerem as coisas direito. Acredite, o resultado final é que eles trabalham. Não deveríamos pensar em adotar o mesmo modelo? Alguém com alguma influência poderia, por acaso, ler isso aqui e começar uma campanha. Mas a Veja será contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3- Mandar a Cicarelli pro diabo que a carregue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos, em prol do crescimento intelectual de nossa sociedade, mandar essa senhorita ir passear (e fazer outras coisas terminadas em ar) em outras bandas e nos deixar em paz. Tira férias com o namorado na Nova Zelândia (rica em praias pouco movimentadas e ensolaradas) e não volta. Revisando toda essa coisa, eu gostaria que ela jamais tivesse feito aquilo. Eu não estaria de saco cheio de ouvir falar dela, e as pessoas ainda poderiam acessar o que quisessem na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4- Entender até onde vão os nossos direitos: a porta da rua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O lado bom de tudo isso é podermos observar como os nossos direitos são frágeis. Bastou um playboy bacana, uma modelo descolada e um cara de beca preta com uma caneta na mão para ameaçar a liberdade de uso da internet brasileira. Meu medo é a onda pegar e cada uma das milhares de pessoas que tem um vídeo no Youtube entrar com um processo semelhante. Se a coisa crescer para outros sites vamos fechar a internet toda, liminar por liminar, página por página. Vamos chegar a conclusão que nosso sistema judiciário, em vez de nos auxiliar no caminho para a ordem e para o progresso está mais para um rabo-de-arraia nos jogando para nosso passado desonrado. E nos pegaremos lutando para que o judiciário seja extinto, e não mais justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos nos salvar enquanto há tempo. Precisamos lutar por nossos direitos antes que seja tarde. Antes que a Cicarelli decida tirar o biquíni mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-4597900919764440176?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=4597900919764440176&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4597900919764440176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/4597900919764440176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2007/01/sobre-liberdade-e-justia.html' title='Sobre liberdade e justiça'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-908037573714067215</id><published>2006-12-14T01:01:00.000-02:00</published><updated>2006-12-14T05:25:36.105-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linux'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Windows'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vista'/><title type='text'>Quando as pedras saírem voando</title><content type='html'>Sem dúvida o Windows Vista vai chamar muito a atenção do mercado, assim que estiver amplamente disponível. Eu andei lendo um review extenso do &lt;a href="http://www.computerworld.com/action/article.do?command=viewArticleBasic&amp;articleId=9004916&amp;amp;pageNumber=1"&gt;ComputerWorld sobre o Windows Vista&lt;/a&gt;, de 18 páginas, que passa a limpo de forma bem informativa (leia: com screenshots) todas as mudanças que a MS implementou nessa versão do sistema. Entre todas as coisas que a MS fez no Vista, algumas me chamaram a atenção. Não por serem inovadoras ou inéditas, não consegui encontrar nada de realmente inovador no Vista. Mas por serem coisas que você esperaria ver em um UNIX-like, como o Linux, coisas que já conhecemos e usamos há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou discutir sobre como a MS, inspirada ou não pelo modelo UNIX, implementou “novidades” no Vista. Nem vou discutir como ela reforça sua ameaça de nos processar (à exceção daqueles que são clientes da Novell) se fizermos a mesma coisa (implementar artifícios no Linux inspirados em soluções do Windows). Não tenho humor para discutir canalhices hoje. Mas quero entender o que está passando pela cabeça de algumas pessoas do SL, principalmente das comunidades de Linux. Para fazer isso, primeiro tenho que explicar que coisas do Vista não existiam em sistemas da família Windows até agora e que me lembram muito funcionalidades que já vimos antes e que conhecemos bem de nossos sistemas UNIX-like.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Subsistema gráfico na forma de cliente/servidor&lt;br /&gt;O Vista implementa uma nova arquitetura gráfica. Não estou me referindo à interface gráfica 3D Aero. Estou me referindo ao Windows Presentation Foundation ou WPF. O WPF é uma espécie de servidor gráfico, encarregado de lidar com o HAL de vídeo. É uma abordagem mais enxuta e moderna da arquitetura usada no X server. A rigor você tem um servidor gráfico com um ambiente gráfico rodando sobre ele. O ambiente é responsável por prover usabilidade e comunicação com o usuário. O servidor é responsável por fazer tudo isso funcionar bem. No Vista eles são o Aero e o Avalon (nome do WPF), no OS/2 (de 1987) são o WPS e o PM, no meu Linux são o KDE e o X.org. Não sei se a MS copiou a idéia da Apple, do UNIX, ou dos papéis de 1985 que ela tinha na gaveta, remanescentes de sua separação da IBM no finado OS/2. Não é algo novo, de um jeito ou de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto essa nova arquitetura é comemorada pelos analistas da plataforma Windows os mais críticos (sou parte desse grupo) se perguntam: porque demorou tanto? Estamos em 2006, à alguns dias de 2007, e tenho uma sensação de que a MS está atrasada ao menos 6 anos em relação à concorrência. Agora finalmente o Windows consegue reiniciar sua interface gráfica sem exigir um reset da máquina, caso algum problema afete a GUI. Parece que os engenheiros de software da MS finalmente descobriram como fazer isso. Mas há um custo implícito em tudo que se faz. Para que isso funcione bem no Windows você precisa de hardware. Muito hardware.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Permissões para usuários e grupos&lt;br /&gt;O User Account Control ou UAC implementa no Vista um sistema de permissões para o uso do sistema operacional muito familiar para usuários de Linux. Versões anteriores do Windows já tinham permissões para arquivos, implementadas pelo NTFS via ACLs, mas agora as permissões extenderam-se para ações do usuário, como a instalação de programas e modificação das configurações do sistema. Elas valem para usuários ou grupos e podem ser configuradas pelo administrador, para descrever o que cada usuário normal pode fazer no sistema. Não há a necessidade de maiores explicações. Essa é outra coisa que foi muito comemorada pelos profissionais que usam Windows, mas que os críticos afirmam estar alguns anos atrasada. O problema aqui me parece cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O UAC foi implementado no Windows Vista para que ele possa ser um sistema mais seguro. Entretanto a MS sempre cultivou em seus usuários um espírito de simplicidade um pouco misturado com preguiça. E agora implementa um sistema de permissões completo e complexo, que demanda paciência, e mais que isso, conhecimento para ser configurado. Trivia: Você sempre disse à seus clientes que eles não precisam se preocupar com configurações. Então implementa um sistema de segurança que precisa ser configurado de forma correta para funcionar. Para não chateá-los você inclui um botão que simplesmente desliga esse sistema de segurança, só para o caso da chateação da configuração ser um pouco demais para seus clientes. Esse sistema de segurança vai funcionar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importo muito com a resposta. Não irá me espantar se os problemas de malware do Windows continuarem exatamente como estão, mesmo com o fato do Vista ser mesmo um sistema mais seguro que o XP. O fato é que sistemas UNIX-like já apresentam esse tipo de configuração há muito, muito tempo. A diferença é que usuários de UNIX (e os de Linux) já estão acostumados com o esquema de usuário administrador, os usuários de Windows não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Configurações de boot manager arquivadas em uma pasta do sistema operacional&lt;br /&gt;No melhor estilo Lilo ou GRUB o novo boot manager do Vista usa uma pasta do sistema, chamada /boot para arquivar as configurações e fases do boot manager. Enquanto isso permite um boot manager mais completo e configurável também traz o problema de torná-lo inútil caso a partição seja perdida por algum problema qualquer. A vantagem é poder ter dados arquivados de forma criptografada ou binária, ou mesmo protegidos por permissões de sistema que impedem que ataques diretos destruam ou alterem as informações de boot dos sistemas operacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Imagem de instalação do sistema configurável e independente de hardware&lt;br /&gt;Várias distros de Linux são veteranas nesse aspecto. A estrutura modular do UNIX somada ao esquema de distribuição de software em pacotes da maioria das distros atuais permite que uma imagem de instalação possa ser personalizada ao extremo e que esse sistema possa ser instalado em uma gama enorme de hardwares diferentes ao mesmo tempo. A MS já dispunha de produtos capazes de fazer instalações personalizadas do Windows em volume, mas agora é a própria estrutura do sistema de instalação que oferece esse tipo de facilidade. É outro aspecto onde a MS tornou o Windows mais parecido com o Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande vantagem nesse caso é poder incluir softwares externos para serem instalados junto com o sistema operacional. Da mesma forma que temos distros Linux específicas para Geotecnia, poderemos ver uma empresa empacotar na imagem de instalação do Windows os softwares que precisa. E instalar tudo de uma vez só, como se aquele programa tivesse sido empacotado na mídia de instalação pela própria Microsoft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Links simbólicos para arquivos e pastas&lt;br /&gt;O UNIX sempre pôde criar links virtuais de arquivos ou mesmo pastas inteiras dentro de seu sistema de arquivos. Assim um único arquivo poderia estar em vários lugares ao mesmo tempo, de acordo com a necessidade do usuário. De fato, no Linux, você pode colocar uma partição toda dentro de uma pasta qualquer do sistema de arquivos sem mover ou copiar um único arquivo, basta um comando. O Windows Vista poderá fazer essas coisas, inclusive fazer uma partição toda se comportar como um diretório específico, mas isso o próprio XP já podia fazer, pois é uma manobra do NTFS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão pela qual a MS incluiu esse suporte na interface do Vista, e em Windows isso significa trazer ao conhecimento da grande massa de usuários, que não sabe de nada do sistema que esteja fora de sua GUI, é para permitir que o usuário ache mais facilmente o que procura. Permitir que um mesmo arquivo esteja em diversos lugares distintos, por mais contra-sensual que pareça, permite que se encontre mais facilmente o que se procura. Você pode ter um mp3 em uma pasta, e um arquivo de texto com a letra da música em outra, e links simbólicos de ambos em uma terceira pasta, onde eles estarão juntinhos, e você tem apenas um lugar para procurar a música e sua letra, ainda que no sistema de arquivos real elas estejam separadas e organizadas por tipo de arquivo. É um exemplo bobo, mas a grande razão por trás da inclusão desses recursos no Vista é que, após o abandono do tão prometido WinFS, a MS ainda precisava de um recurso prático para criar pastas e arquivos virtuais e os links simbólicos são a melhor forma de fazer isso sem um grande redesenho do sistema de arquivos. O Vista é um sistema projetado para funcionar sobre a capacidade de busca, a retirada do WinFS colocou em xeque o bom funcionamento de um sistema que estava há 4 anos na prancheta de projeto. Algo precisava ser feito, e tinha que ser simples e funcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que exploramos esse aspecto eu quero ir ao ponto principal do meu post. E vou fazê-lo de forma ríspida. Se a MS está esforçando-se para tornar o Windows mais parecido com o Linux, porque diabos estamos (partes da comunidade de SL estão, na verdade) fazendo o contrário? Porque estamos tentando tornar o Linux mais parecido com o Windows?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupar-se com usabilidade ou com a beleza da GUI não é pecado. É fundamental para ter um sistema útil e bem feito. Mas sinto calafrios quando ouço pessoas comentando que o Linux deveria ter um sistema de instalação de software “no estilo do Windows, com Next, Next, OK, e pronto!” porque elas não entenderam que esse é o primeiro passo para termos malware funcionando tão bem no Linux quanto funciona no Windows. Acredite, é tão fácil inserir um keylogger no Linux quanto é no Windows. A diferença entre Linux e Windows nesse ponto é que o usuário do Win é sempre root. Por isso acho que o Vista não é mais seguro que o XP. Os usuários de Vista continuarão sendo root e continuarão clicando Next para cada janela que for apresentada na tela, exatamente como fazem hoje. Meu ponto é que se o Linux for parecido com o Windows terá problemas parecidos com os do Windows porque atrairá usuários de Windows, mas não necessariamente suas virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é um problema de concepção. O Windows foi concebido, desde o primeiro momento, para ser amigável ao usuário, acima de tudo, e fácil de ser programado, em segundo plano. A primeira coisa ele faz razoavelmente bem, porque muita gente tem dificuldade em fazer muitas coisas mesmo no Windows pelo pouco conhecimento teórico dos nossos usuários. A segunda o Windows faz muito bem. É fácil programar para Windows, o material e suporte da MS para isso é muito bom. Tão fácil de programar que qualquer programador com um pouco mais de conhecimento pode desenvolver malware sem problemas, daí haver tantos vírus e spyware para Windows. Some isso com o pouco conhecimento do usuário e você tem o cenário atual, onde um Windows que navegue na web por poucos minutos sem software de proteção torna-se uma colônia de férias para malware. A culpa da MS e do Windows nisso é que eles sempre estimularam um comportamento infantil por parte de seus usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O UNIX e seus likes, como o Linux, foram concebidos para serem servidores, multi-usuário. Desde o instante inicial se pensou no sistema como algo que alguém muito gabaritado iria administrar e outros tantos com algum grau de entendimento do sistema iriam operar. O UNIX não foi criado para ser fácil de usar, foi criado para ser apenas usado, mesmo que para usá-lo alguém precisasse de algumas semanas de leitura de alguns manuais técnicos. Aliás, com relação à essa parte de ler manuais, talvez para seu espanto mesmo fogões e batadeiras trazem um consigo. Ler manuais antes de iniciar a operação de alguma coisa não é apenas um procedimento recomendado, mas também muito saudável para evitar situações pegajosas e até mesmo trágicas, de acordo com o caso. Não consigo entender porque alguém acha absurdo ter de ler manuais para operar sistemas operacionais de computadores. Mas é essa a reação que vejo nas pessoas quando digo que elas precisam ler algum material antes de conseguir operar um Linux. Entretanto, o que eu estava dizendo é que a abordagem do ligar e usar (ou plug and play, se preferir) nunca passou perto do UNIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso pensar em um Windows seguro como o Linux ou em um Linux amigável como o Windows parece ser como esperar que uma pedra saia voando. Programadores dos dois sistemas são competentes para implementar as ferramentas necessárias para buscar esses objetivos cruzados. Mas os usuários não tem a cultura necessária para absorver mudanças tão drásticas de objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessa questão, há outro ponto a considerar. Existem méritos e deméritos em cada um dos sistemas operacionais dos quais falo aqui. Normalmente os usuários espontâneos de Linux deixaram de usar Windows por seu descontentamento com este sistema. O que eles fariam se o Linux passasse a apresentar as mesmas características e alguns dos defeitos de um sistema que eles já optaram por abandonar? Não se engane acreditando que o Linux poderia ficar incrivelmente fácil de usar sem perder nada com isso, principalmente em segurança ou em desempenho. Programadores muito bem pagos da MS lutam há anos para tornar o Windows mais seguro mas ainda acessível para o usuário leigo. E sabemos o que seus esforços conseguiram até agora. Não é incompetência deles, é um paradigma do uso dos computadores sobre o qual talvez eu escreva uma tese algum dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda que não estou louvando um sistema que seja difícil de operar por natureza (coisa que o Linux é). Apenas não acredito que usuários que não entendem a diferença entre uma partição primária e uma partição lógica consigam usar bem seus computadores. Eles até podem operar corretamente uma planilha de cálculos, um processador de textos ou ate mesmo um sistema operacional inteiro concebido com a facilidade de uso em mente, mas sempre precisarão recorrer à alguém “que entenda de computador” quando as coisas derem errado. E as coisas dão errado todos os dias para usuários de computador do mundo todo, a prova é o grande mercado de técnicos de informática que ganha a vida de consulta em consulta, como os antigos médicos de família. Mas nesse caso podemos classificá-los como usuários de programas, e não de computadores, afinal seu conhecimento termina onde os problemas começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir disso a comunidade que suporta o Linux tem dois caminhos (no mínimo). Modificar o Linux no sentido de torná-lo parecido com o Windows, sob a retórica (falsa) de que se o sistema for mais fácil de usar ele será adotado por um número maior de pessoas (sim, falsa, se o MacOS não bastar pense no BeOS e no OS/2 Warp). Ou, opção 2, atrair os usuários descontentes de Windows para o Linux e salientar não o que é parecido entre eles, mas o que é diferente. E deixar claro que sem um aprendizado adequado ninguém consegue se adaptar a algo novo e diferente. O primeiro caminho nos leva a tentar reproduzir algo que já existe. Estaremos sempre um passo atrás, e teremos dificuldade em fazer as pessoas mudarem para outra coisa que é bem parecida com a primeira. Afinal, para que serve uma mudança se não existe diferença? Pode até haver sucesso nessa escalada, mas então onde estaremos? Nosso sistema será parecido com o Windows, nosso usuário médio será parecido com o de Windows, nossos problemas serão semelhantes aos de Windows. Será nosso descontentamento então parecido com o da época em que usávamos Windows?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo caminho dificilmente nos levará ao sucesso (admitindo que o sucesso para o Linux fosse ter uma base desktop maior que a do Windows). Mas nosso sistema continuaria sendo o que era quando nos aproximamos dele pela primeira vez e o olhamos como uma alternativa aos nossos problemas anteriores. Nossos usuários (mesmo que em menor número) seriam mais conhecedores de seus computadores e os operariam com mais destreza. Teríamos (como temos) muitos problemas de compatibilidade de software e hardware, e outros mais, mas de outra natureza que os do Windows. E estaríamos satisfeitos por usar algo que é uma alternativa, exatamente por ser diferente e não igual. Temos uma escolha para fazer, e ela vai ser decisiva para todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-908037573714067215?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=908037573714067215&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/908037573714067215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/908037573714067215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/12/quando-as-pedras-sarem-voando.html' title='Quando as pedras saírem voando'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-116529411862683655</id><published>2006-12-05T02:25:00.000-02:00</published><updated>2006-12-05T02:51:14.743-02:00</updated><title type='text'>Mini-Tutorial: iPod no Linux em 7 passos</title><content type='html'>&lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/08/janela-de-raymond.html"&gt;Eric Raymond polemizou&lt;/a&gt; esse ano ao afirmar, entre outras coisas, que o Linux tem que estar mais disposto a aceitar padrões proprietários. Em um &lt;a href="http://www.meiobit.com/arq/008406.html"&gt;discurso na Linux World&lt;/a&gt; até afirmou que uma das preocupações do Linux deve ser o suporte ao iPod, entre outros gadgets que as pessoas adoram hoje em dia. Para colocar pingo de clareza nisso eu estou fazendo esse artigo. Mas vou adiantar uma coisa para você, e você pode rir se quiser: o iPod Nano que eu testei funcionou tão bem no Linux quanto no iTunes 7 instalado em um Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema usado foi um Mandriva 2007, uma excelente distro, que deve receber parte dos refugiados do Suse, agora que a Novell está espantando seus usuários comunitários. A interface foi o KDE 3.5 e o programa usado para gerenciar o iPod foi o Amarok 1.4. O iPod é um pequeno Nano de primeira geração com 2GB de memória. A conexão e operação foi fácil, exigindo conceitos que qualquer usuário com 6 meses de Linux tem com certeza. Nenhum feitiço, malabarismo ou magia negra foi usado. Não precisamos compilar kernel, nem o Amarok, nem o KDE, nem nada. Foi configurar, plugar e usar, como você vai perceber adiante. Digo isso porque conheço muita gente que nunca usou Linux ou que usou há 7 ou 8 anos, mas que ainda acha que para fazer qualquer coisa no Linux é preciso compilar algo. Eles com certeza passarão aqui para ler o artigo, apenas para me enviar um e-mail dizendo que no Windows é ainda mais fácil de configurar, que não precisa editar nenhum arquivo, que não precisa usar linha de comando, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, eu dividi a operação em 7 passos. Vamos à eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Passo 1: Criar a infra estrutura para operação do iPod&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não se assuste com o passo 1, ele é fácil. Eu coloquei um título difícil nele apenas para assustar os curiosos. Sabendo que o iPod não foi desenhado para operar com Linux (obrigado Apple, por pensar diferente e suportar apenas o Windows) precisamos ajustar alguns passos no sistema operacional para permitir o bom funcionamento da solução. Em pausa nesse mini-tutorial vou dizer uma coisa: por essas e outras eu prefiro o Linux, tente operar algo no Windows que não seja desenhado para Windows :-P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comece escolhendo onde montar seu iPod. Montar, não se engane, é o termo para tornar um sistema de arquivo legível no Linux. Assim, eu escolhi acessar o iPod pelo ponto de montagem &lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;/mnt/ipod&lt;/span&gt;, você pode escolher o qualquer outro ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crie o ponto de montagem:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# mkdir /mnt/ipod&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar qualquer problema de acesso, dê permissão de leitura e escrita para todos os usuários:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# chmod 777 /mnt/ipod&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso permitirá que você escreva e configure o dispositivo sem problemas. Mais informações (úteis) sobre permissões de arquivos podem ser encontradas no &lt;a href="http://www.vivaolinux.com.br/dicas/verDica.php?codigo=734#"&gt;Viva o Linux&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opcionalmente você pode adicionar as opções de montagem no arquivo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;/etc/fstab&lt;/span&gt; (usando o Kedit, o vi ou outro editor de sua preferência, como root) para agilizar o processo, eu recomendo adicionar ao arquivo a linha:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;/dev/sda2 /mnt/ipod vfat noauto,user 0 0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou entrar nos detalhes sobre o que está contido neste arquivo do Linux, existem bons tutoriais sobre isso, como o &lt;a href="http://focalinux.cipsga.org.br/guia/iniciante/ch-disc.htm"&gt;Guia Foca Linux&lt;/a&gt;. Mas vamos entender cada item, para saber o que estamos fazendo:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;/dev/sda2&lt;/span&gt; – é onde está a partição de músicas do iPod, assumindo que ele é o primeiro e único dispositivo de armazenamento de massa USB conectado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;/mnt/ipod&lt;/span&gt; – é o ponto de montagem escolhido, você deve usar seu próprio ponto se tiver escolhido outro. A rigor é o diretório que criamos lá atrás.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vfat&lt;/span&gt; – é o tipo de sistema de arquivos usado pelo iPod para armazenar músicas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;noauto&lt;/span&gt; – é uma opção para impedir que o sistema tente montar o dispositivo automaticamente durante o boot, gerando um erro caso o aparelho não esteja conectado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;user&lt;/span&gt; – é uma opção que permite que qualquer usuário monte esse sistema de arquivos, obrigatória nesse caso, já que você não usa seu sistema como root. O Amarok, ao tranferir arquivos para o iPod estará rodando em seu usuário do sistema, por isso é importante que esse usuário tenha montado o dispositivo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;0 0&lt;/span&gt; – (Dois zeros com um espaço no meio) não convém comentar agora, mas deve constar ao final da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses procedimentos criamos uma estrutura no Linux para automatizar as etapas de configuração que devem ser efetuadas quando conectarmos o aparelho. Antes que você reclame que o Linux é difícil de usar saiba que tudo isso poderia ser feito de forma gráfica na maioria das distros voltadas para o uso em desktop. Aqui eu cito os procedimentos usando o shell porque eles são universais e independem de qual ambiente gráfico ou ferramenta de gerenciamento de sistema você está usando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o passo 1, o mais difícil de toda a trajetória épica que estamos iniciando. Agora tudo fica mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Passo 2: Conectar o iPod&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Após configurar tudo como descrito no passo 1 podemos conectar o iPod pela primeira vez. Ele irá exibir a tela “Do not disconnect” ou piscar o led laranja, dependendo do modelo. No KDE 3.5 uma tela de serviço do sistema abre perguntando o que você deseja fazer com o dispositivo. Tanto faz qual sua escolha aqui, eu simplesmente mando abrir o dispositivo em um janela do Konqueror (navegador de arquivos) para me certificar de que ele está montado corretamente e inicio manualmente o Amarok (gerenciador de mídia e player de áudio do KDE).&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/122/313634176_0e7442f311.jpg?v=0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Janela de Serviço do KDE 3.5&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Passo 3: Montar o dispositivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqui, dependendo da configuração do seu Linux a montagem do iPod pode ser efetuada automaticamente logo após a conexão. Se você conseguir visualizar o conteúdo do iPod em um gerenciador de arquivos ele está montado. Caso seu sistema não efetue essa operação automaticamente você pode, como um usuário normal, montar manualmente o iPod digitando o seguinte comando no shell:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;$ mount /mnt/ipod&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confirme se a montagem foi bem sucedida abrindo um navegador de arquivos e visualizando o conteúdo do iPod, que deve parecer com o mostrado na imagem abaixo (de um iPod Nano de primeira geração). É importante montar o dispositivo como usuário normal, para que seu Amarok possa acessar a unidade e escrever arquivos nela. No Linux o usuário que monta um sistema de arquivos é seu proprietário, por isso se a montagem for efetuada pelo root apenas ele poderá transferir arquivos para o player. Caso você não consiga montar o iPod, ou não consiga visualizar seu conteúdo após a montagem certifique-se de ter efetuado corretamente todos os procedimentos do Passo 1.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/119/313634173_d31f241238.jpg?v=0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Detalhe do Konqueror exibindo o dispositivo iPod montado&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Passo 4: Conectar logicamente o iPod ao Amarok&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se tudo deu certo até aqui você deve ter conseguido conectar e montar o iPod e seu Linux deve vê-lo como um dispositivo de armazenamento USB semelhante à um pendrive. Mas é pouco prático ficar transferindo arquivos manualmente para o player. Por isso vamos conectá-lo ao Amarok, um excelente player e gerenciador de mídia para Linux baseado no KDE. O Amarok poderá reconhecer seu Apple iPod e transferir músicas ou álbuns inteiros orientado pela ID3 Tag dos mp3, além disso o Amarok 1.4 também pode gerenciar as Playlists do iPod de forma mais rápida que o próprio iTunes.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/falcon_dark/313634168/" title="Photo Sharing"&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/106/313634168_12176fa2f5.jpg?v=0" alt="configurando04" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Configurando o iPod corretamente no Amarok&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Com o iPod conectado e montado (Passos 1 a 3) vamos ao Amarok. Na aba Dispositivos (localizada no canto inferior esquerdo do aplicativo) você receberá a opção de configurar o dispositivo conectado. Conforme as imagens escolha Dispositivo de Mídia Apple iPod e ajuste as outras opções conforme suas preferências. A partir daí você poderá ver o conteúdo do iPod na forma de uma lista de músicas na janela esquerda do player. Sempre que o iPod estiver montado pelo sistema o Amarok poderá conectá-lo automaticamente, agilizando o processo, desde que você configure a conexão da forma correta. Aqui podemos deletar músicas do iPod ou adicionar novas a partir da biblioteca do Amarok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Passo 5: Transferindo músicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para enviar músicas para o iPod você pode adicionar as faixas desejadas à lista de reprodução do player e depois arrastar todas elas para a lista do dispositivo. O processo é bem intuitivo e dispensa mais explicações, é um arrastar-e-soltar como o da cópia de arquivos normal. A vantagem de usar o Amarok é poder organizar e pesquisar as faixas por vários critérios de busca. Ao arrastar as faixas para o iPod elas são adicionadas à uma fila. Ao clicar no botão Transferir (parte superior esquerda da interface) o programa envia os arquivos ao player. Uma barra de porcentagem e informações sobre o número de faixas transferidas informa quando o processo termina.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/falcon_dark/313634171/" title="Photo Sharing"&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/102/313634171_bc2844357f.jpg?v=0" alt="transferindo03" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Transferindo faixas para o iPod&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu tenho um servidor de arquivos na rede que também guarda os mp3 em uma partição específica. Uso o Amarok em meu notebook que conecta-se à rede via wireless 802.11g, por isso tenho as informações de minha biblioteca em meu PC, mas a biblioteca está na verdade em outro lugar. Não importa. O Amarok transfere os arquivos de seu local físico real para o iPod de forma totalmente transparente. O interessante é pensar sobre a qualtidade de informação gerenciada nesse caso. Os arquivos mp3 correm pela ethernet até o roteador, por wi-fi para o notebook, via USB para o iPod, para que eu possa escutá-los onde quer que eu vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Passo 6: Desconectando corretamente o iPod&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pensa que após enviar os arquivos para o iPod, basta puxar o cabo USB. Errado. Desmontar o sistema de arquivos é fundamental para impedir problemas de corrupção de dados. Isso é tão importante que o manual do iPod+iTunes deixa claro para sempre Desconectar o iPod e depois desconectar o dispositivo USB (forma como o Windows chama a desmontagem de um sistema de arquivos). Mesmo no Windows é fundamental desmontar o sistema de arquivos antes de remover o cabo USB do iPod e você deve fazer isso sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após finalizar as transferências para seu iPod, clique no botão Desconectar, isso finaliza a conexão lógica do Amarok com o iPod. Mas antes de puxar o cabo desmonte o sistema de arquivos, como usuário normal, no shell, digite:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;$ sync&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;$ umount /mnt/ipod&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, agora você pode remover seu iPod de forma segura. Não ligue para a tela de “Do not Disconnect” (ou para o led laranja psicando) que o iPod continua exibindo. Puxe o cabo sem medo pois você já sincronizou e desmontou o sistema de arquivos de forma segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Passo 7: Ouça sua música&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse é o passo mais fácil de todos. Ouça suas músicas à vontade e se encontrar Eric Raymond por aí diga à ele para recomendar meu blog para seus amigos que perguntam se o iPod funciona com o Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Conclusões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqui sempre há esse tipo de coisa, não? Eu não poderia ficar feliz o bastante com um mini-tutorial para configurar o iPod sem deixar algo pessoal meu no final. Antes de usar o iTunes pela primeira vez eu me perguntava porque a Apple não faz uma versão dele para Linux. Até tinha um pouco de raiva dela por isso. Quando me perguntavam porque não um iPod eu sempre dizia: O iPod não foi feito pra mim, seu software não funciona em Linux, pois a Apple não me quer como cliente. O &lt;a href="http://www.meiobit.com"&gt;Leo Faoro&lt;/a&gt; sabe disso. Claro que o Linux está presente em um número muito pequeno de máquinas domésticas, o que talvez seja o grande motivo pelo qual a Apple não suporta o Linux com o iTunes. Mas será que os usuários de Linux que escolhem o produto da Apple (aliás o player dono de 75% do mercado mundial) não deveriam receber alguma atenção da empresa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dúvida se desfez ao comparar o Amarok com o iTunes sobre Windows. A alternativa livre não dispõe de todos os recursos para manejar os iPods mais recheados. Na verdade se você tiver um Shuffle estará muito bem atendido pelo Amarok, mas sentirá falta de todos os outros recursos que dão suporte às outras versões de iPods. A lista de contatos e o calendário presentes no Nano, bem como os jogos e fotos não podem ser manejados pelo Amarok. Para usar esses recursos de seu iPod você ainda precisará de um Windows com iTunes. Entretanto não existe como comparar a velocidade e agilidade do gerenciamento de mp3 do Amarok com o iTunes. O software da Apple aqui foi extremamente lento, quase contra-produtivo. Rolar a lista de músicas usando o scroll do mouse no iTunes gerava uma lentidão maior do que aquela verificada no Winamp com uma skin daquelas muito pesadas, algo decepcionante para uma empresa com a reputação da Apple.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importa se o seu iTunes funciona bem e é rápido. Aqui, por algum motivo, a versão 7 do software baixado do site da maçã trabalhou de forma muito ruim. Talvez seja o tamanho da coleção, mais de 7000 arquivos. Talvez seja o fato desta coleção estar em um servidor da rede acessada via wi-fi. Não sei. O fato é que sob as mesmas condições o Amarok foi muito mais rápido que o iTunes na organização das listas de músicas e em sua transferência para o iPod. Apple iTunes, não obrigado. Prefiro ficar sem a agenda de compromissos do que perder outras 4 horas no iTunes para validar a coleção e transferir 2GB de música para um player portátil (sim, 4 horas para validar a coleção, fazer uma lista de 380 músicas e transferí-las para o iPod). O que o Amarok deixa a desejar em recursos entregou em desempenho, algo muito mais importante para mim. Espero ter ajudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Técnicas: &lt;a href="http://www.guiadohardware.net/dicas/sincronizando-ipod-linux.html"&gt;Guia do Hardware&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-116529411862683655?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=116529411862683655&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/116529411862683655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/116529411862683655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/12/mini-tutorial-ipod-no-linux-em-7.html' title='Mini-Tutorial: iPod no Linux em 7 passos'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-116343347636614510</id><published>2006-11-13T13:47:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T13:57:56.596-02:00</updated><title type='text'>Estratégia é tudo!!!</title><content type='html'>Continuamos observando as repercussões do acordo entre a Novell e a Microsoft. Muitos colunistas dão opiniões e pareceres sobre o assunto. Até o &lt;a href="http://abcnews.go.com/Technology/ZDM/story?id=2632662"&gt;Dvorak já deu seus centavos para a história&lt;/a&gt;, e não foram nada bons, mas já tocarei nisso. Nesse meio tempo ninguém (ninguém mesmo, pois muita coisa sobre o acordo é confidencial) sabe muito bem o que vai acontecer no futuro ou aonde isso vai levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou refletindo sobre isso mas &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/11/cavalo-de-tria.html"&gt;já dei minha primeira opinião&lt;/a&gt;. Mas acho que muita água ainda vai passar por essa ponte e muitos de nós ainda vamos reconsiderar o que escrevemos antes, seja lá o que tenhamos escrito. Quem estiver achando que isso será maravilhoso para o Linux provavelmente está errado, assim como quem estiver achando catastrófico. Isso porque os extremos tentem a ser enganosos em suas maquinações. Por acaso eu recebi de um amigo por e-mail um texto interessante, que reproduzo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;Um senhor idoso vivia sozinho em sua casa. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que sempre o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Querido Filho...Estou triste pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e está na época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois está na prisão. Com amor, Seu pai."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as correspondências eram monitoradas na prisão. Às quatro da manhã do dia seguinte, uma turma de Agentes da polícia apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma outra carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da estória: Nada como uma boa estratégia para conseguir o que seria impossível. Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ler isso e perceber que, como metáfora, ela pode aplicar-se à esse caso (Novell e Microsoft unidas para promover a integração de Linux e Windows e toda a situação das patentes) especialmente se considerarmos a viagem de Dvorak ao mundo da fantasia eu decidi escrever esse post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dvorak novamente não sabe sobre o que está falando. Está &lt;a href="http://br-linux.org/linux/dvorak-acha-que-a-microsoft-quer-colonizar-o-linux-no-estilo-alien"&gt;explicado no BR-Linux de forma bem simples&lt;/a&gt; e não vou perder tempo com isso. O que ele sugere que a Microsoft deseja já é feito pela nVidia, simples assim. Mas usando o texto acima como metáfora para essa situação, quem estaria manipulando quem para “cavar seu quintal”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se a Microsoft nada tem de boba e Novell também não galgou seu lugar ao sol dando nada de graça para ninguém. A Novell já teve seu próprio SO, o Netware, e nunca fez nenhuma questão de liberar software em licenças livres, da mesma forma que a Microsoft sempre fez. Quando a Novell colocou pés no mundo do Linux, comprando a Suse, já deveríamos saber que ela o fez por dinheiro. E já deveríamos estar acostumados com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo em que Linux era uma coisa desenvolvida em garagens, por cabeludos alimentados por pizzas e ideais de um mundo melhor, se é que houve esse tempo (pessoalmente até acho que houve). Desenvolver Linux, e software livre de maneira geral, hoje é um negócio e negócios são feitos por pessoas de gravatas ou taillers, depende do gênero. Todos os profissionais respeitados pela comunidade por seu trabalho no SL são empregados de alguma empresa ou instituição e recebem salários para fazerem sua parte. Não que eles não tenham uma ideologia ou paixão pelo que fazem, eles têm. Mas é inegável que sem os dólares das grandes empresas nossos sistemas e softwares livres não seriam tão bons quanto o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha um grande projeto ou software e você verá que existe uma grande corporação por trás dele. O Sourceforge é importante, dele saem pequenos projetos que executam coisas importantes. Mas você consegue citar um único software livre e importante que você use que não tenha uma empresa sólida e de renome entre seus colaboradores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo essas empresas que estão contribuindo para o SL ainda mantém partes importantes de seus lucros apoiadas em software proprietário, igual à Microsoft. De onde surge então esse receio sobre a postura e as intenções da Microsoft? Porque eu tenho medo ao ver isso acontecendo? Vamos ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por achar que a Novell é boba e facilmente enganável. Não! Eles são espertos, uma das grandes empresas do ramo. Ninguém fica rico se não for esperto e sem ter bons advogados para ler cada contrato. Um idiota e seu dinheiro separam-se rapidamente, diz um ditado, e a Novell tem dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é porque a Novell pode virar a próxima SCO. A SCO não tinha nada na mão a não ser um punhado (pequeno, mas importante) de propriedades intelectuais (patentes). Ela era dona dos direitos do código fonte do UNIX (ou algo assim) que ela havia comprado... da Novell!!! Só que aqui fica complicado, presta atenção. A Novell vendeu os direitos sobre o código fonte do UNIX (que pouca gente usa ainda hoje) para a SCO. A SCO teve em sua linha de produtos um sistema Linux (acho até que ainda tem). Depois a SCO acusou a IBM de colocar código do AIX (um tipo de UNIX) no Linux (que a própria SCO vendia) e que isso era ilegal. Um processo começou e todo mundo disse que quem usava Linux corria perigo. A Novell então disse que havia enganado a SCO no negócio e que esta não tinha tantos direitos quando alegava ter. A IBM mostrou suas contribuições para o kernel Linux para provar que não tinha nada de AIX nelas. A justiça perdeu tempo analisando tudo. Descobriu-se então que a Microsoft tinha dado dinheiro à SCO. Porque? Para comprar direitos sobre o código do UNIX, ora! Mas porque, se a Microsoft já até fez um sistema UNIX, chamado XENIX e vendeu seus direitos à SCO no final da década de 80? Não sei! Só sei que ninguém achou essa história certa e o processo acabou em nada. A SCO está mal hoje e ninguém quer mais saber dela. E ela tinha um nome tão bonito: Santa Cruz Operations...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto, a Novell não é a nova SCO, um fantoche nas mãos da MS com o intuito de destruir o Linux porque todo mundo já viu que isso não dará certo. É software livre, gente. Se um juiz determinar que uma parte do Linux é propriedade de alguém (Microsoft ou seja lá quem for) a gente deleta isso e em pouco tempo temos código novo trabalhando no lugar. A Red Hat inclusive tem um compromisso público com seus clientes garantindo que se alguém provar ser dono de alguma parte do sistema daquela empresa ela reescreve aquela parte. Então a Microsoft pode fechar acordos de patentes com quem quiser, isso pode atrasar o Linux mas não pará-lo. O Software livre foi desenhado para resistir à isso, pois quem o criou cansou de ver a MS destruir seus “parceiros” comerciais ano à ano na indústria de TI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Novell não se colocaria na posição de ser uma nova SCO, porque sabe de tudo isso. Eles tem dinheiro, lembra? Por isso não são idiotas e tem advogados. Não querem estar onde a SCO está hoje, por isso não agirão como ela no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso mesmo aliada à Novell a Microsoft não conseguiria atacar o Linux lutando contra Red Hat, Sun, Oracle, IBM, HP e cia. Se as patentes forem para a mesa a IBM é a maior detentora de patentes do mundo. Se for uma questão de disputar mercado a Novell nunca vai fazer Windows, vai continuar fazendo Linux e mesmo que seja uma espécie de MS-Linux ainda assim existe a GPL. E mais advogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Microsoft deixou as portas abertas para que qualquer outra distro junte-se à eles. Mas quem vai? A Red Hat não vai, e por conseqüência a Oracle também não. Aliás a Oracle não iria nunca, na lista de to-dos da Oracle “tomar o lugar da MS” é a prioridade número 1. A IBM é parceira da Red Hat. A Sun e a MS brigam desde sempre e a dupla Java/C# só piorou a relação entre elas. Quem sobra? Debian, Ubuntu, Mandriva, Slackware alguma dessas parece um canditato forte à fechar um acordo com a MS no estilo proposto? Não para mim, mas posso estar enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que uma dessas empresas ou comunidades fechasse um acordo com a MS do outro lado ainda estariam Sun, Oracle, IBM, Red Hat então quão perigoso para o Linux seria algo assim? Muito pouco. O carisma da Microsoft, ou total falta dele, é o fiel da balança nesse caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IBM jamais fecharia um acordo com a Microsoft sem ter total certeza de que ganharia muito com isso sem ser apunhalada no futuro. Ela ainda tem na carne os cortes do OS/2. Na verdade qualquer pessoa que já tenha conversado com Steve Jobs sabe que para a Microsoft, assim como num filme da máfia, você nunca deve abrir a porta sem ter a arma carregada nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steve Jobs! Ele, assim como nós, acreditava em um, e apenas um, inimigo. Jobs ao fundar a Apple era obcecado por destruir a IBM. A famosa propaganda de 1984 do Macintosh era para a IBM. E obcecado por seu inimigo ele não percebeu que quem o traía estava em seu quintal. Os caras da Microsoft estavam lá para roubar sua interface gráfica (roubada antes da Xerox) e levá-la para o PC. Depois de Jobs a Apple tornou-se parceira da IBM e por anos vendeu os melhores computadores pessoais do mercado porque, entre outras coisas, usava os processadores da IBM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe que no meio disso tudo sempre aparece o mesmo nome? IBM. A IBM criou o PC, sobrepujou a Apple, deu vida e glória à Intel e à Microsoft. Depois participou dos anos dourados da Apple e seus Macintoshes. Então a IBM concorreu com a Digital, a Sun, a Oracle e fez parcerias com todas elas em algum nível. A IBM associou-se com a Red Hat e abriu mercado para que seu Linux se tornasse uma alternativa forte. A IBM é uma das empresas que mais contribuiu com código para o amadurecimento do kernel Linux e é um de seus grandes promotores no mundo. É a IBM que se associou à Sony e a Toshiba (como fizera antes com a Apple e a Motorola) para criar uma nova família de processadores. É a IBM que vai fornecer processadores para todos os consoles da nova geração, Xbox360 (da Microsoft), Wii (da Nintendo) e PS3 (da Sony). Sempre houve uma presença da IBM em todos os lances críticos da história dessa indústria. E a IBM está agora ao lado do Linux, não do Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que a Microsoft já ganhou da IBM uma vez (novamente eu falando do OS/2). Mas tem um ditado nos EUA: “Fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me”. Que é mais ou menos o seguinte: “Me engana uma vez, vergonha pra você. Me engana outra vez, vergonha pra mim”. E não tenho dúvidas que se a MS tentar prejudicar o Linux de alguma forma a IBM será uma das primeiras a contra-atacar de forma dura. Porque o Linux para a IBM não significa ideologia, ou vingança. Significa dinheiro. E tentar mexer no dinheiro de uma empresa como a IBM nunca é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, acho que a Microsoft, nessa nova jornada de interação com o Linux, com essa nova abordagem pode até ter más intenções (sob nossa ótica). Mas se realmente for esse o caso, não acho que vá durar muito. E se durar, não acho que ela vá conseguir sair ilesa de uma batalha que seria tão feroz contra adversários tão musculosos e determinados. Como a Microsoft também não é boba ela deve ter boas cartas para colocar na mesa. Pelo seu próprio bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, voltando à metáfora, quem acabará cavando o terreno de quem? Ainda não dá para dizer. A IBM já fez muita gente cavar para ela e já cavou um pouco pelos outros também. Mas seu histórico é respeitável. Eu ficaria mais preocupado tendo a IBM do outro lado do que tendo a Microsoft. Até sinto um certo alívio do Windows ter ganho do OS/2. Porque a Microsoft nunca mostrou planejamento estratégico do nível do da IBM desde do OS/2. E nesse ramo, estratégia é tudo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-116343347636614510?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=116343347636614510&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/116343347636614510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/116343347636614510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/11/estratgia-tudo.html' title='Estratégia é tudo!!!'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-116282634843723037</id><published>2006-11-06T12:41:00.000-02:00</published><updated>2006-11-06T13:19:08.546-02:00</updated><title type='text'>Cavalo de Tróia</title><content type='html'>Essa semana começou com um terremoto para o mundo do software livre. A parceria entre a Novell e a Microsoft para integrar seus sistemas operacionais em ambientes mistos gerou todo tipo de repercussão. As ações da Red Hat caíram, com a entrada da Oracle em seu mercado e baixaram um pouco mais com o acordo da empresa que mantém o Suse com a empresa de Redmond. A &lt;a href="http://br-linux.org/linux/red-hat-ve-oportunidades-no-recente-anuncio-da-alianca-novellmicrosoft"&gt;Red Hat respondeu&lt;/a&gt;, afirmando que não fechará acordos com a Microsoft, ao menos não no mesmo formato. Mas por que isso causou tanto efeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito se dizia que a Microsoft teria que acostumar-se com o Linux e seus efeitos no mercado. A empresa não poderia ser a única a ignorar ou combater o Linux, opondo-se a tantos concorrentes de peso. IBM, HP, Red Hat, Sun, Oracle, Novell, todas elas já haviam incluído em seus produtos soluções abertas, livres ou de alguma forma relacionadas ao Linux. Era uma questão de tempo até que a Microsoft abandonasse a postura anti-Linux e buscasse alguma forma de tirar vantagem do crescimento do sistema operacional concorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que enfrentar grandes empresas, para a Microsoft, combater o Linux significava combater uma parcela grande do mercado de usuários. Significava combater uma parcela do mercado de potenciais clientes. Qualquer profissional que entenda da administração sabe que lutar contra clientes não leva a empresa a lugar algum. Para a Microsoft, conseguir aproveitar o Linux tornou-se quase uma questão de sobrevivência a longo prazo. Especialmente depois da reação negativa dos clientes de Windows à nova EULA do Vista, mais restritiva do que nunca. Então surge esse acordo, com a Novell, para promover a integração de Suse e Windows em ambientes mistos. A Microsoft está dando um aval para seus clientes que queiram operar ambos sistemas em um mesmo ambiente. Isso deveria ser bom pois sempre achamos que quando isso ocorresse a livre concorrência permitiria que cada usuário escolhesse o sistema mais adequado para cada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto o acordo fechado pela Novell e pela Microsoft tem um senão. As patentes, novamente elas, são &lt;a href="http://technocrat.net/d/2006/11/2/9945"&gt;motivo de discórdia e uma ameaça ao Software Livre&lt;/a&gt;. Não ficou claro como as empresas vão reagir ao uso de suas patentes. A Microsoft afirmou que não irá processar programadores de software livre que desrespeitem suas patentes em uso não-comercial. Mas nada foi dito com relação ao uso comercial. E desrespeitar patentes não é nada difícil, quando se fala em patentes de software. Microsoft e Novell são favoráveis às patentes de software. Estão associadas duas empresas que desejam ver patentes que a comunidade de software livre combate. Mas uma delas faz Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre dissemos que a força do Linux estava na comunidade. Que os pesadelos da Microsoft residiam no fato de, pela primeira vez, a gigante não ter um adversário para combater, uma empresa que mantinha seu produto concorrente. Enquanto apenas a comunidade manteve o Linux ele cresceu pouco e era pouco usável, mas todos sabiam o que ele era e como seu futuro se apresentaria. Agora as grandes distribuições comerciais de Linux estão nas mãos de empresas. A Microsoft tentou combater da forma de sempre, usando a SCO para promover litígios contra a IBM e a Red Hat, que nada renderam. Agora ela muda a tática sem que possamos entender se o objetivo final continua sendo o mesmo de sempre: destruir o concorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoção do Linux por empresas foi muito boa para o sistema. As contribuições delas para a comunidade transformaram o Linux como água em vinho. Entretanto é por essa porta que a Microsoft está entrando. Acordando-se com uma empresa que é uma das maiores fornecedoras de Linux do mundo a Microsoft está abraçando uma parte do Linux, uma parte importante. Será essa parceria uma espécie de veneno, que vai começar a corroer as estruturas do Linux e do software livre de forma grave? Será essa parceria que envolve patentes, suporte à projetos livres e até a implementação do formato do MSOffice no OpenOffice um legítimo cavalo de Tróia? Algo que parece bom e que depois mostra-se um ataque mortal, planejado desde o primeiro momento para tirar mais um concorrente do mercado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo seu histórico, por tudo que já fez e, especialmente, como fez a Microsoft é digna de todas as nossas desconfianças. Podemos nós, membros da comunidade, assistir à tudo isso preocupados, considerando que a Microsoft está agindo com as piores intenções possíveis. Até que ela nos prove o contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-116282634843723037?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=116282634843723037&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/116282634843723037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/116282634843723037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/11/cavalo-de-tria.html' title='Cavalo de Tróia'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-115698069369743400</id><published>2006-08-30T20:16:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T20:31:33.810-03:00</updated><title type='text'>Simples tutorial para servidor de aplicações</title><content type='html'>Eu possuo 4 computadores em casa e sou responsável pela manutenção e bom funcionamento de todos eles. O custo elevado de licenças e a necessidade constante de manutenção da plataforma Windows foram dois fortes argumentos que me levaram a adotar Linux em toda a minha rede doméstica. Eu já usava Linux em meu servidor pessoal e em meu notebook, por preferência pessoal, mas as outras duas máquinas usadas pelo resto dos seres viventes habitantes de meu lar ainda operavam com MS Windows quando dei um ultimato a todos: migrar para Linux ou cuidarem eles próprios de suas máquinas. Em pouco tempo estavam todos habituados e contentes com seus novos Linux Mandriva 2006 e agora dedico aquelas preciosas horas que passava atualizando anti-vírus, detectando e resolvendo problemas de configuração e outras tarefas de pouca glória à ações bem mais úteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vantagem de uma rede Linux é a centralização na administração. Desde o startup de cada máquina você pode configurá-la e administrá-la sem precisar de malabarismos como um programa externo ao estilo VNC ou configurações de serviços de desktop remoto, basta usar o SSH. Como o Linux, diferentemente do Windows, foi projetado desde a base para ser multi-usuário é extremamente fácil integrar diferentes máquinas de uma mesma rede em um sistema de cliente/servidor que funciona muito bem, é rápido, barato e que ainda pode lhe render a economia de alguns reais com upgrades de hardware.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já descrevi aqui no blog minha rede algumas vezes e contei como uso o sistema de terminais do X para distribuir aplicativos pela rede. Mas é hora de um pequeno tutorial. Em princípio eu usava meu servidor Linux apenas para manter arquivos de todos via compartilhamento de unidades pela rede, mas depois migrei para outro nível de uso. O servidor de arquivos evoluiu e agora funciona como um servidor de aplicações completo que pode armazenar todas as configurações de todos os usuários, todos os seus programas, histórico de navegação na web, e-mail e ainda funciona como um servidor de impressão. Ao ter apenas uma impressora para quatro máquinas economizo com papel e tinta. Ao centralizar todas as configurações eu tenho apenas um ponto da rede para me preocupar com backups e os upgrades de HD, por exemplo, destinam-se sempre à mesma máquina. Isso ocorre de uma forma que duas máquinas tem aqui sistemas completos e uma possui um HD de 6GB enquanto outra apenas 20GB. Se para um usuário que aprecia vídeo, áudio, e planeja usar o computador como seu centro de vida digital 20GB parecem pouco hoje em dia em uma rede com um servidor de aplicações você não precisa ter HD gigantescos em todas as máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comparação com a rede Windows da casa de um amigo meu, onde existem 5 computadores, minha rede é composta de máquinas bem mais econômicas (e baratas) mas provém muito mais funcionalidades, cortesia do Linux. Se em sua rede Windows meu amigo precisa de processadores com 2 GHz, 80GB de HD, e 512MB de memória em cada nó (um nó é um computador em uma rede), aqui o servidor é um velho Pentium III 800MHz com 756MB de RAM. Todas as outras máquinas (exceto meu notebook) são mais modestas e ninguém aqui está pensando em upgrades de hardware por enquanto. Neste pequeno tutorial vou descrever os passos para criar um servidor de arquivos/impressoras/aplicações usando Linux para que você possa montar seu próprio servidor e usar algumas facilidades que o Linux apresenta e que poucos usuários conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O servidor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não importa qual distribuição Linux você escolha para seu servidor, um Linux é sempre um Linux. Você conseguirá implementar esse tipo de funcionalidade sem nenhum problema. Apenas opte por uma distro adequada para que você possa ter o menor trabalho com configurações possível. Aqui todos os nós (clientes e servidor) usam Mandriva 2006. A primeira coisa que você deve fazer é compartilhar seus arquivos e impressora. Isso é útil para que os usuários, ao usar aplicações locais em suas estações, possam encontrar suas pastas. Como o Mandriva possui um assistente muito bom para isso no Mandriva Control Center que é praticamente intuitivo vou poupar você da descrição e dos screenshots. Outras distros também possuem muita funcionalidade nessa área, como o Suse e o Ubuntu. Então o melhor conselho que posso dar a você nesse ponto é buscar informações sobre como compartilhar suas unidades de disco na rede para sua distribuição. Qualquer coisa que eu fale nesse sentido pode mais complicar do que esclarecer as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um verdadeiro servidor de aplicações deve disponibilizar conexões gráficas via rede, para permitir a execução remota de programas. Vamos descobrir agora como configurar seu X server para aceitar essas conexões. Um excelente material base para isso está no Guia do Hardware onde o Morimoto &lt;a href="http://www.guiadohardware.net/ebooks/linux/63.html"&gt;explica como criar um servidor Xdm&lt;/a&gt;. O servidor Xdm é uma aplicação do X server que destina-se a criar um servidor especificamente para aplicações em uma rede de terminais leves. Não é o que queremos, queremos que cada máquina rode sua interface independente (e não a receba do servidor) e apenas receba aplicações separadas do servidor, mas as configurações são praticamente as mesmas. Vamos começar o passo à passo. Lembre-se que a máquina alvo usa Mandriva, e que por isso em sua distro os arquivos podem estar em diretórios diferentes. Você deve efetuar as modificações como root, portanto muito cuidado pois qualquer erro aqui pode corromper seu X server e impedi-lo de iniciar corretamente, faça backups dos arquivos orginias antes de alterá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/etc/X11/xdm/xdm-config&lt;/span&gt; e busque a linha&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;DisplayManager.requestPort: 0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Essa linha diz para o servidor só receber conexões da primeira porta, comentando-a você instrui o X a receber requisições de qualquer porta. O comentário é o sinal &lt;span style="font-family: courier new;"&gt;!&lt;/span&gt;, portanto a linha comentada fica:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;!DisplayManager.requestPort: 0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/etc/X11/xdm/Xaccess&lt;/span&gt; e encontre a linha:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;# *#any host can get a login window &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E retire dela o caracter de comentário &lt;span style="font-family: courier new;"&gt;#&lt;/span&gt;. A linha deve ficar assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;*#any host can get a login window&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Agora qualquer máquina pode conseguir uma janela de login do servidor gráfico. Em seguida encontre, no mesmo arquivo a linha:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;# *CHOOSER BROADCAST#any indirect host can get a chooser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E também retire o comentário (#) dela. Depois abra o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/usr/share/config/kdm/kdmrc&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e busque pela seção que cuida do Xdm:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;[Xdmcp]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Enable=false&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E altere a opção para true:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;[Xdmcp]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Enable=true&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Pode ser necessário modificar o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/etc/kde3/kdm/Xaccess&lt;/span&gt; da mesma forma que descrito acima para o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/etc/X11/xdm/Xaccess&lt;/span&gt;. Com essas modificações seu servidor está pronto para fornecer interfaces gráficas para outros sistemas da rede. Há considerações de segurança a serem feitas pois você está permitindo que qualquer máquina peça uma tela de login para seu servidor. Só é seguro implementar as configurações aqui descritas se você tiver um firewall protegendo seu servidor da internet e negando acessos às portas do X server de seu servidor. Se for uma máquina conectada diretamente à internet você deve configurar um firewall para só receber conexões pelas portas Xdmcp (padrão: 177) dos ips internos de sua rede!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser criar um sistema de terminais gráficos com máquinas leves o &lt;a href="http://www.guiadohardware.net/ebooks/linux/63.html"&gt;tutorial do Morimoto&lt;/a&gt; descreve o procedimento e você deve consultá-lo para configurar os clientes. Como eu disse, aqui desejamos que apenas aplicações sejam servidas e não a interface toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de conexão do X conforme descrito até aqui você precisará iniciar o servidor novamente. Você não precisa reiniciar o Linux, basta fazer o logoff de sua seção e pedir o restart do servidor gráfico. Agora você irá precisar configurar o acesso SSH de seu servidor. Isso é necessário porque a transmissão de dados entre dois X servers (o do cliente e o do servidor) ocorre sem criptografia nenhuma. São apenas pacotes com texto e comandos para gerenciamento de janelas. O SSH permitirá a criação de um túnel seguro (encriptado) através do qual os dados irão trafegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve assegurar-se de que existe um sshd rodando no servidor. Se não houver você deve instalá-lo e configurá-lo para que ele fique rodando o tempo todo ou que seja executado quando necessário. Logado como root em um shell você pode executar:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ /etc/init.d/sshd start&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;para iniciar o sshd e verificar se ele encontra-se instalado. Então você deve configurar o ssh para fazer a transmissão de pacotes X server. Para isso edite o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/etc/ssh/sshd_config &lt;/span&gt;e verifique a existência da linha:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;X11Forwarding yes&lt;/span&gt; ou&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;#X11Forwarding yes&lt;/span&gt; ou ainda&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;#X11Forwarding no&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e deixa-a como abaixo:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;X11Forwarding yes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Essa linha permite que o sshd transmita aos clientes dados do X server via protocolo seguro. Sem ela você precisará explicitar no comando de login SSH a opção de transmissão de pacotes X, o que nem sempre funciona se sua distribuição trouxer o ssh bem configurado. Portanto dê preferência para executar essas alterações, isso irá facilitar muito nossa vida no futuro. Após fazer essas alterações como root salve o arquivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Usando o servidor de aplicações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora nosso servidor está configurado para transmitir aplicações para outro Linux ou Windows + Cygwin da rede. Vamos ver como iniciar aplicações a partir dos clientes. Lembre-se que o grande objetivo prático é manter uma instalação bem completa no servidor e instalar apenas um sistema básico nos clientes, diminuindo o uso de espaço em disco pela instalação de diversas cópias de uma mesma aplicação, como o OpenOffice, por exemplo.&lt;br /&gt;Em seu sistema cliente, rodando normalmente com o X server e seu ambiente gráfico preferido inicie uma conexão com o servidor de aplicações. Para isso abra um shell e execute o ssh:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ ssh 192.136.10.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;colocando o IP do servidor como destino. O sistema requisitará a senha de usuário, que deve ser fornecida adequadamente. Após a conexão basta digitar o nome da aplicação para que ela seja executada. Pronto, de forma rápida e fácil você está usando uma aplicação instalada em uma máquina a partir da outra, com acesso a todos os arquivos que seu usuário de login poderia acessar se estivesse usando o servidor localmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que para funcionar você precisa ter o mesmo usuário em ambas as máquinas. Mas pode ser que você queira manter um usuário no servidor específico para isso e não permitir o login de diversos usuários diferentes. Vamos dizer que, não importa qual usuário queira conectar-se, o nome de usuário “comum” seja escolhido para fornecer aplicações para todos. O comando então deve ficar como esse:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ ssh comum@192.136.10.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Indicando ao servidor que você quer conectar-se como este usuário em específico. Este esquema de nome@IP funciona para qualquer usuário cadastrado no servidor independente do usuário que você está usando na máquina local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Facilitando as coisas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se você tiver um servidor com IP fixo não precisa digitar o número todas as vezes em que quiser conexão. Você pode editar no computador cliente o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/etc/hosts &lt;/span&gt;e incluir nele um nome correspondente ao IP do servidor. Basta acrescentar a linha no formato IP nome, como no exemplo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;127.0.0.1                localhost&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;br /&gt;192.136.10.2             servidor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao salvar o arquivo você poderá efetuar a conexão da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ ssh comum@servidor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ ssh servidor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;caso o mesmo nome de usuário esteja criado em ambas máquinas (cliente e servidor). Isso permite que o comando seja digitado bem mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deixando as coisas mais seguras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O SSH usa como padrão a porta 22 e todo mundo sabe disso. Se a sua máquina ou sua rede estão conectadas na internet e seu firewall não estiver bem configurado pode ser que algum cracker use um script para tentar acessar sua máquina via SSH. Por isso como medida de segurança toda máquina que mantém um sshd rodando deve ser configurada para receber as conexões por outra porta que não a padrão do protocolo. Para configurar a porta que seu sshd usará para receber conexões edite novamente o arquivo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;/etc/ssh/sshd_config&lt;/span&gt; e busque pela linha:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Port 22&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;alterando-a para qualquer outra porta que você queira, exceto aquelas já usadas (como por exemplo a 21 de ftp). Escolha um número bem diferente mas certifique-se de lembrar dele pois você precisará informar ao cliente em qual porta tentar a conexão. Como exemplo vamos configurar o serviço na porta 2325:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Port 2325&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Salve o arquivo. Agora o comando para conectar-se ao servidor será:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ ssh -p 2325 192.136.10.2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ ssh -p 2325 servidor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A mudança de porta padrão e uma boa configuração de firewall devem ser o bastante para proteger seu servidor de qualquer conexão indesejada. E não esqueça de escolher uma boa senha, coisas como 12345 devem ser evitadas. Uma combinação de letras e números com 8 ou mais dígitos é o bastante e você deve mudar essa senha a cada 3 ou 4 meses, apenas por paranóia ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Usando o servidor de aplicativos de forma útil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A esta altura o servidor de arquivos já deve estar funcionando. Agora você pode utilizar uma única conexão ssh para executar todas as aplicações que desejar. Após iniciar a conexão ssh você terá uma tela semelhante à essa:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;[usuario@cliente ~]$ ssh -p 2325 servidor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;br /&gt;usuario@servidor's password:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Last login: Wed Aug 30 17:35:26 2006 from 192.136.10.10&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;br /&gt;[usuario@servidor ~]$&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E você pode chamar qualquer programa com o comando adequado, exatamente como faria se estivesse operando diretamente o servidor. Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;$ kcalc &amp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;executa a calculadora do KDE. O &amp;amp; ao final do comando serve para iniciar a aplicação e manter o shell livre para novos comandos. Assim com apenas uma conexão ssh você poderá abrir diversos aplicativos e operar vários programas remotos ao mesmo tempo. Note que na barra de título da aplicação gráfica surge ao final do nome do programa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;@servidor&gt;&lt;/span&gt; indicando que aquele programa é executado de maneira remota consumindo recursos do servidor e não do cliente. Então em lugar de instalar várias vezes o OpenOffice pela rede você pode instalá-lo apenas um uma máquina e usá-lo de qualquer computador como se trabalhasse localmente. Seus arquivos estarão centralizados e suas aplicações também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são todas as aplicações que funcionam bem desta forma, alguns aplicativos podem apresentar um comportamento inadequado, cabe a você verificar se os programas que você mais gosta de usar funcionam da forma esperada. Vale lembrar que esse método de conexão via SSH também serve para tarefas administrativas do sistema e inclusive para matar processos do servidor ou reiniciar partes ou todo o sistema operacional. Aproveite a oportunidade para explorar o potencial de rede do Linux, é uma das grandes vantagens que ele possui sobre outros tipos de sistemas e é muito útil quando se tem mais de um computador sob seu comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo. Caso você tenha um servidor Linux em uma rede Windows é igualmente possível executar aplicativos do servidor em sua interface Windows no desktop. Basta instalar o Cygwin, um conjunto de aplicativos que implementa a API Linux sobre o sistema da Microsoft. Configurando adequadamente o X do Cygwin para iniciar uma interface gráfica com um ambiente você pode, a partir de um shell dentro desse ambiente, executar qualquer aplicações Linux remotamente no servidor usando esses mesmos comandos de SSH, muito mais rápido do que emulação para redes mistas que precisam de aplicações das duas plataformas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-115698069369743400?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=115698069369743400&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115698069369743400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115698069369743400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/08/simples-tutorial-para-servidor-de.html' title='Simples tutorial para servidor de aplicações'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-115626670481264233</id><published>2006-08-22T14:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T14:11:44.846-03:00</updated><title type='text'>A Janela de Raymond</title><content type='html'>Eric Raymond &lt;a href="http://www.meiobit.com/arq/008406.html"&gt;polemizou na Linux World desse ano&lt;/a&gt;, disse que se o Linux não engrenar no mercado doméstico agora irá levar outros 30 anos para ter uma nova oportunidade de tentar. Trinta anos, segundo Raymond é o tempo que vai passar até que uma nova geração ou arquitetura de processadores esteja pronta para ir ao mercado e assumir posição de destaque. Seria apenas aí que o Linux poderia se colocar em posição de suplantar a dominação do Windows (que chega a 95% nos desktops domésticos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Cell, ou Cell BE do consórcio STI (Sony, Toshiba, IBM)? Raymond esqueceu que o Cell é uma nova arquitetura que estará chegando agora no final de 2006 aos consoles de games mas que pode levar alguns anos para aparecer em computadores pessoais? Esqueceu que talvez o próprio PS3 seja um computador pessoal e que talvez por isso a IBM tenha vendido sua divisão de PCs e notebooks? Esqueceu que se o PS3 for console, Blu-ray player e um computador poderoso, tudo ao mesmo tempo o seu preço (que agora é muito alto) pode tornar-se relativamente barato? Esqueceu que a Sony pretende colocar até o final deste ano 2 milhões de máquinas rodando Linux em casas de usuários ao redor do mundo todo? Todo esse quadro faz parte da janela que o Linux está perdendo, segundo Raymond. O consórcio STI termina o desenvolvimento de um chip sobre o qual ouvimos falar muito, mas que poucos viram rodando, então não dá pra saber o que esperar. Dá pra saber que o Linux já roda nele (inclusive com suporte oficial no kernel) e que o Windows ainda não. E que mesmo com a IBM afirmando que não irá impedir este ou aquele sistema de ser portado para a plataforma pode haver um espaço de 3 ou 4 anos até que a MS tenha um sistema operacional que rode sobre Cell, até lá cada unidade desse processador produzida e vendida no mundo rodará Linux, seja no PS3 ou em outro hardware.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e daí? Estamos por acaso em uma guerra santa para derrubar o Windows? Uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jihad"&gt;jihad&lt;/a&gt; contra a MS? Infelizmente às vezes parece que é isso, e apenas isso que preocupa as pessoas. Quando reviso os motivos pelos quais uso Linux não me preocupo com a saúde financeira da Microsoft. Uso Linux porque o sistema é (para mim e minhas necessidades) melhor que o Windows e porque acho caro demais o preço que a MS cobra por uma cópia de um sistema que mais se parece com um queijo suíço (em minha singela opinião). São os meus motivos. Cada usuário de Linux deveria pensar nos seus próprios e assim deveríamos fazer um balanço. Se constatarmos que o nosso objetivo é melhorar o Linux para que possamos continuar usando um bom sistema, ótimo. Se descobrirmos que nosso maior objetivo ao usar Linux é empurrá-lo goela abaixo dos outros para que a Microsoft seja destruída, estamos fazendo asneira. Essa asneira é a essência do pensamento e das palavras de Eric Raymond na Linux World desse ano: moldar o Linux para que usuários que estão satisfeitos com o Windows decidam usá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, quando alguém diz “O Linux precisa suportar iPod para que os usuários possam adotá-lo no desktop” fico tentado a perguntar porque o cidadão que compra um iPod não aproveita e não compra um Mac de uma vez? Afinal, com o iPod, o objetivo primordial da Apple era esse, incentivar as pessoas a comprarem Macs. Quando isso não deu certo a Apple tornou o iTunes compatível com Windows. A Microsoft não dedicou um segundo sequer de seus pensamentos para fazer o WindowsXP “compatível” com o iTunes ou o iPod. Porque nós deveríamos? “Para fazer o Linux entrar no mercado doméstico” você poderia responder agora e eu pergunto: a troco de quê? De quais coisas que gostamos no Linux teremos que abrir mão para que pessoas que não sabem particionar um disco rígido possam usar Windows. E note que, radicalismos à parte, não saber particionar um disco não é nenhum demérito. Sei que um médico ou advogado não quer aprender a particionar discos para usar seu computador pessoal, poupe-se do trabalho de escrever-me sobre isso. Mas também duvido que esses profissionais queriam aprender algo sobre juros compostos, mas tiveram que fazer isso para assinar o financiamento de seus automóveis e casas. Então a questão não é saber ou não, é não querer aprender. Temos um panorama particular aqui, usuários leigos insatisfeitos com seus sistemas operacionais para leigos desejando conhecer um sistema profissional nascido para servidores, mas sem querer abandonar sua confortável situação de leigos. Alguém aí vai querer defender esta lógica? Para estes usuários o melhor sistema operacional do mercado é o Windows, com suas vantagens e desvantagens. Não precisamos fazê-los migrar para Linux. Eles não se sentirão à vontade pois não querem aprender a usar algo novo, querem tudo da forma como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você usava Windows e agora usa Linux houve um momento em que você provavelmente pensou “Não quero mais usar Windows”, certo? Foi quando você foi diferente da maioria dos usuários de computador. Não importa se foi em frente à uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Blue_screen_of_death"&gt;tela azul da morte&lt;/a&gt; ou se foi quando todas as suas configurações de rede estavam corretas e mesmo assim o sistema insistia em não conseguir navegar na internet ou se foi quando você teve que formatar o HD por causa de um problema sem solução aparente. O que importa é que você se deparou com uma situação que impeliu uma mudança. E se você usa Linux é porque entre um sistema consolidado no mercado doméstico onde tudo parece fácil de fazer e um sistema que atende melhor suas necessidades mas que exigia uma mudança conceitual você, assim como eu, escolheu o segundo. E pagou um preço por isso, preço esse que a maioria dos usuários não está disposto a pagar, como o Computador para Todos nos mostra à duras penas. Usuários compram computadores de baixo custo com duas dezenas de softwares instalados, hardware configurado, tudo funcionando com Linux e SL e formatam (ou pagam alguém para tal) o HD para instalar Windows. O que precisa acontecer para que percebamos que não é a dificuldade de configuração ou instalação de software o grande problema? Esses usuários simplesmente não querem mudar, não importa quão competente ou compatível o Linux seja, elas querem usar o mesmo SO que seus amigos usam. É uma questão de comodidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um argumento purista, fanático, ou nada disso. Claro que suporte ao iPod no Linux é uma coisa legal. Mas esse suporte tem que vir da Apple e não da comunidade que mantém o Linux. Enquanto o Linux não suporta iPod é a Apple que está ignorando o Linux, e não o contrário. Então vejo argumentos como o Linux precisar dar suporte à DRM para estar presente nos reprodutores de vídeo digital, porque &lt;a href="http://www.meiobit.com/arq/008422.html"&gt;se o Linux não fizer isso o Windows fará&lt;/a&gt;. Não sou contra o suporte a DRM no Linux, sou contra o DRM em qualquer lugar, inclusive no Linux. Meu conceito de direitos digitais tem muito mais relação com os meus direitos do que com os direitos de uma gravadora. Suportar ou apoiar o DRM é dar preferência à escolha da minoria (existem bem menos gravadoras do que ouvintes de música no planeta). Se uma tecnologia não é desejo do mercado, como o DRM, porque o software livre, que deveria privilegiar a liberdade está tão preocupado em implementá-la com a desculpa esfarrapada de popularizar um sistema operacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro. Mas ganhar dinheiro não é errado, pelo contrário. Vivemos em um mundo capitalista e é claro que grandes players do mercado só decidiram apostar fichas no Linux porque viram a oportunidade de fazer dinheiro nele. Então, pelo dinheiro, empresas querem implementar DRM no Linux. Tudo bem, afinal de contas o sistema é software livre e elas podem fazer isso desde que atendam ao disposto na GPL. Mas querer justificar isso tudo com o discurso usado por Raymond, de que isso vai popularizar o Linux e permitir que ele cresça me deixa azedo, porque tem cheiro, cara e cor de embuste. Se eu tiver que escolher entre um sistema que está presente em todos os set-top-boxes da Tivo ou um que não tem DRM novamente eu escolho o último, porque me parece mais consoante com meus interesses enquanto usuário. Por isso não acho que implementar suporte à DRM no Linux vá ser algo bom pra mim, assim sendo eu sou contra. Se vai limitar o mercado de appliances do Linux, não estou nem aí, o Linux tem apenas 1% do mercado doméstico de desktops e eu já vivo muito bem com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Linux não precisa ter 95% do mercado. O Linux não precisa destruir a Microsoft ou o Windows. Quem estiver pensando por essa linha tem um sério problema porque não conseguiu entender como o mercado funciona. O Linux só precisa ser uma boa alternativa, e isso ele já é hoje. O Linux precisa de suporte de fabricantes de hardware, o que de uma forma ou de outra está acontecendo. Mas tem uma coisa que o Linux precisa muito mais do que isso: uma comunidade de desenvolvedores séria e comprometida. O Linux tem isso hoje e não foi nada fácil edificá-la. Mas um bom atalho para destruí-la está sugerido: vamos nos preocupar com o iPod e com DRMs. Assim em pouco tempo talvez o Linux aproveite essa janela de Raymond e cresça no mercado doméstico. E depois empurre todos os seus bons desenvolvedores para o BSD por ter se tornado parecido demais com o Windows. Então teremos um sistema bem consolidado, que tenta ser simples pela mediocridade, que suporta todas as tecnologias que o mercado quiser empurrar na cara dos usuários e que não atende nossas necessidades. Agora me diga uma coisa: não seria bem mais fácil nós voltarmos a usar Windows?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-115626670481264233?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=115626670481264233&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115626670481264233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115626670481264233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/08/janela-de-raymond.html' title='A Janela de Raymond'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-115524132218773790</id><published>2006-08-10T17:18:00.000-03:00</published><updated>2006-08-10T17:22:02.226-03:00</updated><title type='text'>Não obrigue o iniciante a migrar para Linux</title><content type='html'>O &lt;a href="http://linux-sem-misterio.securitybnt.com/?p=29"&gt;blog Linux sem Mistério&lt;/a&gt; publicou um artigo discutindo a necessidade real da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux_Standard_Base"&gt;LSB&lt;/a&gt; para uma ampla adoção do Linux no desktop. O post gerou uma &lt;a href="http://br-linux.org/linux/ate_que_ponto_pode_ir_a_padronizacao_das_distribuicoes_linux"&gt;notícia no BR-Linux&lt;/a&gt;, meio pelo qual fiquei sabendo de sua existência, e como não poderia deixar de ser, também recebeu alguns comentários de leitores. Não vou entrar na discussão sobre a necessidade de uma padronização entre as centenas de distros Linux, porque além de ser um assunto extremamente discutido em várias esferas da comunidade também é consenso entre a maioria dos usuários. Mas um ponto do artigo me chamou a atenção e me provocou a pensar um pouco e é nesse ponto que quero tocar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo no &lt;a href="http://linux-sem-misterio.securitybnt.com/"&gt;Linux sem Mistério&lt;/a&gt; mantido pelo Lucas (que tem apenas 16 anos!) discute como a pouca padronização entre as diferentes distros Linux atrapalha a adoção desse sistema por usuários menos experientes. E ele está certo, atrapalha mesmo. Para um usuário com pouco conhecimento técnico ou criado em um ambiente como o MS Windows, onde tudo é mais padronizado, as diferenças entre os vários Linuxes pode incomodar bastante ou até ser uma barreira intransponível. Vários forums sobre Linux apresentam dezenas de pessoas perguntando coisas como “Qual Linux eu tento usar?” ou “Qual Linux é melhor pra mim” e outros tantos respondendo “Debian é difícil” ou “Slack é complicado”. Um bom exemplo é o &lt;a href="http://forumgdh.net/viewtopic.php?t=250823"&gt;Forum do Guia do Hardware que até criou um tópico fixo&lt;/a&gt; sobre o assunto para tentar impedir esse tipo de discussão ou flamewars entre usuários de diferentes distribuições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que levanto a primeira questão significativa desse post. Quem em sã consciência pode achar que sabe o que é fácil ou difícil para outra pessoa? Como um usuário pode dizer a outro que não deve testar esse ou aquele software porque seria difícil demais? Não é a identificação e resolução de problemas o método mais eficaz de aprendizado? Não estou dizendo que deveríamos empurrar um Gentoo para todo mundo que deseja ver um Linux pela primeira vez. Mas creio que seria uma postura mais adequada da comunidade ajudar os novatos e fornecer-lhes toda informação possível para que eles pudessem usar o que desejassem em lugar de dizer que a distro que ele tem nas mãos é inacessível para ele. O que mais vejo em forums por aí afora são usuários experientes dizendo aos novatos para começarem com uma distro mais amigável, e no tópico seguinte dizendo que aquela distro não é “linux de verdade”. Essa postura assusta tanto quanto um sistema operacional novo e complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda questão significativa envolve a forma como a comunidade tem abordado a relação entre Linux e Windows. Parece-me, por vezes, que somos todos evangelizadores em uma missão épica para converter para nosso rebanho cada usuário que encontramos pela frente. Fazer um usuário de Windows migrar para Linux é a melhor forma de salvar sua alma e livrá-lo das garras sangrentas de uma besta que só deseja sua servidão. Precisamos parar com isso! Não temos que fazer os usuários de outros sistemas “enxergarem a verdade” porque não existe “uma verdade”. Não temos que obrigá-los a migrar para que eles possam ser felizes. E enquanto agirmos assim só estaremos disseminando um sentimento de que somos todos um bando de loucos. Devemos entender que é perfeitamente possível que um usuário de Windows esteja feliz com este sistema ainda que pessoalmente para nós isso seja difícil de conceber. Mudar o sistema operacional de seu computador é algo bem pessoal, exige um esforço intelectual considerável e o aceite de centenas de novos conceitos e existem muitas pessoas por aí que não desejam passar por tudo isso. E se elas não desejam passar por isso é nossa obrigação respeitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro reflexo desta busca pela salvação do mundo na qual boa parte da comunidade se engajou quase que inconscientemente é a forma como vai se desenvolver o próprio Linux daqui pra frente. O Linux nasceu para ser um UNIX-like e cada passo que damos para torná-lo mais parecido com o Windows, para agradar usuários iniciantes, mais distante ficamos daquilo que nos agradou quando mudamos de plataforma. Quando leio coisas como “o Linux precisa de tal coisa para que os usuários de Windows mudem” fico me perguntando se é isso que eu espero do Linux quando ligo meu computador. Essa corrida contra o Windows pela atenção dos usuários é perigosa graças à uma premissa importante: o sistema operacional deve ser moldado para seu usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o usuário de Windows que moldou o sistema. A Microsoft vem ouvindo os pedidos e necessidades de seus usuários por anos e transformando o sistema, a cada versão, em algo mais parecido com o que as pessoas querem. Ou você achava que eles gastam milhões de dólares com desenhistas, programadores e projetistas todo ano porque tem pouco amor pelo dinheiro? O produto final Windows não me agrada, por isso eu uso Linux. Uso Linux exatamente pelo fato de este sistema ser, em muitos aspectos, diferente do Windows. A grande flexibilidade e a capacidade de adaptar o Linux às minhas necessidades específicas são dois pontos fortes que me ajudaram a escolher esse sistema. Tire isso do Linux e eu terei poucos motivos para querer instalá-lo em meu computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a comunidade inicia uma discussão sobre padronização do Linux sempre aparece o viés de torná-lo mais acessível para o usuário de Windows. Isso é bom. Mas tornar o Linux mais parecido com o Windows em diversos aspectos pode não ser tão bom assim e esse ponto quase sempre fica de lado. Temos que, como comunidade, encarar a migração do Windows para Linux mais como uma opção pessoal de cada um e como compromisso do usuário de romper com um modelo em detrimento à adoção de outro. Ou seja, deve ser algo espontâneo e voluntário e não o resultado de uma ação evangelizatória que tenta empurrar goela abaixo das pessoas um sistema que elas não optaram livremente por conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço aos meus amigos da comunidade: parem de obrigar os usuários a instalar Linux em suas máquinas só porque o &lt;a href="http://www.microsoft.com/genuine/"&gt;WGA&lt;/a&gt; descobriu que eles usam cópias ilegais de Windows. Mantenham-os informados de que há uma alternativa e que ela é boa, mas que exige quebra de paradigmas. E deixem que eles decidam quando e se vão buscar uma alternativa por conta própria. E se eles decidirem, ótimo, recebam-os de braços abertos e com toda a informação que eles possam precisar. Com essa postura manteremos o Linux um sistema diferente, de qualidade e com usuários satisfeitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-115524132218773790?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=115524132218773790&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115524132218773790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115524132218773790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/08/no-obrigue-o-iniciante-migrar-para.html' title='Não obrigue o iniciante a migrar para Linux'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-115523742521015829</id><published>2006-08-10T16:13:00.000-03:00</published><updated>2006-08-10T16:17:05.243-03:00</updated><title type='text'>O começo da era 3D para o Linux e outros</title><content type='html'>A Intel inaugurou o &lt;a href="http://intellinuxgraphics.org/"&gt;IntelLinuxGraphics.org&lt;/a&gt; onde a empresa torna &lt;a href="http://br-linux.org/linux/intel_libera_drivers_da_familia_de_chipsets_955"&gt;disponíveis os drivers de vídeo (inclusive com aceleração 3D) para sua família 965&lt;/a&gt;. Mas não foi só isso que a Intel inaugurou com este site. Correndo o risco de parecer estapafúrdio eu arrisco dizer que a Intel inaugurou uma nova era, ou onda para ser menos “profético”, para o Software Livre e em especial para o Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aceleradores 3D da Intel não são lá muito famosos entre os jogadores ou nos desktops high-end, mercado dominado pela luta entre ATi e nVidia. Mas em máquinas low-end e, especificamente, nos notebooks as placas gráficas da Intel são, muitas vezes, a única alternativa. Então existem muitas dessas placas por aí e muita gente rodando Linux nelas. Agora a AMD abocanhou a ATi em um negócio de 5 bilhões de dólares e parece-me que a Intel não conseguirá concorrer em pé de igualdade no quesito de oferecer aceleração 3D on-board para seus clientes. Trocando em miúdos a participação já tímida, mas bem segmentada, da Intel nesse nicho ficou gravemente ameaçada por sua arqui-rival. A história mostra que nada melhor que uns goles de água salgada para que grandes empresas aprendam a nadar e parece ter sido a última aquisição da AMD a gota que faltava para a Intel tentar se mexer de novo. Agora a Intel sai na frente e disponibiliza seus drivers de vídeo para que a comunidade possa “brincar” um pouco. Mais importante que isso, as distros poderão trazer suporte à esses drivers já na caixinha. Duas chances pra você adivinhar qual será a placa gráfica que melhor será surportada pelo Linux daqui à pouco ;-) E quando falamos em bom suporte não queremos dizer um desempenho 3D de colocar medo, pois aqui os chips da Intel ainda precisam de muita estrada, estamos falando de seu XGL funcionando bem sem aquelas travadas e engasgos ainda proporcionados pelos controladores proprietários de ATi e nVidia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, então os chips Intel podem ser os mais bem suportados pelo Linux em breve (se é que já não sejam) e daí? Daí que a Intel, que nada tem de boba, quer com isso fisgar os simpatizantes do Linux e outros UNIX-like para notebooks e workstations equipadas com sua plataforma. Intel do chipset ao processador é tudo que a empresa deseja que você tenha e entendendo que um dos grandes problemas do Linux nos desktops é o vídeo 3D ela decidiu ser a primeira a dar à comunidade o que pedimos, imploramos, suplicamos por anos e nunca recebemos: drivers 3D de código aberto. É a melhor atitude da Intel desde que portou seus kits de desenvolvimento para Linux e uma notícia muito boa para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... e há o lance da nova era, lembra? Depois que a Intel fez isso uma outra empresa já considera enveredar pelo mesmo caminho: &lt;a href="http://br-linux.org/linux/apos_adquirir_ati_a_amd_pensa_em_abrir_o_codigo_dos_drivers_de_video"&gt;ATi&lt;/a&gt;. Prevendo que workstations e notebooks equipados com processadores, chipset e vídeo da Intel podem tornar-se a escolha favorita dos usuários de sistemas não-Windows a AMD/ATi já falou que estuda tornar parte dos drivers 3D da empresa também abertos para que a comunidade possa ajudar em seu desenvolvimento. Isso é muito mais significativo do que se imagina, pois drivers abertos livres ajudam centenas de outros sistemas que estão fora do domínio da Microsoft, como OS/2 Warp, BeOS, Haiku e outros que são usados e esquecidos pelos fabricantes de hardware. Qualquer empresa que forneça bons drivers para esses sistemas “alternativos” garante a preferência de compra de uma legião de pequenos grupos de consumidores que são poucos em número, mas muito fiéis e por vezes barulhentos também ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ATi seguindo a Intel não deve demorar para que a nVidia também tome alguma decisão nesse sentido, pois afinal ela é agora e menos favorecida entre as três. Com essas grandes fabricantes de chipsets e GPUs abrindo seus drivers estaremos entrando na era de aceleração 3D para sistemas operacionais não-Windows e estaremos fazendo isso com drivers tão bons (ou até melhores) quanto os proprietários. Bem que a VIA também poderia aderir e fazer o mesmo, para não ficar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa disputa que começa a surgir ao longe pela atenção da comunidade de SL no ramo gráfico só vai trazer bons frutos. Estou torcendo pela chegada da ATi e aplaudindo de pé a Intel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-115523742521015829?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=115523742521015829&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115523742521015829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115523742521015829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/08/o-comeo-da-era-3d-para-o-linux-e.html' title='O começo da era 3D para o Linux e outros'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-115229811168990458</id><published>2006-07-07T14:35:00.000-03:00</published><updated>2006-07-07T15:48:31.780-03:00</updated><title type='text'>Gato escaldado aprecia o suporte ao ODF no MS Office</title><content type='html'>Sempre houve muita expectativa sobre como a Microsoft iria comportar-se em relação ao Software Livre ao longo do tempo. Grandes empresas de TI há muito decidiram abraçar o SL por entender que este poderia adicionar soluções mais flexíveis aos seus catálogos de produtos. Entre estas a IBM, a Sun, a Oracle e a HP tem posições de destaque. Olhando para o panorama do ponto de vista dos negócios é muito emblemático ver uma dúzia de grandes empresas adotando uma solução disruptiva como o SL e uma outra grande lutando contra isso e criticando, na maior parte do tempo com argumentos que fariam um aluno de 4a série rir muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse visual peculiar da indústria de TI gerava a expectativa sobre a qual eu iniciei o texto. Depois de gastar muito tempo tentando convencer o mercado de que SL era caro, não integrável e muitas outras coisas a MS parece buscar agora agir como todos os seus grandes competidores: usar o SL em seu favor. Iniciativas recentes da empresa, como a página web de seus laboratórios de SL e Linux, a participação em grandes eventos de Linux e SL no mundo e até no Brasil, o maior suporte ao Linux em seus produtos de virtualização de hardware e a recente implementação de um &lt;a href="http://br-linux.org/linux/editorial_uma_vitoria_do_odf_censura_mau_jornalismo..._e_raul_seixas"&gt;plugin no MS Office para compatibilidade&lt;/a&gt; com o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/OpenDocument"&gt;formato ODF&lt;/a&gt; são mostras de que talvez a MS queira parar de lutar contra o SL. Tomara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece a história dos negócios da MS sabe que não é bem assim. Eles já foram o principal fornecedor de software para hardware da IBM, já foram grandes aliados da Apple. E sempre terminaram suas parcerias com atitudes que ao mesmo tempo que entraram para o hall da fama das grandes tacadas empresarias também são consideradas imensas canalhices nas conversas de boteco de nerds em geral. Se é que nerds freqüentam botecos em algum lugar do planeta ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma, esse &lt;a href="http://br-linux.org/linux/br-linux_entrevista_bill_hilf_da_ms_vamos_suportar_a_interoperabilidade_com_o_odf_"&gt;novo posicionamento da MS em relação ao SL&lt;/a&gt; pode somar muito para todos os lados. As comunidades de SL podem ganhar muito com uma compatibilidade maior entre seus sistemas e o Windows e com uma possível troca de informações com os profissionais de Redmond. Isso, aliás, já acontece à medida em que os laboratórios de SL da MS reportam bugs dos softwares por lá usados, o que é um fantástico exemplo de integração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria MS tem muito a ganhar com o SL a medida em que novos conceitos e tecnologias vão sendo aprimorados e incluídos nos produtos proprietários da empresa. Um grande exemplo nesse campo é o TCP/IP do Windows que é derivado do código do OpenBSD, que sem dúvida melhorou bastante a performance do sistema da MS na área de conectividade. Eu ficaria tentado aqui a citar novamente o plugin de ODF para o MS Word, mas não farei isso e explicarei porque um pouco mais à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim devemos nós, membros da comunidade de SL, encarar de forma positiva e não preconceituosa essa aproximação da MS com nosso mundo. Ao menos até que, e se um dia, a MS nos dê algum motivo para agir de outra forma. Novamente tomara que não aconteça. E digo isso apenas por pensar que uma comunidade livre só é livre de verdade se suas portas estiverem abertas para todos. E todos, nesse caso, inclui também os desenvolvedores da MS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que o plugin do ODF para o MS Word deve ser visto com cuidado? Porque esse plugin, como tudo que a MS tem feito desde sempre, representa uma atitude dúbia, que merece ser analisada por vários ângulos antes que possamos assumir uma posição. Sob a perspectiva do SL o OpenOffice é um produto muito bom. Ele cobre as funcionalidades que a maior parte dos usuários de Office necessita no dia-a-dia ocupando um espaço de instalação muito menor no HD e custando milhares de vezes menos do que o MS Office. No tocante à minha pessoa o OpenOffice supre todas as expectativas e isenta-me de gastar quantias obscenas de dinheiro em um produto proprietário e pago, como o MS Office. Para acompanhar a trágica Copa do Mundo FIFA eu usei meu OOCalc e uma planilha .XLS que recebi por e-mail que continha muitas macros e procedimentos automáticos, sem traumas. Entretanto é claro para qualquer profissional que precise de um pacote de escritório hard-core que o OpenOffice ainda precisa de algum tempo de estrada para perder bugs e ganhar funcionalidades a ponto de apresentar o mesmo nível de recursos que o MS Office. Mas você não esperaria que um pacote gratuíto fosse 100% do que é um pacote de software que custa algo em torno de &lt;a href="http://www.submarino.com.br/software_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=10&amp;amp;ProdId=217376&amp;ST=SE"&gt;US$ 500,00&lt;/a&gt;, não é? Ah, esperaria? Então entre no site do OpenOffice e comece a ajudar já, oras, SL é isso, amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos ângulos que o prisma do ODF no MS Word ajuda a projetar é de que com uma integração adequada do processador de textos líder de mercado com o ODF (um formato livre) usuários com necessidades mais básicas, como eu, podem optar pelo OpenOffice. Fazendo isso eles deixam de gastar aquela monta de dinheiro com esse pacote (ou deixam a vida criminosa, já que usar software pirata é crime!) e poderão trocar documentos com seus escritórios e outros usuários que continuem usando o MS Office. E o mercado fica em ordem, pois cada consumidor poderá escolher o produto que mais lhe agrada, que melhor lhe atende as necessidades e cujo custo ele considere mais justo. E ainda assim todos os consumidores trocarão informações e dados entre si sem problemas de compatibilidade, como a informática sempre deveria ter sido desde o dia 1. E isso tudo tornará tanto MS Office quanto OpenOffice produtos melhores e os usuários ficarão mais satisfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ângulo, bem menos agradável, aponta para o MS Word dando suporte ao ODF apenas para que o MS Office não ceda terreno para o OpenOffice. Como diversas instituições, companhias e governos ao redor do mundo tem especificado ou determinado que seus dados sejam trocados via protocolos livres a MS pode ter preocupações sobre uma rejeição filosófica contra seus padrões proprietários de arquivos. Com o ODF tornando-se padrão ISO (&lt;a href="http://br-linux.org/linux/formato_opendocument_aprovado_pela_iso_iec"&gt;ISO 26300&lt;/a&gt;) torna-se perigoso para a MS ver instituições técnicas e profissionais adotando um padrão que seu pacote de escritório não suporta. A entrada do ODF no MS Office torna-se assim uma maneira simples da MS manter seus produtos nas disputas por clientes onde uma padronização normatizada é importante. Parece claro para mim, à esta altura, que os formatos padrão do MS Office ainda serão aqueles que a empresa desenvolveu, nos quais ela colocou muito dinheiro de P&amp;amp;D. O resultado prático pode ser pouco interessante para a comunidade de SL, pois um usuário de MS Office poderia ler todo o conteúdo criado por um usuário de OpenOffice mas a recíproca seria inverdadeira pelos mesmos problemas de compatibilidade que já conhecemos hoje. O único produto final seria o MS Office barrando o crescimento do OpenOffice no mercado, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra visão, bem mais otimista, é onde a MS inclui o suporte ao ODF em seu pacote de escritório e passa a colaborar ativamente no desenvolvimento do padrão livre e em sua ampla adoção aí sim &lt;a href="http://www.noticiaslinux.com.br/nl1152242459.html"&gt;desenvolvendo software livre de verdade&lt;/a&gt;. Quando o padrão ODF atingir as expectativas com relação à suporte de recursos a MS pode abrir mão de seus padrões proprietários dando margem à um quadro parecido com o primeiro que eu citei aí em cima. Os produtos finais seriam softwares melhores, mais baratos, um padrão livre bem documentado e bem desenvolvido e a interoperabilidade trazendo vantagens à todos os envolvidos. Aí sim eu acreditaria novamente na MS. De onde estou agora esse (novo) discurso bonito da MS sobre SL ainda me parece mais com canto de sereia do que qualquer outra coisa. Pois com relação à MS sou gato escaldado, tenho medo de água fria. E de boas intenções o inferno está cheio. Que a MS prove que meus medos estão infundados e colabore com o SL de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-115229811168990458?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=115229811168990458&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115229811168990458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115229811168990458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/07/gato-escaldado-aprecia-o-suporte-ao.html' title='Gato escaldado aprecia o suporte ao ODF no MS Office'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-115196057043423439</id><published>2006-07-03T17:55:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T18:05:00.496-03:00</updated><title type='text'>Linux + Xgl + KDE 4: o que esperar do futuro</title><content type='html'>Aproveitando que eu falei no &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/07/porque-no-sou-cliente-da-microsoft.html"&gt;meu último post&lt;/a&gt; sobre Xgl e KDE 4 eu gostaria de compartilhar com vocês uma ansiedade minha. Como usuário do KDE eu fico esperando pela próxima versão do ambiente, assim como os usuários de Gnome ficam por aquele ambiente, de forma um pouco exaltada. O hábito de rodar pela web buscando informações sobre que funcionalidades estarão disponíveis é prazeroso e preenche o tempo enquanto a versão 4 não sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo sobre o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/KDE#KDE_4"&gt;KDE 4 na wikipedia&lt;/a&gt; vejo que algumas coisas irão cumprir lacunas do KDE em relação à outros ambientes, como o sistema de busca e idexação (?) Tenor. Outras serão modificações bem-vindas no funcionamento do sistema como um todo, como a nova interface para áudio e multi-mídia Phonon. E outras mudanças chamam a atenção por serem modificações conceituais tão profundas quanto interessantes. Nessa última categoria há algo que chama muito a atenção: suporte nativo das bibliotecas base do KDE 4 à outros sistemas operacionais (leia-se Windows e MacOS X).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia lido sobre a independência da base do KDE 4 em relação ao X11 e como isso permitiria portar facilmente programas KDE e mesmo o ambiente todo para outros servidores gráficos. Já havia recebido de Helio Castro, contato oficial do projeto KDE no Brasil e na América Latina, explicações detalhadas sobre como isso iria funcionar e o que significava para o projeto KDE essa independência, mas confesso que a ficha ainda não havia caído por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que aplicações escritas para o KDE 4 (edificadas sobre a Qt 4) são mais portáveis. Tão portáveis que é possível escrever aplicações para shell usando a Qt (embora para mim as vantagens disso em detrimento ao uso de outros métodos não sejam tão claras). Mas mais que isso, significa que o KDE 4 poderá rodar (com poucas ou nenhuma modificação) sobre o Windows e o MacOS X. E sobre ele quaisquer aplicações escritas para o Qt 4 também poderão rodar em várias plataformas com (praticamente) o mesmo código fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que a mesma interface que um usuário tem no Linux poderá estar presente no Windows, ou no MacOS X. Significa que o mesmo programa que você usa em um sistema poderá usar em outro. E, a grande vantagem, desenvolvedores terão menores dificuldades para escrever softwares multi-plataforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Windows isso pode significar uma alternativa ao Aero/Aeroglass que use menos recursos de hardware e permita usar uma interface mais moderna e com mais recursos em um PC menos poderoso. Já que segundo o Jon Peddie Research apenas 12% dos PCs do mundo poderão aproveitar todas as capacidades da nova interface gráfica da MS no final de 2007 (!). Como quase metade dos computadores do mundo ao final daquele mesmo ano serão incapazes de sequer rodar o Windows Vista, segundo o mesmo estudo, atualizar o Windows XP com o KDE 4 pode ser a única alternativa de colocar os olhos sobre uma interface mais nova para boa parte dos usuários. E eles poderão fazer isso sem passar pelo caminho de ter que aprender a usar outro sistema operacional para isso. Nesse ponto devemos prestar atenção se o acesso à uma interface mais poderosa e moderna e livre sobre um sistema operacional proprietário não irá atrapalhar um pouco os planos de penetração dos sistemas livres no mercado. Mas mesmo que isso ocorra não deixa de ser uma espécie de triunfo do software livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro lado da questão é que com uma interface, e um toolkit de desenvolvimento, multi-plataforma pode ser que muitos desenvolvedores que ainda não colocaram os pés no mundo do pingüim decidam fazê-lo. A disponibilidade da Qt 4 e do KDE 4 para Windows pode criar um ambiente propício para que consagradas aplicações Windows sejam portadas para UNIX/Linux. Usando uma biblioteca unificada boa parte das dificuldades de desenvolver software multi-plataforma desaparecem. E pode ser esse estímulo crucial para que o número de migrações para UNIX/Linux aumentem ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando a isso o Xgl, layer 3D do servidor X11 desenvolvido pela equipe do X.org temos um panorama onde as interfaces dos ambientes Linux serão tão ricas em recursos quando a do MacOS X, ou até mais! A medida que as distros incluírem o X.org 7 ou 7.1 em seus sistemas e que os drivers de vídeo sejam aperfeiçoados pelos seus fabricantes (principalmente ATI e nVidia) mais recursos visuais e funcionais poderão ser incluídos nas interfaces para Linux. Os ícones SVG Oxygen do KDE 4 e outras peças da interface do ambiente são candidatos perfeitos para o uso com Xgl. Efeitos e performance prometidos para a interface AeroGlass do Vista já são realidade no Linux. Coisas que os usuários de sistemas da MS ainda esperarão alguns meses para observar em funcionamento já podem ser vistas por qualquer usuário Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei que o Beta2 do Vista tem o AeroGlass, mas quem aí baixaria um sistema Beta para ver essa interface. Ou melhor, quem aí com máquina poderosa o bastante para rodar a nova interface do Vista na plenitude já baixou o beta2 do Vista e colocou o mesmo em operação? Eu já teste o Xgl aqui em um notebook e ainda estou babando, pena que o ambiente era Gnome :-P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu baixei e testei o &lt;a href="http://kororaa.org/static.php?page=static060318-181203"&gt;Live CD Xgl Kororaa&lt;/a&gt; e fiquei impressionado com a suavidade, performance e beleza de uma interface Xgl rodando, bem aqui, diante dos meus olhos. E garanto que ver screenshots é bem menos interessante. Se você tem uma placa de vídeo com 64MB de memória baixe o Live CD e teste você mesmo. Eu testei o Xgl em uma máquina que será incapaz de rodar o Vista AeroGlass segundo os specs oficiais da MS e fiquei agraciado com o desempenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O KDE 4 tem um preview técnico público em Outubro próximo, será a oportunidade para que mais informações e dados sejam passados para a comunidade em geral. Ao menos para aqueles que não podem acompanhar as listas de desenvolvimento e compilar suas próprias versões do KDE. Poderemos então imaginar quanto tempo mais levará para que a versão 4 saia do forno para as ruas. Com Xgl as interfaces Linux serão tão ricas em recursos e qualidade gráfica quanto as de outros sistemas. Qualquer usuário de outras plataformas ficará pasmo ao ver um KDE 4 com Xgl rodar, principalmente quando souber sobre qual hardware aquela interface roda. MacOS X e Windows Vista terão interfaces bonitas e cheias de recursos, a grande diferença é que nossa interface precisará de hardware mais fraco (ou mais barato) para rodar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-115196057043423439?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=115196057043423439&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115196057043423439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115196057043423439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/07/linux-xgl-kde-4-o-que-esperar-do.html' title='Linux + Xgl + KDE 4: o que esperar do futuro'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-115195744997295788</id><published>2006-07-03T16:55:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T17:10:50.043-03:00</updated><title type='text'>Porque não sou cliente da Microsoft</title><content type='html'>Agora que o Brasil foi desclassificado da copa do mundo, novamente pela França, sinto-me mais tranqüilo para dedicar meu tempo novamente aos escritos. Aliás, como usuário de uma distribuição franco-brasileira (Mandriva 2006) posso dizer de cara limpa: o pessoal da baguete mereceu chutar o selecionado canarinho de volta pra casa. Jogaram melhor e fez-se justiça. Zidane se aposentará tendo o Brasil como grande freguês. Acabada minha análise futebolística, vou à vaca fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Microsoft anunciou que o WinFS está morto, e daí? Daí que &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/08/descobrindo-o-plasma.html"&gt;eu já sabia&lt;/a&gt; que &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/atualize-ou-ento.html"&gt;metade dos recursos&lt;/a&gt; que a &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/confuso-sobre-o-linux.html"&gt;MS anunciava para o Vista&lt;/a&gt; &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/03/servidor-de-aplicaes-com-linux.html"&gt;jamais chegariam ao mercado&lt;/a&gt;. A questão aqui parece ser bem colocada pelo &lt;a href="http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/O_vapor_nosso_de_cada_dia/id/2886"&gt;Ricardo Bánffy em seu post no WebInsider&lt;/a&gt;. Eu sinto-me exatamente como ele vendo os fãs de Windows agora boquiabertos com mais esse tão esperado recurso que não chegará nunca e sentindo uma estranha sensação de: “Vocês realmente acreditavam neles?”. Essa é a grande lição que deve-se tirar do marketing da MS: jamais acredite nele. Sempre que um produto ameaça o Windows a MS promete, aos berros, dezenas de recursos incríveis, que serão abandonados durante o programa de testes das versões beta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que funcionou sempre com a MS, falando muito e fazendo pouco. E vendendo muito também, um verdadeiro mistério para o mundo dos negócios, já que nenhum outro mercado do mundo parece se comportar da mesma forma, exceto o de refrigerantes. Conheço a novela desde 1992, pois fui &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/07/novas-coisas.html"&gt;usuário de OS/2 por algum tempo&lt;/a&gt;. Cada nova versão de Windows que saía era acompanhada de alguma grande figura da MS dizendo que na próxima versão do Windows ele teria este ou aquele recurso. &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/03/ie-7.html"&gt;A versão atual, essa sempre era lenta, terrível no gerenciamento de memória, com uma multi-tarefa pobre&lt;/a&gt;. Mas a próxima versão, ah rapaz, a próxima versão do Windows vai ser matadora, vai ser muito boa. &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/11/sinto-saudades-do-os2-warp.html"&gt;Espero até hoje&lt;/a&gt; por essa próxima versão e ela nunca chegou, e nas minhas contas a MS já lançou nesse tempo 9 versões do Windows para desktop e nenhuma delas conseguiu cumprir aquelas velhas promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê? Nove versões??? Faça as contas comigo:&lt;br /&gt;1- Windows 3.1&lt;br /&gt;2- Windows 3.11 for Workgroups&lt;br /&gt;3- Windows 95&lt;br /&gt;4- Windows 95 OSR2&lt;br /&gt;5- Windows 98&lt;br /&gt;6- Windows 98 Second Edition&lt;br /&gt;7- Windows Millenium Edition&lt;br /&gt;8- Windows XP&lt;br /&gt;9- Windows XP SP2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, 9 versões. E nessas 9 versões promessas não cumpridas (ou cumpridas pela metade) continuam a intoxicar as mentes de usuários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multi-Tarefa preemptiva: Essa promessa da MS talvez seja a mais idolatrada. A capacidade de um SO de fazer várias coisas ao mesmo tempo é algo que até o MacOS tem hoje mas no Windows continua sendo um problema. Faça o teste, abra o Explorer, danifique um velho CD da AOL e coloque-o em sua unidade ótica. Enquanto o drive tenta decifrar o conteúdo da mídia tente abrir alguns programas. A multi-tarefa do Windows melhorou muito, mas continua sendo muito mais psicológica do que prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande conectividade em rede: OK, essa foi cumprida, mas só porque a MS pegou a pilha TCP/IP do OpenBSD, ou seja, não foram eles que cumpriram a promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória protegida: aqui é outro ponto onde o Windows melhorou muito, mas os incessantes vazamentos de memória do XP ainda lembram bastante o Titanic. O resultado prático é que raríssimas vezes você consegue operar o sistema por tempos muito longos sem um boot para colocar as coisas em ordem. Um amigo meu conseguiu um uptime de 28 dias em um Windows XP ao esquecer a máquina ligada durante as férias. Usando a máquina para mais do que o protetor de tela é uma tarefa de ilusionista manter um Windows XP funcionando por dias a fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interface gráfica 3D: A primeira vez que essa deu as caras foi em 1991 ou 92 quando a MS falou sobre o Cairo. Naquela época a MS prometeu que a interface do Windows tornaria-se referência em desenho, funcionalidade e performance. Obejtos 3D seriam incorporados à interface que, provavelmente, funcionaria de forma vetorial, abandonando o velho modelo de mapas de bits. A MS continuou prometendo isso a cada versão, e o mercado continuou acreditando. Agora, com o Vista, a MS parece que vai cumprir mais essa, ao menos na parte 3D. O problema aqui é que todo mundo já tem isso. MacOS já usa aceleração 3D no desktop, Linux também. Quanto mérito sobra para um produto que é o último do mercado a adicionar uma funcionalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema de arquivos relacional baseado em objetos: essa também é bem antiga, e também parecia que seria cumprida com o Vista. Mas há poucos dias a MS anunciou que o WinFS, reencarnação do OFS e NGFS, não vai existir como produto, ao menos até a próxima versão do Windows. Acontece que a idéia é bem antiga, o PickOS já tinha um sistema de arquivos baseado em banco de dados relacional, em 1965. Outros sistemas de arquivos relacionais existem, boa parte rodando em servidores de bancos de dados. Mas qual o sentido de anunciar isso em um produto se você sabe que não conseguirá cumprir a promessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saber que não conseguirá cumprir a promessa, nesses casos, diz muito a respeito de como uma empresa vê seu mercado e seu cliente. O cronograma de atrasos do Windows Vista, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Outubro de 2001: MS anuncia o sucessor do XP para o terceiro trimestre de 2003;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Abril de 2002: MS anuncia que o XP não terá sucessor até o terceiro trimestre de 2004, um ano de atraso;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Maio de 2003: MS afirma que, por causa da complexidade da interface gráfica e do sistema de arquivos relacional o próximo Windows deve chegar apenas no final do primeiro semestre de 2005, dois anos de atraso;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Agosto de 2004: A MS afirma que o sistema estará no mercado em meados de 2006, no máximo, três anos de atraso;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;13 de Março de 2006: A MS afirma que, por questões de estabilidade do sistema seu lançamento foi adiado para Novembro de 2006, três anos e meio de atraso;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;21 de Março de 2006: A MS desmente o que disse uma semana antes e confessa que não conseguirá colocar o sistema no mercado antes de Janeiro de 2007, quase quatro anos de atraso.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Fonte: PC Magazine Ano1 No 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considere que o XP foi lançado em 2001 e que neste mesmo ano a MS disse que o novo sistema levaria cerca de 1 ano e meio para chegar ao mercado. Mas na verdade ele demorou quase quatro anos para ficar pronto, acreditando que nenhum outro atraso ocorrerá e que Janeiro de 2007 será mesmo o mês de lançamento do Vista. Como você classificaria a situação onde um produto leva um prazo 3 vezes maior para ficar pronto do que seu fornecedor afirmou em um primeiro momento. Aliás, o que você pensa de uma empresa que mede tão mal seus próprios recursos a ponto do atraso na entrega do produto ser o dobro do tempo estimado para completar a tarefa inicialmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o dia um do projeto, no lançamento do Windows XP, a equipe de desenvolvimento sabia que não conseguiria entregar o Vista em 2003, mas a empresa afirmou isso mesmo assim. O que você pensa de uma empresa que sabe que não vai conseguir entregar um produto em um prazo, mas que o promete do mesmo jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu me propus essas perguntas e me coloquei a pensar sobre isso, decidi que era hora de usar outros produtos, que não os da Microsoft. Mas eu fiz isso em 1995 e desde então venho usando sistemas e programas de outras empresas. Confesso também que essas situações criaram em mim uma antipatia natural pela MS. E essas coisas continuam acontecendo, agora com o WinFS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu uso Linux, não porque as datas de lançamentos dos softwares são sempre respeitadas. Uso Linux porque todos os recursos anunciados estão disponíveis quando o produto é lançado. Eu sei das limitações e das qualidades porque elas são anunciadas e admitidas pelas empresas, organizações e indivíduos responsáveis pelos softwares que eu uso. Vamos tomar como exemplo o KDE e sua versão 4 que é tão ansiosamente aguardada pelos usuários desse ambiente gráfico. Se você der uma olhada na lista de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/KDE#KDE_4"&gt;recursos planejados&lt;/a&gt; para o &lt;a href="http://developer.kde.org/development-versions/kde-4.0-features.html"&gt;KDE 4&lt;/a&gt; perceberá que ele significa uma melhoria muito grande em relação às versões anteriores do ambiente. Se você começar a descobrir quais tipos de coisas eles planejam para a interface do KDE 4, como o &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/08/descobrindo-o-plasma.html"&gt;Plasma&lt;/a&gt; (&lt;a href="http://plasma.kde.org/"&gt;site oficial&lt;/a&gt;) ou o &lt;a href="http://appeal.kde.org/wiki/Appeal"&gt;Projeto Appeal&lt;/a&gt; pode imaginar que o KDE 4 vá significar uma melhoria sensível na usabilidade do desktop, em sua beleza e na forma como &lt;a href="http://software.newsforge.com/software/05/09/19/1616206.shtml?tid=130"&gt;interagimos com ele&lt;/a&gt;. Mas, enfim, quando o KDE 4 estará disponível? &lt;a href="http://developer.kde.org/development-versions/kde-4.0-release-plan.html"&gt;A resposta pode surpreender você&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode argumentar que o KDE é um projeto independente, e que por isso seu nível de comprometimento com prazos é menor do que o de uma empresa. Pode até ser que seja verdade, mas então porque a Microsoft não age como a &lt;a href="http://www.mandriva.com/"&gt;Mandriva&lt;/a&gt;? A Mandriva é uma empresa, com acionistas, com comprometimento em relação à lucros, tal qual a Microsoft. E qual a política de lançamentos da Mandriva? Uma versão por ano, a minha é 2006, em breve estarei usando a 2007. A cada ano a empresa libera uma nova versão do seu sistema operacional e esta inclui a série mais atualizada possível de cada componente do sistema. Assim, se você me perguntar quando tecnologias inovadoras como o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Xgl"&gt;Xgl&lt;/a&gt; ou o KDE 4 estarão disponíveis no Mandriva eu não poderei dizer uma data. Elas estarão disponíveis quando estiverem disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente você pode argumentar que isso é mais ou menos a mesma coisa que a MS tem feito. O WinFS, ou seja lá como chamem na próxima versão do Windows, estará pronto e incluído no sistema quando estiver pronto. E que por isso ele não apareceu no Windows até agora, mesmo com a MS anunciando planos de incluí-lo a cada versão do sistema. Até que há um pouco de razão nisso, mas há uma diferença. A Mandriva diferencia-se da Microsoft por não mentir pra mim a cada 2 anos. E além de não mentir pra mim, não me enganar, não me fazer de bobo, a Mandriva ainda me fornece seu sistema operacional com custo zero. Entendeu minha grande antipatia pela Microsoft?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-115195744997295788?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=115195744997295788&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115195744997295788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/115195744997295788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/07/porque-no-sou-cliente-da-microsoft.html' title='Porque não sou cliente da Microsoft'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114765763980099621</id><published>2006-05-14T22:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T00:32:47.450-03:00</updated><title type='text'>Para o público e o privado sem ideologismo</title><content type='html'>O Ex-ministro da integração nacional* e futuro candidato a deputado federal, Ciro Gomes, em entrevista à edição de Maio de 2006 da revista Caros Amigos proferiu: "Tudo é política!". Provavelmente, em algum nível, tudo seja mesmo questão de política. Entretanto uma discussão sobre a (in)eficiência do governo federal do ponto de vista tecnológico, em ano eleitoral, relacionando as razões que estariam por trás da competência dos serviços prestados aos cidadãos exclusivamente com a adoção do software livre é, certamente, uma questão política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui para falar sobre ou para fazer política. Estou aqui para falar sobre software livre. Ainda assim, se fosse para falar dos aspectos políticos minha tarefa seria extremamente fácil. Primeiro porque do ponto de vista tecnológico o atual governo federal é superior em proposta e em ações em relação aos anteriores. E o próximo governo será superior a este, provavelmente, preste atenção nisso, independente de qual partido ou candidato vença as eleições. Partindo do preceito que a tecnologia é e continuará sendo cada vez mais essencial, o futuro presidente, novamente de qualquer partido, deverá estar comprometido com o desenvolvimento tecnológico brasileiro se desejar governar um país que não se pareça com um feudo medieval. Todos os candidatos deverão ter propostas consistentes nesse campo, daí minha crença de que o próximo governo será mais competente que os anteriores, principalmente neste aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo porque o argumento de que a ineficiência tecnológica do governo, se existe, está ligada à adoção em massa do software livre não passa de falácia. Se assim fosse o banco HSBC seria obrigatoriamente menos eficiente que seus concorrentes, pois está adotando software livre em suas operações, como o governo federal. De fato você pode entender o interesse do mundo corporativo global pelo software livre como um sinal contrário ao argumento inicial. Empresas do mundo todo, como o Carrefour, as Casas Bahia, e dezenas de outros grandes nomes corporativos, olham com seriedade para o SL porque seus estudos indicam que o normal é obter um aumento de produtividade paralelo à diminuição de custos quando você implementa este tipo de software de forma realista e responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro porque a fonte do argumento, a infame revista Veja, é especialista em produzir artigos que opinam ao gosto do patrocinador. Sempre com argumentos tão maduros que poderiam ser refutados por uma criança de oito anos. Desta vez não houve fuga à regra. Um dos quadros da reportagem conclui, em não mais que 3 linhas, que o Software Proprietário é invariavelmente mais barato de manter que o Software Livre. Qualquer profissional sério de TI que você contrate irá lhe dizer que esta conclusão só pode ser tirada após extensos estudos e análises sobre: a sua necessidade, sua infra-estrutura atual, o perfil de sua solução final, o perfil de seu funcionário e mais uma quantidade de dados que poderiam encher as páginas de uma tese de mestrado. Concluir o que o repórter &lt;a href="http://br-linux.org/linux/mais_sobre_a_materia_da_Veja"&gt;Duda Teixeira concluiu em seu artigo para a Veja&lt;/a&gt;, de forma genérica como feito, é como receitar um remédio sem examinar o paciente. Se você não gostaria de ser tratado por um médico que fizesse isso também não deveria ler um artigo de um repórter que age assim. Mas esse é só um conselho que eu dou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você percebeu existe combustível para discutir esse assunto por algumas horas. Se você tiver horas para discutir isso, podemos agendar o papo para algum boteco, aqui vou tentar simplificar ao máximo as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum governo pode dar-se ao luxo de desconfiar de grandes corporações capitalistas, seja ele brasileiro ou não. Verifica-se facilmente isso buscando informar-se sobre quais são os fornecedores de suprimentos, equipamentos, insumos, software e treinamento do governo. Diversas multi-nacionais estão entre os fornecedores do governo, grandes corporações capitalistas, não só para TI, mas para várias outras áreas. Dizer que o governo opta pelo software livre porque desconfia de grandes corporações é enganoso. Os &lt;a href="http://www.softwarelivre.gov.br/documentos/ObjetivosPlanejamento/view"&gt;motivos pelos quais o governo decidiu-se pelo software livre estão listados e explicados publicamente&lt;/a&gt;, exatamente para que um debate adulto possa se desenvolver sobre o tema. Talvez o governo anterior não tenha feito esta opção pelo SL porque à época ele não estava maduro o suficiente para os padrões determinados. Talvez o governo anterior tenha decidido que, na época, o custo de implementar SL ainda fosse maior. O fato é que o governo anterior usou software proprietário em escala porque achou que era melhor assim, o atual optou pelo software livre por pensar da mesma forma, ambos agiram como empresas agem quando escolhem o que adotar. É claro que existe um manto ideológico ao redor do SL, e também um manto político. E não é assim com todo o resto, principalmente no tocante à administração pública?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem entretanto não discute apenas a opção do governo pelo software livre, ela culpa essa opção por uma suposta ineficiência tecnológica do governo. Discutir se existe ou não ineficiência nesse campo eu não farei, ao menos aqui. Discutir se ela é causada pelo software livre, certamente farei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso do software livre pelo governo não inibe ou impede a produção de tecnologia pela indústria nacional, faz o contrário. Ao adotar soluções proprietárias o governo, e também a iniciativa privada, normalmente concentra-se em distribuidores ou empresas que pagam royalties para suas matrizes, levando boa parte do capital investido para fora do país. Soluções livres podem, sempre e incondicionalmente, ser desenvolvidas por empresas brasileiras, mantendo os investimentos (ao ao menos uma maior parte deles) aqui. A primeira vista isso pode parecer um argumento puramente nacionalista, mas pense um segundo. Você prefere que seus impostos paguem o salário de um programador estadounidense ou um brasileiro? Lembre-se que provavelmente é um programador brasileiro que irá comprar seu produto ou serviço com o salário dele, a não ser que a maioria do seu mercado seja para exportação. Ora, fomentar o mercado consumidor local não é nada nacionalista, é um preceito básico para que o capitalismo funcione. Esse argumento tem tanto peso que a ASSESPRO (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação) e a FENAINFO (Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares) &lt;a href="http://www.softwarelivre.gov.br/documentos/documentoparaministro/view"&gt;encaminharam à Casa Civil do governo federal em 2004 uma carta pública de apoio à adoção do Software Livre&lt;/a&gt; reiterando que é consenso dentro dessas entidades que o uso de Software Livre pode beneficiar muito a indústria de tecnologia brasileira. Para derrubar este argumento você deveria me apontar uma empresa nacional que estivesse capacitada a concorrer em uma licitação contra o Microsoft Windows, com um sistema igualmente proprietário. Não há. Empresas brasileiras só podem concorrer contra a Microsoft em licitações públicas para compra de sistemas operacionais com produtos livres, simplesmente porque é a única alternativa economicamente viável hoje. Há uma discussão profunda sobre a isonomia de uma licitação para compra do produto Microsoft Windows. Se não há concorrência, isto é, se a licitação exige a compra de um produto que não tem concorrente, de um único fornecedor, provavelmente esta concorrência tem um problema grave, se não legal, de ordem ética. Parece claro que o governo precisa então, para não ser obrigado a comprar um produto causador de um quase monopólio, buscar alternativas heterogêneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém poderia argumentar que a pré-opção pelo SL fere igualmente o princípio ético de concorrência pública. Acontece que em uma licitação que prefere software livre o governo busca comprar um tipo de produto e não um produto específico ou uma marca específica. Caso não seja possível atender aos parâmetros técnicos com software livre então produtos proprietários são liberados para participar da licitação. Uma licitação que pede um sistema operacional livre poderá receber a competição de várias empresas que vendem Linux, ou que vendem BSD ou ainda outros tipos de sistemas livres. O Windows estaria tecnicamente impossibilitado de concorrer, mas ainda assim poderia concorrer se a Microsoft mudasse sua licença. Em termos práticos não é o governo que impede a Microsoft de participar da licitação, é a própria empresa que nega-se a modificar seu produto para atender os requisitos técnicos da compra. Da mesma forma que o governo não compra usando leasing como forma de pagamento ele não compra usando o licenciamento proprietário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a indústria de software proprietário alega é que o governo deve mudar a forma como define suas compras e como gasta o meu e o seu dinheiro. Alegando que ela não pode mudar seu esquema de licenciamento. A quem devemos creditar a melhor verdade? À indústria ou ao governo? E agora você pode estar pensando que eu estou falando de política. Deixe-me explicar que isso que citei acima não é tanto político quanto é econômico. É direito do consumidor comprar produtos do fornecedor que lhe convém. Se em lugar de falar de software estivéssemos falando de carros, por exemplo. Poderíamos dizer que uma licitação que busca comprar automóveis de 4 portas deve excluir veículos de 2 portas por definição. Uma empresa que só fabrica automóveis de 2 portas poderia afirmar que o governo não pode pedir carros de 4 portas apenas porque ela não os fabrica? Obviamente não. Mas a Microsoft afirma que o governo não pode querer comprar software livre porque isso a exclui da licitação. Em lugar de oferecer um produto dentro dos parâmetros técnicos que o comprador exige a Microsoft busca mudar as expectativas e necessidades do cliente para que ele compre o produto que ela fabrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato a Microsoft faz isso com muitos dos seus clientes. Quantas cópias você precisaria comprar para garantir algum nível de otimização do software para seu negócio, suas necessidades? Milhares de cópias? Milhões? Uma padaria que precisa de um sistema operacional para seus caixas compra o mesmo software que uma empresa aérea para seus balcões de atendimento. Provavelmente a empresa aérea tem mais chances de conseguir algum tipo de adaptação funcional para seus sistemas, ainda que certamente a pequena padaria pagará um preço maior por cada cópia adquirida. Ao comprar um Windows você paga um preço cobrado pelo desenvolvimento de tudo que está naquela caixinha, não importa se você vai usar aquilo ou não. Talvez você não rode aplicações legadas de Windows95, mas o código para elas está lá em algum lugar e você foi cobrado por elas. Isso acontece porque o modelo de venda da Microsoft é velho, já possui 30 anos. O modelo do software livre é mais moderno e busca estar mais atento às reais necessidades do cliente. Em qualquer software livre você pode não só adicionar coisas que seu negócio precisa, mas também pode retirar coisas que você não precisa, o que pode tornar o software bem mais barato. Ainda que a pequena padaria não queira pagar um fornecedor para adaptar um Linux para suas necessidades, ela ainda conta com mais três alternativas. A própria padaria pode adaptar o software, se algum funcionário seu souber como fazer isso. Ela pode pagar para um profissional autônomo fazer isso, o que talvez seja mais barato que as duas alternativas anteriores. Ou ela ainda pode conseguir executar a alternativa mais barata de todas, que é encontrar por aí, na internet, um software que já esteja pronto porque uma pequena padaria de Lisboa passou por esse processo antes, e como o software é livre você pode usá-lo sem problemas. De qualquer forma percebe-se que com software livre existem diversas opções inexistentes no universo do software proprietário. E se elas existem deve ser seu direito, enquanto consumidor, de optar por elas. Se é direito de um único consumidor, deve ser direito de um coletivo de consumidores, como uma cooperativa, ou o governo. Ao optar por software livre o governo está optando por um tipo de software que atende melhor suas necessidades, nem mais nem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condenar a opção do governo por um tipo de software que permite liberdade de escolha de fornecedor, ampla otimização, usabilidade em um amplo espectro de hardware, desde os mais antigos aos mais novos e que ainda pode propor um custo de compra menor é falta de senso. Torna-se uma falta de senso ainda maior se você considerar que ainda assim o software proprietário pode ser escolhido quando não houver a possibilidade de usar o software livre. Ou seja, a opção pelo software livre é não exclusiva. Justificada a opção do governo pelo software livre outras questões podem ser levantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima questão interessante trata da troca que o governo federal (ou qualquer empresa ou indivíduo) faz quando muda do software proprietário para o livre. O usuário deixa de pagar pela licença de software na maioria dos casos. E também na maioria dos casos ele precisa de um treinamento para adquirir o aprendizado necessário para usar o seu novo software. Quando você usa o software em sua casa ou seu pequeno escritório esse treinamento pode ser auto-didata, o que significa um custo bem baixo, como o custo do próprio software. Entretanto não faz sentido para uma empresa, ou para o governo exigir que seus funcionários aprendam sozinhos a usar o software. Então é claro que gastos com treinamento de pessoal nas novas soluções são normais. No entanto, a noção propagada de que o governo, ao migrar para software livre, está economizando nas licenças porém gastando esse dinheiro (ou até mais do que ele) em treinamento, estaria gastando mais do que com software proprietário é enganosa. Simplesmente porque para operar o software proprietário também é necessário treinamento, e este treinamento também custa dinheiro. Certamente o governo, em algum momento, treinou seus funcionários para usar Microsoft Office, da mesma forma que eles também serão treinados para usar o OpenOffice, ou o BROffice, ou qualquer outro software, livre ou proprietário. E aqui um comentário é válido: muitas vezes o empregador exige que o funcionário já detenha os conhecimentos do pacote de escritório da Microsoft antes da contratação, ou no caso do funcionário público, antes do concurso. Muitos concursos públicos até realizam provas de MS Office. Nesse caso novamente o custo do treinamento está presente. Não foi o governo que pagou o treinamento do candidato, mas sim o próprio candidato. Ainda assim o governo precisa empregar dinheiro para avaliar os conhecimentos do candidato na elaboração e correção da prova. Pode ser pouco perto do custo de um treinamento, mas dado um número suficiente de candidatos para fazer uma prova a monta pode ser bem significante. Assim uma parte do dinheiro que o governo economiza ao não fornecer cursos de software proprietário pela noção de que o funcionário já deveria saber como usá-lo é gasta ao se verificar se o profissional realmente sabe usar aquele software. Além disso, novas versões de software (proprietários ou livres) podem exigir investimento em treinamento. Portanto a noção de que em software livre você gasta com treinamento o que não gasta com licença só é aceitável se você considerar que em software proprietário você paga também o treinamento além da licença. Portanto, ao usar software livre você constata uma redução real de custos sempre que contabiliza corretamente seu investimento em software proprietário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda dentro dessa nuance há mais a acrescentar. Quando você troca o pagamento de licenças pelo custeio de treinamento profissional há um ganho bem mais sutil e difícil de calcular. Você deixa de investir em compra de software, que irá tornar-se obsoleto em alguma data futura (e portanto tem prazo de validade) e aplica no profissional cuja data de validade e valor agregado são bem maiores. Ao preparar seu profissional com treinamento ele produz mais tornando-se mais eficiente. Por isso sempre é mais adequado investir em treinamento do que em compra de software. Especificamente no caso do governo treina-se profissionais que irão beneficiar o mercado local com expertise. O montante aplicado em compra de licenças novamente é enviado às matrizes como royalties deixando de circular na economia local. O dinheiro aplicado em treinamento movimenta a economia local de forma direta (por beneficiar as empresas locais fornecedoras do serviço) e indiretamente já que profissionais treinados ganham melhor e movimentam mais capital na economia. Esses benefícios econômicos do treinamento também existem no treinamento para software proprietário, assim como os custos. Duas são as vantagens do software livre nesse caso, você tem a parte boa sem a ruim (capital permanece local e não há royalties na maioria das vezes) e o funcionário treinado pode operar o software e também melhorá-lo, pois este é livre. Com software proprietário você, e o país, conseguem apenas uma fração das vantagens que o software livre pode proporcionar, se implementado corretamente. Outra vez saliento, que nada disso tem relação com política, apenas com economia capitalista pura e simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato muitas peculiaridades do mundo da tecnologia são simplificadas pelo uso de software livre. Os bancos de dados são um forte exemplo disso. Com softwares e padrões livres seria muito mais fácil e barato integrar bancos de dados de fornecedores distintos. A rigor, se os grandes fornecedores de bancos de dados do mundo tivessem adotado um único padrão 100% livre e o governo brasileiro tivesse exigido isso (Software Livre) em licitações anteriores o esforço para integrar as bases de dados de diferentes órgãos hoje seria muito menor, independente do fornecedor de cada solução. É porque o governo comprou software proprietário, em algum momento do passado, que enfrenta grandes dificuldades para integrar soluções diferentes que não falam a mesma língua. Nota-se portanto que nesse campo, novamente, o software livre implementa uma facilidade que o software proprietário tem muitas dificuldades para conseguir replicar. Isso ocorre pelo fato de que o software livre permite que vários fornecedores diferentes trabalhem com a mesma solução, além de diversas soluções poderem ser inter compatíveis entre si. A liberdade de escolha de fornecedor permite que o governo efetivamente procure o melhor preço pelo produto desejado, em lugar de ser obrigado a comprar um produto mais caro apenas para manter compatibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse problema da compatibilidade tem um exemplo ilustrativo muito bom, por ser real. Por causa das determinações de implantação de software livre do governo a câmara dos deputados iniciou a migração para software livre de seus pacotes de escritório, do Microsoft Office para o OpenOffice. Há pouco, e isso foi largamente noticiado pela mídia especializada, a câmara iniciou uma nova licitação para comprar novas cópias de Microsoft Office, revertendo portanto o processo que começara ao migrar para software livre pouco antes. Os motivos fornecidos pelo plenário federal para o "retrocesso" foram basicamente dois: os funcionários reclamavam não encontrar as funções com as quais estavam acostumados no software proprietário e havia reclamações sobre problemas para abrir os arquivos antigos, principalmente de formatação. A primeira dificuldade denota um erro no processo de migração relativo ao treinamento. Não é um problema do software livre, mas um problema da implantação executada, visto que software proprietário também exige treinamento. A segunda demonstra o quão nocivo é (para governos e grandes empresas) estar preso à um padrão proprietário e por isso preso à um único fornecedor. A única razão pela qual você guarda documentos é para que você possa recuperá-los em algum tempo futuro. Ao guardar documentos em formatos proprietários você dá ao seu fornecedor o controle sobre a possibilidade de você poder ou não abrir seus arquivos no futuro, e isso permite que ele cobre o quanto queira pela próxima versão do software. Se o formato usado para guardar os documentos da câmara fosse livre, como o ODF (Open Document Format) haveria no mínimo 4 opções de compra em uma licitação, pois o ODF foi normatizado pela ISO. Usando o DOC como padrão apenas produtos da Microsoft podem ser comprados. Essa é uma das fortes razões pelas quais o governo almeja implementar software livre, para poder escolher qual produto comprar em suas licitações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse é um panorama reduzido, ainda há muito mais para se falar. De qualquer forma isso mostra que não é o software livre o responsável por uma possível ineficiência na área tecnológica do governo. Se essa ineficiência existir de fato ela possui outras razões de ser que não podem ser colocadas sobre os ombros do software livre sem uma pesquisa e argumentação complexa e adequada. Constata-se isso verificando a variedade de empresas privadas que aplicaram softwares livres em sua estrutura de TI com elevados graus de sucesso e dezenas de vantagens práticas facilmente verificáveis. Qualquer interessado em discutir o assunto de verdade, sem fazer politicagem eleitoreira, pode encontrar muitos dados e estudos de caso pela internet afora. Basta ter boa vontade e um pouco de honestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*no artigo original eu havia dito que Ciro Gomes havia sido ministro das cidades, fui corrigido por um leitor sob o pseudônimo de Undercover. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114765763980099621?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114765763980099621&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114765763980099621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114765763980099621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/05/para-o-pblico-e-o-privado-sem.html' title='Para o público e o privado sem ideologismo'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114693675229716277</id><published>2006-05-06T13:54:00.000-03:00</published><updated>2006-05-06T14:32:32.330-03:00</updated><title type='text'>Momento da maturidade</title><content type='html'>A poeira do FISL 7.0 baixou, finalmente. Fui ao evento, que realizou-se pela primeira vez na FIERGS, teve participação da Microsoft e nem sinal da IBM. &lt;a href="http://br-linux.org/linux/relato_fisl7_helio_castro"&gt;Helio Castro falou&lt;/a&gt; sobre essas coisas e apontou muito bem algumas críticas que precisavam ser feitas. Mas tem um ponto sobre o qual eu gostaria de continuar discutindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se muito sobre o quanto a comunidade de software livre precisa amadurecer, aprender a discutir e conseguir dialogar normalmente com o resto do mercado. E boa parte das críticas é verdadeira. Em geral os usuários de software livre, e principalmente os de Linux, não conseguem desenhar um diálogo saudável com usuários de outros tipos de software e outros sistemas operacionais. Durante o FISL 7.0 conversei sobre isso com o Paulo  "kretcheu" e a melhor conclusão que chegamos sobre o assunto é que os usuários de Linux podem tornar-se tão intolerantes a outros usuários que acabam por desenvolver repulsa até por outros usuários de Linux, de outras Distros. Triste, mas é verdade, olhar para a já apertada seção comunitária do FISL 7.0 e ver que os usuários vão separando-se por grupos, definidos pelos softwares que usam. Pior ainda quando uma discussão do tipo Gnome x KDE começa. É um comportamento imaturo, que me lembra muito a época do ginásio, que não deveria mais ter espaço depois que saímos da puberdade. Se os usuários tem problemas para aceitar outros militantes do software livre, que dirá sobre aqueles que usam software proprietário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é um problema exclusivo do software livre. Acompanhei uma discussão de usuários de Windows que reclamavam sobre a falta de conhecimento do usuário sobre o lado técnico da informática, tudo bem. Coloquei-me a pensar quando um deles sugeriu que deveria haver uma espécie de habilitação para poder usar computador, da mesma forma que ocorre com automóveis, e foi ovacionado pelos outros. Imagine comigo por um instante se eu apareço defendendo este ponto por aqui... não seria eu chamado de xiita, ou de fanático e outros? Acredito que eu seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citei isso para mostrar que muitas vezes usuários de outras plataformas e tipos de software nos acusam de fanáticos, talvez com razão, mas que eles também não estão muito melhores do que nós, também são fanáticos, apenas de um outro tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Microsoft apareceu no stand da Infomedia no FISL 7.0, debatendo sobre interoperabilidade e outros assuntos que são interesse de todos. Impressionei-me com o número de pessoas que queriam jogar bolas de papel e outros objetos menos inocentes nos funcionários da MS que estavam por lá trabalhando. Não é assim que deve ser. Mas não acho que um stand sobre Linux em um evento voltado para o público Windows receberia tratamento diferente (está aí o forum do Baboo que não me deixa mentir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Microsoft quer interoperar, deseja fazer o Linux rodar bem sobre sua máquina virtual proprietária, que mal há nisso? Não vejo problema em "dialogar" com a Microsoft, desde que ela também abra mão de suas imaturidades. Steve Ballmer pulando como um orangotanto gritando que o Linux não é integrável como o Windows não é minha idéia de diálogo. Mas só porque eles comportam-se assim não significa que devemos fazer o mesmo. Podemos ser mais adultos, civilizados e buscar cooperar, por que não? E então quando a Microsoft parar com essa história de Get the Facts poderemos todos conversar como adultos. Sim, porque se nós devemos ser mais maduros e participar do diálogo, eles também precisam de algum preparo para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114693675229716277?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114693675229716277&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114693675229716277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114693675229716277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/05/momento-da-maturidade.html' title='Momento da maturidade'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114585108616443127</id><published>2006-04-23T23:21:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T00:58:06.216-03:00</updated><title type='text'>Vírus pra Linux</title><content type='html'>A Kaspersky anunciou uma prova de conceito. Um vírus conceitual que roda em Linux e em Windows e que ao ser executado pelo usuário pode infectar arquivos. Em uma lista de discussão perguntaram a mim o que isso muda para o usuário de Linux. Nada, eu respondi. Nada muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para poder explicar eu preciso esquecer algumas coisas. Preciso ignorá-las completamente e fingir que não existem, finja comigo que:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Em 2001 a mesma empresa que agora prova que um vírus híbrido poderia infectar Windows e Linux não publicou em seu site o seguinte texto:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Previsões sobre uma epidemia global de vírus para Linux tornaram-se verdade no primeiro trimestre de 2001. Os últimos incidentes causados pelo verme Ramen e suas numerosas  modificações, assim como o vírus multi-plataforma Pelf (Lindose) e outros códigos maliciosos focados no Linux, provaram que este sistema operacional (antes considerado o mais protegido software) caiu vítima de vírus de computador.&lt;/span&gt;" do site da empresa &lt;a href="http://www.kaspersky.com/news?id=175"&gt;Kaspersky em 12 de Abril de 2001&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O Newsforge analisou o código do vírus e analisou seu comportamento e &lt;a href="http://os.newsforge.com/article.pl?sid=06/04/17/1752213&amp;from=rss"&gt;enviou os dados para Linus Torvalds em pessoa que concluiu&lt;/a&gt;:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isso dito, parece que é um programa normal que apenas funciona em ambos, Linux e Windows, e que faz coisas que são perfeitamente normais (como por exemplo escrever em arquivos que são propriedade do usuário que o executa). Então é interessante só por causa do 'funciona em ambos, Linux e Windows', não por alguma natureza viral.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O formato dos executáveis do Windows, desde o NT 3.1 é o &lt;a href="http://www.absoluteastronomy.com/ref/portable_executable"&gt;PE (Portable Executable)&lt;/a&gt; baseado no formato COFF, criado para o UNIX System V Release 3, que a Microsoft usa até hoje. No UNIX System V Release 4 o COFF foi substituído pelo ELF da Sun e este é usado hoje como padrão no mundo UNIX, inclusive no Linux. Mas um UNIX ou um UNIX-like conseguir rodar executáveis simples padrão PE/COFF não é nada tão espantoso a ponto de receber primeira página. O problema aparece em aplicações complexas, que usem APIs de um sistema ou de outro. Essas aplicações ofecerem complexidades que não seriam entendidas por este ou aquele sistema. Resumindo, um vírus híbrido é possível? Sim. Um vírus potencialmente perigoso híbrido é possível? Talvez, mas muito complexo de ser criado. Ele funciona porque é uma prova de conceito, se fosse um vírus de verdade talvez não funcionaria.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O processo para criar um vírus para o padrão ELF é &lt;a href="http://www.linuxsecurity.com/resource_files/documentation/virus-writing-HOWTO/_html/index.html"&gt;muito bem documentado&lt;/a&gt;. A rigor todo programador de Linux pode conseguir criar um vírus que funcione bem na plataforma. Não consigo pensar em uma boa razão para que não existam tantos vírus para Linux quanto para Windows. A não ser pela sua potencial inutilidade.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Como eu disse antes, eu esqueci de tudo que foi dito acima. Vou assumir que o que foi apresentado é na verdade um vírus híbrido muito perigoso, que pode atacar máquinas operadas por Linux e Windows e que pode, indistintamente, destruir ambos os sistemas e seus dados. Vou assumir isso porque por mais seguro que o Linux seja, um ataque virótico não é impossível ou inviável, pode ocorrer, e provavelmente irá ocorrer em algum momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um ataque virótico grave contra uma máquina Linux é possível, e até provável, quão seguro está um usuário de Linux em relação à um usuário de Windows? Não muito mais seguro. Você pode argumentar que o Linux tem um sistema de propriedades que proteje os arquivos de sistemas, e que em caso de uma infecção por malware seu sistema está protegido. Mas são os arquivos de sistema que realmente precisam ficar seguros? Se o seu sistema é infectado por um software malicioso que procura roubar sua senha bancária ou do webmail ele provavelmente não precisará atacar o sistema, talvez os arquivos de seu perfil sejam o suficiente. E os ambientes gráficos e os navegadores de internet guardam essas informações em sua pasta de usuário, em seu home.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaria então que o malware atacasse seus arquivos para obter acesso a informações privilegiadas, justamente aqueles arquivos que ele poderia ler ou escrever se fosse executado por seu usuário. Danos sérios podem ser causados por malware em um sistema Linux sem acesso a root, principalmente em um cenário de uso doméstico. Como proteger-se desse tipo de ameaça? A resposta está no comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se um vírus ou outro tipo de software malicioso não vai conseguir destruir seu sistema ou impedir o próximo boot. O que importa na verdade é que suas configurações pessoais e dados privados estejam seguros. E a única forma de proteger esses dados é garantir que você não execute, mesmo que por engano, software malicioso. E para isso as precauções para os usuários, de Linux e Windows, são basicamente as mesmas: um bom anti-vírus e um firewall bem configurado, aliados à práticas seguras e concientes de uso do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem bons anti-vírus para Linux, um deles é o Clam Anti-Vírus, que possui inclusive interfaces gráficas para operação automática e atualização da base de dados. O Linux traz consigo um bom firewall, cuja configuração exige algum estudo e um pouco de prática, mas muitos tutoriais estão disponíveis na web. Se você tem banda larga e compartilha a conexão por uma rede, um roteador com firewall pode ser uma boa idéia para simplificar as configurações e ajudar a manter as coisas nos eixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um computador desligado é 100% seguro, mas um computador bem configurado pode ser seguro o bastante para que você possa usá-lo com confiança. Acreditar que o Linux pode, por si só, protegê-lo e mantê-lo seguro é essencialmente um erro. Ele não pode. O que ele pode fazer, e faz, é dar ferramentas para que você possa proteger os dados do sistema e os seus próprios de softwares maliciosos. Um Linux traz o anti-vírus e o firewall, além de muitos outros softwares de segurança, em seus próprios CDs de instalação, e não o obriga a navegar na web uma primeira vez sem proteção para poder conseguí-la. Isso já é uma vantagem. Mas você deve pensar no Linux como seu carro. O cinto de segurança está lá mas não irá protegê-lo de uma colisão se você não estiver usando-o corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114585108616443127?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114585108616443127&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114585108616443127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114585108616443127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/04/vrus-pra-linux.html' title='Vírus pra Linux'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114447302140408763</id><published>2006-04-08T01:57:00.000-03:00</published><updated>2006-04-08T02:10:21.433-03:00</updated><title type='text'>Prisioneiro de Redmond</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atenção: este artigo é uma tradução do original de &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.pbs.org/cringely/about/"&gt;Robert X. Cringely&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; publicado em 30 de Março de 2006 no site &lt;a href="http://www.pbs.org/"&gt;PBS&lt;/a&gt;. Ele possui copyright registrado nos EUA e eu recebi uma autorização para traduzí-lo para o idioma português. A reprodução do artigo original e desta tradução só pode ser feita com a devida autorização do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Prisioneiro de Redmond&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;outra maneira pela qual Paul Allen é diferente de você e eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há centenas de pessoas que ficaram milionárias trabalhando na Microsoft (e algumas que ficaram bilionárias) nos arredores de Seattle. A maior parte dessas pessoas não trabalha mais para a Microsoft, mas ainda possuem ações da empresa. Eles trabalharam duro por anos e agora colhem os frutos desse trabalho combinado com um pouco de sorte. A maioria deles é orgulhosa por suas carreiras, mas alguns estão envergonhados em segredo. Suba o bastante dentro da empresa e torna-se claro que o sucesso da Microsoft não foi sempre embasado em comportamento ético ou legal. A empresa é, afinal, uma monopolista convicta, e a prática destes poderes monopolistas não se deu apenas por um Gates ou um Ballmer, mas também pelas mãos de dezenas de diretores, e ao menos alguns deles teriam que saber que o que eles estavam fazendo era errado. São pessoas inteligentes, mas também pessoas enjauladas por seu próprio sucesso. Alguns estão em negação, alguns apenas calados. Ninguém quer arriscar o que acumulou por falar a respeito disso. Você poderia acreditar que a riqueza seria libertadora, mas nem sempre é assim. Às vezes ela pode ser uma ratoeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Allen é uma semana mais velho que eu. Eu tenho mais filhos mas ele tem mais brinquedos - MUITO mais brinquedos - inclusive times de basquete e futebol americano, SpaceShipOne, muitos aviões e um barco IMENSO. Allen é um entusiasta de proporções épicas, mas uma das imagens mais fortes que tenho em minha mente sobre ele foi da festa do 20o aniversário do computador Altair 8800 (considerado por alguns o primeiro PC), quando Paul Allen-o-bilionário quis um sanduíche tarde da noite e - não possuindo um carro - ANDOU através do drive-through mantendo lugar em uma fila de carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época em que Paul Allen, e não Bill Gates, era o chefe na Microsoft. Quando chegou a hora de visitar Albuquerque para demonstrar aquele primeiro interpretador de BASIC para o pessoal da MITs, Allen viajou, não Gates. Foi para Paul Allen, não para Gates, que um emprego como chefe da área de software da MITs foi oferecido - um cargo que eu identifiquei como a posição mais cara na história humana porque aceitá-lo deixou Allen com apenas 36% das ações de fundação da Microsoft, os outros 64% foram para Gates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma ironia nessa diferença de ações, pois Gates afirmou que estaria trabalhando 100% para a Microsoft enquanto Allen estava trabalhando para ambas Microsoft e MITs, esta a única cliente da Microsoft então, e por isso Allen merecia menor parte das ações. A ironia é que, pouco depois da divisão das ações, Gates foi ao fundador da MITs Ed Roberts e pediu um emprego também. Roberts deu-lhe o emprego pagando US$10 por hora. Um Paul Allen agressivo teria requerido uma nova divisão das ações, mas o Paul Allen real deixou passar. "Eu superei isso" ele me disse quando perguntei a ele sobre as ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos depois, quando a Microsoft teve que deixar o Novo Mexico para ocupar escritórios no prédio de um banco em Bellevue, Washington, e Jack Sams da IBM apareceu procurando por um sistema operacional para o projeto secreto Acorn - o IBM PC - Allen ainda era o comandante. Sams confundiu Gates com um office-boy. Ainda que Gates e Ballmer tenham participado daquelas primeiras conversas com a IBM, Sams lembra-se que a figura de autoridade era definitivamente Paul Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os papéis foram mudando ao longo do tempo, claro, e o que adiantou as mudanças foi a saúde de Paul Allen. Ele teve doença de Hodgkins, uma forma de cancer, em 1982 quando Allen era encarregado do desenvolvimento do MS-DOS 2.0, quando o PC-DOS 1 foi completamente reescrito. O PC-DOS era derivado do Quick and Dirty Operating System (QDOS) da Seattle Computer Products que a Microsoft comprou quando a Digital Research falhou ao negociar com a IBM o uso do CP/M para o PC original. O QDOS simplesmente não era um bom produto, e o DOS 2.0 iria resolver os muitos problemas existentes. Ele também iria eliminar o recente rumor de que o QDOS havia sido construído com código "emprestado" do CP/M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o DOS 2.0 era o produto mais importante da Microsoft naquela época e vital para consolidar o relacionamento com seu maior cliente, a IBM. Também era de longe o mais complexo produto da jovem história da Microsoft, razão pela qual Paul Allen era o comandante. A medida que o desenvolvimento avançava, a saúde de Allen começou a deteriorar-se, tanto que a equipe da IBM estava preocupada com que Allen não sobrevivesse. "Ele parecisa-se com a morte", Sams me disse. "Mas ainda assim eles o pressionavam".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na gangue que a Microsoft era naqueles dias, talvez o conceito de mortalidade ainda fosse muito abstrato, talvez a precária saúde de Allen não era tão obvia para aqueles ao seu redor todos os dias, como era para a equipe da IBM que o visitava de vez em quando. Allen permaneceu trabalhando tempo o bastante para terminar o trabalho, lançando o DOS 2.0 e deixando a empresa para sempre. Depois ele fez um transplante de medula óssea que o curou completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas durante uma daquelas longas noites de trabalho para terminar o DOS 2.0, algo aconteceu. Eu ouvi essa estória de duas pessoas, cada uma delas era amiga de Allen e estavam em posição de saber sobre isso. Ambas me contaram a mesma estória, da mesma forma. Não estou apostando minha reputação na precisão dos fatos, mas digo que tenho duas boas fontes. Paul Allen certamente jamais negaria ou confirmaria isso, então vou falar e você pensa a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uma daquelas longas noites trabalhando no DOS 2.0 no começo de 1983, me foi dito que Paul Allen ouviu Gates e Ballmer discutindo sua saúde e conversando sobre como pegar suas ações da Microsoft de volta caso Allen falecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esse seja o tipo de discussão fiduciária que sócios devem ter, mas Allen não aceitou bem isso, e nunca mais retornou à Microsoft, e pelos próximos oito anos promoveu grandes esforços para que sua riqueza se desligasse do destino da Microsoft. Ele vendeu grandes lotes de ações de forma freqüente não importando se os preços eram altos ou baixos. Em Outubro e Novembro de 2000, quando ele finalmente deixou o quadro social da empresa, Allen fez uma série de transações envolvendo títulos derivativos chamadas nos EUA de colares, que são uma combinação de um direito de compra e um direito de venda de ações a preços diferenciados de tal forma que ganhos ou perdas são previstos e limitados. Ao final de 2000, ainda que Allen tecnicamente ainda mantivésse 136 milhões de ações da Microsoft, sua riqueza estava, de forma prática, separada da de Gates, Ballmer e do resto da Microsoft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confirmei isso com Peter Newcomb, o editor da Forbes cujo trabalho inclui manter-se no rastro da lista dos 400 homens mais ricos do mundo e seu dinheiro. Chamando a informação financeira de Allen na tela de seu computador, Peter mostrou que os times esportivos juntos valem cerca de US$1 bilhão, o grande investimento na Charter Communications, a parte de Allen na Dreamworks, outro US$1 bilhão em investimentos imobiliários, e claro o colar da Microsoft. "Allen vale aproximadamente US$14 bilhões atualmente e possui pouco mais de US$100 milões em ações residuais da Microsoft", segundo Peter, "Paul Allem liga para o que acontece com a Microsoft? Apenas vagamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peter e a Forbes estiveram disponíveis graças a ajuda de Rich Karlgaard, editor da Forbes, que é um velho amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você faz quando sua riqueza é imensa mas completamente atrelada a pessoas em quem você não confia? Se você é Paul Allen você cuida de sua língua e gasta oito anos para sair em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu motivo para trazer isto à tona é porque logo a Microsoft estará de volta aos noticiários, indo à julgamento no fim deste ano naquele que pode ser seu último processo anti-trust. Lembra-se daqueles 19 estados e o Distrito de Columbia que fizeram acordos com a Microsoft por doações de softwares e promessas da empresa de não mais praticar o mal? Bem, apenas Iowa continua a batalha judicial, representada por uma advogada de Des Moines chamada Roxanne Conlin, que eu conheci pessoalmente. Roxanne não está impressionada com as doações da Microsoft, não importa quão generossas sejam. Buscando cobrar valores em dinheiro para o povo de Iowa, a Sra. Conlin está disposta a pegar todas essas velhas notícias e colocá-las em voga novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseando-me apenas no caráter (ou na falta dele) eu, pessoalmente, acredito que a Microsoft vai perder. Deverá ser interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span&gt;Credit: Robert X. Cringely and Public Broadcasting  Service (United States)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Artigo original: &lt;a href="http://www.pbs.org/cringely/pulpit/pulpit20060330.html"&gt;Prisoner of Redmond&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114447302140408763?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.pbs.org/cringely/pulpit/pulpit20060330.html' title='Prisioneiro de Redmond'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114447302140408763&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114447302140408763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114447302140408763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/04/prisioneiro-de-redmond.html' title='Prisioneiro de Redmond'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114306383680178084</id><published>2006-03-22T17:51:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T18:43:56.913-03:00</updated><title type='text'>Servidor de aplicações com Linux</title><content type='html'>Uma das estratégias que acho mais válidas na divulgação do software livre é explicar o que ele consegue fazer que o software proprietário não consegue, ou se consegue exige um investimento muito alto. Com a Microsoft anunciando o atraso do Windows Vista (que novidade!) para Janeiro de 2007 acho oportuno mostrar como o Software Livre pode mandar bem no ambiente doméstico e fazer coisas que o Windows sozinho não faz. Montar um servidor de aplicações é uma dessas coisas que o Linux faz "saindo da caixa" e que para ser feita no Windows precisa de softwares muito caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem várias máquinas em casa, como eu, passa pelo problema de ter que mante todas elas configuradas e atualizadas, seja por segurança, seja para garantir que seus aplicativos e arquivos estarão ao alcance do mouse quando você precisar. Para isso, muito mais econômico que instalar vários sistemas completos e programas, um em cada máquina, é manter um servidor de arquivos e aplicações. Com um pouco de conhecimento básico sobre o funcionamento do GNU/Linux você pode aprontar maravilhas que não só irão impressionar seus amigos que usam Windows, mas também vão economizar um bocado em upgrades de hardware.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção por terminais leves (LTSP) pode até ser boa, mas exige bastante estudo e configuração, além do fato de criar um grande tráfego na rede graças à distribuição de broadcasting do NFS. Por isso (principalmente se sua rede for de apenas 10Mbps ou for wi-fi) uma opção mais econômica em uso de banda pode ser uma idéia melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu optei pelo XDM. O XDM é uma característica do X Server do UNIX que permite que o servidor de interfaces de uma máquina envie dados para o cliente X de outra. Na prática isso significa que você terá a aplicação rodando e consumindo recursos em um computador e sendo exibida em outro. E a partir daí há dois modos de operar o sistema. Eu uso ambos os modos por aqui e vou descrever como eu faço isso. Pode ser útil se você tiver uma máquina muito boa e outras nem tão boas assim ligadas na rede. Você concentra o uso de recursos no servidor e disponibiliza para todos os usuários um sistema padrão. Você deixa de preocupar-se com o hardware e o software dos clientes e passa a concentrar seus investimentos (monetários e de tempo) apenas no server.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho 3 máquinas na minha rede doméstica e um notebook:&lt;br /&gt;Phoenix: servidor de arquivos, aplicações e máquina para uso pessoal - Pentium III 850MHZ com 740MB RAM e 160GB de HD&lt;br /&gt;Shadowcat: cliente para minha irmã - Pentium III 850MHz com 512MB RAM e 20GB de HD&lt;br /&gt;Mystique: cliente para meus pais - K6II 233MHz com 128MB RAM e 4GB de HD&lt;br /&gt;Rogue: meu notebook - Sempron 1.6GHz com 740MB RAM e 40GB de HD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que meu servidor não se destaca tanto em termos de performance de hardware, sendo uma máquina já modesta para os padrões atuais. Teria problemas para rodar o Vista com certeza, mas roda bem o Linux e serve bem para os propósitos. Meu intuíto é manter o parque atual e dentro de 18 meses comprar um hardware mais poderoso para assumir a função de server. A beleza da coisa é que eu não preciso pensar em jogar nada disso fora e nem em atualziar o hardware existente (nem mesmo o K6) já que um servidor mais potente compensará a idade do resto das máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phoenix tem um sistema completo, bem instalado, cheio de aplicativos e guarda os arquivos de todo mundo. Ele mantém também usuários para todos na casa e suas configurações. Shadowcat e Rogue são máquinas boas ainda, portanto receberam também sistemas completos e ambas podem operar de forma totalmente independente do servidor, porém elas não guardam arquivos locais. MP3, fotos, vídeos, documentos pessoais, tudo isso está no server. Mystique é completmente dependente do servidor, se Phoenix estiver desligada essa máquina não serve pra muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre Phoenix e Mystique é a primeira de duas opções que comentei ali em cima sobre o XDM. Chamarei ela de dependência completa. Mystique tem apenas um sistema Linux básico e um Xorg configurado para requerer conexão à Phoenix. Quando Mystique é ligada ela entra em modo gráfico e a tela que aparece indica: Bem vindo à Phoenix. O usuário então loga em sua conta sediada no server. Configurações de compartilhamento de arquivo não são necessárias, pois o usuário trabalha como se estivesse em um logon local na própria Phoenix. Seus arquivos, aplicativos e configurações estão todos lá. Esse é o uso ideal para máquinas antigas e com pouco poder de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras duas máquinas tem com o servidor uma relação de dependência parcial apenas. Seus sistemas, interfaces e desktops carregam de maneira totalmente autônoma e funcionam mesmo que o server esteja caído. No entanto quando preciso de alguma aplicação menos comum operando o notebook e ela já está instalada no server o que eu faço é apenas importar a aplicação (que roda e consome recursos no server). O server mantém um compartilhamento de arquivos e impressoras, então mesmo que eu esteja com uma aplicação local em um dos clientes posso usar meus arquivos e imprimir sempre que necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande barato é que nesse regime, se eu preciso usar uma aplicação que não existe na máquina local, como o Inkscape, por exemplo que existe apenas no server, não preciso sequer abrir uma interface gráfica completa do server, posso buscar a aplicação de maneira direta. O server enviará os dados relativos à aplicação e ela trabalhará sem sequer precisar usar o compartilhamento de arquivos pela rede, pois ela já está rodando no servidor de arquivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O procedimento é totalmente seguro, pois o processo é efetuado via SSH. No caso do Inkscape, por exemplo, para executar o programa a partir do meu notebook apenas preciso abrir um terminal e executar:&lt;br /&gt;[falcon@rogue ~]$ ssh -X phoenix&lt;br /&gt;e efetuar o logon com meu usuário normal. Após estar no shell do server, preciso apenas saber o que quero executar:&lt;br /&gt;[falcon@phoenix ~]$ inkscape&lt;br /&gt;e pronto, a janela do Inkscape aparece na tela do meu notebook, onde o Inkscape não está instalado. Esse procedimento de logon por ssh funciona para praticamente qualquer aplicação que vc queira, e assim é possível manter aqueles programas que todos usam raramente apenas no server. Aqui em casa faço isso com o GIMP, Inkscape, Eclipse, e vários outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor estratégia é você usar a dependência completa para aquelas máquinas mais fracas e para as móveis ou para as mais potentes manter sistemas separados. Isso garante autonomia e ao mesmo tempo economia de espaço. Faço isso com meu notebook usando conexão wi-fi e o desempenho é muito bom. Rodar aplicações de maneira remota assim é uma mão na roda para economizar espaço em disco e simplificar parte da manutenção de sua rede doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que isso possa ser uma alternativa para pequenas redes empresariais deve-se lembrar que o usuário estará o tempo todo rodando aplicações no servidor (com um usuário com menos direitos) mas ainda assim isso é um fator que compromete a segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o uso do shell não agrada, você pode criar ícones no desktop e usar pequenos scripts para abrir conexões ssh de maneira automática e executar o aplicativo. Seria apenas clicar e usar, mas deve-se prestar atenção ao número de conexões ssh pois em grande quantidade elas podem sobrecarregar um pouco o servidor. Mas a rigor uma rede com um servidor e 5 máquinas poderia ser atendita por essa solução "improvisada" e que economiza algums GB de disco e diminui o tempo de manutenção dos clientes da rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim é um grande recurso da dupla Linux/Xserver que me permitiu implementar uma funcionalidade que com MS Windows eu não conseguiria (por problemas de custo), que simplifica minha vida para administrar a rede e os terminais, e que no futuro irá me economizar alguns bons trocados, pois em lugar de ter de manter 3 máquinas atualizadas preciso atualizar apenas uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima vez que você falar de Linux para aquele seu amigo que usa Windows, em lugar de dizer que é grátis, experimente falar desse exemplo, talvez impressione mais, já que o Windows dele provavelmente também saiu de graça ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114306383680178084?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114306383680178084&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114306383680178084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114306383680178084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/03/servidor-de-aplicaes-com-linux.html' title='Servidor de aplicações com Linux'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114288847322822013</id><published>2006-03-20T16:09:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T18:01:13.323-03:00</updated><title type='text'>Evento Desktop Livre</title><content type='html'>Nos dias 16, 17 e 18 de Março ocorreu em Lorena/SP o evento Desktop Livre, com o objetivo de mostrar à comunidade de usuários de informática o potencial de uso de software livre em desktops. Fui convidado para dar uma palestra sobre algum assunto à minha escolha. Decidi que há muito a ser feito no tocante à migração de usuários para softwares livres e por isso tornei esse o assunto da minha palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que falei da minha palestra, ela pode ser baixada aqui:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/falcon_net/palestrav1.odp.zip"&gt;Arquivo .zip com palestra em formato ODP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/falcon_net/palestrav1.ppt.zip"&gt;Arquivo .zip com palestra em formato PPT&lt;/a&gt; (já que o MS Office não abre ODP, e o objetivo é atingir o usuário que ainda não usa Software Livre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento foi organizado na UNISAL (Universidade Salesiana de São Paulo) e teve uma participação modesta do público, talvez pela distância da cidade de Lorena à capital do estado e pelo fato do evento ser realizado em dias de semana quando as pessoas estão envolvidas com suas atividades profissionais. Ainda assim podemos dizer que o público que participou do evento esteve bastante interessado nas coisas que os membros da comunidade tinham a dizer. O público do evento foi composto principalmente por estudantes de áreas relativas à TI e que tinham pouco ou nenhum contato com Software Livre, seus conceitos básicos e sua aplicabilidade prática. Dito isto acredito que o perfil do público estava adequado à proposta do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas palestras focaram-se em aspectos técnicos e filosóficos do software livre e seu mais notável representante, o sistema operacional GNU/Linux. Foi possível passar aos espectadores, com este evento, um panorama de como o software livre pode adequar-se ao uso em desktops, tanto empresarial como doméstico. É sempre bom ter esse tipo de informação chegando ao público em geral, principalmente aquele que nunca usou software livre antes. E bons aspectos tocados no evento merecem destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles é que software livre pode ser usando em conjunto com o software proprietário. Mesmo que o usuário ainda permaneça em uma plataforma não livre, como o MS Windows, por exemplo, ele ainda pode usar e contribuir com o software livre com programas como o Firefox, o OpenOffice, o GIMP, e muitos outros que estão disponíveis para várias plataformas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tem relação com a legalidade do software livre. A pouca preocupação das empresas de software com a pirataria (uso ilegal) de seus produtos é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que uma cópia pirata não rende benefícios monetários para a empresa que faz software esta cópia é contabilizada nos estudos e pesquisas que medem o tamanho da base instalada de cada software. No mundo da insdústria de informática o tamanho da base instalada é algo muito importante. Como exemplo claro disso podemos pensar sobre o Windows. Estudos apontam que 80% das cópias de Windows que rodam no mercado doméstico brasileiro são ilegais. A Microsoft do Brasil não recebeu por elas o lucro da venda da licença, o que é um prejuízo. Mas o fato de muitos usuários conseguirem cópias piratas do Windows é o grande fator pelo qual eles usam esse sistema e não importam-se em buscar alternativas. Se a Microsoft do Brasil (ou sua matriz) implementassem um forte recurso para impedir a execução de cópias pirata (como a desativação da cópia pela verificação do serial pelo Windows Update ou a implementação de uma hard-lock para uso do sistema) ela não venderia muito mais cópias do que já vende hoje. Em contrário ela forçaria os usuários impossibilitados ou que não queiram pagar R$ 500,00 por uma cópia a buscarem alternativas menos onerosas para seu uso. Isso permitiria que o GNU/Linux que pode ser conseguido por preços muito baixos (ou até de graça) ganhasse maior atenção do mercado doméstico. A rigor a manutenção de possibilidade de pirataria do Windows pela Microsoft tornou-se fundamental para que ela possa manter sua dominação do mercado doméstico. Devemos ressaltar entretanto que, independente da vista grossa feita pela Microsoft, pirataria é crime segundo a legislação brasileira, sendo seu autor um criminoso. Essa nuance foi sempre constante nas palestras do Desktop Livre, bem como a legalidade onipresente no uso do software livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso merecem destaque algumas palestras que foram dadas no evento:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maurício Toito - Alternativa Linux&lt;/span&gt;: que discutiu sobre como o software livre pode trazer benefícios a toda a comunidade e permitir o desenvolvimento de tecnologia local.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Helio Castro - Mandriva Conectiva&lt;/span&gt;: que apresentou as qualidades do KDE 3.x e de seus programas e a integração existente entre seus componentes e mostrou os conceitos que estão por trás do desenvolvimento do KDE 4. Ressalto aqui a informação que o objetivo do KDE 4 é ser uma interface totalmente multi-plataforma para Linux, Windows, Mac e UNIX. Isso permitiria que programas desenhados para a Qt4 + KDE 4 rodassem sem muitas alterações em diversos tipos de plataformas e ambientes, reduzindo o custo de manutenção, criação e implementação de software; além de ser um grande convite para que softwares de outras plataformas rodem no GNU/Linux;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rodrigo Branco - Md Systems Networking&lt;/span&gt;: que discutiu sobre a segurança da plataforma GNU/Linux e mostrou várias técnicas de invasão e cracking ao vivo, com o objetivo de concientizar o novo usuário de que o GNU/Linux é mais seguro que o Windows, porém demanda do usuário atenção com sua configuração para que o sistema não seja alvo-fácil para invasões e software malicioso (malware).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas excelentes palestras o evento contou com apresentações oficiais do Ubuntu e do Debian BR-CDD que apresentaram seus sistemas para o público. Além disso um workshop sobre LTSP foi efetuado nos laboratórios da UNISAL, onde o BR-CDD foi configurado para trabalhar com terminais em 22 máquinas a partir do zero, mostrando para os espectadores a facilidade e praticidade de implantar esse tipo de solução com software livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas mesas de debates foram incluídas na programação, em uma até tive a honra de participar. As mesas discutiram com a platéia aspectos como o futuro do software livre, a inclusão digital, e tiraram diversas dúvidas dos participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balanço final do evento foi bom. Muito material de qualidade foi apresentado e os usuários tiveram a chance de conhecer (melhor) o software livre e ter contato com grandes figuras da comunidade brasileira de usuários. Espero que os organizadores do evento possam torná-lo freqüente no circuíto brasileiro de eventos de software livre e que, na próxima edição, possam trazer mais público para acompanhar as palestras e assim ajudar ainda mais a disseminar o software livre e suas qualidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114288847322822013?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114288847322822013&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114288847322822013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114288847322822013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/03/evento-desktop-livre.html' title='Evento Desktop Livre'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114150678409840202</id><published>2006-03-04T17:19:00.000-03:00</published><updated>2006-03-04T18:13:04.193-03:00</updated><title type='text'>Grandes empresas e o Software Livre</title><content type='html'>Larry Ellison, CEO da Oracle, bad boy do mundo de TI e arqui-inimigo de Bill Gates (o Dick Vigarista) causou polêmica ao afirmar que "Existe uma noção muito romântica sobre códigos abertos. Pensa-se que esses desenvolvedores contribuem do nada e não cobram." em uma entrevista cujo link você pode encontrar neste &lt;a href="http://www.noticiaslinux.com.br/nl1141349198.html"&gt;artigo do Notícias Linux&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellison disse muitas outras coisas que geraram polêmica nessa entrevista, como: "Todo produto de código aberto que alcançou o sucesso recebeu investimentos de empresas como IBM, Intel e Oracle". Ele está meio-certo a respeito disso. Vários produtos de código aberto atingiram um bom nível de sucesso e reconhecimento sem a ajuda de grandes empresas, um bom exemplo é o Apache, que só foi "adotado" pelos desenvolvedores das grandes depois de já estar bem difundido no mercado. Então a frase de Ellison deveria começar com "A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;maioria&lt;/span&gt; dos produtos de código aberto..." e não com "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todo&lt;/span&gt; produto de código aberto...". À excessão disso, Ellison tem muita razão no que falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os esforços da grandes empresas no campo do SL sem dúvida permitiram que os frutos do trabalho da comunidade amadurececem mais rápido. Desde que a IBM anunciou, em 2000, o investimento de US$ 1 bilhão no sistema operacional GNU/Linux muitas outras grandes empresas acompanharam a tendência. O resultado disso é quase invisível para a maioria dos usuários, mas pode ser sentido na pele. Ainda que em meu desktop eu não possua nenhuma aplicação com a marca IBM sei que o dedo dela está lá. Nenhuma outra empresa do mundo tem um time tão grande de profissionais trabalhando no Kernel Linux como a IBM. Se o kernel hoje é melhor, mais estável e mais rápido que antes é fruto do intenso trabalho de milhares de pessoas e empresas, inclusive da Big Blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem usa Eclipse para desenvolver também deve um pouco para a IBM. Desde que ela comprou a plataforma e usa-a como gestação de seu WebSphere as coisas tem melhorado muito. A Sun fez o mesmo pelo OpenOffice, que hoje é uma real alternativa ao MS Office. Existem outras centenas de bons exemplos de como grandes empresas ajudaram projetos de software livre a tornarem-se mais competitivos e mais usáveis. Mas elas não fazem isso por serem boas amigas do usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos deixar claro que negócios são sempre negócios. Se uma empresa, principalmente uma gigante como a IBM ou a Oracle, não estiver fazendo dólares o bastante com um produto ou segmento de mercado ela irá pular fora, óbvio. Então porque a IBM mandou US$ 1 bilhão de dólares no desenvolvimento de produtos que eu posso ter de graça? Já discutimos muito isso, mas acho um conceito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IBM, por exemplo, tem uma linha extensa de produtos, serviços e soluções. Antes do Linux aparecer com força no mercado a IBM mantinha uma linha de quase 10 sistemas operacionais distintos. Manter o desenvolvimento de um sistema operacional já é complicado (a MS que o diga...) manter 10 sistemas e fazer todos eles conversarem entre si para poder vender uma solução à um banco é um pesadelo sem fim. Linux para a IBM significa um único sistema em toda linha de produtos e ela ainda ganha o bônus de dividir os custos de desenvolvimento com o resto do mundo. É como descobrir em seu quintal uma mina de ouro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a IBM entendeu que mesmo eu não uso o sistema de graça. Mantendo este blog que você lê agora eu estou prestando um serviço à comunidade. É com esse serviço que eu pago as minhas cópias de Linux. Quando eu escrevo um &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2006/02/notebook-linux-e-drivers-ati-o-fim-da.html"&gt;pequeno tutorial de como instalar um driver de vídeo 3D no Linux&lt;/a&gt; eu estou ajudando a firmar um ecossistema favorável para o Linux. Quão mais sólido for esse ecossistema, mais fácil será para a IBM (e também para qualquer outra empresa que venda soluções Linux, como a Oracle) vender seus produtos Linux. Isso faz as grandes empresas economizarem dinheiro com desenvolvimento, pois nós estamos ajudando-as a melhorar a plataforma. Em troca recebemos o direito de usar livremente esses produtos que ajudamos a desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há motivo, entretanto, para que coloquemos essas empresas em um altar. Elas estão fazendo o que acham melhor para seus balanços trimestrais. Eu e você recebemos a vantagem de um efeito colateral benéfico. Sob uma certa ótica me parece uma troca justa. Eu ajudo a IBM a reduzir seus custos e ela me ajuda a reduzir os meus, e ambos ganhamos com isso. A Sun ajuda a desenvolver o processador de textos que eu uso e deixa-me usá-lo de graça, e em troca ela tem um produto melhor para competir com o MS Office junto aos clientes. O que é a essência do software livre em funcionamento prático e compatível com um mundo capitalista. Ideologismos à parte, e eu raramente consigo fazer isso, é um bom negócio para todos, pois todo mundo está ganhando alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Apple queria ver a comunidade contribuindo para o desenvolvimento do Darwin, e portanto do MacOS. Mas seu modelo de negócios tem como imperativo que o sistema não rode em qualquer PC, por isso ela impede que os usuários a ajudem não liberando muito código fundamental para que os desenvolvedores pudessem contribuir de maneira realmente produtiva. O MacOS só roda em PCs normais com patchs não oficiais e com um desempenho muito ruim, em contrapartida a comunidade consegue contribuir pouco para o desenvolvimento do MacOS. É um exemplo de como uma empresa queria implementar um modelo de desenvolvimento e usar a mão-de-obra da comunidade sem dar algo em troca. Não funciona. Ao menos não funciona como esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Microsoft tenta fazer o mesmo, com sua MSDN e com o projeto Windows Live. Neste último a MS espera implementar um framework no Vista que permitirá que usuários escrevam applets em .NET para que você adicione funcionalidades ao sistema. Me pergunto o quão afetado alguém precisa ser para trabalhar de graça para a Microsoft, melhorando seu sistema operacional, aceitá-la como co-autora de todo código que produzir e ainda ser cobrado pela compra do sistema em si e pelas ferramentas de desenvolvimento. Pense sobre isso um pouco. Eu te venderei o sistema sobre o qual você vai trabalhar, por US$ 300,00 digamos, mais as ferramentas de desenvolvimento, por mais US$ 500,00, você vai criar código pra melhorar o meu produto, sem que eu te pague um único centavo, e todo código que você criar estará sujeito à um sub-licenciamento meu se você quiser vendê-lo como produto para terceiros!!! Quem é louco o bastante para entrar numa armadilha dessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparando o modelo de desenvolvimento que foi implementado pelas grandes empresas no software livre, com os implementados pela Apple e Microsoft eu só posso chegar a uma conclusão. A comunidade do software livre está fazendo o melhor negócio possível até agora. Se as grandes que ajudam e beneficiam-se do SL mantiverem este caminho não teremos problemas e elas farão muito dinheiro. E a Microsoft e a Apple perderão o bonde da história nesse caso, pois quando decidirem que o modelo livre é mesmo o melhor e tentarem adotá-lo, sua imagem estará afetada demais para que elas possam receber o apoio da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os bons projetos de SL tem recebido contribuições importantes das grandes empresas, não há dúvida, concordo com Ellison nesse ponto. Ele só esqueceu de comentar o quanto o SL tem ajudado as grandes empresas a manterem seus negócios cada vez mais lucrativos. Não há favores sendo feitos nesse mercado. Apenas a troca de produtos por mão de obra ao velho estilo, mas com uma roupagem mais moderna e com um sentimento de liberdade implícito no modelo de negociação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114150678409840202?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114150678409840202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114150678409840202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114150678409840202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/03/grandes-empresas-e-o-software-livre.html' title='Grandes empresas e o Software Livre'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114125413488713195</id><published>2006-03-01T18:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-01T20:02:14.986-03:00</updated><title type='text'>OpenDocument: ameaça ao MS Office</title><content type='html'>A suíte Office é um dos produtos de varejo mais lucrativos da Microsoft. Enquanto o Windows custa na faixa de R$ 500,00 a cópia, um pacote Office pode começar em R$ 700,00. Claro que para grandes empresas o preço pode ser bem menor que esse. A câmara dos deputados do Brasil, que iria comprar R$ 6 milões em licenças do MS Office gastaria perto de R$ 11 milhões se a MS cobrasse o preço de tabela de seus produtos. Primeiro problema em usar MS Office, caso você queira comprá-lo para sua casa ou pequeno negócio: você está bancando parte dos custos dos descontos para os grandes. Fazer os pequenos financiarem as compras dos grandes não é coisa de outro mundo, muita gente faz isso, não acho que a Microsoft seja canalha, você poderia dizer. Bem, e se você pudesse obter o mesmo pacote de serviços, com software livre, por um custo muito próximo de zero, o que diria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade você pode, o novo OpenOffice 2.0 é muito melhor que as versões anteriores e se você pirateou o MS Office (desculpe, mas duvido que você tenha pago por ele o preço que a MS exige) apenas para uso cotidiano e normal; o pacote aberto irá tranquilamente atender as suas necessidades. Além disso ele é mais leve, mais rápido que o MS Office e é livre!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal do Software Livre sabe que a Microsoft não se importa tanto assim com a pirataria doméstica do Office. Não é aí que a MS ganha dinheiro. Tudo bem, um peixe ou outro cai na rede e compra a caixinha com 1 ou 2 CDs, alguns manuais e paga 2,5 salários mínimos brasileiros por algo que poderia conseguir de graça, mas isso não é a regra. Office rende mesmo no ambiente empresarial. Como a base de usuários é enorme as empresas não precisam treinar os funcionários para usar MS Office. Eles já sabem pois usam suas cópias piratas em casa para arquivar as receitas que pegam no programa da Ana Hickmann ;-) Porque usar um software que ocupa 1.5GB de disco e consome absurdos de RAM quando roda para tarefas tão simples é algo que eu não consigo explicar. Novamente existem centenas de alternativas proprietárias e livres para isso, e não falo apenas de OpenOffice, mas de muitos outros. Uma palavra me vem a mente: ignorância. O usuário ignora que o Office é algo muito profissional, avançado, aliás acho que 90% dos usuários não usam 25% dos recursos disponíveis. Mas todo mundo tem um MS Office instalado em casa, para fazer algo mais que rotineiro: substituir uma máquina de escrever com algumas vantagens. O usuário ignora que precisa tão pouco de um MS Office, ignora que em lugar do Office poderia usar um produto bem menor e mais leve; e ignora enfim que o Office é o que é porque atende à um plano maior da Microsoft: monopolizar o mercado de aplicações desktop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Office é pirateado em todo mundo (não apenas no 3o mundo) e a MS não se importa. Sabe que mais Offices rodando, sejam piratas ou legais, significam mais informação sendo guardada em arquivos no formato MS Office. Como o formato é proprietário e não documentado apenas a Microsoft poderá criar um sistema que leia esses arquivos. Ela sabe que seu próximo pacote Office, pirata ou legal, será outro MS Office. Assim ela impede que outros grupos ou empresas concorram com ela. Quem aí usa WordPerfect, ou Lotus Writer? Não fosse o idealismo exacerbado do mundo do Software Livre (que a própria comunidade ama criticar), a Sun (inimiga de longa data da Microsoft) e um punhado de bons programadores com alma de franciscanos talvez nem o OpenOffice existisse mais. Pois o plano da Microsoft tem funcionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dados da penetração do OpenOffice no mercado doméstico. Talvez sua participação seja apenas um pouco maior que a do Linux em si, ou seja: muito pequena. No mercado corporativo, no entanto, as coisas começam a mudar. Fruto do amadurecimento do OpenOffice e de sua interface estar a cada dia mais próxima do MS Office, assim como as funcionalidades e usabilidade, então não critiquem isso, adoradores do OpenOffice. O fato da suíte livre ficar próxima e mais compatível com a da Microsoft é bom. Abre as portas para que menos treinamento e adaptação sejam requeridos por uma migração. E isso é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devemos nos perguntar o que é melhor: a perfeita compatibilidade com os padrões de arquivo do MS Office ou a adoção total de um padrão genuínamente livre, como o &lt;a href="http://www.oasis-open.org/committees/tc_home.php?wg_abbrev=office"&gt;OASIS OpenDocument Format&lt;/a&gt;. Minha opinião: OpenDocument. Usar um Office livre mas manter os arquivos em padrão proprietário e compactuar com as intenções de Redmond. A compatibilidade com o MS Office é importante, por enquanto; mas assim que o OpenOffice torne-se mais presente nos ambientes corporativos os formatos proprietários devem ser abandonados imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmara dos deputados queria voltar a usar MS Office principalmente porque os arquivos antigos e os recebidos de outros órgãos que usam MS Office apresentavam problemas de compatibilidade. Mas não seria justamente essa a razão em adotar SL? Deixar de estar preso a um padrão de uma única empresa? Por que então essa justificativa deva ser aceita para que o processo de escolha de SL seja abortado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da compatibilidade vai além. Não raro o próprio MS Office apresenta problemas com os seus próprios arquivos de versões diferentes. Ou seja: não há consistência de compatibilidade nem mesmo dentro da própria solução da Microsoft. Talvez porque a ausência de documentação consistente sobre o padrão afete a própria equipe de desenvolvimento do MS Office, tamanho o medo que a empresa tem de que outro software consiga usar seu padrão de maneira produtiva e 100% implementada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando OpenOffice e arquivando dados em OpenDocument suas informações não ficam presas a um software específico. Já adotaram o OD o KOffice e o AbiWord. O TextMaker, o Lotus e o WordPerfect em suas próximas versões também serão compatíveis. Produzir em OpenDocument significa que não importa qual produto de escritório você escolha no futuro, seus dados estarão disponíveis e compatíveis. E essa possibilidade começa a tentar muitas empresas. Mais que isso, essa capacidade dos editores livres, de intercambiarem informação em um formato aberto e plenamente documentado pode tornar-se algo não apenas desejável, mas obrigatório para muitas empresas de todos os portes e governos de várias partes do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Microsoft, previsivelmente, não adicionará suporte ao OpenDocument no MS Office. Porque para a Microsoft, permitir que seus usuários gravem arquivos que possam ser lidos em compatibilidade total por outras aplicações é dizer ao mercado que eles estão livres para escolher o melhor pacote Office. E o melhor pacote Office pode ser aquele que oferece 80% da funcionalidade do MS Office, mas a um preço muito menor, às vezes até de graça. Um padrão aberto e livre é o pior pesadelo do MS Office, porque deixa o usuário livre. Sem estar preso a um padrão que confina seus documentos antigos o usuário pode pesar melhor suas necessidades e escolher um produto mais adequado à elas. E nesse aspecto os produtos da Microsoft são normalmente perdedores, já que devido às práticas de mercado da empresa eles não estão acostumados a competir. Aqueles que não competem são normalmente muito ruins no que fazem. Assim por mais vantagens e qualidades que o MS Office tenha para boa parte do mercado ele é como um canhão laser para matar moscas: um produto enorme, pesado, com excesso de funcionalidades e complexidades que a grande maioria do público sequer sabe usar, e é vendido por um preço astronômico. O que sustenta sua liderança de mercado é a proibição latente de mudança de plataforma do usuário pela prisão de seus dados em um formato que ninguém mais no mercado tem a permissão de ler. Ao derrubar essa barreira, o usuário vai poder considerar se outra aplicação não serviria melhor a seus propósitos. E a liderança de mercado do MS Office estará por um fio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114125413488713195?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114125413488713195&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114125413488713195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114125413488713195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/03/opendocument-ameaa-ao-ms-office.html' title='OpenDocument: ameaça ao MS Office'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-114041782890172363</id><published>2006-02-20T02:16:00.000-03:00</published><updated>2006-02-20T03:43:48.963-03:00</updated><title type='text'>Notebook, Linux e drivers ATI: o fim da novela</title><content type='html'>Até que enfim, após muitas batidas de cabeça na parede consegui configurar corretamente minha ATi Radeon x200 Mobility do meu HP/Compaq NX6115 no Mandriva 2006. Depois de instalar o sistema, desabilitar o ACPI para o barramento PCI (via pci=noacpi como parâmetro de boot do kernel no Lilo por razões de desempenho), configurar o wi-fi da Broadcom (BCM4318) com o ndiswrapper e o driver de Windows, atualizar o OpenOffice para a versão 2.0, o Firefox para a 1.5.1 e deixar todo o resto funcionando (leia-se Apache, PHP, firewall, anti-virus, conexões de rede, impressoras, e mais uma sacolada de programas, além do Kopete usando o jabber com logon no GTalk) decidi partir à sério para o vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O procedimento que detalharei aqui pode servir pra você também (na verdade espero que sirva mesmo) que quer configurar uma ATI no Mandriva ou outra distro derivada do RH. O procedimento na verdade deve servir para qualquer distro, mas vai saber. Me ajudou muito com o vídeo o amigo Helio Castro o cara do KDE no Brasil e membro do excelente time da Conectiva. Agradecimentos ao pessoal da Conectiva pela ajuda com os problemas de desempenho do Linux e pela descoberta do culpado (ACPI). Valeu pela força!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Baixando e instalando o driver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Primeiro eu baixei o &lt;a href="https://support.ati.com/ics/support/default.asp?deptID=894&amp;task=knowledge&amp;amp;folderID=27"&gt;driver proprietário da ATI&lt;/a&gt;, peguei os drivers de x86-32bit para Radeon 8500 and higher. Eu já havia tentado usando os drivers Notebooks with ATI Graphics e Motherboards with ATI Graphics sem sucesso, seguindo recomendações que achei na web, mas não havia funcionado com nenhuma das duas. Também já havia tentado o pacote pronto do PLF para Mandriva, e nada. Nem a aceleração 3D funcionava nem apareciam dispositivos em /dev/dri, ou seja era um problemão. Decidi tentar com a versão de driver para placas de desktop mesmo, por isso aconselho que você comece a tentar também por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixei o ATI Driver installer versão 8.22.5, com pouco mais que 35MB. Ela é uma versão de instalação automática do driver, simples de usar. Após o download completar &lt;a href="https://a248.e.akamai.net/f/674/9206/0/www2.ati.com/drivers/linux/linux_8.22.5-inst.html"&gt;segui as instruções do site à risca&lt;/a&gt;, inclusive verificando se os pré-requisitos estavam instalados no sistema. Certifique-se de que você tem o seguinte material instalado corretamente em seu Linux:&lt;br /&gt;1- o caminho /dev/shm que significa o sistema de memória compartilhada padrão POSIX;&lt;br /&gt;2- glibc versão 2.2 ou 2.3 (pode ser instalada com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# urpmi glibc&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;3- Seu kernel é 2.4 ou 2.6 (se não for baixe o Mandriva 2006 ou sua distro de preferência mais recente);&lt;br /&gt;4- Xorg 6.7 ou XFree 4.1 ou posteriores (idem acima).&lt;br /&gt;5- Kernel sources ou kernel headers (pode ser instalado com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# urpmi kernel-source&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo isso instalado eu fui ao local de download do arquivo dos drivers, tornei-me super usuário e digitei:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# sh ./ati-driver-installer-8.22.5-i386.run&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;o software checou sua integridade e abriu uma tela gráfica. O procedimento de instalação seguiu o &lt;a href="https://a248.e.akamai.net/f/674/9206/0/www2.ati.com/drivers/linux/linux_8.22.5-inst.html"&gt;descrito no site da ATI&lt;/a&gt;, basicamente um Next, Next, OK, que lembrou muito o processo do Windows, com pouca emoção ;-). Mal sabia eu que haveria muita emoção ainda por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que ele terminou de instalar tudo instrui-me a efetuar duas operações;&lt;br /&gt;1- Um backup do arquivo de configuração atual do X (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# cp /etc/X11/xorg.conf /etc/X11/xorg.conf.2d.backup&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;2- rodar o comando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# aticonfig --initial&lt;/span&gt; para criar um novo arquivo com as configurações padrão do driver 3D da ATI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preocupe-se em perder as configurações de mouse e teclado atuais do seu X, pois o driver da ATI usa o seu arquivo atual como base para o novo arquivo, apenas adicionando as configurações necessárias para que o 3D funcione. Fiz ambas as tarefas e reiniciei o sistema inteiro, apenas porque a documentação do driver aconselha a fazer isso. Após o boot do sistema o driver estava instalado, mas o X ainda iniciava com meu driver antigo. Editei o arquivo no braço e comentei a seção que referia-se ao driver antigo. Isso foi o bastante para que o sistema iniciasse com os drivers 3D da ATI. Executei os utilitários glxgears e fgl_glxgears para testar o driver. As enormes diferenças de FPS indicam que o driver está funcionando (com o driver antigo o glxgears reportava cerca de 100FPS, com o novo fica em cerca de 1000FPS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fglrxinfo&lt;/span&gt; deve retornar algo parecido com isso:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;display: :0.0  screen: 0&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;OpenGL vendor string: ATI Technologies Inc.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;OpenGL renderer string: RADEON XPRESS 200M Series SW TCL Generic&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;OpenGL version string: 2.0.5642 (8.22.5)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro vendor string (algo como MesaGL ou SGI) pode não significar nada, mas aqui em todas as vezes que era diferente de ATI o driver 3D não estava funcionando na seção X apesar de instalado corretamente. Se isso acontecer com você (e seu driver não estiver mesmo funcionando) eu sugiro que você edite seu arquivo xorg.conf (depois de fazer um backup, claro) de modo a comentar ou deletar todas as seções relativas à sua placa de vídeo atual (seções DEVICE). Após isso execute novamente o procedimento aticonfig descrito acima. Quando você obtiver o vendor string da ATI e FPS bem altos usando os utilitários é porque o driver funcionou corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Ajuste fino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo isso o driver estava funcionando por aqui. Dá pra notar que depois do driver funcionar o consumo de processador do X cai um pouquinho (cerca de 5% do que já consumia antes). A aparência das coisas na tela também melhora, as páginas web exibidas pelo Firefox estão mais bem acabadas, as fontes menores aparecem com mais definição em telas LCD. A aparência dos ícones é mais suave. Tudo isso porque a ATI fez melhorias na parte 2D do driver também, além do ganho de performance os drivers trazem também um acabamento melhor na aparência do que é exibido na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguns problemas começaram a acontecer, principalmente relativos à vídeo. Com o driver antigo (que acompanha o Xorg) vídeos exibidos em tela cheia davam pequenos pulos e atrasos a cada 10 ou 15 segundos, mesmo a máquina tendo um bom processador e bastante memória. Mas com os drivers recém-instalados o Kaffeine (usando engine do Xine) travava ao tentar abrir qualquer vídeo. O Mplayer apresentava a mensagem de erro: Could not open/initialize video device (-vo) e não fazia nenhuma reprodução. Algo precisava de ajustes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei o Mplayer pela linha de comando e ele retornava a mesma mensagem de erro, mas com um dado a mais. Ele dizia que o comando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mplayer -vo help&lt;/span&gt; me daria uma lista de dispositivos de vídeo permitidos para uso. Nessa lista constam o xv, X11 e outros (vídeo com overlay e vídeo comum do X, respectivamente). Usando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mplayer -vo X11 nome-do-arquivo.mpeg&lt;/span&gt; o arquivo era reproduzido normalmente, mas ocasionalmente com alguns pulos e atrasos (bem menos que antes, verdade).  O comando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;xvinfo&lt;/span&gt; retorna informações do layer X-Video, e ao usá-lo notei que ele acusava não haverem dispositivos compatíveis com o X-Video instalados. Isso é uma falha da configuração padrão do aticonfig, pois nesse momento eu já possuia os drivers 3D instalados e operacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma leitura cuidadosa dos parâmetros de configuração do aticonfig descobri que é possível setar o uso do Xv como opção de overlay para o driver, aqui a opção padrão foi o OpenGLOverlay. Decidi reconfigurar o driver (leia reconfigurar o Xorg pelo xorg.conf) usando o seguinte comando:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;# aticonfig --ovt=Xv --dtop=clone --iagp=on -v -f&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;cujas opções são detalhadas a seguir:&lt;br /&gt;--ovt=Xv: usa o overlay do X-Video em lugar do OpenGL;&lt;br /&gt;--dtop=clone: minha placa ATI é dual head e esta opção joga na porta externa a mesma tela exibida no LCD do note, mas com opção de redefinir freqüências e taxa de atualização, útil para usar monitores ou projetores externos. Há outras opções como usar as mesmas taxas de atualização ou extender o desktop para uso com o Xinerama, para mais informações digite apenas aticonfig para ver todas as opções disponíveis;&lt;br /&gt;--iagp=on: usa o agpgart interno do driver proprietário em lugar do fornecido pelo Kernel 2.6 do Linux, opção recomendada pela ATI;&lt;br /&gt;-v: modo verbose para que o aticonfig informe detalhadamente todas as operações;&lt;br /&gt;-f: força a reescrita do arquivo xorg.conf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi necessário reiniciar o Xorg para que as opções entrassem em funcionamento. Na volta do Xorg o driver estava funcionando normalmente e o comando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;xvinfo&lt;/span&gt; informava o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;X-Video Extension version 2.2&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;screen #0&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Adaptor #0: "ATI Radeon Video Overlay"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além de outras informações sobre o sistema gráfico da máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso o Mplayer parou de reportar erro ao tentar reproduzir arquivos e a melhora no desempenho do vídeo foi muito sensível. O Kaffeine também parou de apresentar travamentos, reproduzindo de maneira normal todos os vídeos suportados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora o vídeo 3D no meu Mandriva 2006 funciona perfeitamente, a aparência e usabilidade do desktop melhoraram muito e o desempenho e qualidade da reprodução de vídeos está bem melhor. Mas dá pra perceber que muita coisa precisa ser feita nesses drivers da ATI para que eles possam ser mais fáceis de configurar. As opções de configuração podem ser decisivas para o funcionamento adequado do driver, por isso é recomendável que todo usuário leia as opções e teste algumas delas para descobrir como usar melhor seu hardware sob o Linux. Vamos esperar que as próximas versões possam acertar melhor as configrações iniciais e que apresentem um desempenho adequado ao nome que a ATI tem no mundo do hardware gráfico. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-114041782890172363?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=114041782890172363&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114041782890172363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/114041782890172363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/02/notebook-linux-e-drivers-ati-o-fim-da.html' title='Notebook, Linux e drivers ATI: o fim da novela'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113977234061093963</id><published>2006-02-12T16:36:00.000-02:00</published><updated>2006-02-12T18:36:37.546-02:00</updated><title type='text'>A filosofia e o sistema</title><content type='html'>Fabio Ortolan me escreveu o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quais as coisas que você discorda sobre a "filosofia" GNU/Linux e que limitações você enxerga no GNU/Linux??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pode parecer estranho, mas seria interresante você postar algo a respeito.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o tema interessante e decidi dedicar algum tempo pensando sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia GNU/Linux poderia ser chamada na verdade de filosofia do Software Livre. Já que o GNU/Linux serve como exemplo de software livre, assim como muitos outros softwares e projetos. Sobre a filosofia do SL eu tenho uma expressão que vai demonstrar muito bem o que penso: ela não é perfeita porque nada é perfeito. Se algo no mundo da informática pudesse ser perfeito seria a filosofia do SL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informática é ciência, assim como matemática. Ciência deve ser livre, deve ser para o bem de todos e para o progresso do homem. Ciência paga é segregacional, exclui aqueles que não podem arcar com seus custos e cria barreiras para a distribuição de informação, conhecimento, aprendizado e progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível ganhar dinheiro com ciência, é possível ganhar dinheiro com ciência livre, portanto não há mal algum em queremos que a informática seja mais parecida com outras ciências no sentido de distribuir igualitariamente seus frutos. Cito um exemplo controverso. Em Cuba não há direitos autorais para literatura. Se você é escritor o governo cubano pode, deliberadamente e sem comunicar a você, pegar sua obra, traduzir para a língua local e publicá-la e distribuí-la para seus cidadãos. O resultado é que Cuba possui um dos menores índices de analfabetismo do mundo, menor inclusive que o índice dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o governo cubano pega meu livro e distribui sem me pagar um centavo, como eu ganho dinheiro? Simples! Aproveite que o governo e o povo cubanos interessaram-se por sua obra e ofereça uma palestra, curso, ou mesmo aulas sobre o assunto. Se você não ganhar dinheiro, pode ao menos passar algum tempo em uma bela ilha caribenha conhecendo outra cultura. Você trocou então uma vantagem monetária por uma cultural. E todos saíram ganhando de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em respeito por leis de direito autoral, para aqueles que acreditaram que o exemplo foi controverso demais, grandes nomes da ciência e grandes empresas conseguiram muito respeito técnico, acadêmico, e até boa vantagem monetária fornecendo seus estudos e pesquisa de maneira livre. Insisto que se Albert Einstein, Maxwell, Newton e outros tivessem registrado suas teorias, patenteado-as se possível na época e decidido montar empresas para comercializar seus conhecimentos viveríamos em um mundo muito pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informática ignorou por anos a oportunidade de contribuir para a sociedade humana como ciência. A filosofia do Software Livre busca corrigir esse comportamento errático que os homens de negócios perpetuaram por tantos anos, pregando apenas que o conhecimento deve ser repassado a todos sem distinção e sem limitações. O que um sabe, todos sabem; do que um aprende todos se beneficiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São conceitos tão antigos como a própria conciência humana. Abra a bíblia nos capítulos certos e você lerá coisas como "repartir o pão". Conceitos como "de cada um conforme sua capacidade para todos conforme sua necessidade" ou "igualdade, liberdade e fraternidade" são sonhos que muitos de nós tentamos por séculos tornar realidade. Nenhuma área da ciência humana pode negar a si própria a oportunidade de contribuir dessa forma para a espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei de Stallman e sua filosofia quando li uma entrevista onde ele falava algo como propagar os ensinamentos que recebemos de nossos pais quando crianças. Éramos ensinados que deveríamos compartilhar livros e brinquedos com nossos amigos, e quando crescemos descobrimos que é errado compartilhar software. Por quê? Porque alguém quer impedir-me de compartilhar algo bom com meus amigos, apenas para obter lucro. Tenho um nome pra isso, e é um nome feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim não vejo falhas na filosofia do SL, apenas boas intenções e uma vontade grande de tornar o campo tecnológico tão fraterno quanto o físico. Talvez haja problemas com suas implementações, as GPLs da vida ou as restrições sobre DRM que estão gerando tanta polêmica. Mas do ponto de vista filosófico, o SL é algo que pode nos ajudar a construir um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GNU/Linux, enquanto sistema operacional para computadores, possui limitações, como qualquer outro produto humano. E acho que grande parte delas é causada pela forma como o GNU/Linux tem sido desenvolvido. Inicialmente o GNU nasceu para substituir o UNIX. Ele proporcionaria a oportunidade das pessoas rodarem em seus equipamentos pessoais o mesmo sistema que trabalhava em seus laboratórios, ninguém preocupava-se com o Windows naqueles tempos. Nisso o GNU/Linux foi soberbo. Hoje você encontra poucos sistemas Unix proprietários rodando por aí em comparação ao número de máquinas operadas pelo GNU/Linux. Solaris, AIX, HPUX, todos eles tiveram que mudar seu sistema de licenciamento ou aceitar uma posição menor nas estratégias de mercado de seus próprios desenvolvedores, por força da capacidade e baixo custo do GNU/Linux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos os desenvolvedores dos vários sabores de GNU/Linux decidiram que era hora de desbancar o Microsoft Windows onde ele era forte: desktops domésticos e aplicações e desktops de pequenas e médias empresas. E o desenvolvimento do GNU/Linux e seus correlatos (como interfaces gráficas, programas, drivers, aplicações) passou então a seguir os passos do próprio Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gnome e KDE apresentam interfaces com funcionamento e look &amp; feel semelhantes ao Windows. Os programas como navegadores de web (Firefox), office (OpenOffice) desenvolvimento (Eclipse, etc.) ainda que apresentem funcionalidades que seus competidores não possuam inspiram-se nas interfaces concorrentes para tratar o usuário. Tenho a impressão que isso dê-se pela idéia de que se o Firefox parecer bastante com o Internet Explorer o usuário migrará com mais facilidade, idem para o OpenOffice que em sua versão 2 abandonou sua identidade visual anterior para buscar uma identificação maior com o Microsoft Office.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que isso proporcione uma maior facilidade de migração, traz consigo um problema. Ao seguir os passos de alguém, você está sempre atrás. Enquanto a Apple é conhecida por inovar nas interfaces de seus produtos e usa isso como seu grande diferencial as interfaces de GNU/Linux parecem sempre ser uma adaptação do desenho da última interface adotada no Windows. Fica a impressão que junto com os acertos repetiremos também todos os erros dos outros sistemas. Ser uma alternativa ao que já está implementado significa antes de tudo ser diferente do que já está implementado. As pessoas tendem a não enxergar diferenças entre coisas que são muito similares. E acabam por concluir que é igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vai ser com tudo que os desenvolvedores Linux esperarem sair em outro sistema antes para ter certeza que dará certo. Seja com EFI, seja com novos sistemas de arquivos, com uma nova abordagem para a organização e uso do desktop, seja com um novo método de instalar programas. Se você quiser ser reconhecido por algo diferente e inovador, você deve fazer algo diferente e inovador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior ponto fraco do GNU/Linux enquanto alternativa ao Windows hoje é esse: estar mais preocupado em implementar coisas que o Windows implementa do que implementar coisas novas que a Microsoft nem tenha avaliado ainda. Há muito o que fazer nessa área. Coisas como Personal Clustering ou Desktops Remotos, são coisas que em um futuro podem ser desejáveis para muitos usuários e que o GNU/Linux não poderia esperar o Windows trazer para também decidir implementar. A inovação deve estar sempre em prineiro lugar para que o Linux possa apresentar-se com um diferencial forte ao ser considerado alternativa ao Windows. E aí me dá uma saudade da Conectiva... ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113977234061093963?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113977234061093963&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113977234061093963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113977234061093963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/02/filosofia-e-o-sistema.html' title='A filosofia e o sistema'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113932887800200859</id><published>2006-02-07T14:02:00.000-02:00</published><updated>2006-02-07T14:14:38.026-02:00</updated><title type='text'>Palestra sobre migração para software livre</title><content type='html'>Assuntos como aprender a usar novas ferramentas, benefícios do uso de software livre, estratégias de migração e adaptação são alguns dos temas sobre os quais falarei em &lt;a href="http://www.desktoplivre.org.br/page.php?4"&gt;minha apresentação sobre Migração para Software Livre no evento Desktop Livre&lt;/a&gt;, que ocorrerá na Unisal em Lorena (interior de São Paulo) nos dias 16 a 18 de Março de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento busca apresentar para o público geral as capacidades do software livre em aplicações desktop tanto em mercados doméstico como empresarial. O evento conta com muitas palestrar interessantes, como a apresentação sobre KDE do Helio Castro, a apresentação sobre Marketing de SL do Mauricio Toito e muitas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou buscar elaborar uma apresentação com qualidade e à altura de tantas outras excelentes palestras que já estão agendadas. Pretendo falar rapidamente de muitos softwares livres que são grandes opções às soluções proprietárias e mostrar aos espectadores que é possível migrar para aplicações livres mantendo altos índices de produtividade e qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso fica aqui o convite para que todos possam deslocar-se a Lorena e acompanhar o evento, uma grande oportunidade para trocar informações e conversar com o pessoal do software livre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113932887800200859?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113932887800200859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113932887800200859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113932887800200859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/02/palestra-sobre-migrao-para-software.html' title='Palestra sobre migração para software livre'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113929123276238535</id><published>2006-02-07T03:11:00.000-02:00</published><updated>2006-02-09T02:47:46.300-02:00</updated><title type='text'>O garoto, o pai, o avô e a mula</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bons questionamentos e muito texto adicionados aos comentários após a publicação do artigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um antigo conto diz que vinham pela estrada um garoto, seu pai, seu avô e uma mula. Compadecentes com o animal, que sofreria para carregar todos sob sol tão forte, os homens e o menino caminhavam à sua frente com os arreios em punho. Ao passar por um vilarejo escutaram os desocupados a rir.&lt;br /&gt;"Que estúpidos, com uma mula forte como essa caminham neste sol."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiram que Deus faz sempre o certo, se o quadrúpede nascera mula deveria carregar o que lhe puséssem nas lombas. Subiram todos no pobre bicho e seguiram viagem. Algum tempo depois passam por outra vila, novamente atentam-se aos palpites dos espectadores.&lt;br /&gt;"É muito abuso, que sol forte, e todos sobre o burro!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a culpa pesando ainda mais sobre o animal decidiram que dois deles deveriam descer, ficando apenas um sobre as costas do carregador. O pai achou por certo que o mais velho descansasse, e assim foi feito. Até que passaram por outro vilarejo.&lt;br /&gt;"Que horor, um menino dessa idade caminhando enquanto um velho ainda forte como esse passeia!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olharam-se e decidiram por o garoto sobre a mula, foram então o pai e o avô caminhando. Aproxima-se outra vila e novos comentários.&lt;br /&gt;"Onde já se viu? Em vez de ensinar o garoto desde cedo as coisas certas da vida deixam-no nesta moleza!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai o garoto para a caminhada, junto com seu avô e o pai sobre a mula. Quando chega outro vilarejo.&lt;br /&gt;"Mas era o que faltava! Põe um velho e um menino para guiar sua montaria, tome vergonha!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: Quem quer agradar a todos a si próprio não faz bem. Faz é papel de bobo e não agrada ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o garoto, seu pai e seu avô desta estória encontra-se o GNU/Linux, se compreendido pelas palavras de muitos textos que podemos ler pela internet afora. Quando trata-se de críticas ao sistema operacional livre o mais comum é encontrar as variações do tema: é muito difícil de usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não faltam sugestões para deixá-lo mais fácil e portanto melhor candidato a tomar o lugar do Windows nos monitores dos usuários. Quando um advogado, médico, dentista ou outro profissional que usa computadores deve estar disposto a compilar kernel para poder abandonar o Windows e correr para os braços de algo que melhore a maneira como aquele usa computadores e produz todos os dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que firmou-se uma espécie de jihad ou cruzada para colocar o Linux no desktop do maior número possível de usuários até que este supere e finalmente acabe com o Windows. E que para atingir isso deve-se fazer de tudo, inclusive desfigurar o GNU/Linux cada vez mais para que ele se pareça cada vez mais com o Windows e as pessoas possam aceitá-lo e engulí-lo. Mesmo que nesse caminho o GNU/Linux deixe de ser o GNU/Linux e perca todas aquelas características que fizeram dele uma alternativa realmente aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou falando de compilar um kernel, acordem! Minha irmã usa Linux há 1 ano e nunca compilou um kernel, e nem eu o fiz para ela. Isso não é preciso há algum tempo! Sempre achei que tocar piano deve ser uma das coisas mais difíceis do mundo, mas nunca me passou a idéia de pedir para que alguém modificasse um piano para que ele ficasse mais fácil, só para que eu aprendesse a tocá-lo. E seria absurdo se eu pedisse isso a alguém, pois tanto aquilo deixaria de ser um piano quanto eu não aprenderia a tocar um piano de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso que vejo muita gente pedir por aí. Pedem para que o GNU/Linux fique mais parecido com o Windows para eles possam deixar de usar o Windows. Com qual finalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o Diabo leva mais vantagem por ser velho do que por ser diabo. Meus amigos, o GNU/Linux só é o GNU/Linux porque ele não é o Windows. Se ele fosse como o Windows nunca seria tanto quanto é hoje. Quem pensaria em trocar o Windows por algo que é igual ao Windows??? Vamos lá, faz uma força, baixa 3 CDs da internet, queime-os, formate seus HDs, instale tudo de novo, configure tudo de novo e então você terá algo que é bem parecido com o que você já tinha antes... Quem está perdido nesta história toda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são os desenvolvedores GNU/Linux que não entenderam o que o usuário quer. É o usuário que não entendeu o que o Linux é. O Linux não é um concorrente do Windows, são sistemas de classes diferentes. O Linux não é um substituto do Windows, é um substituto do UNIX. O Linux não foi feito para que você abandone seu Windows, ele foi feito para funcionar de uma certa maneira e faz isso muito bem, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos aqueles que querem que o Linux aproxime-se um pouco mais do Windows para poderem trocar um pelo outro, faço um pedido, continuem usando Windows. Aqueles que querem um sistema com características únicas, muito bom, muito estável, muito portável, muito flexível, totalmente configurável, e que seja único; bem vindos abordo. Basta um pouco de disposição para aprender a usar algo novo (lembra quando você teve que deixar as fraldas e usar o sanitário, acho que não eu também não lembro) pois gente querendo ajudar não falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Linux é como a democracia, precisa ser requerida, não imposta. Você não invade um país e empurra a democracia guela abaixo, bem os EUA acha que sim e veja lá como estão as coisas. Com sistemas operacionais é a mesma coisa. Não há porque empurrar o Linux pela garganta de milhares de usuários que não querem isso, deixem-nos como estão, se estão felizes. Quando lhes aprouver a vontade de mudar eles mudarão e aceitarão todas as vantagens e custos que isso traga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal aprender coisas novas nunca matou ninguém. Quem aprendeu a ir ao banheiro sozinho, a andar, a falar, a escrever, a dirigir, pode aprender a usar outro sistema operacional se quiser. Se não quiser, pode ficar com o Windows mesmo. A Microsoft e a comunidade de software livre agradecem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113929123276238535?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113929123276238535&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113929123276238535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113929123276238535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/02/o-garoto-o-pai-o-av-e-mula.html' title='O garoto, o pai, o avô e a mula'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113849383752582107</id><published>2006-01-28T21:56:00.000-02:00</published><updated>2006-01-28T22:17:17.556-02:00</updated><title type='text'>Atualize, ou então...</title><content type='html'>Quando a Microsoft lançou o Windows XP uma das frases de marketing usadas em suas campanhas no exterior foi: "Atualize ou continue travando". Acho isso extremamente curioso. Existe um conceito que costumava ser apreciado no mundo corporativo de antigamente, aliás não só no mundo corporativo, na sociedade como um todo: credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um criminoso era alguém sem credibilidade, um político é hoje alguém sem credibilidade. Um juiz, um pai, são pessoas que normalmente despertam credibilidade nas pessoas. Credibilidade é algo que alguém tem quando as outras pessoas acham que podem acreditar nas coisas que ela faz ou diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Ford, para a GM, para a GE, para muitas outras grandes empresas o conceito de credibilidade sempre foi algo importante. Se os consumidores vêem credibilidade em uma empresa eles estão mais propensos ao comprar seus produtos. A Microsoft nos mostra que não. Tratar os consumidores como idiotas dá no mesmo. O engraçado é que se eu chamo os usuários de Windows de idiotas estou sujeito a receber (merecidamente) todo tipo de críticas. Mas a Microsoft pode chamar seus clientes de idiotas... todo mundo sorri e corre comprar a próxima versão, para entrar no forum do Baboo depois e ficar elogiando essa falácia que é chamada de sistema operacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Microsoft lançou o Windows Me anunciou que era o melhor sistema operacional do mundo, seguro, estável, uma maravilha. Quando lançou o XP aparece com essa, ou atualiza ou vai continuar travando. Vai continuar travando? É, vai continuar travando com nosso produto anterior, porque ele era uma porcaria! Faltou dizer algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine por um momento que quando lançar um novo modelo de carro o fabricante diga em sua propaganda: compre esse carro, ou continue correndo o risco de morrer dentro do seu carro atual, que nós fabricamos e lhe vendemos 2 anos atrás. Como você reagiria? Sentiria-se um estúpido? O engraçado é que a equipe básica de desenvolvimento do Windows permanece a mesma, o pessoal do marketing permanece o mesmo, assim como os donos e administradores da empresa, que no geral são os mesmos. Não houve grandes mudanças na equipe de desenvolvimento do Windows. Mas espere, eles fizeram um trabalho ridículo na versão anterior, nós sabemos, ele travava muito e era inseguro, mas agora todos tomaram uma poção mágica e aprenderam a fazer as coisas direito, por isso o XP é tão melhor, por isso você deve atualizar ou continuar travando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a credibilidade que a Microsoft tem para falar sobre como o Vista será mais seguro, se é esse mesmo papo desde o Windows 95 e sempre que uma versão sai eles dizem que a anterior era mesmo horrível mas que essa nova é perfeita. O sistema perfeito de hoje é o horrível de amanhã, por que? Porque, como eu disse antes, o melhor sistema operacional da Microsoft é sempre o próximo, que sairá daqui a 1 ano, que trará tudo, um sistema de arquivos revolucionário, mais segurança, confiabilidade, mais multimídia, uma nova interface...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual será o argumento de venda do Vista? "Ei, compre o novo Windows porque eu odiaria ver algo de ruim acontecendo com seu PC..." e o garoto propaganda será um mafioso, como aqueles que vendem "proteção" aos comerciantes para que estes não sejam assaltados por sua própria segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que com o Vista poderia vir um certificado de trouxa, assim você poderia, feliz e contente, comprar o sistema operacional da Microsoft que ela própria ira considerar como muito ruim daqui a 2 anos. Ou você pode estar a frente da Microsoft e considerá-lo muito ruim agora e procurar uma alternativa. Assim você não gasta seu dinheiro em algo que o próprio fabricante irá desqualificar em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113849383752582107?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113849383752582107&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113849383752582107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113849383752582107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/atualize-ou-ento.html' title='Atualize, ou então...'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113832412931741093</id><published>2006-01-26T23:07:00.000-02:00</published><updated>2006-01-26T23:08:49.350-02:00</updated><title type='text'>Terminais cruzados</title><content type='html'>Eu acho muito interessante no Linux/Unix a maneira particular que os desenvolvedores desses sistemas tem de tratar as coisas. Problemas comuns aos usuários de informática (de hoje e do passado) são resolvidos com soluções ora inusitadas, ora assustadoramente simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tome por exemplo o X server, responsável para maioria das interfaces gráficas dos *nix em todo mundo. É um sistema cliente/servidor muito criticado, que envolve a implementação e operação de um conjunto de padões e protocolos muito grande e complexo. Possui virtudes adimiradas por muitos e defeitos rechaçados igualmente. Sua separação do sistema operacional é magnífica. É a independência do sistema que permite sua portabilidade, aplicabilidade e funcionalidades ímpares. Pode-se abrir diversos servidores gráficos em uma mesma máquina, pode-se operá-los de maneira flexível e ainda assim poderosa o bastante para ser um dos padrões de servidores gráficos mais antigos em uso comercial hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo o servidor X integra-se com o resto do sistema de uma maneira admirável. Usa seus protocolos de comunicação para conversar com outros clientes e servidores na rede e, graças aos ambientes mais modernos (como o KDE e o Gnome) pode-se operar um Linux na plenitude a partir da interface gráfica, praticamente dispensando-se um terminal (desde que você não seja administrador de sistemas ;-).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esporte decidi aproveitar a visita de uma amiga aqui em casa para brincar um pouco com uma das propriedades do X que eu mais gosto (e talvez a que eu mais quisesse que estivesse disponível em outros sistemas operacionais*) que é a possibilidade de fazer forward de terminais via rede usando XDM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Eu sei que existem versões/implementações do X para diversos sistemas e plataformas, mas não é a mesma coisa, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho 3 máquinas em casa, uma está sob a tutela da minha irmã, outra encontra-se em meus suntuosos aposentos e meu mais novo rebento, um notebook. Artemis, Phoenix e Bennu, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artemis é um Pentium III 850MHz com 380MB de ram, HD de 20GB e vídeo nVidia TNT2 16MB. Serve apenas como desktop para que minha irmã navegue na internet, faça trabalhos de faculdade, acesse conteúdo multimídia, enfim, uma vida doméstica normal. Roda Mandriva 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Phoenix é um Pentium III 850MHz com 640MB de ram, 2 HDs de 80GB e vídeo ATI Radeon 9200SE 128MB (não sei o que é pior, essa placa ou seus drivers). Serve como storage de mídia, incluindo DVDs e como minha máquina de produção principal. Roda Mandriva 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bennu é um Sempron 2800+ 754 pinos 1.6GHz com 768MB de ram, HD de 40GB e vídeo ATI Radeon eXpress 200M 128MB compartilhada (o driver é pior que a placa, mas ela também não é lá essas coisas). Serve como máquina de produção portátil. Roda Windows XP, com Cygwin e em breve alguma distro de Linux também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia configurado os servidores X dos desktops para que permitissem login remoto. Assim da phoenix eu poderia acessar o KDE da artemis e vice-versa. Com as configurações adequadas do Samba não havia diferença estar operando uma máquina ou a outra, você poderia acessar a qualquer momento os arquivos de ambas e usar qualquer programa que estivesse em qualquer PC. Isso é realmente impressionante, não fazer diferença a máquina física na qual você está logado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a visita de uma amiga nesse fim de semana, e como tinhamos 3 computadores e 3 simpatizantes de Linux decidi brincar com as capacidades de comunicação em rede do servidor X. Operando a bennu com Cygwin eu iniciei uma sessão em meu Mandriva alojado na phoenix. Minha amiga, operando a própria phoenix navegava usando um logon de convidado, de maneira local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos ambos operando a mesma máquina ao mesmo tempo, ela localmente e eu remotamente. Navegamos na internet, usamos messenger e eu editava um texto com o OpenOffice.org (um tutorial sobre del.icio.us que será publicado no meiobit.com em breve). A máquina tinha 100% da CPU usada pelo seti@home e grande uso de memória graças ao aMule, portanto com 3 usuários logados (eu estava logado duas vezes ;-) e não havia a menor percepção de lentidão (em um hardware de quase 5 anos de idade). Eu poderia aqui dizer que isso é impossível de fazer em Windows, ou se não é impossível é muito difícil e que isso te custaria dinheiro bastante para comprar um PC extra para que outra pessoa usasse. E é isso mesmo que eu vou dizer, pronto, considere dito! ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não há mesmo sentido na idéia do Windows ser multi-usuário (já que ele não é multi-tarefa mesmo hehehe não resisti a essa) já que para fazer isso funcionar você pode mesmo comprar hardware novo, acabando portanto com a necessidade de usar a mesma máquina para multiplos usos em paralelo com multiplos usuários. Mas a coisa ainda fica mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso acontecia, em seu quarto minha irmã usava localmente a máquina artemis. Então sugeri que fizessemos uma brincadeira. Eu manteria meu terminal aberto em bennu logado à phoenix e minha irmã viria até a bennu e logaria também na artemis. Feito isso tínhamos 3 usuários em phoenix (2 remotos e 1 local), 1 usuário remoto em artemis e bennu usando Windows localmente e com sessões gráficas remotas em phoenix e artemis. Muito legal ver tudo isso funcionando, mais legal ainda é funcionar por 3 horas sem problema algum, e mais legal que isso apenas os leds do hub que piscavam feito loucos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeira muito divertida, mas decidi não parar por ali. Após algumas modificações na disposição física dos usuários montei outro esquema. A partir de bennu loguei meu usuário em phoenix. A partir de phoenix minha irmã logou seu usuário em artemis. Então tínhamos uma seqüência de conexões onde nenhum usuário estava operando de fato o computador onde ele estava posicionado. Todas as operações eram remotas, em um esquema de clientes/servidores muito interessante. Com redes de computadores cada vez maiores, em nossas empresas e em nossas casas, esse tipo de característica de operação pode ser cada vez mais importante e cada vez mais valoriazada pelo usuário e pode ser um bom argumento para apresentar o Linux para um amigo que ainda não o conhece. São essas coisas que o Linux consegue fazer logo que é instalado e configurado (e que outros sistemas mais populares não conseguem sem software de terceiros que geralmente custa muito) que permitiram a sua grande penetração no mundo corporativo que também podem facilitar sua entrada em pequenos escritórios e casas mais integradas digitalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra frente temos o Linux tornando-se popular em centros educacionais, escolas e centros de integração digital. Isso faz com que todo dia muitos jovens tomem contato com esse sistema e com o que ele pode fazer. Tudo isso possibilita que em um futuro não muito distante sistemas e tecnologias livres estejam ainda mais presentes em nossa realidade cotidiana. E todos terão uma história com terminais remotos para contar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113832412931741093?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113832412931741093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113832412931741093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113832412931741093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/terminais-cruzados.html' title='Terminais cruzados'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113782147455030121</id><published>2006-01-21T03:08:00.000-02:00</published><updated>2006-01-21T03:31:14.573-02:00</updated><title type='text'>Linux x ATI</title><content type='html'>Usar Linux é bom, mas tem seus espinhos. Comprei um notebook para poder trabalhar mais produtivamente. Procurei a melhor relação custo/benefício e optei por um modelo para escritórios da HP/Compac, o NX6115. Eu sei, eu sei, não é nenhuma Brastemp... mas dá pro gasto e coube no bolso, pra que melhor? Ele veio com um Sempron 2800+, 768MB de Ram dos quais 128MB ficam para a placa de vídeo e 640MB são pra mim. O HD é pequenino, 40GB, mas tem wireless e gravador de DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o bichinho e fui contente brincar com o moleque, o legal é que ele veio com o FreeDOS instalado, então eu tinha que fazer tudo. Vou instalar meu Mandriva pra ver como fica, e não é que rolou uma decepção? Lento que doía, parecia um 586 133MHz com 16MB de ram que tá pegando poeira aqui em casa. Fuçei, mexi, reinstalei... e nada. Então me assopraram uma idéia, entra na BIOS e desliga os recursos de economia de energia. Feito isso o desempenho melhorou um pouco, mas ainda ficou estranho. Não está redondo, sabe? Tá meio engasgado, tá faltando alguma coisa. Fui tirar a prova dos nove, instalei o XP pra ver como ficava... muito rápido. Não me conformei com a situação, tem de haver um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formatei tudo de novo e voltei a instalar o Mandriva 2006, mesma coisa. Mexe daqui, mexe dali, será que é o video? Ele usa chipset da ATI, Radeon RS482, a placa de vídeo é uma X 200M. Voltei à velha saga dos drivers da ATI. Eu tinha em meu desktop uma nvidia de 16MB (uma TNT2 pra ser preciso) que funcionava bem e que eu nem tinha me esquenatdo em fazer funcionar em 3D no Linux porque não adiantava. Quando decidi pegar uma placa de vídeo nova fiz a besteira de pegar uma Radeon 9200SE com 128MB de RAM. Funciona mau, no Windows e no Linux é ainda pior. Tentei instalar drivers 3D nela umas 4 ou 5 vezes, e apenas uma deu certo (a primeira) uma semana antes do meu HD queimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HD trocado, sistema reinstalado e nunca mais consegui (apesar de todos os esforços) fazer os drivers maldidos da ATI funcionarem com ela. E me vem essa X 200M no notebook. Passei a tarde toda tentando fazer funcionar a meleca do driver da ATI no Mandriva, pra ver se era isso que ainda estava amarrando o desempenho da máquina com o Linux. Nada. A ATI ainda colocou no site um instalador automático que deveria livrar o pobre usuário de Linux do martírio de descobrir como instala aquele negócio ridículo que eles chamam de driver. Bem legal, porque não funciona. Baixei várias vezes, várias versões diferentes em 3 máquinas distintas, sempre o mesmo erro: não é permitido inserir o módulo fglrx.ko no dirétório especificado, acesso negado. Mas eu era o root!!! Eu era o root!!! como que eu não poderia ter permissão para inserir um módulo para compilação na pasta de módulos do kernel!!!???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonei o instalador automático, que em minha singela opinião não está funcionando e fui para o lance braçal, pegar o .rpm com os modulos, instalar e compilar tudo na unha. Doce ilusão... tudo foi direitinho, até o fim. Rodei a porcaria do script para detecção das configurações, passei as corretas para o xorg.conf e mantive as originais relativas à tela LCD, ao teclado da HP, ao touchpad. Reinicio o servidor X e... tudo bem, tudo bom, carrega certinho, tá bonito... DRI não ativado... tudo na mesma. Trocando em miúdos, o driver instalou, compilou, configurou... só não funcionou, e porque é uma boa pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você souber porque notebooks podem ficar meio lentos quando rodando Linux, ou se você souber a fórmula de uma poção mágica para instalar drivers da ATI, por favor me comunique. Não sei se vai adiantar, porque acho que tem um trabalho aqui contra coisas da ATI, pq a Radeon 9200 SE do meu desktop também não funcionou. Quem sabe amanhã eu tento pela sétima vez. É bom, assim eu aprendo e da próxima vez compro uma placa da nVidia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113782147455030121?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113782147455030121&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113782147455030121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113782147455030121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/linux-x-ati.html' title='Linux x ATI'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113725738018052955</id><published>2006-01-14T14:40:00.000-02:00</published><updated>2006-01-14T14:49:40.206-02:00</updated><title type='text'>Falcon_Dark colaborando para o Meiobit.com</title><content type='html'>Após algumas conversas com os administradores do site &lt;a href="http://www.meiobit.com"&gt;Meiobit.com&lt;/a&gt; eu aceitei o convite para tornar-me um colaborador fixo. Recebi permissão e acesso ao sistema do site para publicar livremente. Minhas entradas serão feitas na maior freqüencia possível, sempre que houver algo interessante a dizer para o pessoal que gosta de tecnologia. Ainda que eu tenha sido convidado a escrever principalmente colunas sobre hardware e Linux tenho liberdade para falar sobre qualquer assunto relacionado à tecnologia (não, futebol, política e religião não estão na lista de tópicos que irei comentar, a princípio ;-).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo então o convite a todos os meus leitores que visitem o &lt;a href="http://www.meiobit.com"&gt;Meiobit.com&lt;/a&gt; e leiam as notícias e novidades, inclusive as de minha autoria. Esse trabalho será feito em paralelo com meus blogs e não tenho a intenção de deixá-los de lado, mas o formato de ambas mídias é diferente. No Meiobit.com irei focar-me em textos curtos, resumidos e mais informativos, enquanto em meus blogs irei manter a linha de escritos mais profundos e completos. Essa abordagem permitirá manter conteúdos exclusivos para todas as colunas e manter meus leitores bem informados e participativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por acessarem meus blogs e por prestigiarem meu trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113725738018052955?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113725738018052955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113725738018052955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113725738018052955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/falcondark-colaborando-para-o.html' title='Falcon_Dark colaborando para o Meiobit.com'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113701286072984929</id><published>2006-01-11T17:53:00.000-02:00</published><updated>2006-01-11T18:54:20.796-02:00</updated><title type='text'>Confusão sobre o Linux</title><content type='html'>Como anunciei algum tempo atrás eu estou escrevendo artigos para o &lt;a href="http://www.meiobit.com"&gt;Meiobit.com&lt;/a&gt;. Cada vez que eu posto lá eu anuncio aqui e os leitores vão de cá pra lá, alguns de lá pra cá e postam comentários em ambos os sites. Me esforço para ler e responder e agradeço a todos pelo retorno. No anuncio do segundo artigo o leitor Adam Brandizzi postou um comentário onde sugere que há uma confusão criada na comunidade sobre como um novato deve ser apresentado ao Linux. Para entender toda a história é interessante seguir todo o roteiro:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.meiobit.com/arq/006922.html"&gt;Meu artigo no Meiobit.com&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/12/mais-um-artigo-no-meiobitcom.html"&gt;Meu anúncio aqui sobre o artigo&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://falcon-dark.blogspot.com/2005/12/mais-um-artigo-no-meiobitcom.html#113700536431285266"&gt;O comentário do Adam&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pensei com todo esse papo e decidi colocar em um novo artigo para ter maior visibilidade é que não é fundalmentalmente um erro conceitual apresentar aos novatos o universo Linux como normalmente fazemos enquanto comunidade. Com suas complexidades e detalhismo. É excesso de boa vontade de nossa parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como defensor do Software Livre e da propagação do livre conhecimento para todos devo dizer que não é minha função determinar o que os usuários (mesmo os novatos) podem ou não saber. Isso é função da Microsoft, fundamentalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro de conceito, e devo concordar com o Adam que existe um, talvez seja o de que a palavra Linux não designa um sistema operacional. Nem o termo GNU/Linux designa um sistema operacional em si, para evitar o velho clichê da FSF. Linux ou GNU/Linux, como queira, determina uma classe de sistemas operacionais e é aqui, logo no começo, que o usuário novato ou recém vindo do Windows começa a ter problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo Windows existe apenas um sistema operacional, que é o último, o mais recente. Ninguém precisa lembrar-se ou saber o que é o Windows 3.11, ou o Windows 95, ou mesmo o Windows 98 e o ME que ainda são usados em larga escala por aí mas tendem a desaparecer à medida que processadores de 64-bit e núcleos duplos se difundirem. Windows é o XP, e em breve será o Vista. O que um usa todos usam. E é esse sistema que todos usam que é o Windows, ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas provas de certificação Linux apenas agora o barramento ISA foi retirado da berlinda, mas há quanto tempo não se fabricam máquinas com esse barramento? Um administrador de sistemas Linux precisa conhecer como a palma da mão ao menos duas versões de kernel, a 2.4 e a 2.6. Ir do Slackware para o Mandriva representa toda uma mudança de oranização interna do sistema e funcionalidades. E dentro da mesma distro podem haver mudanças significativas, como a escolha entre dois servidores gráficos distintos, o XFree e o Xorg. Para quem está acostumado com isso, sem problemas, mas para os novatos essas diferenças podem representar barreiras difíceis de transpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicar isso para um usuário de Windows é uma tarefa complicada, pois o Windows é um sistema operacional, UNIX e Linux representam tipos de sistema. Adam sugere que deveríamos apresentar aos novatos um único sistema Linux em vez de apresentar várias distros e propor a experimentação de cada uma como forma de achar o sistema ideal para cada um. Pode até ser que isso ajude mais pessoas a migrarem para Linux, que isso ajude o Linux a penetrar mais fortemente no desktop. Me e daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A graça e a potencialidade do Linux está na flexibilidade de sua configuração. Tire isso e você tem um sistema operacional comum. Novatos não entendem porque um Linux precisa ter 6 terminais virtuais de texto, mas eu sei que isso é importante. Novatos também não sabem a importância de ter uma senha de root e usar um usuário com poucos privilégios, mesmo sendo isso fundamental para a segurança da máquina. Meu ponto é: tire do Linux tudo que os usuários de Windows não entendam ou não usam e você terá um sistema igual ou pior que o Windows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicar para os novatos que o Windows é um só mas que Linux são vários passa a não ser apenas uma questão de facilitar ou dificultar as coisas mas uma questão de começar do jeito certo ou do jeito errado. Para o usuário de computador falta conhecimento técnico e histórico, falta entender o que é um computador e pra que ele serve. Há anos uso o argumento de que computadores, por sua capacidade e complexidade, exigem do seu usuário um nível mínimo de conhecimento. Na maioria das vezes os problemas ocorrem porque o usuário quer operar o computador sem dispor desse nível técnico mínimo. As coisas saem errado e não se sabe porque. As pessoas querem usar os computadores mas não querem aprender a fazê-lo de fato, e isso torna a experiência frustrante na maioria das vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande falha conceitual é na verdade do usuário, que ao primeiro fracasso desiste e opta pelo caminho mais fácil. Usuários de Windows que tentam usar Linux encontram termos que não são estranhos para usuários de computador, são a terminologia básica usual, que a Microsoft optou por não usar no Windows. Mas ao não conseguirem compreender as coisas no universo Linux ignoram a oportunidade de esforçarem-se um pouco, estudar um pouco, conhecer algo novo e decidem continuar usando Windows, porque foi fácil aprendê-lo, eles já sabem usá-lo. Mas afinal quantos usuários leigos de Windows, esses que não conseguem enveredar seu caminho pelo Linux, conseguem dar manutenção em seu próprio equipamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me claro, à essa altura da minha vida, que quando um usuário consegue dar manutenção adequada em seu próprio computador ele consegue migrar de Windows para Linux sem grandes problemas. Então toda essa discussão nos fornece (no mínimo) duas possibilidades:&lt;br /&gt;1- Adaptar o universo Linux para que ele se pareça mais com o do Windows e assim facilite-se a chegada de novos usuários leigos à plataforma;&lt;br /&gt;2- Concientizar todos aqueles que decidirem usar Linux de que um empenho e um estudo são necessários para que você possa aprender a manejar uma ferramenta que é totalmente estranha para você (!);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o número suficiente de olhos todo problema torna-se óbvio, eu estou apenas olhando para a ponta do iceberg aqui. Sei que a alternativa 1 levaria centenas de usuários a instalar o Linux e tentar usá-lo e ela pode mesmo surtir efeitos positivos sobre a comunidade, sobre a indústria e sobre o próprio GNU/Linux. E ela também parece ser a mais fácil, o que me desperta para um problema. Diz-se que existem dois jeitos de fazer as coisas, o certo e o fácil. Devemos fazer as coisas pensando no efeito que elas causarão a longo prazo. Um Linux fácil, sem as complicações e complexidades que conhecemos será um novo tipo de Linux que irá, com o tempo, ficar cada vez mais distante do Linux em si, da mesma forma que um Mandriva é distante de um Slackware. A longo prazo esse "novo Linux" fácil e para leigos será outro sistema e teremos falhado na tentativa de fazer as pessoas usarem um sistema pelo que ele é e não pelo que ele diz ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de uma guerra, nem tão pouco a Microsoft é um inimigo. Há um sapato adequado para cada pé, inclusive na informática. A Microsoft foi bem sucedida em criar um sistema operacional para leigos, pessoas que não querem entender o que IRQ significa. O preço a pagar é pouco compromisso com estabilidade e segurança, mas a vida é assim, tudo tem um lado bom e um lado ruim. Àqueles que, como eu, isso não bastou ou não era bom o suficiente houve alternativas e o Linux foi uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos, nem podemos, adaptar o Linux ou a experiência de usar Linux para os novatos, essa é a solução fácil do problema. Devemos sim, enquanto membros da sociedade, concientizar a todos da importância de saber usar e entender computadores, só pelo seu valor enquanto ferramenta para a humanidade. Os dispostos a aprender, entender e arriscar continuarão encontrando no Linux um sistema coplexo, sim, mas também muito flexível e poderoso. Os que não desejarem absorver esses novos conceitos, edificar esse novo estudo, podem permanecer onde estão, pois ali é seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matemática não ficaria melhor se ocultássemos suas grandes complexidades em prol de uma maior adoção da mesma, ela seria mais divulgada, mas ficaria manca. Quando crianças tem dificuldades com os números exigimos que elas estudem mais, usamos aulas extras, novos métodos, mas nunca abrimos mão que elas passem nos testes e entendam o mínimo dessa ciência. A Informática é também uma ciência e não deveria receber tratamento distinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispensar as pessoas da necessidade de entender e estudar os conceitos fundamentais da informática é prejudicial para o seu futuro. É negar todos os avanços e benefícios que o Software Livre já conseguiu por nós. Criar um sistema onde as pessoas não precisam aprender nada novo para poder chegar a objetivos novos é triste, é subestimar a capacidade humana e é desistir da intenção de uma sociedade igualitária e justa. Peço que meus companheiros de comunidade de Software Livre não desistam de ensinar a todos o que é preciso para poder usar o Linux, pois só quando o usuário sabe o necessário para usar o Linux é que ele sabe o necessário para usar um computador. Enquanto ele souber menos que isso, ele apenas saberá usar Windows.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113701286072984929?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113701286072984929&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113701286072984929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113701286072984929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/confuso-sobre-o-linux.html' title='Confusão sobre o Linux'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113700698972365817</id><published>2006-01-11T17:10:00.000-02:00</published><updated>2006-01-11T17:16:29.723-02:00</updated><title type='text'>Novo blog sobre hardware</title><content type='html'>Saudações a todos. Depois da ressaca de ano novo, da comemoração por minha formatura e pelo campeonato do meu time de futebol decidi por as mãos para trabalhar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo noticiando a criação de um novo blog da franquia Falcon_Dark (hahahaha que engraçado) para falar especificamente sobre hardware. O &lt;a href="http://falcon-dark-hard.blogspot.com/"&gt;Hardware por Falcon_Dark&lt;/a&gt; (eu sei, o título é horrível, mas pegou) vai trazer novidades e comentários, além de curiosidades sobre o tema. Assim posso manter este espaço aqui para falar exclusivamente de software livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que nesse novo ano vocês continuem aparecendo por aqui para ler sobre Linux e outras coisas e por lá para ler sobre aquelas coisas ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113700698972365817?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://falcon-dark-hard.blogspot.com/' title='Novo blog sobre hardware'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113700698972365817&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113700698972365817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113700698972365817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2006/01/novo-blog-sobre-hardware.html' title='Novo blog sobre hardware'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113588002642162797</id><published>2005-12-29T15:50:00.000-02:00</published><updated>2005-12-29T16:13:46.456-02:00</updated><title type='text'>Sega Aurora</title><content type='html'>Toda pessoa que gosta de jogos de computador já deve ter jogado algum arcade. Arcades são aquelas máquinas encontradas em casas de jogos ou fliperamas que proporcionam uma experiência mais agradável que os consoles ou computadores domésticos em termos de experiência de jogo. Talvez pelas enormes telas de muitas polegadas, talvez pelos controles, maiores e mais ergonômicos, jogar em um arcade é ainda hoje uma experiência muito particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunte para qualquer pessoa que tenha intimidade com jogos de computadores qual seu arcade predileto e você sempre ouvirá uma resposta. Praticamente todo amante de jogos tem um arcade preferido, aquele que o jogador nunca esquece. A mim a oportunidade de jogar Daytona USA da Sega é irresistivelmente tentadora. Posso estar onde estiver, fazendo qualquer coisa, se eu topar com uma dessas máquinas irei perder alguns minutos em ao menos uma partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os arcades são para o mundo dos jogos o que a Fórmula 1 é para o mundo dos carros. Máquinas dedicadas, geralmente muito à frente do hardware de sua época, com sistemas operacionais proprietários e misteriosos. Para os desenvolvedores dessas máquinas manter o segredo sobre suas configurações é muitas vezes a diferença entre um grande sucesso ou um estrondoso fracasso. Bem, talvez não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ser varrida do mercado de consoles a Sega permaneceu forte no segmento de jogos. Hoje a Sega tem vários títulos para Playstation, Xbox e Nintendo, além do PC. E no segmento de arcades a Sega sempre se manteve como uma das empresas de ponta. Em 2006 a Sega pretende lançar uma nova máquina de Arcade, para rodar com moedas seus jogos mais atuais. A plataforma tem codinome Aurora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fascinado que sou por tudo que mantém relação com tecnologia estava fuçando por aí atrás de informações e encontrei em um site alguns dados sobre a plataforma Aurora. Não são informações oficiais da Sega, mas é muito curioso dar uma espiada nessas configurações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina rodaria com um chip RISC da Hitachi e seu sistema operacional embarcado seria... o Linux!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, em lugar de gastar algumas centenas de milhares de dólares escrevendo um sistema operacional proprietário para o Aurora a Sega teria decidido usar o kernel livre Linux 2.6 como base. Uma biblioteca gráfica (baseada em OpenGL?) estaria sendo desenvolvida para rodar sobre o pingüim para que os jogos atuais da Sega pudessem ser adaptados para máquinas arcade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o lançamento previsto para 2006 a plataforma Aurora pode trazer o Linux para o mundo dos jogos em ambiente profissional. Some a isso o PS3 da Sony que chegará às lojas também no próximo ano. Teríamos o Linux entrando no mercado de jogos eletrônicos em duas frentes, doméstica e profissional pelas mãos de dois grandes nomes, Sony e Sega. Todo o trabalho feito sobre o Linux para prepará-lo para esses mercados surtirá efeito, em algum nível, sobre o mercado de Linux para PCs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento, talvez em 2007, o Linux estará apto a tornar-se uma grande plataforma de jogos e entretenimento. O mercado está conspirando nesse sentido. Pessoalmente eu continuo torcendo muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113588002642162797?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113588002642162797&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113588002642162797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113588002642162797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2005/12/sega-aurora.html' title='Sega Aurora'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113527014279888284</id><published>2005-12-22T14:45:00.000-02:00</published><updated>2005-12-22T14:49:02.816-02:00</updated><title type='text'>Mais um artigo no Meiobit.com</title><content type='html'>Já está no ar o meu segundo artigo sobre Linux no site Meiobit.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse &lt;a href="http://www.meiobit.com/arq/006922.html"&gt;segundo artigo&lt;/a&gt; eu repassei alguns termos comuns para o usuário de Linux mas que podem causar alguma confusão para os novatos. Também falei um pouco sobre algumas distribuições que os iniciantes podem testar e onde eles podem encontrá-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10762468-113527014279888284?l=falcon-dark.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10762468&amp;postID=113527014279888284&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113527014279888284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10762468/posts/default/113527014279888284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falcon-dark.blogspot.com/2005/12/mais-um-artigo-no-meiobitcom.html' title='Mais um artigo no Meiobit.com'/><author><name>Fabio Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391312860663932804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_VgEI1mp1LU0/SU6xd1ByqOI/AAAAAAAAAAM/fYY9pTGPUcQ/S220/new_falcon_light-small.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10762468.post-113519086005533600</id><published>2005-12-21T16:09:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T16:47:40.116-02:00</updated><title type='text'>Pra que mudar a internet?</title><content type='html'>Dagomir Marquezi é colunista da revista Info e em seu artigo do mês de Dezembro de 2005 pede que alguém forneça alguma razão não política para retirar o controle de nomes de domínio da internet das mãos da Icann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Icann é uma organização independente criada nos EUA para gerir os domínios na Internet. É a espinha dorsal da rede global que você está usando para ler esse texto nesse exato minuto. Marquezi defende, com razão, que não deve ser uma decisão política retirar o controle da Icann. Mas usa o famoso argumento do "em time que está ganhando não se mexe" para defender seu ponto. Se a internet funciona bem, deixem-na como está, é o ponto que Marquezi parece querer ressaltar. É onde sua visão falha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine se essa fosse a opinião da indústria automotiva do início do século! O carro já é bom, já é mais rápido e melhor que uma carroça a cavalo, então não precisamos mais melhorá-lo, pois já está bom o bastante. E estaríamos até hoje andando em veículos à vapor, queimando carvão atingindo incríveis 40KM/h de velocidade máxima. Ainda bem que Otto não pensava como Marquezi e achou que mesmo algo que funcionava bem ainda poderia ser melhorado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao artigo da Info, Marquezi insiste que alguém deva dar boas razões apolíticas para mudar o esquema de controle de domínios atual da Web, mesmo quando ele falha em dar boas razões apolíticas para que ele continue como está. Tudo bem, não vou discutir as razões políticas, vou fazer o que Marquezi pediu e manter as razões no campo não político e começar meu artigo de verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4 Razões Não Políticas para que o controle da internet saia das mãos da Icann.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Razão 1: 15 membros não garante representatividade participativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O conselho administrador da Icann possui 15 membros, dos quais 2 são brasileiros, de várias partes do mundo. Isso deveria servir para mostrar que a administração da Icann (e portanto da estrutura da internet) não é dos EUA, mas sim de todo o mundo. Agora pense sobre o conceito de democracia por um instante. Dizer que 15 membros que são indicados e não eleitos garantem representatividade em uma administração que envolve interesses de mais de 180 países é meio estranho, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Razão 2: A Icann é não governamental, mas age como se fosse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Icann não está sujeita ao governo dos EUA, mas por força da lei deve satisfações ao Departamento de Comércio dos EUA. Então de maneira indireta o governo dos EUA pode exercer algum controle sobre a Icann, e isso já ocorreu várias vezes (citarei um caso mais à frente). Uma rede que pretende ser global e livre para todos não pode estar sujeita aos desígnios de nenhum governo, nem mesmo o dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Razão 3: A Icann não toma decisões por mérito técnico, mas sim por mérito político&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O comportamento da Icann diante dos problemas estruturais da rede, como a falta de segurança, a facilidade para fraudes e as limitações do modelo de IP com 4 conjuntos de 3 dígitos nunca é técnico. Sempre em lugar de resolver as deficiências e tomar atitudes para sanar problemas a Icann aguarda as decisões do governo dos EUA. Somente após regulamentações legais é que a Icann mobiliza algum esforço técnico. Assim quem tem ditado o tom e o ritmo das mudanças na internet tem sido sim o governo dos EUA. Essas mudanças deveriam ocorrer com embasamento técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span st
